Daily Archives: 2013/01/22

Jorge Abrantes: Um Plano para a Reestruturação da Dívida Pública Portuguesa e para a Saída do Euro com consequente regresso ao Escudo

“A reestruturação dívida pública portuguesa tem de ser feita com o apoio negociado da Autoridade Europeia:
1. O Governo apresenta o país à falência por impossibilidade de cumprimento das responsabilidades financeiras, o que é real.
2. A dívida não é sustentável, mesmo no longo prazo. Por isso, os credores devem perdoar pelo menos 50% da dívida consolidada.
3. O BCE, o FEEF ou o MEE, deve comprar no mercado secundário, e por acordo, a restante dívida, pagando os respetivos juros vencidos aos credores.
4. Passando a dívida de capital e juros para a titularidade das instituições europeias, será criado um plano de reembolso por 60 anos, com seis anos de carência de capital e juros, isto é, com início em 2019.
5. A taxa de juro a cobrar não poderá exceder 1% ao ano.
6. As instituições financeiras da UE farão, pontualmente e se necessário, novos empréstimos durante o período de carência.
7. Portugal deve sair do euro e desvalorizar a moeda em 50% ou 60%. O investimento nacional e estrangeiro aumentara rapidamente, as exportações serão estimuladas e o emprego ressurgira em força. A economia crescera e o défice melhorara. Os preços cairiam, as importações diminuíam por se tornarem mais caras. O baixo crescimento dos últimos anos esta ligada ao euro, o que levou degradação da competitividade e aos desequilíbrios económicos. “

Jorge Abrantes
Expresso 22 dezembro 2012

Subscrevemos inteiramente este plano de Reestruturação da divida. Simultaneamente enquadra a Europa e as instituições europeias num problema que ajudaram a criar ao permitir que o Euro fosse uma moeda tão valorizada e a deixar que se criasse uma espiral de crédito insustentável ao mesmo tempo que financiavam a destruição do setor produtivo luso. Este modelo de resposta incorpora também a saída desta moeda profundamente disfuncional que é o euro e o regresso à soberania monetária, com um regresso ao escudo e com uma desvalorização que sendo em torno de 50% vai ter efeitos brutais, mas incontornáveis e duradouros na resolução dos nossos problemas com a concertada renegociação da divida, desvalorização cambial e estímulo às produções de substituição.

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Diogo Castro e Silva: “O país como um todo vê hoje ainda o talento com desconfiança, o sucesso com inveja e a mediocridade submissa com estima”

Diogo Castro e Silva

Diogo Castro e Silva

“O país como um todo vê hoje ainda o talento com desconfiança, o sucesso com inveja e a mediocridade submissa com estima. Sem mudar isto, e para utilizar uma imagem do futebol, teremos sempre, como é lógico, bons jogadores mas falharemos inevitavelmente como equipa.”
Diogo Castro e Silva
16 dezembro 2012
Público

Esta é a matriz católica que permeou toda a nossa cultura desde a Idade Média e que a repressão da Inquisição e do Ultra-catolicismo depois de Dom João III mais não fez que reforçar até ao absurdo. Os portugueses interiorizaram uma aversão ao risco e à diferença que encontra as suas raízes profundas nas perseguições movidas contra todos aqueles que divergissem do padrão católico social aceite, fossem hereges protestantes, judeus ou muçulmanos. Este Medo deixou marcas profundas na alma portuguesa que ainda hoje têm efeitos na suspeição e inveja que automaticamente recai sobre todos aqueles que se destacam da mediania.

Este Medo atávico pela diferença e esta punição (ou falta de prémio) pelo Mérito são as duas razões profundas que explicam porque existem entre nós poucos exemplos de Empreendedorismo e porque é que em Portugal os “grandes” empresários só souberam prosperar na sombra do Estado, um vício católico, que o paternalismo económico do Salazarismo mais não fez senão reforçar e que uma certa visão menor e subalterna da integração europeia levou até a um extremo doentio com a lógica do “bom aluno”, hoje adotada de forma cega e irrefletida pelo Passos-Gasparismo que hoje nos governa.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade Portuguesa | 19 comentários

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