Monthly Archives: Janeiro 2013

A ESA vai construir o Módulo de Serviço das Orion

Nave espacial Orion

Nave espacial Orion

A NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) concordaram em colaborar no desenvolvimento do veículo espacial Orion: um acordo assinado em meados de janeiro entre as duas agências estabelece que a ESA vai construir o módulo de serviço da “Mission-1” da Orion que terá lugar em 2017.

Este acordo dá continuidade a uma relação muito próxima entre as duas agências, restaurando alguma da confiança perdida com a súbita retirada da NASA do rover marciano ExoMars.

A Orion será a mais avançada nave espacial jamais construida (apesar das suas semelhanças externas com as Apollo), tendo este módulo de serviço construido na Europa anexado imediatamente sobre o modulo principal e fornecendo-se energia, controlo térmico e propulsão, muito como hoje os ATVs que a Europa lança hoje para a ISS já conseguem fazer com o sucesso que lhes é reconhecido.

Fonte:
http://spaceref.com/news/viewpr.html?pid=39679

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O “Plano Branco para a Habitação” dos Provos holandeses e a sua aplicabilidade em Lisboa

Um dos movimentos políticos e sociais mais interessantes da década de 1960 foi o movimento holandês conhecido como “Provo”. Tendo chegado a elegerem deputados municipais em Amesterdão, estes contestatários sociais apresentaram um conjunto de propostas muito inovadoras para enfrentar os problemas da sua cidade. Uma destas propostas mais interessantes foi a do “Plano da Casas Brancas”.

A ideia consistia na preservação do inventario habitacional da cidade, permitindo simultaneamente que todos aqueles que precisassem de um lugar para viver pudessem ocupar uma das muitas habitações desocupadas e assim mantidas por especuladores imobiliários ou por senhorios sem condições para as manterem em boas condições. O plano enquadrava-se numa visão global da sociedade com outros “planos brancos”, como o “Plano Branco da Mulher”, que defendia cuidados médicos femininos gratuitos, o “Plano Branco das Criança”, um sistema coletivo e gratuito de creches familiares, e um mais radical e humorístico, “Plano das Galinhas Brancas” que previa a transformação dos policias em distribuidores de preservativos, medicamentos e… galinha frita. Obviamente, uma provocação contra um Sistema que tinha eleito como o seu alvo principal.

O “Plano Branco da Habitação” dos Povos pode ser adaptado e aplicado numa cidade moderna. Desde logo, continuam a existir muitas casas desocupadas, especialmente nos centros históricos, contribuindo para a desertificação humana dos corações das grandes cidades, com a consequente perda de atividade económica e comercial e degradação da malha urbana. Os senhorios parecem preferir deixar que esses prédios colapsem do que arrendá-los a preços acessíveis, empurrando as populações cada vez mais para as periferias. Um “plano branco da habitação”, coordenado pela autarquia, sem expropriar, mas realizando melhoramentos nessas habitações e a arrendando-as posteriormente a preços capazes de compensar os custos dessas obras e pagando uma renda mínima aos legítimos proprietários durante cinco ou seis anos e devolvendo-as (melhoradas) a estes ao fim desse prazo poderia redinamizar essas zonas ermadas, atrair nova população aos centros urbanos, requalificar o urbanismo e permitir habitações a preços controlados a muitos casais jovens ou a casais desempregados em momento de transição. Um tal “plano branco da habitação” permitiria encher de gente as mais de 150 mil habitações que se estimam estar vazias só na cidade de Lisboa, resolvendo simultaneamente uma série de problemas sociais e urbanísticos… razão pela qual o defendemos.

Fonte:
http://urbania4.org/2011/08/31/provos-in-new-babylon/

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O Orçamento Participativo (OP) de Lisboa

Portugal tem um excelente registo no campo da aplicação dos Orçamentos Participativos (OPs). Com efeito, o OP de Lisboa foi o primeiro aplicado numa capital europeia. A sua primeira edição data de 2008 e é hoje uma das peças centrais da administração camarária de Lisboa.

O processo de seleção dos projetos passa pela votação eletrónica dos cidadãos naqueles que considerem ser mais prioritários. Os lisboetas têm correspondido, aumentando o número de participações e o número de inscrições no portal “Lisboa Participa”, de forma consistente, ano após ano tendo a quinta edição do OP lisboeta alcançado um novo recorde de trinta mil votos, e isto apesar de o sistema de votação ser tudo menos simples e não haver lugar a votações presenciais (por exemplo em mercados, jardins públicos ou instalações municipais).

Entre os vários projetos aprovados em Lisboa contam-se o:
Há vida na Mouraria
1.000.000€
Alameda da Cidade Universitária
800.000€ e
Construção de Parques de Estacionamento na Freguesia de Benfica
1.000.000€
Implementação do Parque Urbano do Rio Seco 4ª Fase,
800.000€
Parque Urbano do Vale da Ameixoeira – 1ª Fase
1.000.000€

O OP de Lisboa, no total, tem uma verba de 2.5 milhões de euros sendo as proposta apresentadas (após registo) no portal lisboaparticipa.pt e aprovadas desde que respeitem às seguintes áreas:
– Ação Social;
– Cultura;
– Desporto;
– Educação e Juventude;
– Espaço Público e Espaços Verdes;
– Infraestruturas Viárias, Mobilidade e Tráfego;
– Modernização Administrativa;
– Proteção Ambiental e Energia;
– Reabilitação Urbana Habitação;
– Saneamento e Higiene Urbana;
– Segurança dos Cidadãos;
– Turismo, Comércio e Promoção Económica e
– Urbanismo.

Fontes:
http://lisboaenova.org/pt/noticias/item/2598-or%C3%A7amento-participativo-2012-camara-municipal-lisboa
http://www.lisboaparticipa.pt//pages/orcamentoparticipativo.php/A=110___collection=cml_article
http://www.cm-lisboa.pt/participar/orcamento-participativo

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Progressos na preparação do primeiro voo de uma cápsula Orion em 2014

Foram feitos recentemente progressos por parte da NASA e dos seus parceiros industriais no programa Orion, a caminho do primeiro vôo “Exploration Flight Test-1” (EFT-1). Este vôo não tripulado vai ter lugar no Kennedy Space Center in Florida em 2014, com o objetivo de testar as capacidades de reentrada da cápsula Orion.

Os trabalhos no esqueleto de titânio do escudo de calor da Orion estão a ser soldados a uma cobertura de fibra de carbono estando este trabalho concluído em janeiro de 2013. Depois, o escudo será enviada para a Textron Defense Systems perto de Boston onde uma camada de um material ablativo (semelhante ao usado nas Apollo) será adicionado. O escudo de calor completo está calendarizado para instalar o escudo de calor na Orion no verão.

O voo de teste vai colocar a cápsula a quinze vezes a distância da órbita da Estação Espacial Internacional, mais longe do que foi qualquer nave tripulada nos últimos quarenta anos.

Entretanto, equipas de engenheiros da NASA estão a trabalhar no adaptador que vai ligar a cápsula Orion ao lançador pesado United Launch Alliance Delta IV. Este adaptados será testado no voo EFT-1, mas a intenção é que sirva no Space Launch System (SLS), a testar em 2017, o sistema que vai enviar a Orion muito para além da órbita terrestre, para a Lua e mais além.

Fonte:

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/12/121213204902.htm

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Fujão Barroso prepara o regresso à cena política nacional

“O presidente da Comissão Europeia defendeu hoje em Lisboa “sensatez nas decisões e na maneira de as comunicar” como fator essencial para o sucesso dos programas de ajustamento, que requerem condições políticas e sociais de sustentabilidade”. E disse que em Portugal se vive uma situação de “verdadeira emergência social”.”

Fala o Outro Barroso. O que também (já) é candidato presidencial.
não o Outro, o que é presidente da CE, a entidade internacional mais façanhuda contra Portugal e que no seio de uma troika formada por FMI, BCE e CE é a aquela que mais dogmaticamente segue a cartilha austeritária ditada por Berlim.

Parece evidente que Barroso está já empenhado em preparar terreno para um regresso à cena política nacional. Isto explica a multiplicação recente de presenças em Portugal e uma intensificação das suas declarações num registo mais ou menos populista sobre a realidade nacional. Mas fica mal… fica mal, porque normalmente estas declarações não conferem com aquilo que a UE (e a sua Comissão) impõem a Portugal e aos portugueses e quando ele se apresentar a votos, essa contradição será cobrada. Ou não, porque os eleitores nacionais já deram bastas provas de terem a memória muito curta.

