Jorge Abrantes: Um Plano para a Reestruturação da Dívida Pública Portuguesa e para a Saída do Euro com consequente regresso ao Escudo

“A reestruturação dívida pública portuguesa tem de ser feita com o apoio negociado da Autoridade Europeia:
1. O Governo apresenta o país à falência por impossibilidade de cumprimento das responsabilidades financeiras, o que é real.
2. A dívida não é sustentável, mesmo no longo prazo. Por isso, os credores devem perdoar pelo menos 50% da dívida consolidada.
3. O BCE, o FEEF ou o MEE, deve comprar no mercado secundário, e por acordo, a restante dívida, pagando os respetivos juros vencidos aos credores.
4. Passando a dívida de capital e juros para a titularidade das instituições europeias, será criado um plano de reembolso por 60 anos, com seis anos de carência de capital e juros, isto é, com início em 2019.
5. A taxa de juro a cobrar não poderá exceder 1% ao ano.
6. As instituições financeiras da UE farão, pontualmente e se necessário, novos empréstimos durante o período de carência.
7. Portugal deve sair do euro e desvalorizar a moeda em 50% ou 60%. O investimento nacional e estrangeiro aumentara rapidamente, as exportações serão estimuladas e o emprego ressurgira em força. A economia crescera e o défice melhorara. Os preços cairiam, as importações diminuíam por se tornarem mais caras. O baixo crescimento dos últimos anos esta ligada ao euro, o que levou degradação da competitividade e aos desequilíbrios económicos. “

Jorge Abrantes
Expresso 22 dezembro 2012

Subscrevemos inteiramente este plano de Reestruturação da divida. Simultaneamente enquadra a Europa e as instituições europeias num problema que ajudaram a criar ao permitir que o Euro fosse uma moeda tão valorizada e a deixar que se criasse uma espiral de crédito insustentável ao mesmo tempo que financiavam a destruição do setor produtivo luso. Este modelo de resposta incorpora também a saída desta moeda profundamente disfuncional que é o euro e o regresso à soberania monetária, com um regresso ao escudo e com uma desvalorização que sendo em torno de 50% vai ter efeitos brutais, mas incontornáveis e duradouros na resolução dos nossos problemas com a concertada renegociação da divida, desvalorização cambial e estímulo às produções de substituição.

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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