Em defesa da fusão entre recibo e fatura no comércio em grandes superfícies e sobre a fuga ao fisco no Continente e Pingo Doce

Como sabemos, o governo aumenta – sem fim nem tino – todos os impostos que encontra à sua frente. E foram muitos. Mas nem todos os pagamos: por exemplo, no Continente e Pingo Doce (duas das cinco maiores empresas portuguesas!) Todos os dias a Sonae e a Jerónimo Martins se furtam ao pagamento de impostos quando dificultam ao máximo a passagem de faturas, obrigando os clientes que as pedem nas caixas a convergirem em ordeira mole para um único balcão onde uma atarefada funcionaria (ademais, com outras funções) passa – manualmente – essa fatura. O processo é intencionalmente moroso e complexo, funcionando como forma de dissuasão da passagem de fatura.

Num governo que é tão lesto a captar mais imposto aos assalariados, é incompreensível que não se tenha ainda atacado nesta frente. A menos que o facto de estas manobras serem aplicadas pelos gigantes do retalho, classicamente grandes financiadores de campanhas eleitorais tenha algo a ver.

A automática fusão entre “recibo” e “fatura” faria aumentar a cobrança de impostos e aumentaria a Justiça fiscal (uma vez que é mais simples nas pequenas áreas comerciais), mas não parece sob o radar de um ministro das finanças obcecado com o aumento da carga fiscal sobre os contribuintes, mas inane contra os Grandes Interesses instalados em Portugal e que pagam grande parte dos seus impostos… na Holanda, para além de recorrerem a subterfúgio imorais como estes. Num primeiro momento, esta fusão entre fatura e recibo poderiam ocorrer apenas nos espaços comerciais com uma faturação anual acima de um dado valor, como forma de penalizar a concentração comercial, as entidades que optaram por transferir uma parte significativa dos seus impostos para a Holanda (Pingo Doce e Continente) ou para a Alemanha (Lidl) e de defender aquilo que resta ainda do comércio tradicional, repondo alguma concorrência no mercado do retalho.

Enquanto tal medida não for materializada temos todos mais razões para Não Comprar no Pingo Doce e Continente ser um Consumidor Consciente.

Fonte:

http://expresso.sapo.pt/como-e-que-pingo-doce-e-continente-pagam-impostos=f775914#ixzz2GALURJEq

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | 6 comentários

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6 thoughts on “Em defesa da fusão entre recibo e fatura no comércio em grandes superfícies e sobre a fuga ao fisco no Continente e Pingo Doce

  1. Fenix

    Eu não acredito muito no comercio tradicinal a menos que haja outra maneira de fazer as coixas.ex.frutrado foi a “grula” mas a ideia era boa. Os recibos e faturas devião ser apenas un unico papel.

  2. Fenix

    O futuro passa pelas vendas online.E pouco deve mudar nas condiçoes de emprego.Ordendos baixo para aquecer.

  3. POliveira

    @Clavis

    Os recibos servem precisamente para fazer o registo da venda no sistema que depois é verificado pelas autoridades para se pagarem os devidos impostos.

    Mal estaríamos se todo o mundo que passa recibos conseguisse ainda assim fugir aos impostos..

    Acerca das grandes companhias como o Pingo Doce e o Continente… o que eu sei é que empregam dezenas, se não centenas, de milhares de trabalhadores em Portugal ao mesmo tempo que permitem ao consumidor ter acesso a produtos baratos… Sou o único a pensar que estão a prestar um serviço à sociedade?

    Mas enfim, é habitual ver o cidadão anónimo criticar aqueles que têm sucesso, como se a culpa do seu insucesso fosse deles.

    • Sao empresas comerciais e logo – legitimamente – buscam nao a satisfacao dos cidadaos, mas dos seus accionistas.
      Sem duvida que criam emprego, mas tambem nao tenho duvidas de que destruiram muito mais emprego que criaram, concentrando negocio, diminuindo concorrencia e prejudicando seriamente a producao nacional.

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