Monthly Archives: Março 2015

Citações de Álvaro Beleza (entrevista RTPi de março de 2015)

“De facto, o país está a crescer. Vai crescer, felizmente, mas vai crescer – e o Presidente da República falou nisso – devido a medidas do Banco Central Europeu, que fez aquilo que o Partido Socialista vinha defendendo há dois, três anos, assumindo que isto não se resolvia com austeridade, ou indo para além da austeridade, mas sim com uma política de crescimento económico.”
“Nós estamos a crescer por causa da conjuntura europeia, do Senhor Draghi e, indiretamente, por causa dos norte-americanos, que fizeram bem na atitude que tomaram em relação à saída da crise, que não foi a austeridade, mas a criação de condições para sustentar o crescimento económico e, com crescimento económico, obviamente que se pagam as dívidas e que se resolvem os problemas.”
“O problema central é a economia. As Finanças têm que estar ao serviço da economia, não o contrário.”
“O governo escusa de vir surfar nisto (o anémico crescimento económico) porque tem muito pouco mérito próprio. Quase nenhum. Pelo contrário, a conversa das reformas que já se ouve aí outra vez, é sempre a mesma: são despedimentos, cortes no Estado.”
“Gostava de saber quais foram as “reformas” que se fizeram – a sério – no Estado em Portugal nos últimos quatro anos. Zero.”
“Não há, verdadeiramente, modernização do Estado. Não houve reforma nenhuma para melhorar os serviços do Estado. O que houve, foi o aniquilamento de muitos serviços públicos. Deixar de haver serviços em muitos sítios, no interior, nomeadamente. E houve, de facto, um enfraquecimento dos serviços: Saúde, Segurança Social, etc. Reformas? Não vejo nenhuma.”
“Depois de tantos anos em Recessão, é evidente que tínhamos que crescer. Mas a questão não é um número. A questão é que estamos a crescer por medidas de outros e não por medidas e mérito do Governo. Por exemplo: Crescimento económico no ano passado. Deve-se a quê? Ao Tribunal Constitucional ter obrigado a repor alguns dos cortes. Isto gerou Procura Interna, não o crescimento das Exportações.”
“Porque é que as Exportações cresceram nos últimos ano? Fundamentalmente porque foram investimentos na refinaria de Sines”
“Portugal tem fundos europeus desde que aderiu à União Europeia. O dinheiro nem sempre foi bem utilizado e eu tenho muito medo desse foco no dinheiro”
“Há um grande falhanço nos últimos quatro anos: Não se modernizou o Estado português”
“tem que haver um Estado que seja frugal. Mas que gaste mais naquelas áreas onde deve.”
“Há um problema crónico em Portugal: o Estado está em todo o lado. E logo, não está nos sítios onde deve. E temos o Estado a financiar serviços públicos e serviços privados. Tem que se acabar com isso: separar o que é Público e o que é Privado. E para isso não houve coragem.”
“A Europa não tem tido lideranças e esse é o grande problema.”
“Agora, o Governo é só simpatia. Mas durantes três anos fez-se tudo para que 300 mil emigrassem, para que saíssem daqui.”
“O PS deve ser um partido responsável e não vender ilusões”
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“corrupção não está no centro da crise. Que não é o mais importante. Que é apenas uma consequência secundária.”

Um destes dias, um catedratizado dizia-me que a “corrupção não está no centro da crise. Que não é o mais importante. Que é apenas uma consequência secundária.”
É claro que este catedratizado estava ENGANADO.
A Corrupção é e está no centro da Crise.
No centro de mais de 10 anos de desvio de 2 a 3% do OGE para Corrupção (Paulo Morais)
No centro de uma erosão da confiança entre Eleitos e Eleitores que derivou nesta Partidocracia que ora nos rege.
No centro de uma queda abrupta dos padrões éticos e morais de quem nos rege.
No centro de uma “elite” intelectual, que paira nas Universidades e nas Cátedras e que, na melhor das hipóteses, foi incapaz de ver o grau de degradação a que estava a chegar a República. E que na pior, foi cúmplice na decadência que agora ameaça a Democracia e abre a porta a toda a forma de Extremismos e Populismos.

