“Os partidos e as eleições corrompem moralmente os nossos lideres políticos”

“Os partidos e as eleições corrompem moralmente os nossos lideres políticos” (…) “os nossos lideres eleitos entram inicialmente na politica bem intencionados, orientados para o interesse público, mas depois o processo através do qual são seleccionados corrompe-os moralmente. A tarefa difícil de ascender nos degraus do seu próprio partido fazem com que percam de vista o interesse público, “treinando-os” para que se foquem no desenvolvimento das suas carreiras individuais. (…) Nos países em que as campanhas politicas dependem muito dos fundos privados, procurar financiamentos privados de doadores abastados acaba por comprometer os seus ideais de serviço público. No final do processo, concorrer a um cargo eleito acaba por corromper o politico. No final de contas, ganhar o interesse público não é fácil e os pré-requisitos para o fazer parecem incluir o dobrar da verdade e tomar uma atitude lassa para com as lealdades pessoais ou ideológicas.”
Manuel Arriaga, Rebooting Democracy

Isto significa que para restaurar a ética e a defesa incondicional do interesse publico e da comunidade que representa, os sistemas de “ascensão” internos nos partidos políticos devem ser profundamente reestruturados. Para tal reestruturação, o fim do pagamento obrigatório de quotas – sem perda de capacidade eleitoral ativa – é fundamental, já que corta pela base o tradicional “sindicato de voto” em uso em muitas estruturas locais dos grandes partidos. Para tal reestruturação, Primárias abertas a simpatizantes e, porque não? A todos os cidadãos, sao imperativas, por forma a anular os jogos e tráficos de influencia a nível das jotas e dos aparelhos partidários.

Para abrir os partidos é preciso primeiro quebrá-los. Quebrar os seus velhos hábitos e estruturas, abater pIramidais e basificar ao máximo as estruturas partidárias, reforçando o poder dos militantes e simpatizantes (com referendos e sondagens constantes, por exemplo) e simplificando as formas de acesso aos órgãos partidários internos.

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Categories: Democracia Participativa | 1 Comentário

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One thought on ““Os partidos e as eleições corrompem moralmente os nossos lideres políticos”

  1. Esta história de partidocracia é anacrónica, por um lado mostra-se aqui como estão corrompidos, por outro se defende a sua limpeza (sem abolição), como se isso fosse possível numa sociedade controlada pelos interesses corporativos. Haja bom senso!

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