Manuel Pinto Coelho: “Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga”

Manuel Pinto Coelho

Manuel Pinto Coelho

“Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga. (…) existe uma já há muito suspeitada ligação entre cannabis e a esquizofrenia por estudos recentes, de tal forma que hoje ela é comparada com a conhecida ligação ao cancro do fumador de tabaco. Além de inquestionáveis danos no cérebro e aparelhos respiratório e reprodutor, estudos também recentes têm vindo a comprovar, no seio dos seus utilizadores, descidas do QI que podem ir até aos oito pontos.”

Manuel Pinto Coelho
Público
15 dezembro 2012

A ser assim, temos alguns poderosos argumentos a favor da continuação da proibição da comercialização das ditas “drogas leves” e em particular, da Cannabis. Argumentos clínicos e científicos que, contudo, não podem ser os únicos levados a uma verdadeira e plena ponderação deste problema do Proibicionismo. Como com o álcool e com o tabaco, estas consequências da Cannabis produzem-se a partir de certo nível de consumo, sendo relativamente inócuos quando estamos perante um consumo moderado ou contido.

Continuamos a defender a liberalização das drogas leves (haxixe e cannabis), como forma de combater a proliferação de redes clandestinas e criminosas de distribuição e comercialização, mas não defendemos o excesso, assim como não o defendemos para com o álcool e o tabaco, de resto. Em todos estes casos,os custos sociais e económicos de manter um sistema repressivo (pouco eficaz e lento) são mais altos do que os de manter a batida e esgotada lógica proibicionista das últimas décadas.

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Categories: Portugal, Saúde, Sociedade, Sociedade Portuguesa | 14 comentários

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14 thoughts on “Manuel Pinto Coelho: “Pela impossibilidade de controlar a dose, os ingredientes e a potência, o fumo (da marijuana) nunca poderá ser um modo seguro de administrar uma droga”

  1. Lusitan

    Eu tenho uma posição algo polémica acerca deste assunto.
    A minha posição, apesar de não ser consumidor de nenhuma, é de que as drogas deviam ser legalizadas, mas que se devia ser comercializada em farmácias a pessoas com autorização médica para as tomar. Isto é, as pessoas só poderiam consumir sob licença trimestral paga, depois de passar por inúmeros testes quer de cariz físico, quer psicológico. O consumo dessas drogas só poderia ser feito em locais com pessoal médico especializado.
    Se numa revisão trimestral da licença se verificasse que o consumidor estava numa situação descontrolada essa licença era revogada e o utente era institucionalizado. A instituição de rehabilitação seria paga com o dinheiro das licenças.
    A revogação da licença podia ir de um ano até ao final da vida.
    Quem violasse estas regras estaria a incorrer em pena de prisão.
    Tudo isto devia ser feito fora do âmbito do SNS de forma a que o preço desencorajasse o consumo.

    • Ah, sim. Esse modelo… tem uma certa atração, de facto… mas problemas: o Estado compraria onde essaa Droga? A colombianos? Produziria a mesma?…

      • Lusitan

        Drogas leves podem ser produzidas cá… outro tipo de drogas comprava-se às produções legais como é o caso da coca na Bolivia e Peru.

        • Lusitan

          Na questão da heroína… Mas comprava-se aos mesmos produtores de ópio que a indústria farmacêutica utiliza para produzir morfina.

        • Uma produção em regime de concurso para o Estado. E compras aos produtores legais de cocaina e papoila processada. Sim, inclino-me a concordar. Esse esquema acabaria com as mafias da distribuicao e producao de estupefacientes.

    • E o toxico dependente seria alvo de uma detenção forçada, sem bem entendi, certo? (Como se está agora a fazer em São Paulo).
      Nao sendo o consumo de droga um crime, isso levanta questoes eticas…
      Nota: nao repudiu liminarmente, apenas encontro estas duas limitações.

    • Denis Fernando Eleutério

      A é?????Te dou uma pergunta sobre isso…Se o cidadão não tem mais a altorização de compra-lá,o que ele faria?TCHÃ,TCHÃ,TCHÃ,TCHÃÃÃÃÃÃ…Como se diz aquí no Brasil…”SABE DE NADA INOCENTE”.

  2. Lusitan

    Obviamente que seria visto como no caso do doping. Se estiver na posse de drogas sem autorização dum médico está a cometer um delito, mas em vez de ser preso é institucionalizado numa clinica de rehabilitação.

    • Mas teriam que ser clinicas especiais… e haveria que criminalizar o consumo, o que vai contra a orientação recomendada elos especialistas e que colocou Portugal no top dos rankings mundiais do combate ao fenómeno. Aqui ja discordo mais.

  3. Lusitan

    O consumo não é criminalizado. É como no caso da posse de armas. Só é crime ter uma arma se não estiver registada e não tiver autorização de posse de arma. Neste caso poderíamos ter um sistema punitivo progressivo. Isto é, a punição vai sendo agravada com o recorrer da situação, até chegar à necessidade de internamento.
    O objectivo disto é combater o mercado paralelo que haverá sempre, uma vez que haverá sempre gente que pode não querer submeter-se a um registo ou que estará interdita de poder comprar drogas.

    • Sim, compreendo. Na verdade, parece-me uma proposta realizável, ainda que radical (e por isso mesmo) na resolução de um problema que a estratégia proibicionista manifestamente nao foi capaz de resolver.

  4. Manuel

    porra já me querem pôr numa instituição mental, só fumo os meus charros, faço a minha vida e não chateio ninguém, mas preferia comprar haxixe na farmácia com a garantia de qualidade do infarmed do que no bairro, por favor antes de opinarem pensem o que é a liberdade individual, eu tenho o direito de decidir o que é melhor para mim, mas agradeço que o estado me dê toda a informação que preciso para tomar a melhor decisão

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