Democracia Consensual e Democracia Direta: alternativas credíveis para a crise da Democracia Representativa

Não nos deixemos enganar: não é porque votamos – de quatro em quatro anos ou de cinco em cinco – que vivemos em democracia. De facto, essa perceção está a até a generalizar-se e explica os altos (e crescentes) níveis de abstenção que hoje se registam em praticamente todo o globo.O Voto não é tudo em democracia… sobretudo quando é tão condicionado no tempo, impacto e eficácia como sucede no modelo atual de democracia representativa. Mas num modelo de democracia participativa o voto será realmente a base da democracia: frequente, influente e informado. Assente na formação de consensos que – diz a “sabedoria popular” – são utópicos ou impossíveis de conseguir em grandes grupos. Mas não é exatamente assim: a Democracia Consensual (um dos aspetos da Democracia Participativa) é possível, desde que sejam seguidos certos métodos e procedimentos. Um desses métodos consiste em apresentar o tema em votação e logo depois, requer uma Votação Indicativa, antes mesmo do momento de debate por forma a identificar quantas pessoas alinham contra e a favor. A partir daqui é possível segmentar a assembleia nestes dois grupos e debater a partir de duas posições e não de uma multidão de posições individuais, como normalmente se verifica num debate. Os dois grupos escolhem entre si um representante, que depois pode acertar com o outro uma posição comum e consensual entre ambos que depois é levada à votação final.

Na questão do processo decisório em assembleias de democracia participativa é particularmente interessante seguir o exemplo do movimento Occupy nos EUA: neste grupo, os métodos da Democracia Consensual são implementados a partir de propostas que são delineadas por grupos individuais de ativistas do Occupy e depois acordadas em concelhos mais altos onde estes grupos locais estão federados. A partir deste nível de decisão a opção passa a ser seguida por todo o movimento.Há que ter em conta que fomos todos condicionados para acreditar que este métodos são “utópicos” e “irrealistas”. Isso mesmo foi-nos papagueado até à exaustão pelos muito organizados e bem financiados agentes da partidocracia e dizem-nos que todas as formas de Democracia Direta são lentas, ineficientes e caóticas. Mas estes exemplos provam que o sistema funciona e nada obsta a que seja adotado em maior escala ou com maior profundidade.

Fonte:
http://tradeonion.wordpress.com/tag/direct-democracy/

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Categories: Democracia Participativa, maisdemocracia.org, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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