“Há poucas áreas em que Portugal é líder mundial e por isso a importância de tudo o que acontece à indústria da cortiça. Soube-se agora que as exportações até outubro cresceram 4.6% totalizando 717 milhões de euros. O que significa que, depois de anos de recuo, o País está a reaproximar-se do ano recorde de 2000”

“Há poucas áreas em que Portugal é líder mundial e por isso a importância de tudo o que acontece à indústria da cortiça. Soube-se agora que as exportações até outubro cresceram 4.6% totalizando 717 milhões de euros. O que significa que, depois de anos de recuo, o País está a reaproximar-se do ano recorde de 2000, quando a indústria corticeira nacional conseguiu exportar 917 milhões de euros.
Da cortiça que vendemos ao estrangeiro, 70% são rolhas. Ora essa é uma área essencial que estava a ser ameaçada pelo uso de vedantes, sobretudo por produtos por produtores vinícolas das Américas, da África do Sul e da Austrália. Agora, o sentido é inverso: muitas marcas voltam a apostar na rolha de cortiça, apesar de ser mais cara, sinal de que os consumidores valorizam o tradicional. Prova do êxito renovado das rolhas é o seu ritmo de exportação ser superior ao do crescimento do própria produção mundial de vinho, aliás outro setor onde Portugal se destaca, sendo o 11o de uma lista global liderada por Itália, França e Espanha.”

Diário de Notícias
24 de dezembro de 2012

Este é o tipo de atividade económica que deve ser prioritária para Portugal: de base agrícola e de base exportadora. Depois dos anos criminosos do Cavaquismo em que o Estado assumiu como missão a tercialização da economia, agora todos reconhecem (a começar no próprio Cavaco) a necessidade de tornar a apostar na produção de bens tangíveis e nas exportações.

O sucesso da cortiça – especialmente relevante – no contexto da concorrência atual prova que esta é a via: que devemos inverter a caminhada suicidaria do abandono dos campos e utilizando a produção de cortiça, repovoar os campos, integrar essa produção com a produção de outros produtos agrícolas e definir como objetivo o repovoamento do interior, a soberania alimentar e a produção de exportação, em registos diferentes, mas paralelos.

O regresso à agricultura tem que ser uma das vias principais para a reconstrução de Portugal e a produção de cortiça pode ser um polo de desenvolvimento e sustentação importante nesse processo de regresso aos campos.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

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2 thoughts on ““Há poucas áreas em que Portugal é líder mundial e por isso a importância de tudo o que acontece à indústria da cortiça. Soube-se agora que as exportações até outubro cresceram 4.6% totalizando 717 milhões de euros. O que significa que, depois de anos de recuo, o País está a reaproximar-se do ano recorde de 2000”

  1. Jorge Bravo

    Acabar com o cartel na distribuição alimentar,e fomentar a Agro Industria Exportadora ( e para o próprioconsumo interno)
    Acabar com o cartel deve ser facil, eles deixaram à muito de ser motor na exportação dos nossos produtos, e eles até já nem pagam impostos em Portugal, a opinião publica até deve concordar!

    • Mas financiam campanhas partidarias! Esse é o No Gordio da corrupcao em Portugal que ainda falta desatar: as campanhas politicas partidarias que custam milhoes de euros e quwe deviam ser severamente limitadas em custos, por força de lei!

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