Daily Archives: 2013/01/23

A Coreia do Sul vai tentar pela terceira vez colocar um satélite em órbita com o seu KSLV-1

A Coreia do Sul vai tornar a tentar o seu foguetão no final do mês de janeiro. O objetivo é o de colocar um satélite em órbita e assim entrar no exclusivo clube onde – bem ou mal – se encontra já o seu vizinho do norte.

O veículo sul-coreano KSLV-1 será lançado entre 30 de janeiro e 8 de fevereiro e pesa mais de 140 toneladas. O veículo está agora a ser integrado, nos seus vários estádios, numa preparação final que antecede o momento do lançamento.

As tentativas anteriores, em 2009 e 2010, falharam, pelo que esta terceira tentativa se reveste de uma importância estratégica crucial para o programa espacial sul coreano, especialmente agora que o seu vizinho comunista do norte já demonstrou dominar suficientemente a difícil tecnologia espacial o bastante para lançar o seu próprio satélite, ainda que com grande auxílio russo, numa parceria que começou em 2001 e que continua até esta terceira tentativa para colocar em órbita um pequeno satélite.

Fontes:
http://www.space-travel.com/reports/S_Korea_satellite_rocket_launch_set_for_Jan_30-Feb_8_999.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Naro-1

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O Movimento Cinco Estrelas italiano de Beppe Grillo: ventos participativos que sopram de Itália

Beppe Grillo

Beppe Grillo

O descrédito da democracia representativa “clássica” é praticamente uniforme em todo o mundo desenvolvido e em desenvolvimento. No primeiro, o seu sequestro pelos Grandes Interesses económicos e financeiros, assim como a baixa qualidade dos governantes e o afastamento entre eleitos e eleitores, erodiram a credibilidade e eficácia do sistema e criaram os altos níveis de abstenção crónica que hoje se verificam. No segundo (no mundo em desenvolvimento), nunca houve uma real “classe política”, mas uma série de castas familiares cleptocratas, uma sociedade civil desorganizada e manipulada e uma ausência de maturidade cidadã e política que tornou o sistema aparentemente democrático numa mera “aparência de”.

Esta crise do sistema democrático representativo clássico é evidente e está a levar ao desenvolvimento de movimentos e partidos políticos que colocam uma especial ênfase na Democracia Participativa. Um dos países onde este fenómeno está a ocorrer é a Itália, país onde os níveis de descrédito da classe política são dos mais altos no mundo desenvolvido e onde o Movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo conquistou quatro câmaras municipais nas últimas eleições, entre as quais a importante cidade de Parma, com mais de 200 mil habitantes com um orçamento de apenas seis mil euros, mas com mais de 60% dos votos. E não estamos perante um fenómeno transitório ou um estéril “voto de protesto”, ja que as sondagens dizem que se as Legislativas tivessem lugar hoje o 5 Estrelas teria mais votos que o própria partido de Berlusconi, o “Povo da Liberdade”…

O líder do Movimento 5 Estrelas recusa ir à televisão e não permite que os seus militantes o façam, preferindo usar as Redes Sociais e os Blogues para fazer passar a sua mensagem. O Movimento não recusa usar a Rua e a expressão pública: desde 2007 que organiza manifestações contra a classe política.

O Movimento usa o humor como uma ferramenta política, aliás Grillo é um comediante profissional de méritos bem conhecidos e sabe usar como ninguém essa ferramenta para ultrapassar o bloqueio mediático: por exemplo, chama ao tecnocrata europeu imposto a Itália pela União Europa de “Rigor Montis”…

As listas do Cinco Estrelas agregam pessoas comuns e quase ninguém conhecido ou de primeiro plano com uma idade média de 38 anos (a média de idades nos partidos italianos é hoje de 59 anos)

Fonte:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/e-de-repente-a-lista-de-um-comediante-tornouse-no-segundo-partido-de-italia-1547450

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Entrevista a Murade Murargy, o novo secretário executivo da CPLP

 Murade Murargy

Murade Murargy

“A CPLP só tem dezasseis anos, é muito jovem. É um edifício inacabado, mas os alicerces são bastante sólidos. Começámos pela concertação político-diplomática, que é o alicerce principal da nossa organização. Um exemplo que posso dar é a eleição do diretor-geral da FAO. Num universo das Nações Unidas de quase 200, oito países conseguiram movimentar o mundo e eleger o diretor da FAO. Não é fácil lutar com uma Espanha que tinha um forte candidato.
O que é que isso significa? Que temos uma força enorme que tem por base a concertação política e diplomática. É verdade que há outros domínios em que ainda temos que avançar – a parte empresarial é ainda muito insignificante se for vista na perspetiva da CPLP, mas não se for vista na perspetiva bilateral. Se formos ver as relações bilaterais dos nossos países, o fluxo é enorme.”

