Citações de 1822, de Laurentino Gomes

“As Guerras Napoleónicas provocaram a morte a 5% da população europeia”
1822, de Laurentino Gomes
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Até 1810, um pombo-correio demorava uma semana para levar uma carta de Londres a Paris. Com os barcos a vapor, o tempo diminuiu para dois dias”
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(Em 1822) na região Norte, Pará e Maranhão mantiveram-se fiéis aos portugueses. Por alguns meses, obedecendo às ordens das Cortes de Lisboa, ambas as províncias chegaram a declarar-se separadas do resto do Brasil e ligadas diretamente a Portugal.”
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“Na província Cisplatina (actual Uruguai), o comandante do regimento português, Álvaro da Costa, anunciou que só acataria as orientações das cortes e encastelou as suas forças em Montevideo. Foi sitiado pelas tropas brasileiras comandadas por Frederico Lecor, numa guerra que se prolongaria por quase dois anos”.
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“Madame (no Brasil de 1820) tem suas escravas – duas, três, seis ou oito, conforme o infeliz esposo abrir a bolsa. Essas criadas negras nunca podem arredar-se da imediata proximidade de sua severa dona. Devem entender-lhe e ate interpretar-lhe o olhar. Seria de mais exigir que a senhora, fosse ela mulher de um simples vendeiro, se sirva ela mesma de um copo de água, ainda que o jarro esteja junto dela sobre a mesa.”
Carl Seidler, Dez anos no Brasil
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“Dom João mandou melhorar a comunicação entre as diversas regiões, estimular o povoamento e o aproveitamento das riquezas da colonia. A abertura de novas estradas ajudou a romper o isolamento que até então vigorava entre as províncias. A sua construção estava oficialmente proibida por lei desde 1733.”
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“Dom João gastava 300 mil Francos anuais, uma fortuna para a época, na manutenção da Capela Real e seu corpo de artistas, que incluíam “cinquenta cantores, entre eles magníficos virtuosi italianos, dos quais alguns famosos castrati”
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(Em 1815) “Dom João promoveu o Brasil à condição de Reino Unido a Portugal e Algarve, ficando o Rio de Janeiro como sede oficial da coroa. (…) a elevação à categoria de Reino Unida, sugerida pelo ministro (embaixador) francês Talleyerand, demonstrava que a coroa portuguesa não estava apenas refugiada nos trópicos e ganhava pleno direito de voz e voto no congresso de Viena”.
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“Entre 1807 e 1814, Portugal perdeu meio milhão de habitantes. Um sexto da população pereceu de fome ou nos campos de batalha ou simplesmente fugiu do país”
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“Dom Pedro nasceu em 12 de outubro de 1798 no Palácio de Queluz, no mesmo quarto em que haveria de morrer apenas 35 anos mais tarde. (…) o quarto chama-se Dom Quixote. As paredes e o tecto são decoradas com cenas das façanhas do personagem criado pelo espanhol Miguel de Cervantes.”
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Sabia que Dom Pedro I recusou duas coroas: a de Espanha, que lhe foi oferecida três vezes pelos liberais que lutavam contra o rei Fernando VII e a da Grécia, que convidou para liderar a guerra contra os otomanos em 1822.
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“Tudo farei para o povo, mas nada pelo povo”
Dom Pedro I
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“Numa ocasião (Dom Pedro I), chegou de surpresa às lojas do centro do Rio de Janeiro, depois de receber a denúncia de que os comerciantes fraudavam as medidas para enganar os clientes na venda de tecidos. Munido da medida padrão do império, foi de loja em loja mensurando as réguas métricas e tomando nota dos infractores, que seriam punidos mais tarde”.
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“A Independência tem-se querido cobrir comigo e com a tropa; com nenhum conseguiu, nem conseguira; porque a minha honra e a dela é maior que todo o Brasil: queriam-me e dizem que me querem aclamar Imperador; protesto a Vossa Magestade que nunca serei perjuro, e que nunca lhe serei falso; e que eles farão esta loucura mas será depois de eu e todos os portugueses estarmos feitos em postas.”
dom Pedro I, escrevendo ao pai, um ano antes do Grito do Ipiranga
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“Deus me guarde de ficar sozinha com um homem, por mais sábio que pareça, num lugar solitário”
“Manual de conduta” que a imperatriz do Brasil, Dona Leopoldina, escreveu para si mesma em 1817

“Já casada no papel, Leopoldina saiu de Viena em 3 de junho de 1817 e chegou ao Rio de Janeiro cinco meses depois (…) da sua bagagem constavam 42 caixas da altura de um homem (onde se contavam) três caixões ricamente ornamentados, para a eventualidade de vir a morrer durante a viagem.”