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Vivemos hoje sob um profundo e duradouro défice democrático

Vivemos hoje sob um profundo e duradouro défice democrático. O essencial das decisões políticas não dependem da vontade directa ou indirecta (democracia representativa) dos cidadãos, mas de pólos exteriores de decisão, sejam eles os “Mercados”, as organizações supranacionais (como o FMI ou a UE) ou as grande multinacionais que, por lobbying e corrupção pura, governam, de facto, as democracia que assim são cada vez mais aparentes e menos efectivas.
Existe democracia, mas apenas formal. Na prática, as transferências de soberania, para Privados (Bancos e Multinacionais) e entidades supra-nacionais não-democráticas (FMI, Comissão Europeia, Conselho Europeu, etc) são tão grandes e extensas que vivemos hoje sob um profundo défice democrático. Perante este défice, os cidadãos afastam-se dos principais agentes da democracia, os partidos políticos, perdem o interesse na militância activa, no apoio informal e até na expressão mais básica da democracia: o exercício do direito de voto. No global, e em praticamente todos os países, os níveis de insatisfação para com o desempenho dos políticos é crescente e os partidos “anti-sistema” beneficiam com esse descontentamento. Os partidos “do Sistema”, perante esta pressão deviam estar a colocar a reforma interna nas suas prioridades, mas, contudo, são raros os que o fazem… mesmo onde a pressão de novos agentes é maior (Espanha, com o Podemos, Itália com o Cinco Estrelas e Grécia com o Syriza).
Esta separação crescente entre cidadãos e as instituições democráticas, os partidos e os políticos profissionais é a raiz do abstencionismo crónico (de que o abstencionismo eleitoral é apenas um aspecto). O fenómeno não radica assim na incapacidade de viver em comunidade, com responsabilidade social e consciência política e cívica por parte dos jovens (onde este abstencionismo é mais grave), nem por parte dos cidadãos em geral. O fenómeno deriva diretamente de uma percepção, corretamente aferida, da fraca influência do voto nas decisões políticas de largo espectro que afectam as gerações actuais e as gerações vindouras neste contexto de globalização e federalização crescentes. Quanto maior for a distância entre aspirações dos cidadãos e exercício prático dos partidos, maior será a abstenção e o desinteresse generalizado por todas as formas de vida partidária.
Para resolver este bloqueio democrático precisamos de ruptura. E de uma ruptura decisiva e urgente, capaz de resolver aquela que é a maior crise da era moderna: a da perda de credibilidade, eficácia e confiança na Democracia. É preciso garantir que as decisões que a todos os afectam cabem de factos a todos e reduzir até zero (de forma gradual, mas corajosa) o poder e a influência de todos os organismos não democráticos ou transnacionais sem legitimidade democrática directa.
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“Os políticos sentem-se imunes ao controlo pelo público”

“Os políticos sentem-se imunes ao controlo pelo público: (…) Num grande número de decisões públicas, os políticos sentem-se invulneráveis à oposição pública e, logo, avançam com medidas a que se opõe uma larga maioria da população. Infelizmente para nós, isto pode ocorrer com as maiores decisões que nos afetam por várias gerações. Na maioria dos países, não existem mecanismos para que os cidadãos possam efetivamente bloquear uma medida que é lançada pelo seu próprio governo ou parlamento. Os políticos sabem isto e exploram muitas vezes esta falta de controlo público granular sobre as suas ações e por isso avançam com medidas que os opõem ao público logo que chegam ao poder. Claramente, esperam que o assunto seja esquecido antes da próxima eleição.”
Rebooting Democracy
Manuel Arriaga

A maior e mais importante reforma de Democracia Participativa que se pode (e deve) introduzir no atual sistema parlamentar e autárquico representativo deve ser precisamente a capacidade efetiva de os cidadãos poderem reverter qualquer medida, lei, determinação autárquica e normativa europeia através de um referendo convocado por iniciativa cidadã e de forma peticionária, adequada (exigente), mas com um número mínimo de assinaturas realista (útil) e que seja realmente capaz de travar ou reverter a decisão politica em questão (eficiente).

