Monthly Archives: Dezembro 2013

Parecon: cinco principios fundamentais

1. Princípio de Tomada de DecisõesUm dos principais conceitos da Economia Participativa (parecon) é o de que todos os indivíduos devem ter uma palavra nas decisões que seja diretamente proporcional ao grau em que serão afetados pelas mesmas. Este princípio recolhe a sua influência principal dos conceitos da auto-gestão de empresas (por trabalhadores) e na parecon assume o papel de substituição à forma convencional de gestão piramidal, hierárquica e autoritária da economia “livre” de mercado.

2. Conselhos de Facilitadores

A informação indispensável à construção convergente de um bom planeamento económico é criada e mantida atualizada por entidades designadas por “Conselhos de Facilitadores” (no original, “Iterations Facilitation Boards”), que, a partir de propostas dos Conselhos de Trabalhadores e/ou dos Conselhos de Consumidores e através de dados económicos conhecidos, indicadores de preços e projeções económicas, assistem na atividade de planeamento económico. Contudo, estes Conselhos de Facilitadores não têm capacidade para tomadas de decisão. De facto, na parecon, estes Conselhos podem até não ter existência humana e serem apenas algoritmos automáticos, correndo em algum sistema informático…
Neste modelo de economia alternativa, o produto destes Conselhos será a oferta de várias alternativas, com a previsão das suas consequências, por forma a que os efetivos decisores nos Conselhos de Trabalhadores e nos Conselhos de Consumidores possam fazer a sua votação de forma consciente e informada.

3. Vales de Trabalho

Os defensores da par-economia defendem a substituição da Moeda por um sistemas de vales pessoais que não serão transferíveis entre consumidores, e que poderão apenas ser usados em estabelecimentos comerciais (físicos ou online) para a aquisição de bens ou serviços.

Concretamente, propõe-se a criação de um sistema de “créditos” eletrónicos, atribuídos aos trabalhadores tendo por base a sua própria perceção do esforço e sacrifício empenhados nas suas atividades laborais. Quando estiverem no papel de consumidores, os cidadãos verão deduzidos os seus consumos numa conta eletrónica, mas em vez de serem transferidos para a conta do vendedor (como sucede na economia convencional), simplesmente desaparecerão. Os cidadãos poderão requerer créditos, desde que esta concessão seja aprovada por uma comissão especializada, mas – neste modelo – não serão cobradas comissões.
A impossibilidade de realizar transferências de créditos parecon tornará impossível – segundo os seus teóricos – a existência de corrupção e até de muitos tipos de criminalidade, mas os cidadãos poderão trocar os seus bens ou serviços por outros, contudo, deverão existir mecanismos que dissuadam a transformação dos “créditos” numa nova moeda de uso corrente.

 

4. A crítica aos Mercados Financeiros

A principal motivação que leva os defensores da Parecon a percecionaram a atual Economia Capitalista de Mercado como injusta e ineficiente advém do facto de apenas os interesses dos compradores e vendedores serem equacionados numa transação de mercado. Todos os outros que são diretamente afetados não têm qualquer participação no processo. Os defensores da Parecon dão a este propósito o exemplo do consumo de combustíveis fósseis, que têm um severo impacto no clima e na poluição atmosférica, mas sem que esses custos influam diretamente nos preços das suas transações, as chamadas “externalidades”.

A economia convencional procura responder ao problema das externalidades, através da imposição de taxas “verdes” aos consumidores, mas o problema é que estas taxas acabam por recair sobre todos, com especial incidência sobre os mais pobres, o que é humanamente injusto e economicamente ineficiente (porque não retira os mais ricos a continuaram a promoverem este tipo de atividades).

 

5. O estímulo à inovação na Parecon

No capitalismo clássico, as leis de patentes, os direitos de propriedade inteletual, as pesadas estruturas das grandes estruturas e o controlo de largos setores da economia e do comércio por grandes empresas e multinacionais funcionam como um efetivo e muito eficiente obstáculo à inovação.

Numa Economia Participativa todas as inovações propostas por particulares ou pequenos empreendedores podem tornar-se imediatamente disponíveis para todas as entidades comerciais e particulares que nelas estejam interessadas, sem barreiras.

A inovação, por seu lado, é o produto não de uma “explosão psicológica” de um indivíduo mas, geralmente, o acumular de experiências e da acumulação de pequenos impulsos em vários indivíduos, que um, por fim, sintetiza e passa à prática. Numa gestão empresarial participativa este fenómeno é sistemicamente estimulado, criando assim empresas mais inovadoras.

