Daily Archives: 2013/03/19

“O custo anual dos incêndios ascende a mil milhões de euros”

“O custo anual dos incêndios ascende a mil milhões de euros. 150 milhões por prejuízos diretos nas matas e florestas ardidas e 750 milhões em produtos que deixam de ser fabricados em Portugal devido à falta de madeira.
(…)
“Só em 2012 os incêndios provocaram sete mortos, desorganizaram vidas e empresas, destruíram casas e queimaram mais de 100 mil hectares de matas e florestas.”

Expresso 3 novembro 2012

A maléfica troika que nos governa e os seus dóceis sabujos do tripartido PS-PSD-PP estão muito preocupados em cortar nas funções sociais do Estado, como se estas ano fossem pagar (como lucro!) pelos descontos dos próprios trabalhadores (ver “Quem paga o Estado Social”, Raquel Varela). Mas estes nossos (deles) governantes não pensaram nunca que boa parte desse corte pode ser feito atacando de frente o problema dos incêndios florestais, com estes mil milhões de euros anuais de desperdícios: invistam mil milhões de euros na prevenção, no combate, na reordenação do território, e resolvem um quarto do problema.

Mas para isso seria preciso que não fossemos governados por contabilistas.

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Identificando obstáculos a deficientes visuais e motores com software especial e Google Street View

Uma equipa da Universidade de Maryland desenvolveu uma aplicação informática que permite que o município responda rapidamente a buracos no pavimento ou em passeios públicos, obstáculos nas vias ou passeios ou outras anomalias urbanas que requerem uma intervenção por parte da autarquia. A equipa liderada por Jon Froelich permite que utilizadores não treinados do “Amazon Mechanical Turk Service” façam zoom através das ruas do município usando Google Street View procurando e identificando essas anomalias. Em particular, os utilizadores do sistema procuram por obstáculos a possuidores de deficientes visuais ou cadeiras de rodas.

Quando uma destas anomalias é encontrada é enviado um relatório contendo imagens da área afetada. O município pode assim enviar rapidamente as suas equipas para o local e efetuar aqui as reparações ou intervenções devidas.

A aplicação atual depende da intervenção de seres humanos para identificar essas áreas problemáticas, mas está já a ser desenvolvida uma versão automática que através de algoritmos visuais pode substitui-los com um grande aumento de rapidez na identificação dessas anomalias.

É relativamente simples reunir um grupo de voluntários, repartir entre eles zonas de uma cidade portuguesa presente no Google Street View e encetar um projeto de identificação de obstáculos viários a deficientes motores ou invisuais e de outras anomalias urbanas e reporta-los à câmara municipal, reclamando a sua correção. O projeto poderia ser conduzido sem recurso a software especial e carecendo apenas de algum trabalho voluntário.

Fonte:
http://www.newscientist.com/article/mg21729036.300-crowds-prowl-google-street-view-to-speed-road-repairs.html?cmpid=RSS

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Um estudo da Universidade de Heidelberg prova que a Democracia Direta conduz a uma menos Despesa Pública

Suíça

Suíça

Um dos países financeiramente mais equilibrados do mundo é a Suíça. Exemplo disso mesmo é o orçamento de Estado suíço de 2011 onde as despesas foram de 216.8 mil milhões de dólares enquanto que as receitas ascenderam a mais de 222 mil milhões de dólares. Este excedente é raríssimo no mundo desenvolvido e soa em especial contraste com aquilo que se passa nos EUA e, sobretudo, na maioria dos países da União Europeia.

Impõe-se assim a questão: o que fazem os suíços que o resto do mundo não faz? A resposta é simples: “Democracia Direta”.

Esta resposta é a encontrada num estudo da professora Patricia Funk, da Universidade de Heidelberg que demonstrou que a aplicação de métodos de Democracia Direta conduziram a um declínio dos níveis de despesa pública. Em particular, a exigência suíça de levar a um referendo orçamental mandatário o orçamento dos cantões deu aos cidadãos o poder de aprovar ou rejeitar projetos governamentais que excedam um certo limite.

O estudo de Patricia Funk abrangeu mais de cem anos de governação suíça e provou que os referendos orçamentais mandatários reduziram as despesas em pelo menos 12%. Imagine-se quanto melhor estariam Portugal ou a Grécia se os excessos da partidocracia tivessem sido corrigidos durante cem anos pela vontade ativa e vigilante dos cidadãos sobre a forma como os governos malbarataram o dinheiro dos seus impostos…

O sistema de Democracia Direta em vigor na Suíça permite também que os seus cidadãos apresentem iniciativas legislativas mediante a apresentação de uma certa quantidade de assinaturas que varia de cantão para cantão. Esta ferramenta participativa permitiu também reduzir a despesa pública observando o estudo da professora de economia alemã que por cada 1% de redução da quantidade de assinaturas exigida de Cantão para Cantão se observou uma redução da despesa pública de 0.6%.

O estudo de Heidelberg demonstrou que ao contrário do que parece ser um certo consenso popular, a Democracia Direta pode ser financeiramente mais responsável que a Democracia Representativa tradicional: “aparentemente, os eleitores são fiscalmente mais conservadores que os políticos eleitos e as ferramentas da democracia direta ajudam-nos a conseguirem ter as suas preferências melhor representadas nos órgãos de governo.”, concluem os relatores do estudo alemão.

O processo democrático direto suíço funciona bem, mas desenvolveu-se ao longo de séculos, numa sociedade onde os níveis de participação cívica e política são tradicionalmente muito elevados… e os níveis de instrução académica e cultural são dos mais altos do mundo desenvolvido. Assim, há que encarar com algumas reservas a conclusão de que Democracia Direta conduz sempre a menos Despesa Pública. Não é assim… como prova o caso californiano onde recentemente foram apresentados aos cidadãos vários referendos: um fazia subir dramaticamente as despesas com Educação, noutro, exigia-se a redução dos impostos. Os californianos votaram ambos favoravelmente e o resultado foi um Estado em bancarrota efetiva… o que se pode concluir da disfunção californiana é que os eleitores devem ser claramente informados dos efeitos financeiros e fiscais de cada decisão levada a referendo e que… os níveis de cultura financeira e cívica californianos são consideravelmente mais baixos que os suíços… não que o modelo suíço de democracia direta não é exportável para mais nenhum país do mundo, como querem alguns!

Fonte:
http://www.article-3.com/the-inverse-relationship-between-direct-democracy-and-public-spending-911266

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