Sobre a “parceria de Defesa” que o governo de Passos cozinha com Espanha

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Um governo que se pôs de joelhos perante o germânico império na europa não está obviamente qualificado para defender o supremo interesse nacional na defesa de Portugal nas múltiplas questões territoriais que mantemos com Espanha.

Resulta assim muito preocupante esta “aproximação” promovida pelo atual ministro da Defesa, Aguiar Branco, a Espanha e as suas declarações de “procurar sinergias” entre as forças armadas portuguesas e espanholas. Pior, Aguiar Branco (um ministro famoso entre os militares pelas suas “gaffes” e profundo desconhecimento sobre os temas da Defesa Nacional) levou estas palavras a caminho da concretização: promoveu um encontro, em Madrid (uma escolha que indica bem o que será na prática esta “sinergia”), com o seu homologo castelhano. A agenda foi o “estudo do desenvolvimento de capacidades militares em conjunto, tanto ao nível da UE como da NATO.”

O que está aqui em equação é claro: a entrega de missões de soberania que hoje competem às forças armadas portuguesas a unidades militares espanholas: levados ao extremo (que aparenta estar hoje em perspetiva) teremos navios de guerra e aviões espanhóis a patrulharem as nossas águas, afastando os numerosos arrastões espanhóis que a coberto de indignos “acordos europeus” saqueiam as nossas águas, cobiçam a nossa ZEE junto às Ilhas Desertas ou patrulham a fronteira comum, até na disputada região de Olivença.

Um país não pode entregar a defesa armada do seu território a um exército estrangeiro, especialmente a um com o qual existem tantas questões pendentes ou mal resolvidas: disputas em águas territoriais, extensão da ZEE, ocupação ilegítima dos Concelhos de Olivença, incumprimento grave dos tratados sobre os rios internacionais, genocídio linguístico na Galiza, desequilíbrios comerciais e dumpings diversos. Entregar a Defesa do nosso país é assim uma perfeita imbecilidade, possível apenas naquele que é um dos mais medíocres ministros de um dos governos mais medíocres dos últimos cem anos.

Fonte:
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2897305

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 5 comentários

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5 thoughts on “Sobre a “parceria de Defesa” que o governo de Passos cozinha com Espanha

  1. Pedro

    Para mim isso tem apenas um nome composto por duas palavras ALTA TRAIÇÃO!

  2. Exato! Impossível resumir melhor!

  3. Fenix

    È isso mesmo Alta traição.A historia ou estoria está cheia de exemplo como se dando uma cenoura e o burro quer logo mais.

  4. joaquim

    Aqui há uns dias tinha prometido que não iria mais dar o meu contributo em comentários, mas ao ler esta notícia, ela desperta em mim um sentimento de revolta e deixa-me estarrecido quanto ao modo como estes nossos políticos estão a dar Portugal aos nossos inimigos castelhanos que tantos danos e mortes nos causaram para defendermos a nossa independência.
    A confirmar-se a notícia, quero afirmar que eles, políticos, não têm direito algum de tomar decisões desta índole sem consultar o povo que é soberano e eles apenas são gestores administrativos e para o efeito eleitos. Está em causa direitos de soberania que pertencem somente ao povo e não ao Sr. Aguiar Branco.
    Se a decisão de partilha for efectivada, ele entra num campo de alta traição ao povo português e a este cabe o direito de o julgar militarmente
    Daqui faço um alerta aos nossos valorosos militares a cuja família pertenci em tempos de guerra.

    • É apenas mais uma cereja no topo de um bolo cada vez mais podre. E prova que temos mesmo um PR medroso e nao existente (ele é o chefe supremo das FA)

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