Paul Krugman e o Paradoxo da Poupança

“Segundo o Paradoxo da Poupança (…) numa economia deprimida a única coisa que acontece quando toda a gente tenta poupar mais (e, por conseguinte, gasta menos) é que o rendimento cai e a economia encolhe. E à medida que a economia fica cada vez mais deprimida as empresas irão investir menos e não mais: numa tentativa para poupar mais como indivíduos, os consumidores acabam por poupar menos como um todo.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Se há algo que agora é repetido e tri-repetido é que os portugueses têm que poupar mais, aumentar a concentração de capital nos Bancos, por forma a dispensa-los de recorrerem a empréstimos a bancos estrangeiros (bloqueados, atualmente) e de facto, apesar do voraz aumento da carga fiscal os portugueses têm correspondido e aumentado notavelmente a sua taxa de poupança.

Como Krugman esclarece, poupar não implica colocar essas poupanças ao serviço da economia real e das empresas que geram riqueza e emprego. Atualmente, de facto, e apesar de irem buscar ao BCE capital a juros muito baixos e de terem os depósitos a subirem em praticamente todos os prazos, essas poupanças não estão a voltar a economia, mas a serem congelados nos cofres da Banca e a serem entregues como dividendos aos acionistas e gestores do setor financeiro.

Poupar pode levar a um aumento do investimento “bom”, isto é do investimento reprodutivo, industrial, nas pescas ou agricultura, mas sem mecanismos europeus ou do Estado que levem a Banca a parar com essa conduta e a passarem a colocarem partes desses capitais que têm acumulado – sem uso – nas contas na economia real, mas não em créditos de consumo ou à habitação (incentivos ao arrendamento, precisam-se!), mas em empréstimos a empresas, sobretudo exportadoras e de bens transacionáveis.

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