“O mulato deve ser a raça mais activa e empreendedora, pois reúne a vivacidade impetuosa e a robustez do negro com a mobilidade e a sensibilidade do europeu.”
José Bonifácio, um dos país da independência brasileira em 1820

“Um mito recorrente sobre a independência do Brasil diz respeito ao carácter pacífico da ruptura com Portugal. (…) durou 21 meses, entre fevereiro de 1822 e novembro do ano seguinte. (…) o número de combatentes foi maior do que o das guerras de libertação da América espanhola na mesma época. Só na Bahia mais de 16 mil brasileiros e aproximadamente 5 mil portugueses estiveram em confronto.”

“A guerra da independência brasileira custou entre 2000 e 3000 vítimas.” (dos quais, menos de mil seriam portugueses).
“A guerra da independência brasileira (…) uma única certeza era de que tanto Portugal quanto o Brasil encontravam-se em estado de penúria, com os cofres públicos vazios e sem dinheiro para contratar e pagar oficiais e soldados, comprar armas e munições e sustentar um conflito que exigia esforços em dois hemisférios.”
“No começo de 1822, Dom Pedro podia contar com, no máximo, oito navios de guerra confiáveis com um total de 200 canhões, enquanto os portugueses tinham 14 equipadas com pelo menos o dobro do equipamento.”
“Em janeiro de 1823, o primeiro oficial e a tripulação da escuna Maria Teresa, encarregados de proteger outros três barcos com armas e munições destinadas aos brasileiros na província Cisplatina, se rebelaram, prenderam o comandante entregaram os navios e a carga às forças portuguesas aquarteladas em Montevideu.”
“Em maio de 1817, os revolucionários pernambucanos enviaram aos Estados Unidos o comerciante António Gonçalves da Cruz, o Cabuga, com o objetivo de recrutar ex-oficiais franceses exilados em território americano. Com ajuda deles, esperavam libertar Napoleão dos ingleses e leva-lo para o Recife, onde o imperador comandaria a revolução contra o rei Dom João VI para, em seguida, regressar a Paris e reassumir o trono de França.”
“Uma fragata brasileira, a Niterói, sob o comando do capitão John Taylor, cruzou o oceano Atlântico no encalço dos portugueses (uma frota com 17 navios de guerra e 75 mercantes, evacuando o Brasil) até às imediações da foz do Rio Tejo” (1823)
“Batalha do Jenipapo (…) 1823. O resultado foi uma carnificina: cerca de 200 brasileiros mortos e feitos prisioneiros. As perdas representaram um terço do improvisado exército brasileiro (…) os portugueses tiveram apenas 16 baixas.”
“Em fevereiro de 1822, a metropole portuguesa decidiu concentrar em Salvador todos os seus esforços militares. O objetivo era dividir o Brasil. As regiões sul e dudeste ficariam sob o controlo do príncipe regente Dom Pedro. O Norte e o Nordeste permaneceriam portugueses.”
“Ninguém ignora que o cancro que rói o Brasil é a escravatura, é mister extingui-la, escreve Dom Pedro I, num documento de 1823. Segundo ele, a presença dos escravos distorcia o caráter brasileiro porque “nos fazem uns corações crueis” (…) “todo o senhor de escravo desde pequeno começa a olhar o seu semelhante com desprezo”.
“Em 1812, metade dos 30 maiores comerciantes do Rio de Janeiro eram traficantes de escravos.”
Em carta para Domitilia de Castro Canto e Melo, Dom Pedro escreve “já que não posso arrancar meu coração para te manndar, recebe esses dois cabelos do meu bigode, que arranquei agora mesmo” (…) na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro existe “um pacote de papel, encerrando cabelos de origem suspeita”.

1822, de Laurentino Gomes
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Categories: Brasil, História, Portugal | 1 Comentário

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One thought on “Citações de 1822, de Laurentino Gomes

  1. Eu li esse livro há alguns anos foi bom ver essas sitações, obrigado Clavis.

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