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O unanimismo mata

O unanimismo mata. Mata a liberdade pensamento, o sentido critico e a capacidade para inovar.
Os partidos políticos do século passado tinham no unanimismo, no seguidismo bacoco e absoluto um imperativo total para que os seus membros conseguissem galgar, internamente, os degraus da pirâmide hierárquica. Nos partidos do século passado subia-se não em função dos méritos próprios (meritocracia) mas em função da capacidade de seguir o líder e da capacidade (por intuição ou lobbying interno) de identificar e seguir quem estaria bem posicionado para assumir funções de liderança.

Estas praticas e métodos eram desenvolvidos até ao limite e ensinados desde tenra idade nas Juventudes partidárias que assim se foram decompondo de genuínas e úteis escolas de cidadania e em academias de treino e formação de seguidistas e aparelhistas profissionais dando um contributo decisivo para estes partidos fechados à sociedade civil, aparelhizados e cristalizados que hoje temos.

De facto, quebrar hoje o Seguidismo acéfalo e acrítico só pode ser feito de uma forma e essa forma é acabar com as juventudes partidárias: fabricas de maus hábitos e de condutas convergentes quando os partidos – para se reformarem – precisam mais do que nunca de pensamento e palavra divergente, de oposição interna frontal viva e dinâmica, pública, sem medo de anacrónicas acusações de divisionismo ou “traição”. Precisamos de partidos vivos, rápidos a reagir a uma realidade que muda a uma velocidade que não pára de crescer e estes novos partidos não se fazem com Seguidistas, fazem-se com Cidadãos capazes de rupturas, que cultivem um raciocínio autónomos e divergentes, abrindo-se assim à sociedade civil e a todos aqueles que as velhas lógicas piramidais, seguidistas e aparelhísticas foram repelindo da atividade politico-partidária comum.

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“Fazem falta sonhadores valentes que saibam sonhar um mundo melhor e que se atrevam a chamar as coisas pelos nomes, fazem falta sonhadores que se atrevam a defender os de baixo e enfrentar os de cima”

“Fazem falta sonhadores valentes que saibam sonhar um mundo melhor e que se atrevam a chamar as coisas pelos nomes, fazem falta sonhadores que se atrevam a defender os de baixo e enfrentar os de cima”
Pablo Iglesias

E virar o Eixo Esquerda-Direita. O Podemos em Espanha, já o percebeu. O Syriza, nem por isso. A Frente Nacional, em França, também (embora num setor de pensamento politico com que não me identifico): a velha oscilação de regime entre Esquerda e Direita, entre Marxismo e Capitalismo está esgotada. Num mundo onde as desigualdade socio-económicas são cada vez maiores, a distancia entre “os que têm” e “podem” e todos os outros é cada vez maior.

É na compressão desta distancia entre élites e cidadania que está a raiz da reforma que importa realizar nos partidos por forma a renová-los e aproximá-los da cidadania.

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Sobre a organizacão da Valve

A Valve, a empresa de videojogos onde trabalhou Varoufakis, o atual ministro das Finanças grego, é uma empresa muito original: tem uma organização flat, sem hierarquias em que a produção de videojogos se faz sem nenhuma planificação central, com tarefas distribuídas e organizada em equipas, onde cada equipa decide o que vai fazer.

Varoufakis chama à organização interna da Valve “uma ordem espontânea alternativa”, em grande contraste com a tradicional organização das empresas: “o sistema actual de governo das empresas está obsoleto. Repleto de hierarquias que desperdiçam o talento e as energias, misturadas com finanças tóxicas, dependentes de estruturas políticas que estão a perder legitimidade. Uma nova forma de empresa pós-capitalista, descentralizada, mais tarde ou mais cedo, vai surgir.”

