Daily Archives: 2012/12/10

Afinal, o J-15 chinês parece ser muito mais sofisticado que o Su-33 russo

J-15

O novo caça chinês embarcado, o J-15 conseguiu ultrapassar a fase de testes no primeiro porta-aviões chinês, o Liaoning.

Exteriormente, o aparelho é muito semelhante à versão embarcada do Sukhoi Su-33, mas a verdade é que a sua aviónica é mais avançada, o computador russo TS-100 é muito menos rápido que o aparelho chinês, o radar do J-15 é mais sofisticado e, sobretudo, enquanto que o aparelho russo (que de facto, é a sua base tecnológica) só pode funcionar como um intercetor, o avião chinês é mais flexível, podendo também cumprir missões de ataque ao solo de precisão. No total, o avião emprega também materiais compósitos mais avançados, tornando-o mais leve mas mais robusto.

Em termos de caraterísticas, o J-15 é nitidamente superior ao Su-33, estando mais ao nível de aparelhos mais sofisticados como o F-16 e o Rafale representando assim uma prova de que a China já conseguiu vencer grande parte do atraso tecnológico que a separava do Ocidente ainda há poucos anos e que em termos qualitativos puros, os seus aviões mais recentes começam a ter um nível muito semelhante ao que se fabrica nos EUA ou na Europa.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/chinas-j-15-fighter-superior-to-russian-su-33-45820/

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O rover Curiosity encontrou Carbono em Marte

O Rover marciano Curiosity que a NASA colocou em Marte encontrou vestígios de Carbono em várias amostras do solo. Existe uma possibilidade de que se trate de uma contaminação trazida da Terra ou por algum asteroide ou cometa (alguns destes astros são ricos em compostos orgânicos), mas se for indígena, então estamos perante um indício atual ou passado de atividade biológica.

Este foi o comunicado de John Grotzinger, o geólogo chefe da missão que era esperado há dias com tanta ansiedade por muitos. A descoberta de carbono não prova a existência de vida, presente ou passada.

Fonte:
http://news.discovery.com/space/curiosity-hints-at-mars-organics-perchlorate-121203.html#mkcpgn=rssnws1

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Resposta a comentário sobre o racismo em Portugal referido por um relatório da ONU

Um leitor brasileiro, assíduo leitor do Quintus e adepto convicto de uma maior integração dos povos e países lusófonos desafiou-me a comentar um artigo – algo provocatório – do jornal brasileiro “O Estadão” (ou “Estado de São Paulo”). O artigo trata das críticas da “ONU” sobre o ensino da História em Portugal.

“Alunos portugueses estariam aprendendo uma versão “inexata” sobre o passado colonial do país. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que adverte que o governo de Portugal não estaria explicando suficientemente nas salas de aula o papel positivo que as colônias tiveram na história do país.
A ONU aponta que, sem uma valorização da herança colonial, Portugal terá sérios problemas para combater o racismo, fenômeno que a organização afirma estar em plena expansão no país. Lisboa rejeita a crítica, apontando que Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade fazem parte dos autores obrigatórios nas escolas portuguesas (mais informações nesta página).”

Não sabendo exatamente a que parcela exata dessa gigantesca organização que é a “ONU” é difícil perceber de onde vem essa acusação de que o “racismo está em plena expansão no país”. Bem pelo contrário, sucessivos relatórios e estudos internacionais têm demonstrado precisamente o contrário: Portugal é dos países desenvolvidos com menos ataques de índole racista e onde a discriminação é menor. Existem problemas, decerto. Mas não são muito diferentes em escala ao que se passa no Brasil (com ameríndios e descendentes de africanos) ou em Angola com brancos (portugueses). Ou seja: fenómenos de pequena escala e geralmente de baixa gravidade.

Concordo contudo no ponto em que o impacto do colonialismo português nas populações locais é tratado de uma forma um pouco parcial ou mesmo ingénua em muitas fontes. A bonomia geral da presença lusa no mundo é inquestionável por quem quer que não esteja formatado por uma visão preconceituosa e esta bonomia resulta do cruzamento de vários fatores como a própria natureza miscigenada da Ethnos lusa.

“Segundo a ONU, “os negros no país europeu são marginalizados e excluídos socialmente e Lisboa precisa adotar uma estratégia de multiculturalismo”. Esse grupo, também o mais pobre na sociedade, é discriminado na administração pública, no sistema de Justiça e na busca por trabalho. Racismo. Em uma versão preliminar do documento, obtido pelo Estado, a constatação dos especialistas da ONU é que o racismo ganha força em Portugal, em plena crise econômica. Também afirmam que os negros estão hoje entre as populações que mais sofrem com a pobreza no país. Um dos pontos destacados é o tratamento da questão racial nas escolas.”

Não existe em Portugal essa perceção: pelo contrário, muitos portugueses que vão e regressam frequentemente de Angola, para trabalharem, queixam-se precisamente desse fenómeno, e alguns dos relatos são mais violentos do que algum fenómeno paralelo que já tenha ocorrido em Portugal. A população migrante em Portugal também conheceu um sensível declínio desde 2008, devido à crise e a única que aumento astronomicamente foi a de ciganos romenos, que se dedicam apenas ao pequeno furto e à mendicidade. Aí, de facto, admito algum racismo, mas infelizmente, sobejamente justificado. Em relação a populações africanas, não. (PS: sou caucasiano, mas descendo por via materna dos “negritos do Sado”, descendentes dos escravos negros do Alentejo do séc. XVI).

“Há 500 anos, Portugal foi o pioneiro nas descobertas de novas terras, liderando um processo de colonização seguido pelos europeus por mais de 400 anos. Com o desembarque de navegadores portugueses e o desenvolvimento de cidades vieram também a escravidão, o extrativismo e a imposição da cultura europeia. Segundo a ONU, o problema é que hoje os “textos escolares e os currículos não refletem a contribuição para Portugal de suas ex-colônias nem promove o orgulho de crianças de descendência africana em sua herança”.”

Posso admitir que aqui, de facto, há algum trabalho a fazer, no campo da inscrição da herança multicultural africana nos manuais. Mas o papel da escola é também o de formar cidadãos (não apenas técnicos ou fazedores) e isso faz-se promovendo uma cultura, História e civilização e essa não pode ser totalmente múltipla… tem que ter um fio condutor e esse tem que ser o do país de acolhimento. Multiculturalismo, sim. Descaraterização não.

Fonte:
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,onu-critica-portugal-por-ensino-inexato-do-passado-,931220,0.htm

Categories: Brasil, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 7 comentários

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