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“O valor médio das reformas pagas pelo Estado (1260 euros) ou pela SS (500 euros)”

“O valor médio das reformas pagas pelo Estado (1260 euros) ou pela SS (500 euros) (…) o custo anual das pensões pagas pela SS ser de 14 mil milhões, para um universo de 3.5 milhões de pensionistas enquanto que a CGA precisa de dez mil milhões para saldar as suas obrigações de apenas 551 mil beneficiários (…) em média um trabalhador do Estado fica com 86% do seu último vencimento como pensionista, no setor privado privado é de apenas 53%.”
Expresso
22 dezembro 2012

Estes números são relativamente inquestionáveis. Espelham uma Função Pública que foi capaz – devido à segurança laboral e a níveis de vencimento relativamente altos – de cativar nas ultimas décadas a maioria dos cidadãos mais qualificados da sociedade.

Estas diferenças podem ser usadas, contudo, na argumentação do tipo “dividir para reinar” que o Governo tem usado e abusar para colocar funcionários contra empregados privados e vice-versa, jovens contra adultos, trabalhadores contra reformados, etc, etc. Esta lógica divisionista que pretende afastar a contestação do Governo e das suas políticas para a empurrar para grupos sociais específicos é um dos traços mais vincados deste Governo.

Dito isto, existente diferenças – de facto – nos sistemas de Pensões em Portugal. E estas deviam ser aligeiradas e equalizadas, aproximando os regimes mais generosos (o da CPA) dos menos (o da SS), por forma a que não aumentasse o global da Despesa Pública com pensões e que todos recebessem o mesmo, independentemente do local (Estado ou Privado) onde exerceram a sua profissão. Não temos contudo dúvidas de que esta aproximação será feita à custa do sistema mais “generoso” (o do Estado). A prazo, continuamos a defender aquilo que neste espaço e noutros já defendemos uma “pensão única”, de valor uniforme no Estado e nos Privados, muito ao modelo suíço e que termine com todas as injustiças de rendimentos atualmente registadas (com juízes ganhando mais de cinco mil euros de reforma ao lado de pensionistas com algumas poucas centenas de euros mensais).

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“Há poucas áreas em que Portugal é líder mundial e por isso a importância de tudo o que acontece à indústria da cortiça. Soube-se agora que as exportações até outubro cresceram 4.6% totalizando 717 milhões de euros. O que significa que, depois de anos de recuo, o País está a reaproximar-se do ano recorde de 2000”

“Há poucas áreas em que Portugal é líder mundial e por isso a importância de tudo o que acontece à indústria da cortiça. Soube-se agora que as exportações até outubro cresceram 4.6% totalizando 717 milhões de euros. O que significa que, depois de anos de recuo, o País está a reaproximar-se do ano recorde de 2000, quando a indústria corticeira nacional conseguiu exportar 917 milhões de euros.
Da cortiça que vendemos ao estrangeiro, 70% são rolhas. Ora essa é uma área essencial que estava a ser ameaçada pelo uso de vedantes, sobretudo por produtos por produtores vinícolas das Américas, da África do Sul e da Austrália. Agora, o sentido é inverso: muitas marcas voltam a apostar na rolha de cortiça, apesar de ser mais cara, sinal de que os consumidores valorizam o tradicional. Prova do êxito renovado das rolhas é o seu ritmo de exportação ser superior ao do crescimento do própria produção mundial de vinho, aliás outro setor onde Portugal se destaca, sendo o 11o de uma lista global liderada por Itália, França e Espanha.”

Diário de Notícias
24 de dezembro de 2012

Este é o tipo de atividade económica que deve ser prioritária para Portugal: de base agrícola e de base exportadora. Depois dos anos criminosos do Cavaquismo em que o Estado assumiu como missão a tercialização da economia, agora todos reconhecem (a começar no próprio Cavaco) a necessidade de tornar a apostar na produção de bens tangíveis e nas exportações.

O sucesso da cortiça – especialmente relevante – no contexto da concorrência atual prova que esta é a via: que devemos inverter a caminhada suicidaria do abandono dos campos e utilizando a produção de cortiça, repovoar os campos, integrar essa produção com a produção de outros produtos agrícolas e definir como objetivo o repovoamento do interior, a soberania alimentar e a produção de exportação, em registos diferentes, mas paralelos.

O regresso à agricultura tem que ser uma das vias principais para a reconstrução de Portugal e a produção de cortiça pode ser um polo de desenvolvimento e sustentação importante nesse processo de regresso aos campos.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

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