Citações de As Lides do Talaya de Paulo Jorge Costa Ferreira

Sabia que os almotacés da cidade de Lisboa, no século XVIII, eram eleitos por períodos de apenas quatro meses? Este intenso escrutínio democrático exigia-lhes uma grande competência no exercício das suas funções e merece seria reflexão na transposição para os dias de hoje (em que realizar eleições electrónicas é tão fácil).
Os almotacés tinham muitas funções desde “guardar a exactidão dos pesos e medidas, bem como o cumprimento dos preços a praticar, multando os prevaricadores; assegurar o abastecimento dos mercados e das feiras, racionando os alimentos, caso a escassez assim o impusesse; além disso, pertencia-lhes controlar nos estabelecimentos comerciais as condições de limpeza e higiene dos seus produtos (…), averiguação e extirpação dos monopólios (…) e andarão pela cidade em modo que se não façam nela esterqueiras, nem lancem ao redor do muro esterco, nem outro lixo”.
As Lides do Talaya
Paulo Ferreira
No século XVIII, os “almotacés das execuções de limpeza” tinham que “à sua custa, no termo de duas horas, lançar fora qualquer animal que se achar morto nas ruas da cidade, e de fazer que as mesmas ruas estejam limpas de lamas e outras imundices, com pena de perdimento do ordenado, pela primeira vez, e pela segunda, do ofício, para nunca mais o haver”. E hoje, quando vemos tanto lixo por recolher nas ruas e passeios sujos na cidade, que destino seria o destes almotacés se se aplicassem hoje as regras tao rigorosas do Portugal de Oitocentos?…
As Lides do Talaya
Paulo Ferreira
No século XVIII, a organização militar portuguesa “dividia-se em três tipos de tropas: a tropa paga, os corpos auxiliares e as ordenanças. A primeira era constituída por forças de profissionais, comandadas por fidalgos nomeados pelo rei, enquanto a tropa auxiliar era composta pelos elementos da população que eram recrutados para a guerra, sem remuneração. (..) Os corpos de ordenanças eram forças locais, limitando a sua ação à respetiva zona militar.”
As Lides do Talaya
Paulo Ferreira
Sabia que o molde em bronze da estátua de Dom José I, na Praça do Comércio foi feito em grande segredo porque não se sabia se “seria possível derreter uma tão grande porção de metal junto, havendo o receio que o tanque pudesse abrir algum rombo ou que os ductos que levavam o bronze para dentro do molde pudessem rebentar”?
As Lides do Talaya
Paulo Ferreira
Sabia que a quantidade de cera usada para a estátua de Dom José I foi tão grande que o preço da cera aumentou 25% até que fosse importada mais desse material?
As Lides do Talaya
Paulo Jorge Costa Ferreira
http://ferin.pt/loja/as-lides-do-talaya.html
Sabia que a carreta de quatro cilindros (que eram sucessivamente levados para trás do veiculo) que levou a estátua de Dom José I (hoje na Praça do Comércio) tinha a estátua escondida dentro de uma caixa de madeira com a frase, gravada a letras de ouro, “non velant nubila solem” (a nuvem não esconde o sol, sendo a nuvem a caixa e o sol, o rei)?
As Lides do Talaya
Paulo Jorge Costa Ferreira
http://ferin.pt/loja/as-lides-do-talaya.html
Sabia que a estátua de Dom José I na Praça do Comercio levou ao arrasamento de ruas, ao ser alargamento a um mínimo de 13 metros e até à demolição do arco da freguesia de Santa Engrácia? A estátua foi movida até ao seu local atual pela força braçal de centenas de homens.
Sabia que na inauguração da estátua de Dom José I na Praça do Comércio ainda não estava edificada a maior parte da Praça? Para a ocasião, construiu-se em madeira, pintada a imitar o mármore e alvernaria. Este trabalho era feito de noite, mas o furto de materiais era tão alto que o custo total da obra haveria de derrapar várias vezes.
As Lides do Talaya
Paulo Jorge Costa Ferreira
http://ferin.pt/loja/as-lides-do-talaya.html
“O espírito da novidade, espírito perigoso, como o detesta? (…) Volteres, Rossoz, mil outros por mais que o verniz de huma locução amena doireis o mortífero veneno, vos estáis procriptos da livraria de S.A.” (“Elogios” de Dona Francisca Talaya à Infanta Dona Maria Ana)
Na visita da Dona Maria Victoria a Madrid, em 1777, a rainha – irmã do rei espanhol Dom Carlos III, oferece ao mesmo um curioso autómato: “huma gaiola de Vara de Alto Bronze doirado, exquezitamente trabalhada, no sollo, hum Relógio esférico, e dentro da Gaiola, hum Canário, que canta, move, e garganteia, e anda de hum lado a outro, como se realmente fosse vivo, ao impulso da Máquina e corda que se lhe dá”.

