Daily Archives: 2013/01/01

Esse novo Regicidio que se avizinha

Casa onde terá vivido Miguel de Vasconcelos (Viana do Castelo)

Casa onde terá vivido Miguel de Vasconcelos (Viana do Castelo)

“A propósito da Restauração de 1640, narra-nos Nuno Monteiro: “o pronunciamento de Lisboa foi antecedido por um crescendo de tensões (…) duas décadas antes. As já referidas grandes revoltas anti-tributárias (…) foram, sem dúvida, os aspetos mais visíveis desses fenómenos. (…) mas também a acusação dirigida aos Habsburgos espanhóis de que teriam posto em causa o estatuto autónomo e intocável do reino”. (…) Miguel de Vasconcelos, o representante doméstico da potência dominante ter acabado defenestrado. “
(…)
“Técnicos de organismos internacionais se arrogam, o direito de sugerirem a necessidade de uma interpretação refundada do sentido da nossa lei constitucional. “
(…)
“O permanente elogio à paciência dos portugueses parece de facto esquecer uma realidade: eles não são, como outros povos muitos dados ao pimpampum das reclamações folclóricas. Quando se decidem a agir, costumam fazer pum!
Aconteceu em 1385, 1640 e, mais recentemente no regicídio e em 25 de abril: com muita paciência, muito ordeiramente, mas de forma definitiva e radical.”

Antonio Cluny
Jornal i

Sejamos muito claros: estamos na iminência de um novo regicídio. Com isto não quero dizer que serei eu pessoalmente ou alguém que conheço que vai levantar-se do sofá e, zás, matar alguém. Não. Quero dizer que abundam hoje os sinais de um desespero individual e de uma depressão coletiva que criam as condições ideais para alguém – desesperado e com nada a perder – agarre numa arma real ou improvisada – e assalte de forma física e violenta um governante. Os sinais são evidentes e estão à vista de todos os que os querem ver: protestos a cada visita governativa, o homem de kilt que no parlamento atira o cartão de “visitante” a Passos Coelho, o 15 de setembro, a cantora de opera, a mulher que clama no discurso de cavaco, os gritos de “gatuno” que seguem Passos, etc, etc

Este desespero está a ser propulsado por um Governo desumano, que tem em vista apenas os cargos internacionais que esperam os seus políticos quando perderem (inevitavelmente) as próximas eleições e um servilismo bacoco para com os Grandes Interesses financeiros e dos países do norte da Europa. É apenas uma questão de tempo e oportunidade (semanas? Meses? ) para que alguém atire algum objeto a um governante, dispare algum tipo de arma, cometa algum tipo de crime ou ataque violento. Não será um dos pontos altos da nossa democracia, nem uma solução para o atual bloqueio democrático que vivemos, mas é inevitável e resta esperar que as forças de segurança estejam atentas e prontas a reagir de forma moderada, mas eficaz. E esperar que não morra ninguém.
Como com o regicídio, contudo, talvez esse momento extremado, radical, emocional seja um ponto de viragem, uma marca simbólica para uma nova era de participação dos cidadãos na vida política e cívica, talvez essa violência (desnecessária, mas não gratuita nem evitável) seja o ponto de partida para um novo Portugal.

Esperemos então que esse ponto focal seja controlado, não fatal e que seja um ato isolado, sem prenunciar uma sucessão de outros atentados do mesmo tipo e de ainda maior escala de violência. Esperemos, mas duvidemos.

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Em Prol do desenvolvimento dos Orçamentos Participativos em Lisboa

Ainda que em Lisboa exista já um consolidado percurso no domínio dos orçamentos participativos, o mesmo não pode ser dito de muitos outros municípios do país. Com efeito, entre 308 municípios, apenas 25 usam este importante instrumento de cidadania ativa.

Neste domínio, países que têm uma cultura municipalista menos desenvolvida como o Brasil e a vizinha Espanha têm feito um progresso maior nos últimos anos. Importa estender o bom exemplo lisboeta a outros municípios do país, aplicar o conceito ao próprio governo da República e imprimir mais ambição aos limites dos orçamentos participativos em Lisboa, dotando-os de maior verba (atualmente de 2.5 milhões de euros) e aumentando os seus limites (atualmente 500 mil euros) simplificando o processo de votação e com mesas de voto em locais muito frequentados do município ou por via cibernética em todas as freguesias do concelho.

Fonte:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contentID=6FBD676A-4EC3-485A-ABF3-F9FFD56B118C&channelID=00000021-0000-0000-0000-000000000021

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