Categories: Economia | Deixe um comentário

Sabia que…

…nas ruínas da igreja de Santa Maria do Vale existe uma pedra que tem esculpida uma pequena esfera armilar, ou seja, uma representação de um símbolo que só surgiria oficialmente com Dom Manuel I e que assim, com este facto, pode acreditar-se tratar-se de uma influencia templária?

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Sabia Que

…o primeiro duque de Bragança, Afonso, era filho natural do futuro Dom João I de Portugal e de uma judia, Inês Pires, filha do “Barbadão”?

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“A crise do sistema politico vai-se manifestar”

“A crise do sistema politico vai-se manifestar. Pode não dar origem a um Podemos, mas pode resultar numa grande abstenção. Os cidadãos vão penalizar os partidos não votando. (…) Portugal é uma sociedade que envelheceu muito, e muito rapidamente. Com a demografia a favorecer o conformismo, faltam as evidências de que os partidos vejam estes sinais de grande preocupação.”
João Bonifácio Serra, historiador e antigo chefe da Casa Civil

Se a Abstenção ultrapassar os 50% dos eleitores inscritos para votar estaremos perante um estranho paradoxo: por um lado, haverá uma grave crise de representatividade por parte do governo que sair das Legislativas. Por outro, será possível que os partidos políticos com assento parlamentar passem por esta autêntica tempestade democrática sem serem, sequer, levemente beliscados? Não é e não será.

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“Para se pensar o pais é preciso atravessar o espesso nevoeiro da mediocralhada que o infestou”

“Para se pensar o pais é preciso atravessar o espesso nevoeiro da mediocralhada que o infestou. Será que a democracia exige a mediocridade? Mas os povos civilizados dizem que não. Nós é que temos um estilo de ser medíocres.”
Virgílio Ferreira

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Citações

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes,m a energia de um coisa”
Guerra Junqueiro, 1896
“Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal”
Guerra Junqueiro, 1896
“Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções. Vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundido, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar”
Guerra Junqueiro, 1896

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As primárias permitem combater

As primárias permitem combater
Os sindicatos de votos e funcionam também como sondagem prévia.
“Primárias só com financiamento do partido para servir de travão à compra de votos pelos Interesses, como aliás sucedeu nas Primárias de 28 de setembro de 2014.”
Debate Primárias, Já, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião

“Os simpatizantes nas Primárias podem ser a forma de fazer crescer a base de militantes e de renovar os Partidos.”

Debate Primárias, Já, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“As primárias são uma ferramenta muito importante de transformação do sistema politico e o PS tem o dever de dar o primeiro passo na transformação do sistema politico português “
Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“Defendo a criação de uma segunda câmara com senadores para compensar a demografia com o território”
Capulas Santos, no Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“As Primárias de 28 de setembro de 2014 inspiraram o pais e deram confiança ao pais. Este deve ser o modelo a replicar e a alargar à escolha de todos os candidatos a cargos políticos.”
Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“Com a introdução de círculos uninominais não se deve reduzir o número de deputados por forma a não prejudicar a representatividade das minorias partidárias.”
Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“As Primárias não podem ser campo de conflito e disputa dentro do partido, mas importa evitar criar demasiadas tensões. Deve haver debate para criar um processo de maturação ou desenvolvimento de posições.”
Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“As Presidenciais sendo uma figura nominal seriam o campo ideal para a realização de Eleições Primárias.”
Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião
“Como renovar a democracia se os jovens estão – em grande número – preocupados com questões de sobrevivência básica e se a maioria da atividade politico-partidária está na mão das gerações grisalhas?”
(membro da audiência no Debate Primárias, Já, em Évora, com Álvaro Beleza e Daniel Adrião)
“Não chegar mudar de líder para mudar o partido, é preciso mudar as regras”
Álvaro Beleza, no Debate Primárias, Já, em Évora
“(Sobre a Escola Pública) é um avanço civilizacional o filho do milionário ir à mesma escola do filho pobre e receberem a mesma educação para a República”
Álvaro Beleza, no Debate Primárias, Já, em Évora
“O PS precisa de se reformar politicamente. Estamos num ponto de viragem que podemos agora usar para abrir o partido”
Álvaro Beleza, no Debate Primárias, Já, em Évora
“Devemos fazer politica sem medo de ir a votos”
Álvaro Beleza, no Debate Primárias, Já, em Évora
“Gostaria de viver num pais onde as élites não mandam, onde manda o povo”
Daniel Adrião, no Debate Primárias, Já, em Évora
“Não acredito em lideres iluminados, acredito na inteligência coletiva e que muitas cabeças pensam melhor que uma só e isso é a génese das Primárias.”
Daniel Adrião, no Debate Primárias, Já, em Évora
“Os cidadãos estão cansados dos partidos tradicionais, querem partidos novos e inovadores.”
Daniel Adrião, no Debate Primárias, Já, em Évora
“E se houvessem Primárias sem inscrição previa de simpatizantes, para abrir ao máximo o sufrágio a um maior numero de cidadãos e evitar assim a arregimentação massiva de “simpatizantes”?”
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A Constituição Republicana de 1911 definia a existência na Assembleia da República de duas câmaras

