Daily Archives: 2013/03/10

Protestar fora do sofá: Autárquicas 2013

Quem participa em manifestações mas depois não opta por não exercer o seu dever de voto é tão ou mais culpado do que aqueles que em nome dos mercados e do norte da europa nos governam pela situação atual.

Nas manifestações ouvimos muitos que dizem que “são contra os partidos”, ou que “são todos iguais” ou que “os políticos não prestam”. Mas dizer tudo isto e depois nos dias das eleições ficar em casa, ir ver a Bola nos canais pagos de televisão, ir à praia ou simplesmente não se dar ao incomodo, serve de tanto como castrar o seu dever de participação política na sociedade e limita-lo aos estéreis canais do protesto de sofá (facebook, correntes de mail e blogs) ou do protesto inconsequente (ir a manifestações e nada mais fazer).

Se o Sistema nos levou ao ponto onde estamos: a governantes incompetentes e servis aos banqueiros do norte da europa e à maior crise económica e financeira dos últimos cem anos isso deve-se mais aos cidadãos que optaram por não exercerem o seu Dever de participação cívica e política, que não “invadiram” os partidos com a sua militância, mudando-os por dentro, que não fundaram novos partidos e que não fundaram e participaram ativamente em movimentos de cidadãos.

Participemos na Nossa sociedade para que esta mude. Saiamos do sofá para mudar efetivamente alguma coisa. E comecemos já hoje aderindo aos grupos de cidadãos eleitores que hoje – um pouco por todo o país – se acometem à difícil tarefa de organizarem listas autárquicas para as Autárquicas deste ano: a este respeito o www.maisdemocracia.org irá avançar com listas próprias em Lisboa, Santarém, Nelas e apoiar candidaturas independentes noutras cidades e freguesias do país.

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Fernando Madrinha: O Espírito das Leis (os Dinossauros Autárquicos)

Fernando Madrinha

Fernando Madrinha

“No outono de 2013, temos eleições autárquicas e, pela primeira vez, os chamados “dinossauros” – os autarcas que se eternizam na função – não poderão recandidatar-se. Será mesmo assim? Talvez sim, ou talvez não.
A lei parece clara e lapidar: “O presidente de câmara e o presidente de junta de freguesia só podem ser eleitos para três mandatos consecutivos”. Pois, esta frase simples é objeto de interpretações opostas. Marques Mendes e Marques Guedes, do PSD, assim como o socialista Vitalino Canas, um dos redatores do diploma, dizem que o limite de três mandatos não se aplica se o autarca em causa se candidata no concelho ou na freguesia vizinha. Paulo Rangel: o outro redator, em nome do PSD, afirma que o espírito da lei é aquele que parece óbvio a qualquer leitor desprevenido: que se pretende acabar com os “dinossauros” e não permitir-lhe que saltem de autarquia em autarquia.”

Fernando Madrinha
Expresso 10 novembro 2012

Paradoxalmente, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) haveria de ceder à interpretação que favorece os dinossauros e deixar que estes dinossauros-paraquedistas andassem de autarquia em autarquia, em flagrante violação do espírito da lei e recorrendo – talvez – à sua ma redação ou a uma redação intencionalmente vaga.

Portugal é de resto um país de muitas e más leis… apesar da advogacia ser a profissão de quase metade dos deputados, as leis ou são vagas, ou confusas, ou lacunares. No caso concreto, o dos dinossauros-paraquedistas parece evidente que as pressões da partidocracia foram suficientes para anular as boas intenções do Legislador. Uma anulação que só foi possível graças à cumplicidade da CNE.

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A Agricultura Urbana na cidade de Chicago

“Food garden” no Canadá (http://grandview.vsb.bc.ca)

As guerras do futuro serão mais guerras de água e alimentos que guerras por território e energia, como atualmente e no passado. Num contexto em que a população mundial não pára de crescer é cada vez mais importante que se desenvolva a produção agrícola, mesmo nos locais mais improváveis, como os espaços urbanos.

Neste contexto, a Agricultura Urbana assume-se como uma estratégia viável para enfrentar a insegurança alimentar, estimular o desenvolvimento económico e realizar reduções nas emissões de CO2 (menos gastos de transporte e armazenamento de frio). A Agricultura Urbana não é nenhuma utopia. Ela foi adotada em praticamente todas as cidades, mas a sua relevância para a produção total de alimentos sempre foi difícil de medir. Um problema que um grupo de cientistas da Universidade de Illinois enfrentou ao desenvolver uma metodologia que permite quantificar a produção de alimentos da Agricultura Urbana da cidade de Chicago. A metodologia inclui além das clássicas hortas urbanas comunitárias ou exploradas por ONGs (700 segundo listas oficiais), também jardins, hortas e varandas particulares, numa nova abordagem. A lista assim elaborada por carregada para o Google Earth lista no mapa jardins comunitários, lotes de jardins urbanos disponíveis, quintas urbanas, jardins escolares e até “food gardens” domésticos que se queiram registar no sistema. A este registo voluntário ou intencional, a equipa de investigadores da Universidade de Illinois somou uma tarefa intensiva de observação via Google Earth das zonas de Chicago que pareciam estarem também a ter uso agrícola, mas que não se encontravam registadas em nenhum sistema. Deste trabalho resultou a identificação de mais quatro mil “food gardens” anteriormente desconhecidos, quase todos situados em residências e com menos de cinquenta metros quadrados. Visitas por amostragem confirmariam a função alimentar da sua maioria e a conclusão final de que existiam no interior do perímetro da cidade de Chicago uma estimativa total de 4648 locais de agricultura urbana, ocupando um total (estimado) de 264.181 metros quadrados.

Estas conclusões revelam que a agricultura urbana tem um contributo significativo para os alimentos consumidos na cidade de Chicago, dando um contributo para segurança alimentar na cidade, para o reforço dos laços comunitários e familiares.

Fonte:
http://www.seeddaily.com/reports/Finding_Chicagos_food_gardens_with_Google_Earth_999.html

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