Alguns factos sobre o problema das “Casas Vazias” em Portugal e as dívidas imobiliárias

Existem em Portugal Dois milhões de casas vazias. Em Lisboa há cerca de 18 mil.
Crédito mal parado colossal. Quase 200 mil famílias em incumprimento. Famílias que em quatro anos ou menos perderam todas as poupanças. Os bancos não executam mais porque estão saturados de património.
As prestações ao crédito de habitação são a última coisa que os portugueses deixam de pagar.
Estes é um dos problemas que abordaremos em:
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O total das dividas em Portugal, por cobrar, ascende a mais de 332 milhões de euros
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A maioria da habitação depreciou 40%
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Não há mercado de arrendamento. Os preços ou são muito altos, ou muito baixos, especialmente em Lisboa e nas grandes cidades.
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Grande parte dos dois milhões de casas pertencem a fundos de investimento imobiliário isentos de IMI e IMT.
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As execuções – feitas agora por solicitadores – são feitas pelos mesmos agentes, em todas as fases do processo. Isso torna-o permeável a erros e abusos diversos. Estes solicitadores concentram demasiados poderes: são responsáveis por todas as fases do processo e podem penhorar salários, créditos e contas, penhorar e vender bens, aceder ao sistema da segurança, levantar o sigilo bancário e executar despejos, tudo a troca de comissões percentuais e pagamentos à unidade. Sem supervisão judicial.
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Nos processos de execução, a prioridade cabe, por ordem: às Finanças, à Segurança Social e aos Bancos. Só depois vêem todos os outros, PMEs e particulares, nomeadamente.
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Um número crescente de execuções e penhoras está a ser feito sobre os fiadores, muitos dos quais pensionistas com os rendimentos severamente reduzidos nos últimos anos, sem forma de obterem novos rendimentos e que fiaram as dividas dos seus filhos.
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As casas penhoradas são leiloadas em tribunal em carta fechada. Na maior parte dos casos, são os bancos que as compram.
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Os processos de execução – antes demasiado lentas, demorando dez anos em média – agora, são rápidos demais, demorando um ou dois anos.
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A maioria dos processos de execução, em 2008 e 2012 eram bem sucedidos. Agora, a maioria são pouco mais que um castigo para os devedores e um custo para os credores pela simples razão que hoje em dia a maioria destes devedores já não têm rendimentos ou pensões que os possam ajudar a recuperar as suas dívidas.
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Existem penhoras e vendas de casas quando estas resultam de dividas de IMI.
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O crédito fácil à habitação elevou os níveis de endividamento acima do sustentável. Os bancos emprestaram indiscriminadamente, mas com a quebra dos salários (20% em apenas 3 anos), o desemprego e a redução das pensões, o incumprimento subiu.
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Num inquérito da DECO, concluiu-se que 10% das famílias já não conseguiam pagar a habitação, nem os serviços essenciais, nem as despesas de saúde. Dois quintos dos inquiridos terminavam cada mês com um saldo negativo de 300 euros.
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Portugal é um dos países europeus onde mais famílias habitam em casa própria. Mas o modelo “compra” e de financeirização da habitação não serve os interesses e necessidades dos cidadãos de menores rendimentos.
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Em 2013, as Finanças penhoraram e venderam 40 mil casas. O ritmo das execuções das finanças é de agora 12 por hora ou quase 100 mil, a maioria são salários penhorados.
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A maioria dos bens penhorados são leiloados em carta fechada e acabam sendo comprados pelo próprio banco que as hipotecou.
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Entre todas as dívidas, as prestações das casas são as últimas que os portugueses deixam de pagar.
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Perder a casa é perder a identidade, a emancipação e a autonomia como indivíduo.
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As dividas provocam as emoções mais agressivas de todas: vergonha, culpa e medo. Estas emoções impedem o confronto com as situações, sem confronto, não há reacção nem solução, nem pensamento criativo ou divergente.
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Um juiz em Portalegre emitiu uma sentença que pode fazer jurisprudência. Nesse caso, o banco ofereceu a um cliente que não conseguia pagar a casa por 70% do valor patrimonial, que era de 117 mil euros. O banco quis comprar a casa por 82 mil e queria que o cliente pagasse a diferença. O juiz decidiu que o cliente não deveria pagar mais que os 117 mil euros. Para o juiz, o banco não pode no momento em que compra, avaliar o imóvel por menos que a avaliação inicial que serviu de base ao empréstimo, sob pena de incorrer no delito de enriquecimento sem causa.
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Em Espanha, os principais bancos (que foram resgatados com dinheiro europeu) decidiram cancelar por dois anos os despejos aos devedores “mais necessitados”
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Muitas famílias foram atraídas a creditos impossíveis de pagar com zero de prestação inicial e aumento progressivo de prestações. Com a crise, sem emprego ou com menos rendimentos, muitos deixaram de poder pagar esses empréstimos.
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A maior parte das hipotecas executada são a imóveis de pequeno valor, ou seja é a população mais pobre que é a mais afetada.
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25% da população espanhola é devedora e está em incumprimento.
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Categories: maisdemocracia.org, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

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One thought on “Alguns factos sobre o problema das “Casas Vazias” em Portugal e as dívidas imobiliárias

  1. rosajordao1

    O desemprego, os baixos salários, inflação, juros indecentes, medo da política vigente, tudo isso está inquietando os chefes de família. Junta-se aí a insensibilidade do governo atual e dos bancos, que fazem lembrar verdadeiros agiotas e abutres. A política partidária corre ao lado da política monetária. Não devemos esquecer de tal fato. Com a mudança , nessas próximas eleições presidenciais, da forma de governo ( saindo o socialismo), pode ser que o trem volte aos trilhos para essas e tantas outras famílias.
    Gostaria de receber uma resposta ao que expus, plausível.
    abraços fraternais.

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