A Constituição Republicana de 1911 definia a existência na Assembleia da República de duas câmaras: a dos deputados com 163 membros eleitos diretamente por 3 anos e a do Senado com 71 e cujo presidente era eleito pelas duas câmaras durante 4 anos não reelegíveis.

Passados mais de cem anos, será este o momento para regressar a este modelo bicameral? Manter um Parlamento, composto por deputados eleitos em círculos distritais (idealmente, em listas abertas e ordenados por voto preferencial, como na Finlândia ou na Austrália) e (re)criar um Senado onde teriam assento senadores eleitos em círculos distritais uninominais, de listas partidárias ou independentes? Este Senado poderia ter iniciativa de veto (por maioria) das votações no Parlamento ou a capacidade de dissolução do Governo (bomba atómica) e de produzir iniciativas legislativas que depois seriam desenvolvidas e votadas no Parlamento.

O modelo bicameral nesta sua possível implementação parece-nos muito interessante como forma de renovar a democracia e de reaproximar os eleitos dos eleitores, devendo merecer seria reflexão por parte de todos aqueles que estão preocupados com o atual sequestro da democracia pelos “interesses” economico-financeiros, por entidades supranacionais não-democraticas (Eurogrupo, Comissão Europeia e BCE) e por uma democracia representativa que assume de forma cada vez mais despudorada a aparência de uma partidocracia fechada sobre si mesma e que exclui todos os que não fazem parte do aparelho profissional que hoje reserva para si o essencial do poder interno nos partidos políticos.

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Varoufakis: “precisamos de bancos chatos”

Varoufakis: “precisamos de bancos chatos” (…) Que são “aqueles bancos que recebem o nosso dinheiro, a um juro baixo, emprestam-nos a empresas, estados e pessoas a um juro mais alto, e vivem bem assim.”

Ou seja, precisamos de separar completamente a banca de retalho e a banca de investimento, acabando de vez com esta perigosa mesclagem que esteve na direta razão de todos os escândalos financeiros dos últimos anos. Precisamos de uma banca que esteja vocacionada para o financiamento (regrado) do consumo das famílias e de uma banca capaz de financiar as empresas produtivas, que têm real impacto na economia real e na geração efetiva e duradoura de emprego. Precisamos de regulação, dura, rigorosa e eficaz. Mas estarão os partidos atuais preparados para tal ruptura com um sistema financeiro que os domina, financia e influencia de varias formas e feitios?…

Categories: Economia, grécia | Deixe um comentário

Não há homens providenciais ou “geniais”.

Não há homens providenciais ou “geniais”. Há homens e mulheres capazes de lerem o momento, de pressentirem aquela que acreditam ser a vontade popular e de a liderar. Os homens e mulheres providenciais não são o momento. São feitos por ele e se, por alguma circunstância ou azar do momento, se deixam ultrapassar e se afastam da onda coletiva que as circunstancias e o mérito pessoal os colocaram a cavalgar, então, desaparecem de cena e são substituídos nesse papel providencial por outra personagem.