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Citações do Padre António Vieira

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“As ações de cada um são a sua essência”

 

“As ações generosas, e não os pais ilustres, são as que fazem fidalgos”

 

“As coisas não começam do princípio como se cuida, senão do fim. O fim porque as empreendemos, começamos e prosseguimos, esse é o seu primeiro princípio, por isso ainda que sejam indiferentes, o fim, segundo é bom ou mau, as faz boas ou más”

 

“Não há amor que mais facilmente perdoe, e mais benignamente interprete e dissimule defeitos, que o amor de pai”

 

“A vista dos bens alheios cresce o sentimento dos males próprios”

 

“Armas alheias, ainda que sejam as de Aquiles, a ninguém deram vitória”

 

“Que coisa mais infeliz pode suceder a um homem livre do que o seu primeiro mal e o seu último bem dependerem da vontade e do alvedrio alheio?”

 

“Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer, e o que tem”

 

“Quem hoje se atreveu ao criado, amanhã se atreverá ao senhor”

 

“Muito à pressa vive o que tudo quer lograr de uma só vez”

 

“Para se conhecerem os amigos, deviam os homens morrer, primeiro, e daí a algum tempo, sem ser necessário muito, ressuscitar.”

 

“Assim como o amor só com amor se conquista, assim não há amor tão forte, ou tão fortificado, que se não renda a outro amor”

 

“O amor-próprio sempre cego, ou não vê ou não quer crer, que é a maior cegueira”

 

“Quem em tudo quer parecer maior, não é grande”

 

“Muitos neste mundo alcançam os cargos só pelo merecimento do seu vestido.”

 

“Para aprender não basta só ouvir por fora, é necessário entender por dentro”

 
“Todos aqueles que parecem bons e padecem necessidades, é uma de duas: ou é que o não são, ou é que quer Deus provar se o são”
 
“Não há inocência que esteja segura de um falso testemunho”
 
“A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas.”
 
“É de direito natural que ninguém seja condenado sem ser ouvido”
 
“Não devemos condenar os amigos pela informação dos inimigos”
 
“Miserável condição da nossa carne, comer para ser comida!”
 
“As cidades com ferro se defendem e não com ouro”
 
“A razão porque não achamos o descanso é porque o buscamos onde não está.”
 
“O triste que foi à forca, não o comem os corvos senão depois de executado e morto; e o que anda em juízo, ainda não está executado nem sentenciado e já está comido.”
 
“Tanto mais fácil é unir distâncias e vontades, que casar opiniões e entendimentos.”
 
“Quem tem muito dinheiro, por mais inepto que seja, tem talentos e préstimo para tudo; quem o não tem, por mais talento que tenha, não presta para nada.”
 
“Não basta ver para ver, é necessário olhar para o que se vê”.
 
“Muito mais para temer é o inimigo oculto e dissimulado, que descoberto”
“Quando as dores são iguais, sentem-se todas; quando uma é maior, suspende todas as outras”
 
“Se as dores inconsoláveis podem ter alguma consolação e alívio, é a semelhança ou companhia de outrem, que as padeça iguais.”
 

“Nenhuma coisa deste mundo pára ou permanece, todas passam”

 
“As coisas que depressa nascem, depressa acabam.”
 
“Vemos que todo este mundo é vaidade, que a vida é um sonho, que tudo passa, que tudo acaba, e que nós havemos de acabar primeiro que tudo, e vivemos como se fôramos imortais, ou não haverá eternidade.”
 
“Nenhum segue mais leis que as da conveniência própria. Imaginar o contrário é querer emendar o mundo, negar a experiência e esperar impossíveis”
 
“Nos grandes são mais avultados os erros, porque erram com grandeza e ignoram com presunção”
 
“De um erro nascem muitos, e sobre fundamento tão errado nunca houve edifício certo”.
 