Fonte:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2974564

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SkyDrive: Sumário

SkyDrive

SkyDrive

Introdução:
Ao longo dos anos, o SkyDrive conheceu várias designações… começou por ser conhecido como Windows Live SkyDrive e também como Windows Live Folders.

O SkyDrive permite que os seus utilizadores façam upload de ficheiros para a cloud da Microsoft e os mantenham em sincronia com os seus computadores. A partir daí, os ficheiros são acessíveis por um browser ou através da sua cópia sincronizada para disco.

A maior vantagem do serviço é que não está limitado a uma lista restrita de tipos de ficheiros. Como forma de backup de ficheiros importantes e de os tornar disponíveis em qualquer computador que utilizemos, é perfeito. As suas funcionalidades de partilha também estão bem elaboradas, dispensando o uso de envio de ficheiros por email, como anexos. Gratuito, exige apenas uma conta Hotmail account, Windows Live account, MSN, ou Microsoft Passport, na falta de uma, basta fazer um Sign In no produto…

Tamanhos:
Atualmente o SkyDrive disponibiliza até 7 GB de espaço, mas é possível comprar espaço adicional e aqueles que subscreveram o serviço até 22 de abril ainda beneficiaram de uma campanha especial que lhes deu 25 GB de espaço gratuito…

O serviço está construido em HTML e pode alojar ficheiros com até 300 MB via Browser ou até 2 GB via a aplicação (que só corre em Windows 7 ou MacOSX).

História:
O SkyDrive arrancou em 2007, nos EUA sendo aberto para o resto do mundo um ano depois. Nesse mesmo ano, a capacidade aumentava de 5 para 25 GB. Em 2010 a Microsoft adicionava ao SkyDrive o suporte para Office Web Apps.

Office Web Apps:
Com as Office Web Apps no SkyDrive é agora possível fazer upload, criar, editar e partilhar documentos Microsoft Office diretamente num Browser. É também possível que vários utilizadores simultaneos partilhem um ficheiro de Excel ou documentos OneNote (aqui, também, com a aplicação Desktop). O histórico destes documentos é também acessível.

Íntegracao com Microsoft Office:
Nas últimas versões do Microsoft Office, existe já uma grande integração com o SkyDrive, com a capacidade para editar diretamente documentos alojados no SkyDrive, sincronizando automaticamente todas as alterações quando se encerra o documento.

Formatos de ficheiro:
O SkyDrive suporta o visionamento de ficheiros PDF, ODF, XML, OpenOffice e WordPerfect. Suporta que ficheiros Office sejam embebidos diretamente em páginas Web e uma forma de interação limitada (p. Ex. Cálculos num ficheiro Excel ou browsing num PPT).

Integração com Redes Sociais:
O SkyDrive está integrado com o facebook, twitter e LinkedIn facilitando a partilha rápida de ficheiros nestas redes sociais sendo possível gerir os acessos aos ficheiros em SkyDrive a partir de contas de utilizadores dessas redes sociais.

Live Groups:
É possível criar grupos que acedem a ficheiros partilhados entre eles no SkyDrive.

Geotagging:
As fotografias carregadas para o serviço suportam geotagging e revelam automaticamente um mapa com a localização onde foram captadas.

Slideshows:
As fotografias carregadas para o SkyDrive podem ser apresentadas em slides-show de forma automática.

Pastas em zip:
Pastas inteiras no SkyDrive podem ser carregadas num só clique em formato de compressão zip até um limite de 4 GB ou 65 mil ficheiros.

Lixo:
Quando um utilizador apaga um ficheiro o SkyDrive permite recupera-lo e devolve-lo à pasta original a partir do lixo, sendo que os ficheiros que aqui estejam não contam para o espaço totall ocupado numa conta SkyDrive. Um ficheiro permanece no lixo até trinta dias mas nunca pode haver mais do que dez por cento da ocupação total numa conta aqui “armazenado”. A partir deste limite, o SkyDrive começa a apagar os ficheiros mais antigos, desde que estejam aqui há mais de três dias.

Planos Pagos:
Alem dos 7 (ou 25) GB gratuitos, existem planos para Power Users que lhes permitem ocupar mais espaço no SkyDrive: mais 20, 50 ou 100 GB. Sendo que o pagamento anual pode ser feito com cartão de crédito ou via Paypal.

Línguas:
O SkyDrive suporta 94 línguas diferentes, entre as quais o português e o português da Galiza (galego).

Aplicações Cliente:
Existem aplicações cliente para vários sistemas operativos: Windows 7 e 8, Android, iOS, OSX e Windows Phone 7.

Privacidade:
Em qualquer serviço na Cloud a privacidade dos dados é sempre uma preocupação… obviamente, os dados são acessíveis pela Microsoft e sujeitos a um Código de Conduta relativamente restrito que pode – em casos extremos – levar até ao encerramento súbito da conta. Especial alvo de críticas tem sido o mecanismo PhotoDNA que verifica se esse código está a ser cumprido pelos utilizadores e que procura ficheiros potencialmente “ilegais” (nudez, compra de armas, alguns online surveys, etc).

Concorrentes:
Entre os maiores concorrentes do serviço contam-se:
CloudMe
Dropbox
Google Drive
iCloud
SugarSync

Uploading:
É possível carregar apenas até cinco ficheiros de cada vez sendo cada ficheiro não maior que 50 MB.

Novidades Recentes:
O serviço SkyDrive a partir de 14 de agosto de 2012 conheceu uma série de alterações: uma nova interface gráfica, uma série de correções de bugs nos clientes Windows e MacOSX, assim como uma nova versão oficial para Android.
Com esta nova versão é possível realizar buscas instantâneas dentro do conteúdo de ficheiros Office, existe uma nova toolbar contextual e as funcionalidades drag-and-drop foram melhoradas. É agora possível escolhermos que pastas e ficheiros no nosso computador desejamos sincronizar no SkyDrive e métodos de colaboração online nas Office Web Apps (excel forma, Powerpoint partilhados e documentos Word embebidos) são agora possíveis.

Fontes:

https://skydrive.live.com
http://en.wikipedia.org/wiki/SkyDrive
http://www.superdownloads.com.br/materias/skydrive-solucao-da-microsoft-que-promete-aposentar-pendrive.html
http://www.pcmag.com/article2/0,2817,2409569,00.asp
http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/skydrive.html

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Sobre o novo partido espanhol: “Partido X – Partido do Futuro”

Um pouco por toda a Europa assiste-se a um despertar da Sociedade Civil. Resultante do cruzamento cúmplice entre Depressão económica e desprestigio da Democracia Representativa, não espanta que este despertar pareça especialmente focado na Democracia Participativa.

Um dos mais recentes exemplos deste fim de torpor democrático é o novo partido espanhol “Partido X – Partido do Futuro” erguido por alguns ativistas do 15-M, dos Indignados e por defensores do Software Livre, mas sem ligações genéticas diretas a nenhum destes movimentos.

O site do partido é o partidodelfuturo.net. No seu programa inscreve-se a necessidade de “instaurar uma verdadeira democracia” e a intenção de devolver “directamente o poder soberano através do cumprimento de todos os pontos do seu programa: a Democracia e Ponto” e, mais especificamente, através de “referendos, direito a voto real e permanente, legislação elaborada diante de todos e com as colaboracoes dos que sabem de cada tema” por forma a que a “terrível crise que estamos a viver não seja paga por vocês, por nós, mas pelos especuladores que a provocaram.”

Em termos operacionais, o Partido X elege a Internet como a principal ferramenta de trabalho, a partir de onde o novo partido espanhol irá desenvolver formas de intervenção cidadã que encontram na nova Constituição islandesa redigida de forma colaborativa pelos seus cidadãos uma das suas inspirações. Algumas destas formas estão já delineadas, como a participação direta dos cidadãos na produção das leis e a transparência na sua elaboração. O novo partido pretende também desenvolver as “Iniciativas de Legislação Popular”, que correspondem às Iniciativas Legislativas Cidadãs portuguesas.