Categories: Política Nacional | Deixe um comentário

Citação de Virgilio Ferreira

“O Espanhol é um “bárbaro”, mas assume a barbaridade (…) O Francês é um ser artificioso, mas que vive dentro do artifício. O Alemão é uma broca ou um parafuso. Mas que tem o feitio de uma broca ou de um parafuso. O Italiano é um histérico, mas que se investe na sua condição no parlapatar barato, na gritaria. O Inglês é um sujeito grave de coco, mas que assume a gravidade e o ridículo que vier dela. Nós somos sobretudo ridículos porque o não queremos parecer. A politiquerada portuguesa é uma gentalha execranda, parlapatona, intriguista, charlatã, exibicionista, fanfarrona, de um empertigamento patarreco, e tocante de candura.”
Virgílio Ferreira

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É sabido que uma das causas do alto endividamento público grego é o setor da Defesa (4% do OGE, o dobro da média da UE). Espero assim que a visita de Tsipras de 19 de fevereiro à fragata chinesa Changbaishan (atracada no porto do Pireu) não represente mais que um “golpe de charme” para compensar o cancelamento da privatização desse porto a uma empresa chinesa… De qualquer modo, se se concretizar uma tal compra… É que a Grécia opera 9 (!) fragatas ex-holandesas da classe Kortenaer (construídas em começos da década de 1980) e tem planos para um “midlife upgrade” que poderia deixar cair… em troca de comprar fragatas novas (uma fragata chinesa moderna custa 674 milhões de USDs, bem menos que um equivalente ocidental…)

É sabido que uma das causas do alto endividamento público grego é o setor da Defesa (4% do OGE, o dobro da média da UE). Espero assim que a visita de Tsipras de 19 de fevereiro à fragata chinesa Changbaishan (atracada no porto do Pireu) não represente mais que um “golpe de charme” para compensar o cancelamento da privatização desse porto a uma empresa chinesa…
De qualquer modo, se se concretizar uma tal compra…
É que a Grécia opera 9 (!) fragatas ex-holandesas da classe Kortenaer (construídas em começos da década de 1980) e tem planos para um “midlife upgrade” que poderia deixar cair… em troca de comprar fragatas novas
(uma fragata chinesa moderna custa 674 milhões de USDs, bem menos que um equivalente ocidental…)

Categories: Defesa Nacional, Política Internacional | Deixe um comentário

“Meus senhores, deputados e deputadas, o Povo não gosta de vós.”

“Meus senhores, deputados e deputadas, o Povo não gosta de vós.
Porventura de forma injusta, acredita que não passam de marionetas das distritais dos vossos partidos, que vivem de costas viradas para os cidadãos e para as comunidades locais e que colocaram, faz muito, longe do vosso coração o sentimento de pertença e lealdade a este grande e milenar pais chamado Portugal, valorizando apenas as vossas carreiras profissionais ou a quantidade de poder interno (no Partido) ou externo (no Pais) que conseguiram sequestrar.
Senhores deputados, termino como comecei: o Povo não gosta de vos: mudem, deixem de ser marionetas dos Aparelhos e das direcções nacionais e de bancada. Assumam o pensamento divergente e a oposição a tudo o que viole a vossa própria consciência e a daqueles que vos elegeram.
Declarem a Independência, dêem o Grito do Ipiranga e tornem-se livres dos Aparelhos e leais apenas com os Eleitores e Cidadãos que, de facto, representam.
Em suma, Senhores Deputados: sejam Cidadãos e recusem o papel limitado e castrado de escravos do Aparelho e das direcções partidárias.”
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“é altura de Portugal ter uma mulher (Maria de Belém) Presidente”

“é altura de Portugal ter uma mulher (Maria de Belém) Presidente”
Ana Gomes
(Depois de tantos putativos candidatos, desde académicos de discurso fechado, advogados de grandes multinacionais do ramo, e ex-presidentes, ter uma mulher, com as suas características pessoais e ligações à sociedade civil seria uma novidade)
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Segundo uma decisão recente do Parlamento, vai ser desviado dinheiro dos grupos parlamentares para pagar campanhas eleitorais