– atualmente, a frente diplomática é de facto a única onde a CPLP expressa alguma relevância internacional. A força concertada de oito países, três dos quais com uma relevância e influência regionais consideráveis (Angola, Brasil e Portugal), não é displicente e a sua eficácia já foi demonstrada inúmeras vezes, sendo caso da FAO apenas um dos exemplos mais recentes. Neste campo da concertação diplomática ainda há muito espaço para crescer. Neste contexto, o regresso à normalidade democrática e legal na Guiné-Bissau é um teste decisivo para a eficácia e concertação diplomática no seio da CPLP. E um desafio crucial para fazer a organização lusófona dar um salto qualitativo importante, alavancando a criação de uma estrutura permanente de segurança e defesa na CPLP que obste a golpes de Estado nos países da organização e que construa mecanismos semi-automáticos de resposta concreta e operativa neste tipo de crises, constituindo, por exemplo, uma força lusófona de manutenção de paz permanente e concedendo-lhe expressamente o mandato de repor a legalidade democrática sempre que um governo legítimo for derrubado por forças estrangeiras ou a partir do interior do próprio país.

“Que frentes económicas da CPLP podem ser trabalhadas?
A grande frente definida na última cimeira da CPLP é a produção de alimentos, o agro-negócio. É uma área fundamental, porque vamos assistir a uma crise alimentar no mundo.”

– nestes tempos de grave crise financeira global e de pré-rutura do euro, a iminência de uma crise alimentar global, conjugada com o pico da produção petrolífera (alcançado já à meses, mas mascarado apenas recessão global), assume proporções tremendas: o principal alvo será África, o continente que menos auto-suficiência alimentar possuir, pela desorganização da sua economia, pela excessiva concentração em produções agrícolas de exportação e pela pura má gestão de muitos governos (em que o pior exemplo é do Zimbabué). Esta crise alimentar far-se-á assim sentir de forma especialmente aguda na África lusófona, no país mais deficitário neste campo: a Guiné-Bissau (que tem problemas crónicos de corrupção e má governação). Os demais têm condições teóricas para suportarem este embate: Angola tem muitas terras agrícolas por explorar, Moçambique está nesta área em melhores condições que Angola, tendo uma produção agrícola já significativa, o Brasil é já uma das maiores agro-potencias globais, Timor tem os fundos das reservas petrolíferas que lhe garantem a prazo capitais para manter as importações alimentares de que necessita. Portugal, com solos classicamente pobres, é de todos talvez um que a prazo mais dificuldades encontrara, especialmente se entrar em bancarrota e se deixar de aceder a empréstimos internacionais. Importa assim – no seio da CPLP – criar mecanismos que permitam uma resposta alimentar integrada se ocorrer uma crise em qualquer um dos países membros, usando o conhecimento disponível, o capital, excedentes e outras virtualidade de forma rápida e concertada, respondendo com eficácia a essas crises futuras que o secretario executivo corretamente antecipa.

“Qual gostaria que fosse, no final, a marca do seu mandato?
Se conseguisse instalar uma televisão de língua portuguesa, como a TV francesa, que expandisse a língua portuguesa por todo o mundo, seria uma grande alegria para mim. Pode ser real, é uma questão de os Estados-membros quererem fazer isso. Uma proposta mais real é a segurança alimentar e nutricional. Vai ser uma grande bandeira. É um tema que toca todos os países.”

– a construção de uma “televisão lusófona” não é – de todo – um objetivo irrealista ou absurdo. Tecnicamente a sua estrutura básica já existe e chama-se “RTP África”. A partir desta estrutura, desenvolvendo-a com investimentos dos outros países da CPLP e estendo-a ao Brasil e a Timor seria relativamente fácil construir essa “televisão lusófona” ambicionada pelo secretario executivo. Obviamente, a Portugal seria do máximo interesse (estratégico e financeiro) desenvolver a “RTP África” e aligeirar o fardo financeiro que esta representa, para os países lusófonos tal desenvolvimento seria ainda mais importante, dando-lhes um meio para chegar às suas diásporas e para promover as suas culturas nacionais a uma escala global. A ideia – de resto – é uma das propostas mais antigas do MIL.

Público
16 dezembro 2012

Categories: Lusofonia, Movimento Internacional Lusófono, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

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