O Partido Socialista deve estar particularmente atento à maré que varreu os outros partidos socialistas europeus

O Partido Socialista deve estar particularmente atento à maré que varreu os outros partidos socialistas europeus, a começar pelo PASOK e a terminar, mais recentemente, no PSOE… O Apocalipse está à porta e o nível intenso de guerrilha verbal que hoje divide o partido é uma ameaça séria que arrisca intensificar ainda mais esse risco.
Note-se que Portugal é o único país europeu onde nas últimas décadas não houve uma recomposição do quadro político-partidário… Há assim, portanto, um espaço de recomposição que não foi ainda preenchido em Portugal e que – a acontecer – seria até saudável, já que mais concorrência, mais escolha e mais amplitude seria positivo para todos os partidos porque retiraria espaço à abstenção, a grande sombra que paira sobre a Democracia e, logo, sobre todos os partidos do sistema.
Os sinais de um horizonte sombrio são nítidos: em Espanha, o PSOE perdeu nas últimas eleições europeias mais de 400 mil votos e o Podemos, um partido saído dos movimentos de cidadãos do 12M alcançaram um resultado histórico. Em França, o desaire e desilusão com Hollande é notório e esteve na direta razão da subida espectacular dos resultados eleitores da Front Nationale. Fenómeno idêntico ocorreu em Itália, com a ascensão do Cinco Estrelas, muito à custa do voto de protesto e da desilusão com os partidos da Situação… Em Portugal, esses fenómenos ainda não têm a mesma expressão, mas sinais recentes, como o sucesso da candidatura presidencial de Fernando Nobre, a eleição de 2 deputados do MPT para o Parlamento Europeu ou aparição – com um sucesso modesto – do LIVRE indicam que existe na sociedade uma disponibilidade para a renovação do quadro partidário.
Os partidos do Sistema, do PS ao PSD, passando pelo PP e pelo PCP devem estar atentos a esta renovação. Devem estar disponíveis para procurarem estabelecer pontes firmes de diálogo com estes novos agentes políticos que se posicionam à Esquerda. Em pelo menos dois deles, as teses da democracia participativa parecem ter encontrado bom acolhimento (PAN e LIVRE) sendo assim opções de primeiro grau. Com estes, ou com um BE renovado (pouco provável) ou com um PCP realmente disponível (ainda menos provável) é possível construir uma alternativa de governo que coloque os cidadãos no centro da vida política e que transforme esta democracia 1.0 em que vivemos (a “Democracia Representativa”) numa democracia cada vez mais 2.0, numa verdadeira Democracia Participativa em que ferramentas como as eleições primárias, o voto preferencial em listas abertas, a revogação de mandatos e leis, ILCs mais simplificadas e acessíveis, movimentos autárquicos independentes, deputados independentes, e outras estejam no centro das propostas políticas.
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Categories: Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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