De uma forma que afirma ser intencional, o Partido X recusa ter porta-vozes ou líderes assumidos, preferindo focar mais nas propostas que nas pessoas, estando atualmente os seus dinamizadores envolvidos num véu de anonimato. Pelo menos até às próximas eleições, onde terão que inscrever os seus candidatos nas listas e dá-los então a conhecer. Até lá fica o “mistério”, que não sendo intencional demonstra uma forma diferente de fazer Democracia, de forma Participativa e Colaborativa que se aproxima muito dos princípios defendidos em Portugal pelo www.maisdemocracia.org.

Fonte:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/partido-x–partido-do-futuro-quer-democracia-e-ponto-em-espanha-1579893

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Em defesa da fusão entre recibo e fatura no comércio em grandes superfícies e sobre a fuga ao fisco no Continente e Pingo Doce

Como sabemos, o governo aumenta – sem fim nem tino – todos os impostos que encontra à sua frente. E foram muitos. Mas nem todos os pagamos: por exemplo, no Continente e Pingo Doce (duas das cinco maiores empresas portuguesas!) Todos os dias a Sonae e a Jerónimo Martins se furtam ao pagamento de impostos quando dificultam ao máximo a passagem de faturas, obrigando os clientes que as pedem nas caixas a convergirem em ordeira mole para um único balcão onde uma atarefada funcionaria (ademais, com outras funções) passa – manualmente – essa fatura. O processo é intencionalmente moroso e complexo, funcionando como forma de dissuasão da passagem de fatura.

Num governo que é tão lesto a captar mais imposto aos assalariados, é incompreensível que não se tenha ainda atacado nesta frente. A menos que o facto de estas manobras serem aplicadas pelos gigantes do retalho, classicamente grandes financiadores de campanhas eleitorais tenha algo a ver.

A automática fusão entre “recibo” e “fatura” faria aumentar a cobrança de impostos e aumentaria a Justiça fiscal (uma vez que é mais simples nas pequenas áreas comerciais), mas não parece sob o radar de um ministro das finanças obcecado com o aumento da carga fiscal sobre os contribuintes, mas inane contra os Grandes Interesses instalados em Portugal e que pagam grande parte dos seus impostos… na Holanda, para além de recorrerem a subterfúgio imorais como estes. Num primeiro momento, esta fusão entre fatura e recibo poderiam ocorrer apenas nos espaços comerciais com uma faturação anual acima de um dado valor, como forma de penalizar a concentração comercial, as entidades que optaram por transferir uma parte significativa dos seus impostos para a Holanda (Pingo Doce e Continente) ou para a Alemanha (Lidl) e de defender aquilo que resta ainda do comércio tradicional, repondo alguma concorrência no mercado do retalho.

Enquanto tal medida não for materializada temos todos mais razões para Não Comprar no Pingo Doce e Continente ser um Consumidor Consciente.

Fonte:

http://expresso.sapo.pt/como-e-que-pingo-doce-e-continente-pagam-impostos=f775914#ixzz2GALURJEq

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Um grupo de cientistas propõe à NASA uma missão de “sample return” a Enceladus

Os geiseres de Enceladus

Uma equipa de cientistas norte-americanos está a desenvolver um conceito de missão para uma sonda capaz de viajar até ao satélite saturnino Enceladus, recolher algumas amostras de gelo e regressar com as mesmas até ao nosso planeta, onde serão analisadas em busca de indícios de via alienígena.

Estas partículas de gelo são ejetadas para o Espaço pelos grandes geiseres de Enceladus, no seu polo sul. Os geiseres são alimentados por um grande oceano de água liquida que existiria sob uma camada de gelo. Estas condições (energia, água liquida, carbono e azoto) estão cumpridas em Enceladus, pelo que este é atualmente um dos locais onde é mais provável existir alguma forma de vida.

A missão proposta entraria primeiro em órbita de Saturno, para abrandar atravessaria a baixa altitude Enceladus, para capturar algumas amostras dos geiseres libertando então uma pequena cápsula para Terra com essas amostras. Desta forma, a amostra poderia ser estudada por um leque de instrumentos que não será possível colocar numa sonda que opera a tão grandes distancias.

Fonte:
http://www.livescience.com/25288-enceladus-sample-return-mission.html

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Reflexão Sobre a aplicação do modelo alemão de Ensino Dual em Portugal

Introdução:
Um sistema educativo dual combina estágios em empresas e educação vocacional num estabelecimento de ensino tradicional. O sistema foi adotado (em diversos graus) em vários países, como a Alemanha, a Áustria, a Croácia ou a Suíça, entre outros, como a China, a Dinamarca e a Holanda.

O modelo alemão de ensino dual, conhecido por Duales Ausbildungssystem permite que os jovens germânicos escolham uma entre 356 áreas de estágio, como assistente de medicina, ótico ou empregado da construção civil. Todas estas áreas são reguladas e os programas definidos a nível nacional segundo padrões muito claros e precisos e aplicados da mesma forma em todo o território alemão.

O Estágio Empresarial:
Neste modelo dual, os jovens passam nas empresas entre três a cinco dias por semana tendo essas organizações a responsabilidade de garantir que os estudantes recebem educação num certo padrão de qualidade e quantidade nacionalmente definidos para a área vocacional que escolheram seguir. No modelo alemão, este ensino prático é acompanhado por aulas igualmente práticas em associações comerciais ou câmaras de comércio, por forma a que o ensino não seja demasiado especifico à realidade de uma só empresa. Estes cursos não excedem as quatro semanas no ano, sendo acompanhados por aulas mais teóricas nas escolas vocacionais que não excedem os sessenta dias anuais em blocos de uma a duas semanas cada.

Ensino Vocacional:
Da responsabilidade dos Estados alemães (a Alemanha é uma federação) esta parte do Ensino Dual alemão disponibiliza aos jovens no sistema ensinamentos teóricos sobre política, cidadania, economia, comércio, religião e desporto.

Avaliações:
No Sistema Dual germânico, os primeiros testes ocorrem a meio do percurso vocacional e servem apenas como indicador, não sendo estes resultados incorporados na avaliação final. Os exames são da responsabilidade de organizações comerciais e câmaras de comércio e indústria. Existem também exames elaborados por sindicatos, mas aqui o exame intercala já não é meramente indicativo, contando em 40% para a nota final. Aqueles estudantes que não conseguirem aproveitamento podem tornar a inscrever-se no próximo ano, mas apenas o podem fazer uma vez.

Vantagens de um Sistema Dual:
O estudante incorpora imediatamente o mercado de trabalho e vai recebendo tarefas de complexidade e responsabilidades crescentes à medida que as suas competências vão crescendo. Para as empresas, estes são os funcionários ideais, uma vez que os conhecem bem antes de os contratarem e que recebem treinamento específico para a realidade empresarial onde serão inseridos. Para os estudantes, os benefícios são também óbvios: obtém conhecimentos diretos de outros colegas mais experientes, sem teorias ou disciplinas de difícil ou impossível aplicação prática e, recebendo um vencimento desde o começo destes estágios.

Críticas ao Sistema Dual alemão:
Na Alemanha, tem-se observado nos últimos anos uma tendência para que um número crescente de estudantes segue os seus cursos somente em escolas e não em empresas, sobretudo devido a uma resistência crescente das empresas a aderirem ao sistema. Esta resistência empresarial encontra várias justificações: os custos do treinamento; a complexidade dos regulamentos envolvidos; a parte teórica e vocacional (em escolas) não fornece às empresas jovens suficientemente preparados para o estágio pratico, entre outras razões. Outra critica comum prende-se com o facto de apenas um pequeno número de jovens concorrerem a estágios de posições menos complexas, deixando-os por preencher. Paralelamente, empresas que operem em áreas mais técnicas ou especializadas têm dificuldade em encontrar posições adequadas para o menor nível de competências exigido pelo Ensino Dual, por comparação com o Ensino Superior convencional.
A resposta alemã a estas dificuldades passou pelo estabelecimento de contratos com empresas que permite que as empresas recorram a aprendizes ainda que não tenham qualquer plano para os contratar e pela criação de cursos práticos unicamente na Escola ou no Estado.

Conclusão:

Um sistema de ensino dual não é a panaceia que cura todos os males do sistema de ensino nacional. Encerra em si mesmo, uma série de contradições perigosas, desde logo propiciando à criação de duas castas de estudantes, fechadas sobre si mesma e provenientes de escalões sócio-económicas bem distintos. A utilização do ensino público como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade de igualdade de oportunidades é assim ameaçada por um sistema de castas, em que o Ensino Dual se pode rapidamente transformar.

