O Pacto Social

“A democracia representativa convencional, em que os muitos elegem os poucos, assenta num pacto entre eleitores e governo: nós votamos, eles agem; nós prosseguimos com as nossas vidas, eles protegem-nos. Este é o pacto em que um pai deve inscrever o filho aquando do seu nascimento. Prolonga-se até à morte. Este pacto raramente é examinado e, além disso, não se encontra inscrito em parte alguma, de forma clara e completa, raramente é admitido, embora os seus efeitos sejam profundos.
O pacto tem várias camadas. Na mais fundamental, o pacto implica que o governo protegera os seus cidadãos e garantira a sua seguranca. Em troca, os cidadãos concordam em limitar alguma da sua liberdade: aceitar o governo da lei e, com ele, as diversas restrições impostas ao seu comportamento. Ao governo são reservados alguns poderes e direitos extremos, negados aos restantes. Entre eles inclui-se o poder de negar a liberdade dos outros, de encarcerar e punir. Em alguns países, como os Estados Unidos, inclui ainda o poder de matar em nome da justiça.”

Carne Ross, A Revolução Sem Líder

Este Contrato Social está agora, nas sociedades contemporaneas a ser quebrado: por todo o lado assiste-se ao recuo severo do Estado Social e ao aumento brutal de impostos para suportar o que resta. Um recuo e o outro avanço procuram compensar a descida brutal dos impostos pagos pelos mais ricos e pelas multinacionais, grandes beneficiarios da especulacao bolsista e utilizadores dos offshores.

Com esta evaporacao do Estado Social é a própria natureza do Estado que é questionada. Com um desemprego crónico que se instala em valores crescentes, cresce a sensação que o Estado não serve os propósitos da comunidade e que essa brutal carga fiscal é desproporcionada em função dos benefícios obtidos.

Urge realizar uma Revolução. Uma Revolução Participativa que devolva aoos cidadãos o controlo democratico das suas próprias vidas e das comunidades que integram (sejam elas a família, a rua, o bairro, o municipio ou o país), que expulse do Poder político os torpes mega-interresses que o sequestraram (grande finança, especulação financeira, norte da europa, globalistas, etc.) E que retorne a Local aquilo que se tornou Global (Emprego, riqueza, regulação financeira, etc). Esta Revolução Tranquila, não-violenta deve começar de baixo para cima: das pequenas comunidades onde todos estamos de alguma forma inseridos e ir ascendendo nos degraus do poder até se tornar municipal, primeiro, e depois nacional.

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Categories: Democracia Participativa, maisdemocracia.org, MaisLisboa.org | Deixe um comentário

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