“O ruído que faz a grande fama também faz com que o grande seja de todos ruído, quando nas asas da fama se vê mais sublimado”

 

“Quem em nas asas da fama voa também padece, porque não há sem penas, ainda que estas sejam as plumagens com que o benemérito se adorna”

 

“Maior a utilidade que podemos e devemos tirar do conhecimento das coisas futuras, que da notícia das passadas”

 

“A peste do governo é a irresolução. Está parado o que havia de correr, está suspenso o que havia de voar, porque não atamos nem desatamos”

 
“Os governos são para fazer bem com o pão próprio, e não para acrescentar os bens com o pão alheio”
 
“Não depende a grandeza, para a ruína, mais que de si mesma”
 
“Em todas as coisas há aumento, estado e declinação. O aumento pende do Estado, mas a declinação sempre se originou do aumento”
 
“Crescer a grandeza que se não pode sustentar, é enfraquecer”
 
“As coisas grandes não se acabam de repente, hão mister de tempo e todas têm o seu tempo”
 
“Mais se conquistam os reinos com a guerra civil dos próprios, que com a guerra viva dos estranhos”
 
“A natureza fez o comer para o viver e a gula fez o comer muito para o viver pouco”
 
“Não há grande empenho, sem mistura de doidice. E a razão é porque para qualquer homem obrar heroicamente, e se exceder, e levantar sobre si, é necessário sair de si”
 
“Lembra-te, homem, que és pó levantado e hás-de ser pó caído”
 
“Não está o erro em desejarem os homens ser, mas está em não desejarem ser o que importa”
 
“Os brutos distinguem-se dos homens, em que os homens governam-se pelo entendimento, e os brutos pelos sentidos”
 
“Perguntado um grande filósofo, qual era a melhor terra do mundo, respondeu a mais deserta, porque tinha os homens mais longe”
 
“Se nos vendemos tão baratos, porque nos avaliamos tão caros?”
 
“Todos os homens prometem a Deus o dia de amanhã e quase todos dão ao demónio o dia de hoje”
 

“Enquanto Portugal teve homens de havemos de fazer (que sempre os teve) não tivemos liberdade, não tivemos reino, não tivemos coroa. Mas tanto que tivemos homens de fazem, logo tivemos tudo”

 
“Homens que em todos os seus conselhos não dizem faremos, nem havemos de fazer, senão façamos estes homens, ainda que intentem o maior impossível, hão-de leva-lote a cabo”
 
“De nenhuma coisa são mais avarentos os homens, que do louvor, de nenhuma são mais pródigos, que do desejo de receber”
 
“Só quem tem por natureza o mais, tem confiança para se chamar o menos”
 
“Para conseguir efeitos grandes, e para levar ao cabo empresas dificultosas, mais segura é uma ignorância bem aconselhada, que em uma ciência presumida”
 
“A primeira vitória para alcançar outras muitas é sujeitar o juízo próprio, quem não é sujeito ao mando alheio”
 
“O retractar-se não é argumento de não saber, mas de saber que muitas vezes pode acertar o menos douto no que o mais letrado não advertiu”
 
“Conhecer um sábio a sua ignorância ou o seu erro é muito fácil, não fora sábio se não o conhecera. Porém chegar a o confessar, e confessa-lo publicamente, é o ponto mais árduo e dificultuoso a que se pode reduzir o brio humano, e tanto mais, quanto maior for o nome, opinião e o grau que tiver de douto”
 
“Se não quero fazer companhia, arrisco-me a ficar só. Se quero ser amigo de todos, arrisco-me a ter todos por inimigos”
 
“Os impérios e reinos não os dá nem os defende a espada da justiça, senão a justiça da espada”

 
“Entre todas as injustiças, nenhumas clamam tanto ao Céu como as que tiram a liberdade aos que nasceram livres e as que não pagam o suor aos que trabalham”
 
“O meio mais eficaz de apagar a inveja é repartir a felicidade”
 
“Os inimigos da campanha podem-se vencer uma e muitas vezes, os da nossa corte são invencíveis; aqueles com as vitórias vão-se diminuindo, estes com elas crescem mais”
 
“Na mesa onde se frequentar muito o jogo, cedo faltará o comer”
 
“Em tempo em que só vale a lisonja, não podia parecer bem quem professa só a verdade”
 

“Mais se dedicam as lisonjas ao interesse de quem as obra, do que ao decoro de quem as admite”

 

“Muitos homens, ainda que sejam de grandes letras cuidam que passam os livros, e passam por eles”

 
 
