O Êxodo dos Medicamentos

“Os laboratórios garantem que abastecem o mercado e apontam, com base num estudo, a exportação feita pelos grossistas como uma das principais causas para o desabastecimento. “Em 2012, a exportação paralela em Portugal superou os 73 milhões de euros e os principais países de destino são a Alemanha, a Holanda, o Reino Unido, onde, em média, os preços chegam a ser o dobro dos praticados em Portugal.”

Ana Maia
Diário de Notícias, 22 de abril de 2013

Ou seja: se hoje, muitos portugueses não conseguem encontrar os medicamentos de que precisam nas farmácias, é porque os retalhistas estão a envia-los para a europa do norte (para os mesmos países que aplicam a austeridade sobre nós e que lucram com o pagamento da nossa dívida), para os mesmos europeus do norte que acham que “os portugueses não querem trabalhar” e que foram convencidos pelos seus líderes populistas (com merkel à cabeça) de que eram os seus impostos que sustentavam a Europa do sul (de facto, são os Mercados).

Esta é a “europa” a que nos unimos, sem referendo, e que nos comanda sem mandato democrático. E que no caso do êxodo dos medicamentos que hoje assolar as farmácias nacionais, arrasta o país (com a cúmplice mão dos venais retalhistas do setor) para um retrocesso de décadas nos desenvolvimento humano, económico e social.

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

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2 thoughts on “O Êxodo dos Medicamentos

  1. Lusitan

    Clavis,

    a verdade é que ninguém se importou com a baixa constante do preço dos medicamentos. Quando as autoridades incompetentes foram alertadas para os riscos decorrentes da queda das margens e do preço dos medicamentos, acharam que o sector estava só a tentar continuar a viver “à grande e à francesa”. A verdade é que a falta de abastecimento das farmácias tem tanto a ver com a incapacidade de pagar aos fornecedores como com a exportação paralela. Mas ultimamente alguns laboratórios desistiram de comercializar determinados medicamentos em Portugal por serem demasiado baratos e não compensar o investimento, além de que como Portugal serve de país de referência para calcular o preço de medicamentos em países com mercados maiores a comercialização de medicamentos a custo reduzido em Portugal leva a que o preço nesses mercados também reduza, logo não compensa introduzir o medicamento em Portugal.

    Para reduzir despesas no sector da Saúde cortou-se sempre no sector mais fácil que foi na área dos medicamentos, principalmente no sector privado. As consequências estão aí. Um dos poucos sectores que funcionava bem em Portugal está quase a implodir. Alguns cortes tinham de ser feitos, mas no sector do medicamento já se ultrapassou o razoável há muitos anos.

    • Claramente avancou-se demasiado (e demasiado depressa) na frente do preço do mmedicamento: agora temos um setoor inteiro à beira da falência.

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