O sistema democrático português está bloqueado

Sejamos claros: o sistema democrático português está bloqueado. Os partidos políticos com assento parlamentar partilham entre si o poder (num podre rotativismo “democrático”) e servem mais lobbies, grupos de interesses financeiros e norte-europeus que os cidadãos. A separação entre Eleitos e Eleitores é maior do que nunca, multiplicando-se os casos de “disciplina parlamentar” e de ameaças do Sistema contra deputados que queiram exercer o seu Dever de Consciência.

Em tal clima, o descrédito dos políticos é maior do que nunca. O espaço para populismos vãos ou oportunistas, para um (ainda) mais total sequestro da democracia pelos grupos financeiros ainda maior. O sistema mediático (dependente dos Grandes Interesses e do Bipartido PS/PSD) impede a aparição ou desenvolvimento de qualquer verdadeira alternativa e a Europa aparece cada vez mais como um “Protetor” ou “Império” que um parceiro equitativo e solida.

Uma forma de quebrar este sequestro da democracia pelo partidocracia do bipartido poderia ser – para além do desenvolvimento de movimentos cívicos e políticos – recorrer a algumas das figuras que são (ainda) prestigiadas e respeitadas pelos portugueses: os militares.

Isso mesmo indica uma sondagem recente em que um terço dos inquiridos defendeu a intervenção dos militares. A questão ia mais numa direção de “golpe militar” do que a uma intervenção mais ativa (e pacífica) dos militares na vida política. Curiosamente, são aqueles que já cresceram depois da Revolução de Abril que menos recusam a intervenção militar… os que se lembram do “Verão Quente” estão ainda maioritariamente contra a mesma. Ainda. Mas estarão ainda em 2013 com o maior aumento de impostos da História da Democracia e um inevitável derrapar da execução de um orçamento irrealista e tecnicamente muito mau?

Não se fique contudo aqui com a ideia de que defendemos um golpe militar ou a tomada do Poder pela caserna. Defendemos tão somente que uma das vias de regeneração de um sistema político político encravado pode ser – a par da erupção de novos agentes políticos e da desaparição dos atuais – a presença de militares, mais precisamente de altas patentes na reserva em partidos políticos, candidaturas independentes e, sobretudo, presidenciais, como forma de devolver alguma credibilidade, responsabilidade e eficiência à política e de assim darem o seu contributo para a regeneração da política em Portugal, para estimularem o regresso dos cidadãos a uma vida cívica e política ativa e a saída de Portugal para fora deste abismo onde décadas de governação irresponsável, culposa ou incompetente dos “grandes” partidos o deixaram.

Fonte:
http://www.noticiasaominuto.com/pais/23681/um-ter%C3%A7o-dos-portugueses-defende-interven%C3%A7%C3%A3o-dos-militares#.ULPmROCnX3x

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional, Portugal | 8 comentários

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8 thoughts on “O sistema democrático português está bloqueado

  1. Viriato

    Parece que voltámos aos tempos finais da monarquia, em que o poder parlamentar rodava entre os 2 principais partidos, sendo que nenhum fazia melhor que o outro.

  2. Viriato

    Aliás, é do conhecimento público que os 2 maiores partidos (PS e PSD, praticamente gémeos nas suas políticas), foram tomados de assalto por indivíduos apenas interessados no seu próprio bem e não no do país.

  3. HSMW

    ” a presença de militares, mais precisamente de altas patentes na reserva em partidos políticos”
    E seriam corrompidos pela podridão da politica como qualquer outro…
    As FA são o espelho da Nação…

  4. Francamente: não acredito.
    Eles são (ainda) a reserva moral da Nação. Que importa recuperar.
    Não falo de um “golpe”, atenção. Mas de uma candidatura presidencial.

  5. HSMW

    Mas eu acredito. Salvo raras excepções, são a classe mais abituada a mordomias, e comodistas porque só chegaram ao topo da por nunca terem sido demasiado “incomodos”…

    • Esperemos entao que uma dessas raras excepções saia do conforto da sua cumplice reforma e faça algo por este país: no minimo candidatando-se a Presidencia (contra Barroso, Guterres ou Marcelo! Que lista!)

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