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Sabia que?…

Sabia que os bolseiros de investigação do ITN não têm acesso à mesma medicina do trabalho que têm os trabalhadores do quadro, e isto apesar de ambos, pela natureza da sua atividade, estarem sujeitos à exposição por radiação?
Sabia que os custos do medicamento já são maiores (42%) do que os custos com pessoal (41%)?
Sabia que 69% do emprego em Portugal é gerado pelas pequenas e micro empresas?
Sabia que mais de 40% dos jovens portugueses estão no desemprego?
Sabia que na restauração são exigidos 76 procedimentos diferentes, todos sujeitos a taxas?
Sabia que em Portugal há 1.2 fogos por família? Esta é uma das taxas mais altas do mundo.
Sabia que 1.2 milhões de fogos foram adquiridos ao abrigo do programa de bonificação de juros, extinto na década de 2000?
Sabia que a maior parte do aumento das rendas de habitação vai acabar por reverter para as Finanças, por via do agravamento do IMI?
Sabia que mais de 40% dos jovens (até aos 25 anos) estão desempregados? Mais de metade não recebe subsídio de desemprego e mais de 60% são desempregados de longa duração.
Sabe que em 2012, emigraram 121 mil portugueses, um número já superior ao da década de 60?
Sabia que Portugal é o sexto país do mundo com a população mais envelhecida?
Sabe que Portugal tem mais de dois milhões de pobres?  Um terço são trabalhadores por conta de outrem…
Sabia que entre 2009 e 2012 mais de meio milhão de crianças portuguesas perderam o abono de família?
Sabia que segundo a UNICEF,  28.6% das crianças portugueses estão em risco de pobreza?
Sabia que aumentou o número de multimilionários em Portugal (870 com fortunas acima dos 25 milhões de euros)?
Sabia que as 25 maiores fortunas de Portugal, aumentaram 2.3 mil milhões de euros (mais 16%)?
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Uma breve história do Partido de Democracia Participativa finlandês Demoex

O partido Demoex começou na escola secundária de Vallentuna, uma cidade situada na Suécia central com cerca de 30 mil habitantes. Foi nesta escola que, em 3 de outubro de 2000, as autoridades municipais organizaram um dia temática dedicado a “A Tecnologias de Informação e a Democracia” com o objetivo de procurar respostas à questão de saber porque tão poucos jovens estavam politicamente ativos. Durante os debates uma expressão que emergiu várias vezes foi a de que os estudantes não estavam politicamente ativos porque “não aprovavam terem que escolher entre ideologias”, acrescentando que “os seus pontos de vista não podiam ser reduzidos a uma escala direita-esquerda”. Outros, ainda, admitiram que estavam ausentes das causas políticas porque “as decisões eram tomadas a partir do topo”. Não faltaram também aqueles que alegaram “não terem tempo para a política”  ou que achavam “a política enfadonha, cansativa e destituída de significado”. Após estes primeiros debates, entre alunos, seguiu-se uma ronda com políticos locais. No final, concluiu-se que os estudantes apreciavam a rapidez e estrutura que são permitidas por um sistema eletrónico de debate, mas que se sentiam esmagados pelos métodos convencionais de debate (orais, discursivos e presenciais).

Nos dias seguintes, alguns estudantes de Vallentuna abriram contactos com o seu professor de filosofia no sentido de encontrarem formas de desenvolverem o sistema democrático. Foi no decurso destes contactos que a ideia Demoex surgiu. O grupo decidiu registar-se como partido político (um processo que é na Suécia muito mais fácil e aberto que em Portugal) e concorrerem às eleições locais de setembro de 2002. O objetivo era único e simples: Democracia Direta.

O Demoex arrancou com o software desenvolvido por um defensor sueco das questões da Democracia Eletrónica: Mikael Nordfors, que nos começos da década de 90 tinha já fundado um partido que advogava os princípios da Democracia Direta. A campanha eleitoral em Vallentuna começou no verão de 2002 através da distribuição de folhetos nas caixas de correio e pelo aquisição de t-shirts e o aluguer de uma carrinha. Os custos foram muito baixos, mas os eleitores premiaram-nos com a eleição do primeiro deputado municipal da Democracia Direta de todo o continente europeu: Parisa Molagholi. A sua primeira votação foi sobre o aumento dos salários dos políticos eleitos na cidade, ao que votou negativamente, bloqueando efetivamente esse aumento.

A partir de meados de 2004, o Demoex começou a utilizar o software de debate eletrónico “Ed”.

O representante local do Demoex foi reeleito em 2006, com um aumento do sufrágio de 1.7% para 2..6%. Depois destas eleições, o Demoex começou a desenvolver um sistema próprio, em Código Aberto, desenvolvido em Drupal que entrou em operação plena a partir de 2008.

