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Os dois Álvaros Santos Pereiras

Álvaro Santos Pereira

Álvaro Santos Pereira

“O ministro Álvaro Santos Pereira publicou em 2011, a poucos meses de eleições, um livro, Portugal na Hora da Verdade (…) nele se defendiam investimentos intra-estruturais (como aliás Passos Coelho defendeu o TGV), uma política de apoio à natalidade com políticas de suporte às famílias, um combate intransigente à corrupção, um extenso programa de privatizações (aqui vai-se a caminho), a baixa significativa da TSU, compensada por uma subida no IVA (que foi um dos elementos-chave da campanha eleitoral de Passos Coelho), o combate aos consumos intermédios, as célebres “gorduras do Estado”, e o abaixamento de impostos, assim como essa coisa hoje maldita da “renegociação da dívida”.” (…) “O mais importante é que as medidas de austeridade sejam implementadas a nível de Estado e não das famílias e das empresas. ” e quando ao dilema austeridade-crescimento?: “é importante perceber que nunca vamos ter contas públicas saudáveis enquanto não começarmos a crescer. (…) como se faz? Podemos aumentar o IVA em um por cento, mas baixar consideravelmente a Taxa Social Única porque assim os custos do trabalho baixam, não teremos que cortar salários, as empresas tornam-se mais competitivas e criam mais empregos e consequentemente diminui o desemprego, ou seja, Álvaro Santos Pereira em 2011 parece António José Seguro e Zorrinho hoje.”
(…)
“Como é possível a um homem destes governar a contrario de todas as suas convicções. Nem baixou a TSU, nem existe nenhum programa vigoroso para a natalidade, nem as famílias e empresas foram poupadas, bem pelo contrário, nem a ideia que “nunca vamos ter contas públicas saudáveis enquanto não começarmos a crescer” tem alguma coisa com as prioridades de Passos Coelho e Gaspar.”

José Pacheco Pereira
15 dezembro 2012

Tirando as privatizações, tudo o mais está por fazer e Álvaro Santos Pereira ainda é ministro da Economia. Das duas uma: ou o homem não tem espinha dorsal e consegue viver sendo a perfeita contradição de tudo aquilo que escreveu, ou não tem consciência de que está a fazer tudo ao exato contrario do que defendeu e aí, é estúpido. Entre estúpido e mentiroso, não sei o que prefiro. Mas não devia ser permitido governar tão longe do palavreado enunciado em campanha eleitoral e até, devia ser possível acionar judicialmente e punir criminalmente quem (como Passos, Portas e Álvaro) tanto divergiram entre a Palavra e a a Ação.

É esta distância entre a Promessa e a Ação Governativa que explica o baixo índice de Confiança que os políticos do Bipartido PS-PSD (e o seu prolongamento, o PP) merecem por parte da maioria da população. É esta separação que está na causa para os elevados índices de abstenção em Portugal e contribui de forma decisiva para os baixos índices de participação cívica e política no nosso pais.

Como resolver este divórcio entre a Palavra e a Ação por parte da classe política? Pela substituição dos políticos que reiteram neste crime, naturalmente, pela via eleitoral e de uma saudável (mas inexistente) rotação de partidos e agentes político-partidários. Mas também pela instauração de “contratos políticos”, registados em Notário e perante cujo cumprimento os líderes partidários possam ser processados e condenados se entrarem em incumprimento. Assim se faria promessas mais realistas e menos demagógicas e se aumentaria a qualidade da nossa democracia.

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

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