Mas não tem que ser necessariamente assim. A falta de qualidade média do ensino nacional é quase unanimemente reconhecida e isso indica que as coisas não podem ficar como estão: temos que nos aproximar dos melhores (Coreia do Sul e Finlândia) e deixar os caminhos que já trilhamos. E a transformação do ensino superior num “depósito” de jovens para adiar o mais possível a sua entrada no mercado de trabalho, entretendo-os com mestrados, doutoramentos e quejandos de nula ou escassa utilidade prática, não é parte da solução, mas do problema. Devidamente adaptado à realidade cultural e social lusa, abrindo pontes que permitam que os alunos do Ensino Prático (que demonstrem especiais capacidades) acedam ao ensino superior e interligando ambos com as empresas, sem deixar que estas o usem como uma reserva de mão de obra barata ou, pior, paga pelo Estado, é possível implementar um Ensino Dual em Portugal que restaure as perdidas “escolas profissionais” no nosso sistema de ensino, que forme para a vida e não para a academia (e o desemprego) e que instale nos jovens um instinto empreendedor e dinâmico que hoje tanto escasseia.

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Dar uma oportunidade ao Comércio Tradicional

No atual contexto económico é particularmente difícil montar um pequeno estabelecimento comercial ou conseguir que um já existente consiga sobreviver. A pressão das Grandes Superfícies é maior do que nunca, o seu Lobby mais poderoso do que sempre (graças aos múltiplos tráficos de interesses com a partidocracia) e um número sem precedentes destes pequenos espaços comerciais encerrou em 2011 levando ao desemprego mais vinte mil portugueses. Entretanto, os Grandes Espaços comerciais continuam a registar lucros chorudos e… a pagar impostos na Holanda.

E quando morre um pequeno espaço comercial não é “apenas” um pequeno espaço comercial que termina. Termina nele um sonho de alguém, uma paixão em fazer algo de diferente, de independência, de liberdade. Muitos destes novos espaços comerciais – especialmente neste duro clima recessivo – não conseguem funcionar mais do que seis meses. Vitimas de uma localização deficiente (devindo à escassez de fundos), da quase inexistência de marketing (pelas mesmas razões) e confiando apenas na qualidade e no “boca a boca”, grande parte destes estabelecimentos estão fadados à extinção logo num muito curto prazo, devorando em consequência o que restava de parcas economias dos seus proprietários.

Mas todos nós podemos fazer a diferença: não nos limitemos a comprar Local. Compremos Pessoal. Sejamos Consumidores Conscientes, não nos deixemos invadir por abstrações como o “cálculo preço-valor”, a teoria “racional dos mercados” ou a brutal “sobrevivência dos mais fortes” e façamos um esforço: consumamos menos, sim (como nos impõe a troika, o desemprego e a sanha fiscal gaspariana), mas consumamos Local, no pequeno comércio que nos rodeia nas nossas ruas, nos nossos bairros, nas nossas cidades. Consumamos em lojas de pessoas que conhecemos pessoalmente, com quem podemos estabelecer laços humanos e pessoais, com cujas famílias lidamos e conhecemos, com Pessoas, em suma, e não com “famiglias” poderosas que pagam os seus impostos na Holanda, enquanto engordam e fazem vida de nababos orientais no meio de um país cada vez mais desigual e empobrecido.

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Angola vai ter um satélite em órbita em 2015, o Angosat

O primeiro satélite angolano, o Angosat, construído por um consórcio russo liderado pela RSC vai ser lançado para o Espaço em 2015. O anúncio coube ao secretário de Estado das Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano, Alcides Safeca. O Angosat irá custar cerca de 40 mil milhões de kwanzas (315 milhões de euros) e será financiado por bancos russos.

O Angosat deverá estar operacional durante 15 anos possuindo 22 transponders oferecendo serviços de suporte a telecomunicações, banda larga e de televisão a este país africano de expressão oficial portuguesa.

O governo angolano pretende lançar mais satélites do mesmo tipo nos próximos anos.

Fonte:

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2959609&seccao=CPLP&page=2

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Sobre o drama das “casas vazias” em Portugal e proposta de resolução para a cidade de Lisboa: “Mercado Social de Arrendamento”

http://images.dinheirovivo.pt/ECO/File?dDocName=CIECO026014&fileName=lisboa8138914223074743822.jpg&rendition=extra_wide&SID=219562

Depois de décadas de especulativo crescimento imobiliário, Portugal vive hoje uma situação de excesso de oferta imobiliária: no total, entre casas novas e usadas, existem em Portugal mais de 735 mil casas vazias. Compreensivelmente, num contexto de grave crise demográfica e de continuada (e insustentável) construção imobiliária (um milhão de casas novas!), o número de casas vazias aumentou 35% em dez anos.

Perante esta situação de termos um país na bancarrota, asfixiado por um governo inepto e por uma carga fiscal opressiva, uma população condicionada pelo desemprego descontrolado, redução radical dos rendimentos (devido à sanha fiscal gaspariana) importaria estabelecer uma estratégia nacional para reocupar este quase um milhão de casas vazias. Numa época em que um número crescente de famílias perde a sua casa (por desemprego de um ou dos dois membros do casal) e se vê forcado a regressar a casa dos país, é chegado o momento de as entidades públicas (autárquicas e nacionais) encararem este problema com coragem e frontalidade.

Se existem em Lisboa algo como 150 mil casas vazias, porque não assume a desertificação crónica da sua malha urbana como uma das suas prioridades? O confisco destas casas está obviamente fora de equação, mas resulta imoral saber que um dado proprietário tem em suas mãos mais do que uma (às vezes dezenas) de casas vazias, enquanto centenas de milhar de portugueses desesperam para conseguirem pagar a renda ou o empréstimo bancário. A solução para este dilema imoral tem que passar pela inventariação de todas as casas que estejam nesta situação e por uma forma de aluguer da Câmara a estes proprietários que proteja a sua propriedade e lhe garanta um rendimento mínimo pelo mesmo (onde ele é agora nulo) enquanto se colocam simultaneamente no mercado de arrendamento casas a preços sociais e que possam – pela Lei da Oferta e Procura – empurrar para baixo os preços especulativos atualmente praticados no mercado.

As casas colocadas assim neste mercado camarário de arrendamento seriam assim uma peça essencial no repovoamento da cidade de Lisboa, de regresso à cidade de centenas de milhar de lisboetas expulsos da capital por décadas de especulação imobiliária, com uma elevada fatura paga em transportes, emissões de CO2, importações de combustíveis, perda de qualidade de vida e de milhões de horas em transportes. Repovoar Lisboa devolveria vida a muitos bairros moribundos e reanimaria uma Capital que demograficamente parece pouco menos que moribunda.

Seria expectável que uma tal iniciativa de fundação de um “mercado social do arrendamento” originasse uma intensa procura. Para a resolver propomos um mecanismo Participativo (oriundo da matriz Participativa do +D): cada família candidata a uma casa do “mercado social de arrendamento” deixaria a sua inscrição num Portal público na Internet (se não tivesse acesso, essa função seria cumprida pelo seu assistente social), expondo num texto com um tamanho máximo as razões pelas quais procura alugar essa casa. Então, lendo-as e avaliando-as e votando-as. As propostas das famílias mais votadas seriam as ganhadoras a essas habitações de renda social.

Fonte:

http://expresso.sapo.pt/ha-mais-de-735-mil-casas-vazias-em-portugal=f769205#ixzz2DAtkGh8W

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Irá o Brasil enviar uma sonda para o maior asteróide do Sistema Solar?

https://i2.wp.com/a57.foxnews.com/www.foxnews.com/images/344704/450/350/0_21_080213_triple_asteroid.jpg

Uma equipa de cientistas brasileiros provenientes de várias instituições universitárias e institutos federais está a trabalhar num projeto que almeja lançar, em 2017 uma sonda espacial e leva-la a pousar em 2019, no maior asteroide do sistema solar, o 2001 SN263. Este asteroide é de facto, um sistema triplo, tendo o maior 2.8 km de diâmetro, e os restantes 1.1 km e 0.8 km.

