Daily Archives: 2014/09/11

A União Europeia precisa de uma Revolução Participativa

Uma das maiores anomalias da União Europeia é o facto do seu órgão executivo por excelência não ser eleito pelos cidadãos. Com efeito, estranhamente, na Europa, não há eleições para a Comissão Europeia. E não há dúvidas de que esta é uma razão para os clássicos baixos níveis  de participação eleitoral – em todo o continente – das eleições europeias: ao contrário do que parece é, por vezes, os políticos pensar, os cidadãos percepcionam que o seu voto nas Eleições Europeias não conta efetivamente para os seus dois órgãos mais importantes (a Comissão Europeia e o Conselho Europeu) e protestam silenciosamente, abstendo-se.

Se já é chocante ver que no principal órgão executivo europeu, a Comissão, não há democracia directa ou indirecta (ser apenas “aprovado” no PE não é o mesmo que ser sufragado) então ainda mais chocante ver que o órgão onde se tomam as decisões realmente importantes, aquele que funciona como o governo efetivo da União, o Conselho Europeu, não só não é eleito (os ministros de cada país não são eleitos diretamente e são-no para mandatos nacionais não europeus) como não assegura o princípio nem da proporcionalidade nem o da representatividade dos pequenos Estados.

A União Europeia precisa certamente de uma renovação democrática participativa (referendos europeus, direito de petição, Revogação de Mandatos e normativas, ICE mais acessíveis, etc), mas precisa simplesmente de mais democracia, mesmo daquela versão ainda em modo “1.0”, a dita “democracia representativa”: precisa de tornar diretamente eletiva a Comissão Europeia, de criar uma espécie de Senado Europeu, com representação eleita que ocupe o lugar do Conselho Europeu, precisa, enfim, de Mais Democracia.

Categories: Europa e União Europeia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Da visão de “Carisma” em José Lello e dos riscos que isso comporta

Em entrevista recente ao Sol, José Lello afirma a dado ponto que “o que faz a diferença (entre Costa e Seguro) não são os programas, é a capacidade das pessoas, o carisma, a liderança, a dinâmica na intervenção. Não é um amontoado de ideias.”É preciso ter muito cuidado com este tipo de afirmações. Se para adotarmos uma determinada linha política, partido ou tendência/corrente num partido temos que adotar o pensamento do “líder”  de forma acrítica, acéfala e inquestionável então, não vivemos em democracia mas em autocracia. O carisma e a capacidade para liderar são competências de um bom líder partidário, decerto, mas não são únicas e ninguém deve seguir ninguém “apenas” pelo seu carisma ou força de “liderança”. Quem lidera, lidera sempre numa direção, e está direcção não pode – não deve ser – o interesse pessoal ou o interesse dos seus sequazes, mas sim a vontade de uma maioria expressiva daqueles que representa e que reconhecem nele um programa, um conjunto de ideias, propostas e caminhos com que se identificam.

O carisma não é o destino. O carisma é uma das competências que se exige a que leva aluguer a um certo destino e esse destino é o programa. Hitler tinha amplo carisma e grande capacidade para liderar, mas o seu programa servia os interesses dos seus cidadãos e, em última instância do mundo? Este é o grande risco latente neste tipo de discurso, muito comum na campanha das Primárias do Partido Socialista e que confunde o “líder” com a figura de um semi-deus, sempre certo, incapaz de errar (“nunca tenho dúvidas e raramente me engano”, já dizia Cavaco Silva) e que deve ser ser seguido de forma cega e religiosa.

Para Seguidor, não estou disponível. Nem o devia estar qualquer verdadeiro democrata. Porque mais que o Homem, importam as suas Ideias (ou a falta delas, em alguns casos).

