Nuno Ramos de Almeida: “Os governos cúmplices dos grandes especuladores financeiros lançaram um ambicioso programa que vai afetar os povos em todo o continente: caminhamos para democracias em que o voto dos cidadãos não conta e em que a economia produz lucros crescentes para muito poucos e maiores desigualdades para muitos. Reservam-nos um futuro precário”

Nuno Ramos de Almeida

Nuno Ramos de Almeida

“Pela primeira vez, a 14 de novembro, os trabalhadores perceberam que se as cangas da exploração são europeias, os instrumentos de luta também têm de ter a mesma escala e poder. A política neoliberal utiliza a crise como justificação para destruir o Estado Social, privatizar os serviços públicos e tornar as democracias nacionais reféns das imposições da troika. Os governos cúmplices dos grandes especuladores financeiros lançaram um ambicioso programa que vai afetar os povos em todo o continente: caminhamos para democracias em que o voto dos cidadãos não conta e em que a economia produz lucros crescentes para muito poucos e maiores desigualdades para muitos. Reservam-nos um futuro precário. Este programa tem como objetivo empobrecer e retirar poder aos povos da Europa, é portanto natural que as lutas para defenderem a democracia e uma economia mais justa ultrapassem as fronteiras.”

Nuno Ramos de Almeida
Jornal i
13 novembro de 2012

Mas falta ainda a coesão, a comunhão de princípios e objetivos e, sobretudo, a solidariedade dos trabalhadores dos países do norte (contribuintes líquidos da UE e quem mais tem ganho com a crise dos países do sul) para que esta “frente comum” europeia tenha real eficácia.

Não hã dúvida de que estamos hoje perante um ataque concertado e longamente planeado por parte de uma obscura mas muito poderosa teia dos Grandes Interesses contra o Estado Social, a Democracia e o Trabalho. Aproveitando a demissão da vida política e cívica por parte da maioria dos cidadãos europeus, e controlando (pela via dupla dos financiamentos de campanha e das promessas de cargos corporativos) os políticos europeus, os Grandes Interesses impuseram um “pensamento único” que visa destruir o Estado Social europeu.

Os Grandes Interesses não querem que exista uma “rede de segurança” para situações de pobreza, porque isso implica que eles terão que dar o seu contributo em impostos, nem, sobretudo, porque isso permitirá que os trabalhadores aceitem apenas salários a partir de um certo limite mínimo. Usando os Media e as televisões (que controlam direta, por propriedade, ou indiretamente, via anúncios), estes Interesses (especuladores, banqueiros e grandes senhores das multinacionais) governam o Continente europeu usando a troika ou as instituições europeias como agentes dóceis e passivos.

Cabe-nos a nós, cidadãos europeus, recusar a canga que querem deitar sobre nos e fazer alguma coisa. Enquanto podemos.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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