A negra visão do FMI para Portugal

O último relatório do FMI sobre Portugal traça um cenário pouco menos que cataclísmico sobre as perspetivas do nosso país nos próximos anos: nenhum sinal de que o fim da crise esteja no horizonte (e decerto que não daqui a sete meses como diz Passos) e que a austeridade dure menos que cinco anos (ou mesmo mais!).

O FMI diz que a contração da despesa do Estado é “imperativa”, isto é: que com ou sem troika tem que ser feita, de forma rápida e brutal. Isto significa uma severa redução do Estado Social e da descida dos salários da função pública e das pensões de reforma. Contudo, o FMI omite completamente o facto de Portugal ter que pagar mais de 40% de juros (!) No seu empréstimo à troika, nem as comissões agióticas de milhões de euros para “aconselhamento” (de que serve então pagarmos a quota do FMI?!), nem os os mais de nove mil milhões de euros em juros que pagamos por anos (a maior despesa do Estado, acima da Educação e Saúde!).

Estas omissões, a fraqueza em as recordar junto das instâncias europeias e do FMI, e a incapacidade das empresas em obterem financiamento para a sua atividade normal mostram um país encravado entre os interesses imperais dos seus credores e a sua sobrevivência a curto prazo.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/a-versao-do-fmi-do-pesadelo-nacional_156715.html

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

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