Categories: Democracia Participativa, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Tudo indica que nas #PrimáriasPS2014 irão votar mais de cem mil portugueses

Tudo indica que nas #PrimáriasPS2014 irão votar mais de cem mil portugueses. A comprovar-se (a abstenção é sempre uma grande incógnita, especialmente entre os simpatizantes que se inscreveram online) estaremos perante o primeiro candidato a Primeiro Ministro que foi sufragado por uma ampla base de eleitores e cidadãos.
Até agora, os candidatos a Primeiro Ministros tinham sido sempre aprovados pelos militantes (ativos e pagantes) dos respetivos partidos. Este, será o primeiro a ser aprovado também por militantes que não conseguem pagar as quotas (o desemprego alcança já mais de meio milhão de cidadãos) e por simpatizantes do PS.
Só este facto representa uma Vitória para quem teve a iniciativa de lançar este processo: António José Seguro.
https://www.psprimarias2014.pt (inscreva-se e participe!)
Categories: Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Quando António Costa proclama que “o meu verdadeiro adversário é Rui Rio” comete um erro

Quando António Costa proclama que “o meu verdadeiro adversário é Rui Rio” comete um erro. E um erro crasso. Ao tal declarar, afirma não só que vai ganhar as Primárias no PS (o que está muito longe de estar assegurado, excepto, talvez em Lisboa devido a uma rede clientelas tecida durante anos a fio), afirma também que vai vencer Passos Coelho nas legislativas (o que também está longe de estar assegurado, dada a opacidade nas suas propostas alternativas de governação e a capacidade para lançarem medidas eleitoralistas em época de eleições um todos os governos têm). Ao tal proclama, António Costa arrisca-se a afrontar todos aqueles que não gostam de atitudes arrogantes ou de auto-convencimento.

Seria mais inteligente (e Costa é-o) assumir uma posição mais modesta e de respeito (até tático) com o seu adversário interno. Os cidadãos não gostam de arrogância e os que se lembrarem desta proclamação vão lhe fazer pagar este erro.

Categories: Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Na atual crise da democracia e de credibilidade dos partidos há um ponto que ainda não mereceu a devida atenção por parte dos responsáveis partidários: os argumentos de Rousseau contra uma Democracia mais participada e menos representativa já não colhem

Na atual crise da democracia e de credibilidade dos partidos há um ponto que ainda não mereceu a devida atenção por parte dos responsáveis partidários: os argumentos de Rousseau contra uma Democracia mais participada e menos representativa já não colhem. Os cidadãos de hoje são os mais qualificados e com melhores níveis de preparação académica de sempre, a informação de qualidade está hoje acessível a todos, de forma universal e gratuita. Os cidadãos exigem mais intervenção e uma intervenção mais eficaz.

A tecnologia coloca hoje novas ferramentas ao dispor destes cidadãos mais informados e com mais amplas exigências de participação nas decisões que lhes dizem diretamente respeito. Especialmente em grupos sectoriais, que versem sobre as suas áreas de interesse ou especialização ou às suas comunidades locais, estes cidadãos estão ansiosos por participarem mais na democracia e por terem uma participação de maior qualidade e eficácia.
A questão está em saber se os partidos estão preparados para esta revolução tranquila e moderada para uma Democracia mais participativa e e os representativa… Se não estiverem é o seu fim a prazo que se antecipa, por isso, é bom que estejam!

Por isso precisamos de Referendos Internos, de listas de deputados escolhidas em Primárias abertos e em voto preferencial.
Todas estas propostas constam da resposta de José Seguro a este desafio para tornar a nossa democracia mais participada e participativa.
Concorda? Inscreva-se em https://www.psprimarias2014.pt até esta sexta-feira.
Categories: Política Nacional, Portugal | 3 comentários

Quem pensa que António Costa garante um melhor resultado eleitoral que Seguro deve lembrar-se que o pior resultado eleitoral de sempre do partido

Quem pensa que António Costa garante um melhor resultado eleitoral que Seguro deve lembrar-se que o pior resultado eleitoral de sempre do partido (que bateu no seu limite mínimo sociológico de 28%) ocorreu com um dos seus principais apoiantes nestas Primárias: José Sócrates.
Estes militantes devem também recordar-se que a Invocação (injusta, porque houve muitos aspectos positivos no Socratismo) do nome do antigo primeiro ministro jogou o seu papel na campanha da direita na Europeias e que uma parte dos resultados eleitorais se deveu precisamente a esta Invocação.

Categories: Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade