O Brasil vai começar a receber veículos blindados VBTP MR “Guarani”

O exército brasileiro e a Iveco acordaram na compra de 86 VBTP MR veículos blindados de rodas “Guarani”.

Estes 86 veículos serão os primeiros de uma aquisição que chegará às 2044 unidades a serem construidas e entregues ao exército brasileiro a um ritmo de cem unidades por ano.

Simultaneamente, irão ser também adquiridos 4170 camiões e 30 lançadores de mísseis Astros 2020.

O Guarani é o resultado de um desenvolvimento conjunto do exército brasileiro e da Iveco que haveria de resultar num veículo anfíbio blindado de seis rodas capaz de realizar um amplo leque de missões, desde reconhecimento armado, transporte a até suporte de fogo. O Guarani vai substituir os numerosos Urutu e Cascavel da década de 1970 e tem já pelo menos um cliente internacional: a Argentina.

E agora pergunto eu: não seria bom se em vez da Iveco o Brasil tivesse desenvolvido uma variante local do Pandur e que Portugal e Brasil tivessem uma central de compras única, capacitando produção local, desenvolvimento conjunto e aumentando assim a capacidade negocial junto do fabricante?…

Fonte:
http:/www.defpro.com/news/details/38303/

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Categories: Brasil, DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Portugal | 4 comentários

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4 thoughts on “O Brasil vai começar a receber veículos blindados VBTP MR “Guarani”

  1. Lusitan

    Para isso era necessário que ambos os países tivessem estratégias convergentes. O que não é o caso. E também que as crises em que actuam sejam idênticas, que também não é o caso. Por isso as especificações para ambos os veículos são diferentes.

  2. João

    “não seria bom se… Portugal e Brasil tivessem uma central de compras única, capacitando produção local, desenvolvimento conjunto e aumentando assim a capacidade negocial junto do fabricante?”

    Sinceramente? Não de forma geral. As necessidades de Portugal e do Brasil nem sempre são as mesmas. E o Brasil não tem a mesma visão geopolítica absolutamente e incontestavelmente pró-Ocidente que Portugal tem. O Brasil não é inimigo das potências ocidentais, porém não é aliado incondicional.

  3. Fred

    Oi CP, como vai?

    Veja, entendo seu ponto de vista, porém não há ou houve qualquer possibilidade de utilizar o pandur para base do VBTP.

    O desenvolvimento do Guarani (eita nome feio) foi baseado nas necessidades e desempenhos do Exército Brasileiro para o teatro de operações em que ele atua.

    O Pandur, apesar de ser um ótimo veículo, não atende nem conseguiria atender algumas das especificações consideradas obrigatórias pela END (estratégia nacional de defesa). Uma delas de ser desenvolvido pelo EB e construído por uma indústria com presença e produção no Brasil.
    Todos os principais desenvolvimentos e fabricações para a defesa serão assim sempre que possível. (Como no caso dos submarinos, dos EC 725 Caracal, etc.) 😉

    Para nossa grata surpresa o veículo em testes na Argentina está excedendo todas as expectativas do EA no desempenho inclusive nos quesitos custos (aquisição e operação), no até agora divulgado na internet.

    Agora sobre a notícia em si, esse primeiro lote do Guarani são para formação de doutrina e emprego do equipamento. Já o volume de entrega será proporcional a capacidade de fabricação desta nova unidade fabril da IVECO em Minas Gerais.

    A compra dos caminhões, que já começaram a ser entregues, são parte de outro programa, para incremento da indústria nacional, inclusive todos os fornecedores com produção no país estão sendo contemplados, Ford, MAN, MB, Iveco, GM, por exemplo.

    Como alguns sabem o sistema de lançamento de foguetes da Avibrás utilizava um chassis MB, mas os alemães resolveram não mais vender para a AVIBRÁS, por isso os novos ASTROS II utilizam( e o ASTROS 2020 utilizará) um chassis Tatra, e para evitar futuros embargos (como foi o caso alemão) ou problemas de fornecimento a Tatra fabricará esses chassis (e também caminhões) no Brasil tendo como parceira a Odebrecht), sempre em consonância com a END.

    Sobre o poder de negociação o máximo já foi atingido com a IVECO, não haveria ganho financeiro ou redução de custos significativo em acrescentar mais quantas unidades fosse, exceto talvez para as unidades especializadas que serão muito poucas unidades o que de qualquer modo não acrescentaria volume suficiente por serem unidades com pouca demanda, mesmo assim existe o diferencial do projeto ser do EB, a IVECO paga royaltes ao EB por cada unidade vendida ao exterior e esse valor é descontado do produto entregue aqui.

    E complemento que para ser considerado produção local o dito produto deve ter participação superior a 60% do seu custo de aquisição confeccionado no Brasil. (A intenção é que esse número aumente na medida do possível para algo perto de 80% ou superior).

    Forte abraço

    Fred

  4. Riquepqd

    O mais maneiro são os 4170 “camiões”, eu pensei gente, quantos caminhos o EB adquiriu, vai pra tantos lugares assim? Hehehehe.

    Brincadeirinha, é que no Brasil escrevemos caminhões.

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