Daily Archives: 2013/01/05

“Não podendo colocar um dos seus, as potências europeias preferiram um representante de um país pequeno, com fama de bom aluno e que sempre soube gerar os consensos mínimos. No primeiro mandato, Barroso desempenhou o papel na perfeição. Porém, quando rebentou a crise, financeira primeiro, económica depois e agora também social, o presidente da Comissão Europeia revelou o perfil errado para este momento da história”

“Não podendo colocar um dos seus, as potências europeias preferiram um representante de um país pequeno, com fama de bom aluno e que sempre soube gerar os consensos mínimos. No primeiro mandato, Barroso desempenhou o papel na perfeição. Porém, quando rebentou a crise, financeira primeiro, económica depois e agora também social, o presidente da Comissão Europeia revelou o perfil errado para este momento da história. A Europa necessita de alguém forte, capaz de cortar a direito, enfrentar os grandes Estados e impor uma solução comunitária para a crise. (…) Perante o crescendo da crise, a União Europeia partiu-se e regressaram os nacionalismos e impuseram-se as agendas internas de vários políticos. Merkel é o melhor exemplo.”

– escolhido por ser e para ser fraco. Quando o principal critério ou requisito para se ser líder maior na União Europeia é ser “fraco” então estamos conversados sobre aquilo que é, quer ser, ou vai ser esta europa nos próximos anos: um projeto fraco, subordinado aos interesses egoístas e neoimperais da Germânia e à subordinação dos povos do continente aos Grandes Interesses das multinacionais e dos financeiros. Cada vez menos democrática, cada vez mais arrogante e até racista (para com os povos do sul), esta europa “conduzida” por um líder muito fraco, (Fujão Barroso) com o historial recente de ter abandonado o país onde tinha sido eleito para ser primeiro-ministro deixando-o com um idiota mediático (Santanaz Lopes), caminha a passos largos para o fim. Com ela, morre o “projeto europeu” das décadas de cinquenta e sessenta. Morre também o conceito de europa como “espaço de paz e desenvolvimento” e regressara em força o tempo dos nacionalismos, com todos os sinais negativos que a Alemanha se tem ufanado em transmitir…

“Durão Barroso rejeitou responsabilidades no atual descalabro nas contas do Estado (…) com Ferreira Leite os objetivos orçamentais foram atingidos mas cometeu-se o pecado capital: as receitas extraordinárias (…) a titularização dos créditos ao fisco levou o Estado em vários milhões. Mais do que isto, o Governo de Barroso falhou a reforma do Estado.”

– O descalabro das contas não começou com Sócrates… por muito que os responsáveis do PSD gostassem de reescrever a História, a verdade é que a primeira PPP ruinosa (a da ponte Vasco da Gama) é do tempo de Cavaco. As progressões automáticas de vencimento e as contratações de uma horda de boys laranjas data também do mesmo período. O “monstro da despesa” começou a ser engordado no Cavaquismo e Barroso, no seu tempo, não só não o quis combater, como preferiu adiar o enfrentamento corajoso do mesmo com “medidas excecionais” que a prazo apenas reduziram ainda mais as receitas do Estado enquanto aumentavam as despesas. A este respeito, Manuela Ferreira Leite tem também culpas no cartório e não se pode agora “vender” como uma virgem ofendida. A responsabilidade dos estádios de futebol, da torpe venda da dívida do Estado, o despesismo galopante, o descontrolo administrativo e a explosão do funcionalismo são igualmente da sua responsabilidade. No PSD, assim como no PS, ninguém tem o direito de clamar inocência. O Bipartido, no seu conjunto, é responsável pelo ponto terminal onde chegamos.

Fonte:
Bruno Proença
Diário Económico
10 dezembro 2012

Categories: Economia, Europa e União Europeia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Proposta contra os atropelamentos de peões em passadeiras em Lisboa

Quantos atropelamentos fatais ou que produzam ferimentos graves, incapacitantes ou altamente prejudiciais para as vítimas ou para o Sistema de Saúde ocorrem todos os anos na cidade de Lisboa? Demasiados.

Ora este número não é publicamente conhecido, nem é divulgado de forma aberta e transparente. Propomos que estes dados sejam apresentados na “Plataforma de Dados Abertos” a criar na Internet pela Câmara, permitindo-se aqui a filtragem por data, ocorrência, local (freguesia, bairro, logradouro e número de porta mais próximo). Propomos igualmente que sejam colocadas marcas identificativas claras para visionamento de peões (por exemplo, uma cruz negra junto ao semáforo por cada vítima) e condutores (por exemplo, um sinal circular negro sobre cada semáforo onde ocorreu uma fatalidade) por cada falecimento ou atropelamento grave, por forma a reforçar a consciência desses dois fatores deste tipo grave de sinistralidade.

Categories: Municipalismo, Política Nacional, Portugal | 3 comentários

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