Se o Brasil conseguir realizar esta missão passará a integrar um seleto clube de países capazes de colocarem uma sonda num outro astro do Sistema Solar, um feito nada displicente para uma nação que ainda não foi sequer capaz de lançar um foguetão desenvolvido no seu país e que está consideravelmente mais atrasado neste campo do que outras potencias comparáveis, como a Índia, a Coreia do Sul ou (até) o Irão…

Fonte:
http://astropt.org/blog/2012/11/21/missao-aster-projeto-brasileiro-levara-sonda-espacial-ao-sistema-triplo-de-asteroides-2001-sn263/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+astropt%2FgzsD+%28Blog+de+Astronomia+do+astroPT%29

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Cinco Propostas Pessoais para aperfeiçoar as Iniciativas Legislativas Cidadãs (ILCs)

https://ogrunho.files.wordpress.com/2013/01/edemocracy2255b1255d.png?w=300

AS iniciativas Legislativas Cidadãs (ILCs) são uma das ferramentas de Democracia Participativa mais interessantes já possíveis no atual quadro jurídico português. Contudo, o Legislador parece ter-se esforçado por estabelecer vários mecanismos de “contenção” da aplicação das ILCs que haveriam de tornar a sua efetiva utilização muito condicionada. Nas seguintes linhas apresentaremos quais são estes condicionamentos e quais poderiam ser as soluções para os ultrapassar:

1. As Iniciativas Legislativas Cidadãs segundo o número um do artigo 6 da Lei 17/2003 para serem apresentadas à Assembleia da República têm que ser subscritas por um mínimo de 35 mil cidadãos eleitores. O número é exageradamente elevado e corresponde a quatro vezes aquilo que é exigido para se formar um novo partido político. Na prática, esta exigência bloqueia a efetiva utilização de um instrumento de Democracia Participativa. Há que observar esta dificuldade, comprovada desde logo pelo escasso número de ILCs já apresentadas ao Parlamento e adequar esse requisito até um patamar mais razoável.

2. Uma ILC deve ser apresentada apenas por escrito ao Presidente da Assembleia da República (número dois do artigo da Lei 17/2003): numa sociedade cada vez mais informatizada, onde a maioria dos cidadãos têm acesso à Internet e onde o Cartão do Cidadão tem um chip que assegura a identidade do seu portador não faz sentido que uma ILC tenha que ter um formato papel, anacronico e obsoleto, que dificulta apenas as suas campanhas de promoção e a sua subscrição por parte dos cidadãos. Formas seguras, verificáveis e fiáveis de subscrição eletrónica devem ser assim permitidas numa ILC por forma a simplificar o acesso a esta importante ferramenta colaborativa e a revivificar a nossa democracia.

3. Outra das limitações de uma ILC prende-se com o facto de as assinaturas em papel terem que possuir um excesso de elementos pessoais: as assinaturas de todos os proponentes, com indicação do nome completo, número de identificação civil e do número de eleitor de cada cidadão subscritor. De novo estamos perante aquilo que aparenta ser um travão intencional à utilização das ILCs. Simplificação precisa-se… sobretudo através da eliminação da necessidade da presença dos dados do cartão de eleitor, desconhecidos para a maioria dos cidadãos.

4. Após ser admitida pelo Presidente da Assembleia da República, uma ILC segue para a comissão especializada competente, que a aprecia e vota na generalidade. Esta “filtragem” é desnecessária e, pior, anti-democrática. Na prática, uma ILC que tenha reunido todas as muito exigentes condições para poder chegar a esta fase pode ser chumbada pelos deputados que representem os interesses dos Partidos maioritários na Assembleia. O respeito pelo princípio da soberania cidadã devia aqui prevalecer e tal chumbo não deveria ser possível. Por exemplo, uma ILC propondo a redução do número de deputados, o fim das mordomias parlamentares (como carros de luxo), o aumento da exigência em incompatibilidades, etc, seria aprovada pelos parlamentares desta comissão?… de igual modo, a lei atual permite que a Comissão altere o texto da ILC, ou seja, que a desvirtue a seu bel grado. Obviamente, essa capacidade deveria também ser eliminada.

5. O âmbito operativo de uma ILC é também demasiado condicionado: matérias que tenham efeitos orçamentais, associações e partidos políticos, temas tributários ou financeiras são lhe vedadas, conseguindo-se assim repelir os cidadãos de se pronunciarem sobre estas importantes matérias.

A implementação destas cinco alterações no quadro normativo português permitira a efetivação desta importante ferramenta democrática que são as ILCs e aproximaria Portugal um pouco mais de um modelo suíço de governação contribuindo simultaneamente para a fim do abismo entre Eleitos e Eleitores que hoje carateriza a democracia portuguesa, como se constata nos crescentes números da abstenção e nos baixos índices de participação cívica, associativa e política da maioria dos cidadãos.

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“O resultado da reunião de um Eurogrupo acaba por depender da forma como as soluções são recebidas pelos eleitorados, banqueiros e estrategas políticos dos países mais poderosos”

“O resultado da reunião de um Eurogrupo acaba por depender da forma como as soluções são recebidas pelos eleitorados, banqueiros e estrategas políticos dos países mais poderosos. (…) Portugal e Irlanda só poderão beneficiar das condições da Grécia no futuro, mas não se sabe como e quando. O BCE também só comprara dívida nacional lá mais para a frente e em condições que não revela. A Comissão Europeia prometeu uma união bancária, mas entretanto parece que cada Estado pagará os problemas do seu sistema financeiro, e até a supervisão dos pequenos bancos poderá ser nacional. Esta ambiguidade é considerada natural em Bruxelas e Frankfurt. Até lhe dão um nome muito sério: “ambiguidade construtiva”.

Rui Peres Jorge
12 dezembro 2012

Se depois de toda esta “ambiguidade construtiva” ainda alguém acredita no “sonho europeu” então, de facto, está a viver em delírio e não a sonhar. Esta europa – com “e” pequeno – que marcha de adiamento em adiamento a caminho do precipício final, não tem futuro.

A Europa e as instituições europeias parecem definitivamente apostadas em deitarem tudo a perder: todo o esforço da integração europeia está agora condenado a produzir um gigantesco fiasco. Conduzida por líderes fracos (Schumann no Parlamento Europeu e Barroso na Comissão) a União Europeia deixou-se tornar num prolongamento dócil e passivo dos jogos eleitorais internos alemães. Sem líderes com coragem para darem um murro na mesa e colocaram os alemães perante os horrores da sua própria História ou com as múltiplas benesses recebidas ao longo das últimas décadas (perdoes de indemnizações de guerra, bancarrotas, perdoes de divida, empréstimos a juros simbólicos, uma moeda única concebida para favorecer os interesses germânicos, etc).

Esta europa definha de dia para dia, caminho de uma de duas vias: ou a dissolução pela separação em duas europas: a dos ricos: alemanha, Holanda, Áustria, Finlândia e poucos mais “eleitos” e o resto, deixado à sua sorte, numa caminhada solitária de progressivo e inexorável empobrecimento coletivo.

Nem tudo está ainda perdido. Ainda é possível que a Europa regresse ao caminho pré-Barroso (que com o seu desempenho à frente da CE bem que pode esquecer o plano de regressar a Portugal como Presidente da Republica). Ainda é possível reconstruir o sonho europeu. Mas sem os europeus do norte, que em eleições e sondagens sucessivas têm dado provas de não querem nenhuma integração europeia. A europa pode Regressar, federalizando-se sim, mas sem os países do norte, demasiado embriagados num discurso anacrónico e imbecil de superioridade e num percurso que evoca muito do tempo que colocou Hitler no poder.

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Em Prol da Adoção de Software Livre nos Municípios Portugueses: Uma Poupança nada Displicente!

https://i1.wp.com/www.prague-information.eu/dsgn/old_img/Pics/Transfers/munich.jpg

Numa época em que a contenção da Despesa Pública é uma espécie mantra que importa repetir cada vez mais por forma a que se aligeire a “enorme” carga fiscal que os especuladores e banqueiros lançaram sobre nós, por forma a tudo fazerem para fugirem à reestruturação da dívida, há que olhar para alternativas.

Uma alternativa de contenção de despesa passa por seguir o exemplo da cidade de Munique e adotar na administração municipal software open source. Desde que este projeto começou, o município já poupou mais de onze milhões de euros… o projeto decorre em várias vertentes: na principal, os computadores da autarquia de Munique recebem uma instalação de uma distribuição própria (a LiMux, desenhada especificamente para o município) de Linux em de Microsoft Windows e Office 2010 Até ao momento, 80% dos mais de 15 mil computadores já foram substituídos.

Se Munique tivesse mantido a aposta em software proprietário Microsoft a cidade alemã teria gasto já mais de 11 milhões de euros. A opção pelo Código Aberto permitiu gastar apenas 270 mil euros.

Mas a poupança, de facto, ainda foi maior… contando além do software com custos de manutenção e treino por causa da preparação dos funcionários do município para as novas versões de software Microsoft, os custos chegariam até bem perto dos 34 milhões de euros. O mesmo tipo de despesas, mas no software de Código Aberto equivalente, ficaram em 23 milhões de euros. De igual forma, realizaram-se poupança adicionais ao não atualizar a memória de alguns equipamentos por forma a poderem suportar as novas versões do software Microsoft.

O bom exemplo de Munique está a levar outras cidades alemãs a seguirem-lhe o exemplo. É por exemplo o caso de Leipzig, que optou por uma versão mais ligeira mantendo as máquinas a correrem Windows mas substituindo o Microsoft Office por Open Office em 3900 dos 4200 dos computadores desse outro município alemão.

Num momento de tão grave crise financeira seria de esperar ver estes exemplos alemães propagados também a Portugal. Lisboa, em particular, com os seus dez mil funcionários e um numero de computadores que deve ronda os quatro milhares poderia realizar uma poupança idêntica à destas cidades alemãs.

Fonte:
http://tek.sapo.pt/noticias/computadores/munique_poupa_11_milhoes_de_euros_com_opcao_p_1284431.html

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“Não podendo colocar um dos seus, as potências europeias preferiram um representante de um país pequeno, com fama de bom aluno e que sempre soube gerar os consensos mínimos. No primeiro mandato, Barroso desempenhou o papel na perfeição. Porém, quando rebentou a crise, financeira primeiro, económica depois e agora também social, o presidente da Comissão Europeia revelou o perfil errado para este momento da história”

“Não podendo colocar um dos seus, as potências europeias preferiram um representante de um país pequeno, com fama de bom aluno e que sempre soube gerar os consensos mínimos. No primeiro mandato, Barroso desempenhou o papel na perfeição. Porém, quando rebentou a crise, financeira primeiro, económica depois e agora também social, o presidente da Comissão Europeia revelou o perfil errado para este momento da história. A Europa necessita de alguém forte, capaz de cortar a direito, enfrentar os grandes Estados e impor uma solução comunitária para a crise. (…) Perante o crescendo da crise, a União Europeia partiu-se e regressaram os nacionalismos e impuseram-se as agendas internas de vários políticos. Merkel é o melhor exemplo.”

– escolhido por ser e para ser fraco. Quando o principal critério ou requisito para se ser líder maior na União Europeia é ser “fraco” então estamos conversados sobre aquilo que é, quer ser, ou vai ser esta europa nos próximos anos: um projeto fraco, subordinado aos interesses egoístas e neoimperais da Germânia e à subordinação dos povos do continente aos Grandes Interesses das multinacionais e dos financeiros. Cada vez menos democrática, cada vez mais arrogante e até racista (para com os povos do sul), esta europa “conduzida” por um líder muito fraco, (Fujão Barroso) com o historial recente de ter abandonado o país onde tinha sido eleito para ser primeiro-ministro deixando-o com um idiota mediático (Santanaz Lopes), caminha a passos largos para o fim. Com ela, morre o “projeto europeu” das décadas de cinquenta e sessenta. Morre também o conceito de europa como “espaço de paz e desenvolvimento” e regressara em força o tempo dos nacionalismos, com todos os sinais negativos que a Alemanha se tem ufanado em transmitir…

“Durão Barroso rejeitou responsabilidades no atual descalabro nas contas do Estado (…) com Ferreira Leite os objetivos orçamentais foram atingidos mas cometeu-se o pecado capital: as receitas extraordinárias (…) a titularização dos créditos ao fisco levou o Estado em vários milhões. Mais do que isto, o Governo de Barroso falhou a reforma do Estado.”

– O descalabro das contas não começou com Sócrates… por muito que os responsáveis do PSD gostassem de reescrever a História, a verdade é que a primeira PPP ruinosa (a da ponte Vasco da Gama) é do tempo de Cavaco. As progressões automáticas de vencimento e as contratações de uma horda de boys laranjas data também do mesmo período. O “monstro da despesa” começou a ser engordado no Cavaquismo e Barroso, no seu tempo, não só não o quis combater, como preferiu adiar o enfrentamento corajoso do mesmo com “medidas excecionais” que a prazo apenas reduziram ainda mais as receitas do Estado enquanto aumentavam as despesas. A este respeito, Manuela Ferreira Leite tem também culpas no cartório e não se pode agora “vender” como uma virgem ofendida. A responsabilidade dos estádios de futebol, da torpe venda da dívida do Estado, o despesismo galopante, o descontrolo administrativo e a explosão do funcionalismo são igualmente da sua responsabilidade. No PSD, assim como no PS, ninguém tem o direito de clamar inocência. O Bipartido, no seu conjunto, é responsável pelo ponto terminal onde chegamos.

Fonte:
Bruno Proença
Diário Económico
10 dezembro 2012

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Proposta contra os atropelamentos de peões em passadeiras em Lisboa

Quantos atropelamentos fatais ou que produzam ferimentos graves, incapacitantes ou altamente prejudiciais para as vítimas ou para o Sistema de Saúde ocorrem todos os anos na cidade de Lisboa? Demasiados.

Ora este número não é publicamente conhecido, nem é divulgado de forma aberta e transparente. Propomos que estes dados sejam apresentados na “Plataforma de Dados Abertos” a criar na Internet pela Câmara, permitindo-se aqui a filtragem por data, ocorrência, local (freguesia, bairro, logradouro e número de porta mais próximo). Propomos igualmente que sejam colocadas marcas identificativas claras para visionamento de peões (por exemplo, uma cruz negra junto ao semáforo por cada vítima) e condutores (por exemplo, um sinal circular negro sobre cada semáforo onde ocorreu uma fatalidade) por cada falecimento ou atropelamento grave, por forma a reforçar a consciência desses dois fatores deste tipo grave de sinistralidade.

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Entre as cinco maiores empresas portuguesas estão duas empresas de retalho e o que isso Significa para o Pequeno Comércio

No ranking das mil maiores a operar em Portugal surgem duas empresas de retalho nos primeiros cinco lugares. É um bom retrato da economia portuguesa?
Luís Reis: isso acontece sobretudo em países como Portugal, e com dimensão semelhante a Portugal, e onde não há um tecido industrial muito forte, com empresas instaladas de grande dimensão que consolidam as contas no país. (…) se Portugal tivesse mais três ou quatro empresas do tipo da Autoeuropa eventualmente a nossa economia estaria muito mais equilibrada.”

Diário Económico
10 dezembro 2012

Esta estranha anomalia expõe também uma economia doente onde o pequeno comércio foi alvo de uma campanha de extermínio imoral e esmagadora por parte das Grandes Superfícies. Nos últimos anos dezenas de milhar de postos de trabalho, mais de vinte mil estabelecimentos de pequeno comércio foram devorados pelos lucros dos grandes monstros da distribuição: Continente e Pingo Doce – graças a uma massa amorfa e descontextualizada de consumidores – arrasaram o Pequeno Comércio, como se eucaliptos em pinhal mediterrâneo se tratassem. Em resultado, temos hoje um pais cada vez mais desértico, onde as grandes superfícies já ousam impor aos produtores preços abaixo de custo, impunemente, porque destruíram a concorrência.

E o que faz o Estado para defender os cidadãos destes Monstros que tudo têm devorado à sua passagem à medida que transferem e pagam os seus impostos na Holanda? Nada, além de aplicarem uma raras e tímidas multas simbólicas.

Já aderiu à Campanha +Portugal?

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Transparência fiscal nas faturas…

Recentemente, a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou um projeto-lei que lhe chegou através de uma “Iniciativa Popular” (um mecanismo às nossas quase impossíveis “Iniciativas Legislativas Cidadãs”) que em 2006 recolheu mais de 1.5 milhões de subscritores e que determina a inclusão em todas as faturas da discriminação dos impostos pagos pelo consumidor sobre os produtos ou serviços adquiridos.

Em Portugal o mecanismo cidadão das ILCs foi de tal forma blindado pelos partidos políticos que o seu uso está praticamente impossibilitado pelos cidadãos. Resta apenas pressionarmos todos e por todas as formas possíveis para que os partidos repliquem entre nós este bom exemplo brasileiro e que agora – em plena ditadura fiscal gaspariana – fosse também obrigatório inscrever nas faturas, não só o IVA, mas todos os outros impostos e taxas que agravam o preço ao consumidor.

Ganhava-se em transparência e na perceção verdadeira do peso do Estado na Economia.

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O Problema do Financiamento e Sobrevivência das Associações da Sociedade Civil em 2013

Em 2013, as associações em Portugal, sejam elas humanitárias, culturais ou cívicas, vão enfrentar um tremendo desafio que acabará por ditar o fim a muitas delas. Não sabemos quantas das cerca de quarenta mil associações continuarão a existir no final de 2013, mas sabemos que serão muito menos que aquelas hoje existem.

Em consequência desta redução, Portugal que já tem hoje dos mais baixos índices de participação cívica e associativa do mundo desenvolvido ficará ainda mais pobre. As funções sociais cumpridas pelas associações humanitárias, de solidariedade social e culturais não poderão ser compensadas por um Estado que por pressão dessa torpe “união” europeia parece apenas obcecada com nosso empobrecimento coletivo.

O próximo ano será um ano fatal para muitas associações portuguesas. Pressionadas por cinco frentes, muitas não irão sobreviver:

1. Perda de sócios:
Em Portugal sempre existiu um baixo nível de participação associativo, mas agora a redução demográfica, a demissão voluntária da vida pública por parte de muitos cidadãos e de quase todos os jovens, parece maior do que nunca. Uma Sociedade Civil amorfa, desorganizada e em severa erosão abre espaço a todo o tipo de abusos por parte do poder político representativo e do Poder Económico. Sem associados, não podem existir associações e sem associações não pode haver uma Sociedade Civil organizada que possa constituir-se como contrapoder contra toda a sucessão de abusos que os austeritários do Poder lançam sobre nós.

2. Sócios que não podem pagar quotas (desemprego):

Num país onde o desemprego já alcança mais de 1.2 milhões de cidadãos é evidente que a capacidade para continuar a pagar quotas ou para aderir e contribuir para novas associações é muito limitada. Imersos num mar de dificuldades financeiras, os portugueses cortam todas as despesas não essenciais e entre estas estão naturalmente, as quotas das associações. Em consequência, muitas associações sofreram nos últimos anos uma compressão drástica do seu principal financiamento e navegam hoje claramente abaixo da linha de água arriscando um afundamento definitivo a muito curto prazo, a menos que algo venha inverter radicalmente a situação nos próximos meses.

3. Depressão coletiva:

Em virtude de uma sucessão interminável de cortes, de camadas sucessivas de novos impostos, de desvios constantes às previsões e de erosão da “rede social de apoio do Estado, instalou-se (muito por culpa de um discurso catastrofista do regime) uma autentica depressão coletiva que paralisa a vontade individual em participar ativamente na Sociedade Civil e na efetiva recuperação económica do pais. A depressão (pela via do desemprego galopante, da eternização da recessão e do aumento brutal da fiscalidade) arrasta os cidadãos para a bovinidade. Empurrados pelo Medo (do Desemprego, de perseguições policiais caso apareçam em manifestações, da perda de rendimentos devido à fiscalidade desbragada, etc), os cidadãos eclipsam-se da vida cívica. Com esta demissão coletiva, perdem as associações e com elas perde vida a Sociedade Civil. A passividade, o bovinismo, o abstencionismo instalam-se, propulsados pela Depressão coletiva que se instala de forma duradoura entre nós.

4. Fim ou redução drástica de subsídios:
Para o exercício das suas funções sociais, humanitárias ou culturais muitas associações recebiam contributos na forma de subsídios. Nos últimos dois anos registou-se uma queda brutal neste tipo de ajudas estatais, entre os vinte e os sessenta por cento, em consequência, e num contexto de severa redução de pagantes de quotas e de recessão (que reduziu os proveitos de atividades “comerciais” que exercem algumas associações), muitas associações vivem hoje em graves dificuldades. Aquelas associações que empregam colaboradores (e estima-se que a Economia Social tenha mais de cem mil empregos) têm dificuldades crescentes em pagarem estes salários, já que boa parte era proveniente precisamente desses subsídios que agora o Governo central e os municípios reduziram a um mínimo absolutos.

5. propostas para que as quotas passem a pagar IVA:

Alem de todas estas dificuldades (erosão demográfica da base associativa, redução das quotas, compressão dos subsídios, depressão coletiva) paira sobre as associações uma ameaça ainda maior: insaciável na sua voracidade para aumentar a base fiscal do orçamento, pondera-se em círculos próximos do Governo a introdução do pagamento do IVA nas quotas pagas pelos associados. A confirmar-se, este ataque sem precedentes à Sociedade Civil organizada terá consequências trágicas num tecido associativo já muito ameaçado pelos problemas acima listados. Queremos crer que ainda resta alguma racionalidade neste governo tão empenhado a ir “além da troika”, “custe o que custar”, empobrecendo sempre mais e mais este país, na mira apenas de exílios dourados em Bruxelas ou no FMI para os seus dóceis executantes. Queremos crer, mas duvidamos da racionalidade dessa crença.

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A NASA está a desenvolver um sistema de rotores para cápsulas espaciais

Apesar de algum desnorte e muito subfinanciamento nos últimos anos, a NASA não está acabada… continua a ter algumas das melhores mentes do mundo e ser a agência espacial de um dos países mais inovadores do globo. Assim, não causa muito espanto vir a saber que o defunto projeto privado Roton (encerrado em 2001) foi de certo modo ressuscitado por uma equipa de cientistas da NASA que está a desenvolver o conceito de um veículo espacial capaz de aterragem por rotor. Um protótipo foi já testado com sucesso numa queda livre num edifício de testes da agência no Kennedy Space Center.

O conceito fundamental é que um grupo de pás rotativas consegue cumprir o papel dos paraquedas, permitindo aterragens mais controláveis na terra, em vez de serem sempre no mar, com uma decorrente poupança de custos operacionais, com uma relativa simplicidade técnica. As pás não serão propulsadas, bastando a passagem do ar, para as colocar em rotação. O método é usado correntemente em helicópteros em momentos de falha total de motores e no projeto Apollo chegou a ser equacionado, mas então pensava-se num motor, que seria capaz de controlar totalmente a fase final da descida da cápsula, colocando-a exatamente onde os astronautas quisessem. O sistema foi descartado porque era mais complexo que paraquedas, mas agora – sem motor e com os novos materiais agora disponíveis – está novamente em equação.

Se o conceito provar a sua validade poderá ser usado também na recuperação de andares de lançadores e em praticamente todo o tipo de veículos de reentrada, como as cápsulas Dragon da SpaceX ou aas novas Orion agora em desenvolvimento.

Fonte:
http://www.space.com/18456-nasa-space-capsule-helicopter-landing.html

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“A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, vai distribuir 150,2 milhões de euros pelos seus acionistas, através de um dividendo extraordinário. O pagamento será feito antes de entrar em vigor a nova taxa liberatória”

“A Jerónimo Martins, dona dos supermercados Pingo Doce, vai distribuir 150,2 milhões de euros pelos seus acionistas, através de um dividendo extraordinário. O pagamento será feito antes de entrar em vigor a nova taxa liberatória aplicada sobre os dividendos que em 2013 passará de 25% para 28%. Algo semelhante tinha sido feito no ano passado, quando Alexandre Soares dos Santos transferiu 56.1% do capital detido pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos (que agrega a participação da família Soares dos Santos na JM) para a Holanda, onde beneficia de melhores condições fiscais.”

Correio da Manhã
20 dezembro 2012

Recordemos que esta empresa é uma das cinco maiores empresas portuguesas (em faturação): uma empresa que cresceu e prosperou em Portugal destruindo tantas empresas de pequeno comercio ou do comércio tradicional, arrastando para o desemprego dezenas de milhar de pessoas ou assalariando-as a salários mínimos. Essa empresa – eleita como fornecedor principal ou único por milhões de portugueses – tudo tem feito para se furtar ao pagamento de impostos.

