Partidos 2.0

Segundo os modelos clássicos de psicologia de massas, os membros de uma organização têm uma natural inclinação para procurarem um líder, uma figura tutelar que as oriente e conduza até um objetivo que reconhecem colectivamente como sendo seu. Uma vez encontrada essa figura, que tem tanto de tutelar como de paternal, a grande maioria dos membros entram num estado de dormência e passividade saindo deste torpor (muito pouco democrático) apenas a tempos das próximas eleições e por estímulo desse líder ou da sua entourage direta.

Esta é a forma antiga de governar o partido. Mas há uma forma nova. Mais aberta, mais participada e participativa. Mais descentralizada e democrática. Uma forma que introduz os métodos e ferramentas de democracia participativa que já foram amplamente ensaiados noutros locais do mundo e que já deram provas do seu realismo e potencialidades para recentrar em os Partidos e a política nos cidadãos e na democracia.

Neste novo tipo de Partidos o papel do “líder” é menos central e dominante que nos modelos convencionais, piramidais e autoritários, as decisões são tomadas em rede e assentam sempre a sua legitimidade em algum tipo de consulta ou sufrágio às bases. Nesses “partidos 2.0”, os militantes produzem ideias e propostas concretas, que são depois aprovadas pela direcção nacional (de forma mandatória ou opcional consoante a escala da maioria que as suporte) e no lugar de um estrutura piramidal de organização, temos uma estrutura em rede, com várias células intercomunicantes que se distribuem em estrela pelo território nacional e em áreas temáticas especializadas tendo a direção nacional sempre como seu eixo central.

Categories: COTS: Corrente de Opinião Transparência Socialista, Democracia Participativa, Europa e União Europeia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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