Fonte:
www.demoex.org

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Citando Mia Couto

“Vantagem de pobre é saber esperar. Esperar sem dor. Porque é espera sem esperança. (…) o segredo é demorar o sofrimento, cozinha-lo até que ele se espalhe, diluto, no infinito do tempo”

 

“O importante não é a casa onde moramos. Mas onde, em nós, a casa mora”

 
“O boi sem cauda pode passar pelo capim em chamas”
 
“Cada homem é todos os outros. Esses outros não são apenas os viventes. São também os já transferidos, os nossos mortos. Os vivos são vozes, os outros são ecos”
 
“Só sopro em vela que eu mesmo acendi”
 
“Feridas da boca se curam com a própria saliva”

 
“Assim esteve Deus, para mim: primeiro ausente, depois desaparecido”
 
“É assim a ganância: uns possuem, outros são possuídos pelo dinheiro”
 
 
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Principios Fundamentais da Economia Participativa ou “Parecon”

1.
A Economia Participativa (ou “parecon”) é um sistema economico alternativo proposto pelos economistas norte-americanos Michael Albert e Robin Hahnel que colocam no centro da economia a tomada de decisões participativas, como forma de orientar a produção, consumo e alocação de recursos economicos.2.
A Parecon é um modelo economico alternativo às atuais economias capitalistas de mercado e à planificacao centralizada do comunismo clássico, incorpando conceitos do Anarquismo político e da teoria socialista.

3.
A Parecon almeja alcançar conceitos de justiça economica e social como igualdade, solidariedade, diversidade, auto-gestão e eficiência através da implementacao dos seguintes princípios:
A. Conselhos de Trabalhadores e Conselhos de Consumidores utilizando métodos de auto-gestão de tomada de decisão.
B. Balanced Job Complexes (uma nova forma de organizar o trabalho, de formma democratica e igualitária)
C. Remuneracoes ajustadas ao esforço
D. Planeamento participativo

4.
A parecon procura apenas oferecer uma teoria economica alternativa, mas após o trabalho desenvolvido por Stephen R. Shalom, os seus conceitos foram expandidos até formar um seu equivalente político designado por “par polity”, formando ambos aquilo a que se pode chamar de Participismo.

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“Questão à CML” sobre uso de Segways por entidades sob tutela da CML

O MaisLisboa (Núcleo autárquico Local da associação nacional MaisDemocracia.org) questiona a CML quanto à existência de suporte legal para a utilização de veículos Segways na via pública e nos passeios pedonais da cidade de Lisboa.

Existe presentemente regulamentação e homologação que suporte a utilização destes veículos por parte de alguma entidade sob a alçada da autarquia lisboeta? Em declarações recentes ao Diário de Notícias, um responsável pela divisão de trânsito da PSP de Lisboa afirmou que “o Segway não existe no Código da Estrada. Por isso, não pode circular na via pública. Nem na estrada nem no passeio. Só em espaços particulares”. Segundo o mesmo responsável da PSP, “as Segways, como não estão classificadas, são ilegais e têm de ser apreendidas, tendo o condutor de pagar ainda 600 euros de coima” http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1174246#AreaComentarios

Tendo a Polícia Municipal uma frota de Segways, colocam-se assim as questões:

1. Qual é a base legal para a utilização de Segways na via pública?

2. Qual é o regulamento interno (à Polícia Municipal) de utilização destes equipamentos?

3. Qual é a velocidade máxima que estes veículos – eletricamente motorizados – podem alcançar quando circulam sobre passeios pedonais?

4. Qual é o registo de acidentes com peões provocados em peões que circulam em passeios desde a adoção deste meio de locomoção por parte da Polícia Municipal?

5. Se o uso de Segways por parte da Polícia Municipal estiver efetivamente “fora da lei” existe risco de apreensão destes veículos e consequente pagamento de multas de 600 euros por parte dos agente que as conduzem?

6. As Segways da Polícia Municipal têm os chamados “documentos do veículo”, emitidos pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT) ou por outra entidade com as mesmas competências?

7. Quanto custa a electricidade consumida por todos os veículos Segways da Polícia Municipal?

8. Qual é o custo anual da manutenção de todas as Segways usadas pela Polícia Municipal?

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Parecon: Balanced Job Complexes

1.
Um “Balanced Job Complex” é uma forma de organizar um local de trabalho ou um grupo de voluntários ou ativistas de uma forma que incorpora princípios de democracia direta e de igualdade de responsabilidades entre todos os indivíduos envolvidos.

