Daily Archives: 2015/02/20

Na evolução politico-partidária na Grécia há um facto ao qual não tem sido dada a devida relevância: em apenas cinco o conjunto Nova Democracia-PASOK (centro-direita e centro-esquerda) passou de dois terços do eleitorado para menos de um terço.

Na evolução politico-partidária na Grécia há um facto ao qual não tem sido dada a devida relevância: em apenas cinco o conjunto Nova Democracia-PASOK (centro-direita e centro-esquerda) passou de dois terços do eleitorado para menos de um terço.
Ou seja, metade do eleitorado do centro rotativista evaporou-se.
E não se sublimou para a abstenção.
Sublimou-se para uma alternativa de Governo à Esquerda.
A situação parecia impossível ainda há menos de 6 anos, mas agora está aí, para quem a quiser ver…
E a quebra da alternância advém do reconhecimento popular do esgotamento desse modelo e do preço pago pelo servilismo bacoco aos ditames do norte da Europa.
Aliás, a reacção popular contra o rotativismo helénico é uma reacção contra a Comissão Europeia, o BCE e o FMI, que governavam em Atenas usando o governo de bloco central como “proxy”.
Daqui devem tirar-se duas lições:
1. coligações de Bloco Central em períodos de soberania limitada são fatais para os coligados e insuflam os extremos no voto de protesto contra essa limitação (nunca referendada…) de soberania.
2. Este é o tempo do “tempo rápido”… Realidades tidas como estáticas e asseguradas durante décadas são hoje obsoletas e a imprevisibilidade dos resultados eleitorais é maior do que nunca, já não tendo o fenómeno da fidelização do voto o mesmo tempo que tinha há apenas cinco anos.

Os tempos mudaram.
Os gregos já perceberam.
Os portugueses vão percebendo…
Mas aqueles que no PS defendem coligações à direita, ainda não.

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“Quando os cidadãos são questionados sobre as razões pelas quais eles acham que os políticos falham na satisfação das suas exceptativas, a corrupção aparece de forma proeminente na maioria dos inquéritos.”

“Quando os cidadãos são questionados sobre as razões pelas quais eles acham que os políticos falham na satisfação das suas exceptativas, a corrupção aparece de forma proeminente na maioria dos inquéritos.”
Manuel Arriaga, Rebooting Democracy

A corrupção é de facto o fenómeno que, isolado, mais danifica a credibilidade de uma governação e a confiança dos cidadãos na classe politica. A corrupção distorce a meritocracia que deve estar na base da ascensão e sustentação da progressão de alguém numa carreira politica ou nos mais elevados escalões do funcionalismo público. Se o Exemplo dado por pessoas em posição de liderança for negativo, se uma Justiça lenta e ineficiente compactuar com estas situações, criar-se-á na sociedade uma percepção generalizada que o Esforço, o Trabalho, a Criativa e a Qualificação não são determinantes para a ascensão socio-económica de alguém, mas sim, a sua disponibilidade para ceder a tentações nepóticas, de fraude e corrupção.

Por outro lado, e como demonstra o exemplo grego, a disseminação de fenómenos da dita “pequena corrupção” (subornos generalizados a funcionários públicos, fuga generalizada de impostos e economia subterrânea predominante) mostra a necessidade de criar um corpo totalmente independente de investigação e Justiça deste tipo de fenómenos, seguindo os bons exemplos de Singapura e Hong-Kong. De igual modo, na Administração central e autárquica há que lançar um plano nacional de simplificação legislativa e administrativa que reduza o espaço da arbitrariedade das decisões e reduza os corpos legislativos por forma a reduzir a superfície de exposição do Estado a estes fenómenos. Combater a corrupção é também uma forma de estimular a economia, pela via da redução do desperdício e da carga fiscal que assim pode ser reduzida e desviada para fins socialmente mais úteis.

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