Daily Archives: 2014/10/26

Eleitorado Flutuante

Observando os resultados mais baixos alguma vez registados em eleições legislativas entre 1976 e 2005 verificamos que os “núcleos duros” eleitorais de PSD, CDS, PS e PCP são respectivamente de 29%, 7%, 27% e de 8.5%.

Estes resultados significam que existem um eleitorado flutuante de aproximadamente de cerca de 20%. Este é o espaço que pode ser preenchido pela ascensão de novos partidos (um fenómeno muito difícil em Portugal devido às exigências legais) ou por um destes quatro partidos ditos “do Sistema”, se produzirem propostas e candidatos credíveis ou por um partido que se reforme, a partir de dentro e de forma profunda e consistente, reforçando o papel e a influência dos seus militantes, tornando-a mais permeável, influente e influenciador da sociedade civil, e instaurando formas de democracia participativa interna eficazes e flexíveis que sejam determinantes na condução política táctica e estratégica do partido.

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O Ponto Fulcral dos Partidos Políticos

Desde o estudo de Robert Michaels que sabemos que existe uma marcha inexorável (?) da organização interna dos partidos políticos para a constituição de oligarquias nas direções partidárias. Michaels encontrava como maior motivação para esse fenómeno a profissionalização dessas lideranças e a consequente consolidação dessas lideranças no poder, controlando diretamente os mecanismos de sucessão. A este processo Michaels chamou de “lei de ferro (ou bronze) dos partidos”.

Este fenómeno é assim amplamente conhecido e esta perfeitamente tipificado. Assenta portanto na profissionalização da política. Na ligação entre uma carreira política e uma carreira profissional. Na transformação de juventude partidária em quadros dirigentes. É certo que a complexidade da vida moderna e a amplitude global dos problemas que hoje um político tem que enfrentar convidam a uma especialização e, logo, à profissionalização, mas quando tivermos partidos formados apenas por profissionais ou totalmente dependentes dos serviços de agências profissionais de marketing então, chegámos ao grau zero de democracia e ao grau integral de tecnocracia.

A democracia não pode ser o exercício exclusivo de um bando – mais ou menos informado – de profissionais da política ou de mercenários por eles contratados. A política é é deve ser a expressão da cidadania, de uma cidadania activa e completa, deve ser, em suma, uma forma de todos nós nos realizarmos e completar a nossa própria essência de “Homo Sapiens”, um animal gregário e social, que apenas se realiza plenamente numa vida em comunidade e que não próspera nem é feliz vivendo sob opressão.

Daqui não se deve, contudo, inferior que não deva existir qualquer tipo de profissionalização na política e, nos partidos. Desde logo, a completar da vida moderna, obriga a que existam formas de especialização na organização partidária e estas só podem ocorrer com algum tipo de profissionalização… e para isso os partidos podem criar gabinetes de estudos com militantes nas suas mais diversas especializações e levar em devida conta o produto do seu trabalho, e complementar estes com assessores e serviços de consultadoria especializada, mas isso é bem diverso de manter largas castas de alapados profissionais, competindo em fidelidade ao líder do momento, indiferentemente de quem ele seja. O essencial dos partidos, o ponto fulcral das suas decisões estratégicas devem assentar nos militantes, em regime de democracia sem-directa e não nos aparelhos ou lideranças partidárias.

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