Segundo uma decisão recente do Parlamento, vai ser desviado dinheiro dos grupos parlamentares para pagar campanhas eleitorais:
Duas reflexões a propósito deste “desvio”:

1. Em primeiro lugar sou completamente contra qualquer forma de financiamento privado a qualquer tipo de atividade politica organizada, seja ela no contexto de um movimento autárquico independente, numa candidatura presidencial ou num partido politico. Para obstar a fenómenos “Jacinto Capelo Rego” (um doador virtual do CDS que, alegadamente, terá servido para introduzir um milhão de euros das “comissões” dos submarinos nesse partido) é preciso que a atividade politica, e muito particularmente os partidos sejam financiados apenas através de uma rubrica especifica do Orçamento Geral do Estado. Atualmente, já existem limites a este financiamento privado, como demonstra o caso supra, os partidos aprenderam a contorná-los e para repor alguma moralidade na politica é preciso restaurar esse controlo.

2. Em segundo lugar, defendo o estabelecimento de tectos máximos de despesa de campanhas eleitorais muito mais contidos que os atuais e que estejam, de facto, indexados ao défice orçamental do ano corrente (o orçamento publico teria uma variação diretamente indexada à percentagem do défice orçamental), mas a partir de um valor base que corresponderia a metade do ultimo orçamento eleitoral. Obviamente, para garantir a aplicação desta lei, o Tribunal Constitucional deveria ter meios adequados para a sua fiscalização (o que não acontece atualmente) e as multas teriam que aumentar, assim como a quantidade de responsáveis partidários que seriam diretamente responsáveis pela violação, reiterada e consistente.

As ultimas Legislativas gregas provam que é possível alterar um circulo politico e eleger um novo partido a partir de uma campanha de tipo novo, quase sem cartazes e manifestações de rua, mas muito focada na televisão e nas redes sociais, e gastando muito menos que nas campanhas eleitorais convencionais. Aprendamos com os gregos e adaptemos a estrutura de despesa dos partidos lusos ao rigor que se exige hoje a toda a sociedade.

E faça-mo-lo hoje, já, porque o tempo tarda.

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Sabia Que…

…quando o coração deixa de bater, o oxigénio deixa de chegar ao cérebro e que este recorre a um transmissor químico de alta energia para se manter ativo durante cinco minutos? Quando este se esgota, as células cerebrais começam a morrer… Ou seja, se o coração não for reativado em cerca de 15 minutos. O cérebro sofre perdas serias de células, irreversíveis acima dos 20 ou 25 minutos.

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Sabia Que…

Sabia Que depois de Servilio Scipião ter mandado assassinar à traição uma parte dos lusitanos deixou o território e foi fundar a cidade de Valência?

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Em Portugal, e por efeito de uma austeridade fanática e da transformação da União Europeia num instrumento acrítico da Alemanha e dos interesses da Alta Finança, o sistema politico partidário pode ser abalado pela raiz.

Em Portugal, e por efeito de uma austeridade fanática e da transformação da União Europeia num instrumento acrítico da Alemanha e dos interesses da Alta Finança, o sistema politico partidário pode ser abalado pela raiz.
Desenganem-se aqueles que pensam que o sistema partidário luso é muito mais resiliente que o grego. E que, por cá, é impossível passar de 2% nas sondagens de janeiro e acabar ganhando quase com maioria absoluta as Legislativas, contra a maioria esmagadora dos Media (controlados pelos oligarcas).
Em Portugal não há um Syriza (apesar do Bloco reclamar essa ligação, na verdade é o Livre que mais ligações politicas tem com a coligação grega), mas vai haver alternativas no boletim de voto que podem capitalizar o descontentamento contra o Rotativismo e a Alternância: Livre, PDR, Nos, Juntos Podemos (?), etc.
Nenhum destes partidos conseguirá votos para substituir os tradicionais partidos de poder em Portugal, mas juntos, conseguirão desequilibrar o sistema e forçar a um novo jogo de coligações poseleitorais que é (infelizmente) raro em Portugal.

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