2.
Na prática, um “Balanced Job Complex” consiste numa lista de tarefas atribuída a um certo local de trabalho ou grupo de voluntarios. Esta lista é equilibrada em termos de igualdade e de responsabilizacao.

3.
Cada trabalhador deve realizar uma parcela das tarefas de trabalho não especializado durante algum tempo, todos os dias, ou durante algum tempo durante a semana. Todos os trabalhadores partilham a mesma recompensa pelo trabalho de equipa e recebem também as tarefas mais estimulantes, sendo estas coordenadas igualmente em coletivo.

4.
Com este método, todos os trabalhadores irão partilhar as mesmas cargas de trabalho e os benefícios do mesmo, com um impacto sensível na sua capacidade para participarem num processo democratico de tomada de decisão no local de trabalho.

5.
Este método de organização do trabalho implica a ausência de “patroes” ou chefias formais e que todas as tarefas sejam igualmente distribuidas por todos.

6.
Os “Balanced Job Complexes” são centrais à teoria economica participativa desenvolvida pelos economistas Michael Albert e Robin Hahnel.

7.
O conceito foi criado no final da década de 1970 e colocado na prática na editora alternativa South End Press, nessa época, continuando até hoje a ser usada nesta empresa não lucrativa do Massachusetts.

8.
Na década de 1990, uma série de empresas auto-geridas por trabalhadores de Winnipeg (Canadá) aplicou o método “Balanced Job Complexes”. Destas, as mais notáveis foram as livrarias Mondragon Bookstore and Coffee House, a editora discografica G7 Welcoming Committee Records e a editora Arbeiter Ring Publishing.

Fonte primária: artigo na wikipedia inglesa.

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Sabia Que… Sebastianismo

Sabia que Dom Sebastião tinha um amor platónico e secreto pela sua prima, Dona Juliana de Castro, herdeira da Casa de Aveiro?
Sabia que o exército de Dom Sebastião, em 1578, tinha 14 mil infantes, 1600 cavaleiros, além dos 300 arcabuzeiros e 300 cavaleiros do seu aliado Mulei Mahomed? Do lado de Mulei Moluk, alinhavam-se 40 mil cavaleiros e 8 mil infantes.
Sabia que Mulei Moluk, o adversário de Dom Sebastião em Alcácer Quibir, ao ver a carga rompante do Terço dos Aventureiros e o consequente recuo da sua cavalaria, decidiu montar a cavalo – apesar de muito doente – morrendo de síncope com o esforço? Os seus validos esconderam o corpo e nas hostes marroquinas ninguém soube do sucedido.
Sabia que embora a batalha de Alcácer Quibir estivesse praticamente ganha, com a captura de estandartes, a morte do rei adversário, o recuo da sua cavalaria e o avanço do Terço dos Aventureiros, tudo se inverte subitamente, quando o seu comandante fica ferido e o seu substituto ordena a paragem do avanço?
Sabia que Dom Sebastião foi morto porque os setenta cavaleiros marroquinos, foram surpreendidos por turcos da guarda do rei Malu, que também queriam lebar o prisioneiro?
Sabia que quem achou o corpo do rei, no dia seguinte à batalha, foi o seu moço de câmara, Bastian de Resende, tendo sido então reconhecido por muitos dos seus, incluindo Fernando Góis de Loureiro, que mais tarde escreveria sobre o sucedido?
Sabia que o dito “Dom Sebastião de Veneza”, detido em Espanha e visitado pelo duque e duquesa de Medina-Sidónia, nobres espanhóis das relações do falecido (?) Rei contaram que este reconheceu, mas mãos da duquesa um anel que lhe ofertara por ocasião de uma viagem que fizera a Cádis? O “Dom Sebastião de Veneza” disse ainda que havia mandado gravar, previamente, por baixo da pedra preciosa, o nome e a sigla do seu nome. Ao desencravar a pedra, os duques encontraram efetivamente as marcas.
Sabia que em 1623, Maria de Macedo, conhecida por “a Vidente do Chiado” dizia viajar em espírito, até à Ilha Encoberta, onde falava com Dom Sebastião e onde todos se vestiam de preto e branco, encontrando-se lá, igualmente, os profetas Enoch e Isaías? Em 1653, a Vidente do Chiado foi denunciada à Inquisição que, em 1666, a integraria num auto-de-fé condenando-a a açoites e a 5 anos de desterro em Angola.
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