Daily Archives: 2013/03/08

O Lado Negro da Lisboa de Costa

Apesar de toda a “boa imprensa”, há dois problemas nesta “Lisboa de Costa” que parecem cada vez mais gritantes aos lisboetas: o número de semáforos que permanecem avariados durante dias, às vezes semanas inteiras, é cada vez maior.

Por outro lado, o lixo acumulado, a falta de limpeza começa a caraterizar cada vez mais a nossa cidade. Paralelamente, as calçadas parecem cada vez mais abandonadas, com buracos quase permanentes. Talvez preocupado em obras mediaticamente mais visíveis, António Costa esquece o mais básico: a segurança dos peões e a limpeza das ruas.

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Comentário a “Defendo o poeta na cidade” de Yvette Centeno

Yvette Centeno

Yvette Centeno

“Em Portugal abriu-se o portão das contradições, fazendo da declaração de opostos um permanente jogo, uma permanente guerrilha de supostos interesses: uns contra os outros, todos entre si, usando e abusando de um populismo grosseiro e facilmente denunciável como tal. “

Existe no atual governo uma clara estratégia comunicacional para “dividir para governar”: sucessivos discursos governamentais colocam jovens desempregados contra pensionistas, empregados contra desempregados, trabalhadores do privado contra funcionários públicos, etc, etc. A estratégia tem funcionado e explica os baixos níveis de contestação social contra sucessivos tapetes de austeridade que arrastaram o país para os níveis de desenvolvimento do começo da década de noventa. Ao contrário do que se diz, este Governo não tem uma má estratégia de comunicação, e prova disso mesmo é que conseguiu empobrecer toda uma sociedade em pouco menos dois anos, arrastando-a para níveis de à trinta anos, sem ter que enfrentar mais que algumas inconsequentes manifestações de rua e alguns contestatários semi-profissionais.

“Discordei, em momento próprio, da nossa entrada na Europa (já não era a Europa da cultura, das nações, dos ideais assumidos…) e ainda discordei mais da entrada no euro, a moeda mágica, que, como tudo o que tem magia, traz consigo um castigo.”

O nosso castigo está aí, bem à vista: desemprego fulminante, tirando a uns e a outros a esperança de um futuro melhor, para o qual se habilitara;
Desrespeito e abandono à sua sorte, melhor ou pior, dos mais velhos com os quais se tenta quebrar o laço de confiança tecido com o Estado, ao longo de muitos anos, para reformas e aposentações;
Queda brutal da natalidade, deixando prever um entristecimento do país semelhante ao das ruas alemãs depois da Guerra”.

– Este “castigo” norte-europeu que hoje exerce sobre nós e todos os demais povos da Europa do sul e que radica num profundo sentimento de superioridade racial por parte da maioria dos alemães em relação a tudo que não é de raça germânica é hoje a “política europeia oficial”: Austeridade para “ajustar”,para empobrecer e fazer regredir o nível de vida uns trinta anos e os direitos sociais e laborais aos finais da década de trinta, estes são os planos do norte da europa para Portugal. No cumprimento de um plano negro para Portugal esta hoste de dóceis sabujos que nos rege leva toda a sociedade – sem hesitar – para a Idade Média dos direitos sociais e laborais, sem vergonha nem pejo, usando e opondo classes sociais e etárias entre si por forma a dividir para melhor reinar e aplicar descansadamente o “grosplan” norte-europeu para Portugal.

“Sabemos em Portugal que vendemos a alma ao diabo (à utopia de uma Europa distante) quando, a troco de euros, prescindimos de ter agricultura, pesca e a pouca indústria existente. Estávamos,talvez sem o saber, dou o benefício da dúvida, a prescindir da liberdade.da grande liberdade que é o poder de escolha, o poder da decisão.
Quem não pode escolher não é livre e nós neste momento, como nos repetem todo o tempo, não temos escolha, não podemos decidir (alguém, sem rosto, está sempre a decidir por nós).
Ou melhor, temos só esta liberdade: a de deixar de existir, a de morrer à míngua, diante dos portões da fartura.”

Não esquecer que o principal arquiteto desta tercialização radical da nossa economia foi Cavaco Silva, com cedências absolutas da nossa capacidade produtiva em troca das exportações alemães de tecnologia e bens de luxo para a China (sacrificando os nossos têxteis à desregulação comercial com Pequim) e da cedência do nosso mar à gigantesca frota pesqueira espanhola ou da nossa agricultura aos excedentes franceses ou à agro-industria espanhola.

“A instalação do medo. Onde o medo se instala perde-se a liberdade, perde-se a dignidade, e todos os valores que em regra são solidários com esses.
Nas instituições, privadas ou públicas, mais estas talvez, mas mesmo assim… a atmosfera carrega-se de silêncios, de olhares esquivos, de cabeças que abanam hesitantes sobre o que dizer ou não dizer, fazer ou não fazer…”

O Medo está em todo o lado e o seu exercício e intensificação fazem parte do plano gisado pelos Grandes Interesses em nome dos quais se move a troika: aumentando o desemprego, aumenta o Medo daqueles que ainda têm trabalho em o perder e logo a sua disponibilidade para aceitarem todo o tipo de sacrifícios, perda de direitos e austeridade em troca da manutenção do Emprego: muitas precário, sem pagamentos de horas, sem aumentos salariais e perda constante de regalias. Na rua, as polícias agem cada vez mais como um braço dos Grandes Interesses, detendo arbitrariamente, usando força excessiva e procurando por todos os meios dissuadir os cidadãos do livre exercício do direito de manifestação. Em todo o lado, na blogoesfera, nas empresas, no Estado e na rua, multiplicam-se os Processos contra quem ousar exprimir a sua Opinião, o seu distanciamento deste Sistema cada vez mais opressivo e menos democrático.

Público
6 janeiro 2013

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