“Dom João V era um monarca que se votava de corpo e alma à religião; talvez por isso, nas relações fora do matrimónio, em que era pródigo, o perfil feminino de sua eleição eram as freiras dos conventos.”

Em 1793, Portugal envia para combater os republicanos franceses um Exercito Auxiliar para Espanha composto por seis regimentos de infantaria, incluindo os do Porto, Peniche e Cascais, num total de seis mil homens, juntamente com cinco navios de guerra e nove mercantes, entregues ao comando do marechal João Forbes Skellater, um militar escocês radicado em Portugal desde a guerra de 1762.

Com o fim da campanha do Rossilhão, em 1795, Portugal pagou um preço elevado: perdeu o seu tradicional estatuto de neutralidade, perdeu o seu aliado mais importante, a Espanha e perdeu muita da sua frota mercantil, devido aos constantes ataques da marinha francesa.

Em 1732, um raio atingiu a torre grande do castelo de Campo Maior, onde se guardavam seis mil arrobas de pólvora e cinco mil munições, a explosão resultante levou à morte de dois terços dos seus habitantes. A Capela dos Ossos, construída em 1766, foi feita com as ossadas de cerca de 800 vitimas deste acidente de Campo Maior.

Quando, depois de duas semanas de cerco por milhares de franceses, chefiados pelo general Girard, em 21 de maio de 1811, o sargento-mor José Joaquim Talaia, se rende, manda marchar os seus trinta soldados artilheiros e as dezenas de milicianos que defenderam a praça por entre as alas dos granadeiros franceses, atónitos com a pequenez da força portuguesa.

Sabia que Alexandre Herculano, Almeida Garrett e Joaquim António de Aguiar participaram da operação militar dos “Bravos do Mindelo” que aqui desembarcaram a 9 de julho de 1832, com mais de 50 navios e 7500 homens?

“Le droit que nous connaissons est le droit du canon”, frase proferida pelos juízes do tribunal militar que, em 1808, mando executar o rebelde luso Jacinto Correia Talaia.

Crime de delito comum puníveis nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Bigamia por um dia, mínimo de quatro anos

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Predizer o futuro por qualquer outra maneira que não fosse a astrologia: dois anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Adultério consentido pelo marido, degredo perpétuo para o adúltero 

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Cortar árvores de fruto ou sobreiros ao longo do Tejo, 4 anos

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Fazer cárcere privado, 5 anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Corrupção, cinco anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Andar armado à noite, 4 anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Violar regras de vestuário no luto de familiares, dois anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Andar disfarçado de mulher ou com máscaras sem ser para festas, dois anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Fechar portas por fora contra a vontade dos donos, dois anos de degredo
(por brincadeira?… que histórias estariam por detrás desta pena?)

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Dormir com freira fora do mosteiro, dois anos de degredo

Crime de delito comum punível nas Ordenações Filipinas com degredo para África:
Dormir com mulher solteira na convicção de que era casada, dez anos de degredo

(ora essa! mas se era solteira… o que conta é a intenção, suponho!)
Advertisements
Categories: História, Portugal | Deixe um comentário

Navegação de artigos

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Site no WordPress.com.

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

Moradores do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Moradores do Areeiro

AMAA

Associação de Moradores e Amigos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES ALTRUISM

A new world with universal laws to own and to govern everything with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade

Parece piada... fatos incríveis, estórias bizarras e outros micos

Tem cada coisa neste mundo... e todo dia surge uma nova!

O Vigia

O blog retrata os meus pensamentos do dia a dia e as minhas paixões, o FLOSS, a política especialmente a dos EUA, casos mal explicados, a fotografia e a cultura Japonesa e leitura, muita leitura sobre tudo um pouco, mas a maior paixão é mesmo divulgação científica, textos antigos e os tais casos ;)

%d bloggers like this: