Portugal, para sobreviver, tem de olhar muito além da Europa, através do Atlântico e mirando o mundo lusófono e ir ainda mais além

“O agravar da crise na zona euro e a greve nos portos estão a provocar uma forte desaceleração no ritmo das exportações. As vendas para os principais parceiros europeus já estão em queda há dois meses consecutivos. É o mercado extra-comunitário que está a puxar pelas exportações portuguesas.
(…)
Os quatro maiores parceiros comerciais na Europa: Espanha, Alemanha, França e Reino Unido estão todos a cortar nas importações à economia nacional.
(…)
Em outubro, as exportações para fora da Europa aumentaram 24.7%. As exportações para Angola, o quarto maior parceiro comercial de Portugal nesta altura, aumentaram 33.3% entre janeiro e outubro.”

Diário Económico
10 dezembro 2012

Em termos estratégicos é cada vez mais claro que Portugal, se quer sobreviver enquanto país minimamente solúvel e financeiramente sustentável tem que olhar sempre e cada vez mais para fora do continente europeu e procurar consolidar a sua posição no mundo de expressão lusófona e procurar novos mercados em regiões onde tradicionalmente presente.

O percurso corrido nas ultimas décadas e que tornou o país numa dependência doentia das exportações para a Europa e, sobretudo, para Espanha, é para ser infletido e com elevada prioridade. A Europa está numa situação de elevada insustentabilidade, sem indústria (que deixou fugir para a China), hiperdependente do crédito (e endividada até ao tutano) e num processo imparável de declínio e decadência. Portugal ao longo da sua História só foi “europeu”, no sentido em que teve uma História integrada na do continente europeu em momentos muito específicos da sua História e quase sempre de forma involuntária (Invasões Napoleónicas, Primeira Guerra, etc). Portugal é muito mais um pais atlântico do que um país europeu. Essa é a vocação e identidade, marítima e transcontinental que urge recuperar como matriz identitária e fundacional de um país que neste cenário de erosão da credibilidade e funcionalidade da Europa se arrisca a desaparecer.

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Categories: Economia, Lusofonia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

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3 thoughts on “Portugal, para sobreviver, tem de olhar muito além da Europa, através do Atlântico e mirando o mundo lusófono e ir ainda mais além

  1. Pingback: Portugal, para sobreviver, tem de olha muito além da Europa … | Info Brasil

  2. bom dia, também concordo com uma petição, nesses termos, agora creio que como foi dito vai mexer com muitos interesses, nomeadamente alguns grandes grupos económicos, como sonae entre outros que apostam em pessoal não qualificado.

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