Num mundo em que ricos fogem (literalmente) de pagar impostos, restam apenas os (cada vez menos) trabalhadores para assumirem a missão de suportar o Estado. Atualmente, 70% dos rendimentos do Estado já proveem do Trabalho (impostos e contribuições diversas), e apenas 30% do Capital. Atitudes imorais da Jerónimo Martins/Pingo Doce só vão agravar ainda mais este desequilíbrio e fazer cair ainda mais carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho.

E será sempre assim, porque os Grandes Interesses, como os do senhor Soares dos Santos, conseguirão sempre corromper alguns políticos profissionais do Bipartido (financiando campanhas eleitorais ou oferecendo cargos). E será assim enquanto os portugueses não forem Consumidores Conscientes, incapazes de colocarem um elemento Moral nas suas escolhas de consumo, punindo os moralmente desavergonhados ou a cupidez de abutres como Soares dos Santos.

Defenda Portugal (não a Holanda, favorita de Soares dos Santos) e compre Português, em Pequenas Superfícies!

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E se (contra as teorias) os alunos socioeconomicamente mais desfavorecidos não fossem os de pior rendimento escolar?

Ano após ano, as escolas públicas caem no ranking nacional. Mas este ano o ranking incorpora um elemento novo: as características sócio-económicas dos agregados familiares dos alunos. E os dados que revela são inesperados: ao contrário do que seria de esperar, 51% das escolas secundárias públicas ficaram abaixo do que seria de esperar em função desse padrão socioeconómico. Algo de semelhante, regista-se também nas escolas primárias. O ranking revela igualmente que “em 350 agrupamentos e 34 escolas isoladas, mais de metade dos alunos do básico e secundário estão abrangidos pela ação social escolar, o que significa que as suas famílias têm rendimentos iguais ou abaixo de 400 euros por mês. Em dois destes agrupamentos 100% dos alunos do 4.º, 6.º e 9.º ano passaram.”

Sem o matar de forma cabal e definitiva, estes dados indicam que afinal de conta a maioria das crianças consegue vencer o contexto familiar e económico em que está inserido e apresentar resultados superiores a companheiros que vivem em contextos mais favoráveis. Como dizia Agostinho da Silva, talvez, afinal, o caráter se forme mesmo mais nas dificuldades do que nas facilidades. Talvez a necessidade de exigência seja mais urgente quando não existe o conforto de um lar sólido e abundante em recursos, talvez a maior pobreza implique menos distrações (saídas à noite, computadores, consolas, smartphones, drogas leves ou pesadas, espetáculos musicais, etc, etc). A refletir.

Fonte:

http://www.publico.pt/educacao/noticia/rankings-1567157

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A Chang’e 3 coloca em risco 5 milhões do Google Lunar X Prize

Há riscos de que uma improvável regra no prémio “Google Lunar X Prize” reduza de vinte para quinze milhões de dólares o prémio para o primeiro grupo privado a conseguir alunar um rover no nosso satélite natural: uma cláusula no concurso determina que o prémio será reduzido em cinco milhões caso um governo alune primeiro o seu próprio rover. E isso pode acontecer à medida que se aproxima o lançamento do rover lunar chinês Chang’e 3 em 2013…

A competição da Google procura estimular a que um grupo privado leve um rover até à Lua, o faça evoluir pelo menos 500 metros, enviando imagens e vídeo em alta definição de volta para Terra. O primeiro a consegui-lo ganha 20 (ou 15…) milhões de dólares e o segundo  5 milhões. Há também uma série de prémios adicionais de 4 milhões para quem consiga outras realizações menores como navegar mais que cinco kms na Lua, deteção de agua, alunar perto de um site Apollo ou de outro engenho deixado pelo Homem.

Fonte:
http://www.examiner.com/article/google-lunar-x-prize-teams-now-a-race-with-china-as-well-as-each-other?cid=db_articles

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Esse novo Regicidio que se avizinha

Casa onde terá vivido Miguel de Vasconcelos (Viana do Castelo)

Casa onde terá vivido Miguel de Vasconcelos (Viana do Castelo)

“A propósito da Restauração de 1640, narra-nos Nuno Monteiro: “o pronunciamento de Lisboa foi antecedido por um crescendo de tensões (…) duas décadas antes. As já referidas grandes revoltas anti-tributárias (…) foram, sem dúvida, os aspetos mais visíveis desses fenómenos. (…) mas também a acusação dirigida aos Habsburgos espanhóis de que teriam posto em causa o estatuto autónomo e intocável do reino”. (…) Miguel de Vasconcelos, o representante doméstico da potência dominante ter acabado defenestrado. “
(…)
“Técnicos de organismos internacionais se arrogam, o direito de sugerirem a necessidade de uma interpretação refundada do sentido da nossa lei constitucional. “
(…)
“O permanente elogio à paciência dos portugueses parece de facto esquecer uma realidade: eles não são, como outros povos muitos dados ao pimpampum das reclamações folclóricas. Quando se decidem a agir, costumam fazer pum!
Aconteceu em 1385, 1640 e, mais recentemente no regicídio e em 25 de abril: com muita paciência, muito ordeiramente, mas de forma definitiva e radical.”

Antonio Cluny
Jornal i

Sejamos muito claros: estamos na iminência de um novo regicídio. Com isto não quero dizer que serei eu pessoalmente ou alguém que conheço que vai levantar-se do sofá e, zás, matar alguém. Não. Quero dizer que abundam hoje os sinais de um desespero individual e de uma depressão coletiva que criam as condições ideais para alguém – desesperado e com nada a perder – agarre numa arma real ou improvisada – e assalte de forma física e violenta um governante. Os sinais são evidentes e estão à vista de todos os que os querem ver: protestos a cada visita governativa, o homem de kilt que no parlamento atira o cartão de “visitante” a Passos Coelho, o 15 de setembro, a cantora de opera, a mulher que clama no discurso de cavaco, os gritos de “gatuno” que seguem Passos, etc, etc

Este desespero está a ser propulsado por um Governo desumano, que tem em vista apenas os cargos internacionais que esperam os seus políticos quando perderem (inevitavelmente) as próximas eleições e um servilismo bacoco para com os Grandes Interesses financeiros e dos países do norte da Europa. É apenas uma questão de tempo e oportunidade (semanas? Meses? ) para que alguém atire algum objeto a um governante, dispare algum tipo de arma, cometa algum tipo de crime ou ataque violento. Não será um dos pontos altos da nossa democracia, nem uma solução para o atual bloqueio democrático que vivemos, mas é inevitável e resta esperar que as forças de segurança estejam atentas e prontas a reagir de forma moderada, mas eficaz. E esperar que não morra ninguém.
Como com o regicídio, contudo, talvez esse momento extremado, radical, emocional seja um ponto de viragem, uma marca simbólica para uma nova era de participação dos cidadãos na vida política e cívica, talvez essa violência (desnecessária, mas não gratuita nem evitável) seja o ponto de partida para um novo Portugal.

Esperemos então que esse ponto focal seja controlado, não fatal e que seja um ato isolado, sem prenunciar uma sucessão de outros atentados do mesmo tipo e de ainda maior escala de violência. Esperemos, mas duvidemos.

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Em Prol do desenvolvimento dos Orçamentos Participativos em Lisboa

Ainda que em Lisboa exista já um consolidado percurso no domínio dos orçamentos participativos, o mesmo não pode ser dito de muitos outros municípios do país. Com efeito, entre 308 municípios, apenas 25 usam este importante instrumento de cidadania ativa.

Neste domínio, países que têm uma cultura municipalista menos desenvolvida como o Brasil e a vizinha Espanha têm feito um progresso maior nos últimos anos. Importa estender o bom exemplo lisboeta a outros municípios do país, aplicar o conceito ao próprio governo da República e imprimir mais ambição aos limites dos orçamentos participativos em Lisboa, dotando-os de maior verba (atualmente de 2.5 milhões de euros) e aumentando os seus limites (atualmente 500 mil euros) simplificando o processo de votação e com mesas de voto em locais muito frequentados do município ou por via cibernética em todas as freguesias do concelho.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=6FBD676A-4EC3-485A-ABF3-F9FFD56B118C&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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