Daily Archives: 2012/11/04

Em época de quase bancarrota e de compressão severa de uma série de prestações sociais resulta pornográfico – no mínimo – assistir a um aumento da despesa da Assembleia da República em 56% em relação às despesas deste ano

Em época de quase bancarrota e de compressão severa de uma série de prestações sociais resulta pornográfico – no mínimo – assistir a um aumento da despesa da Assembleia da República em 56% em relação às despesas deste ano. Este aumento deve-se às subvenções partidárias no contexto das eleições autárquicas que se avizinham.

Dir-me-ão que os 127.6 milhões de euros que a Assembleia vai torrar em 2013 são os “custos da democracia” e concordo em parte com isso. As ditaduras são mais baratas, desde logo porque não organizam eleições. Mas discordo da dissipação de dezenas de milhões de euros em autocarros para “militantes”, canetas, chapéus de chuva e demais merchandising, cartazes, out-doors, flyers, etc, etc, toda a parafernália com que os grandes partidos se habituaram a vergar-nos a mente.

Num momento em que se reduzem as subvenções sociais mínimas a Assembleia e os partidos nela representados deviam dar o Exemplo e prescindir de uma parcela significativa (nunca inferior a 50%) deste dinheiro dos impostos e gastos assim nestas manobras de marketing político.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=584365

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Mais de 40% de desempregados sem direito a subsídio pertencem essencialmente a três categorias: “jovens em início de carreira, trabalhadores com vínculos precários e desempregados de longa duração”

A Troika está “muy contente” decerto. E com ela os teóricos fanáticos do neoliberalismo e da minarquia, mas a perspetiva de que em breve os beneficiários do subsídio de desemprego sejam pouco mais que residuais já não pertencem apenas ao domínio da especulação e com o subsídio a cobrir apenas 43% dos desempregados o cenário está mesmo cada vez mais próximo.

Esta visão pessimista foi confirmada por um trabalho de investigação de dois sociólogos do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) Pedro Adão e Silva e Mariana Trigo Pereira da Deloitte.

Os dois investigadores analisaram a evolução da proteção ao desemprego nas últimas décadas e concluíram que no mercado de trabalho português existem “relações laborais fracas e instáveis” do mercado laboral português como característica mais marcante da segmentação deste, “que provocam uma erosão significativa do capital humano e são um factor de quebra de produtividade”.

Este trabalho expõe assim a explicação do mistério de porque é que os portugueses são tão produtivos no exterior e têm das mais baixas produtividades quanto estão intra-muros. Além deste desequilibro nas relações laborais, o uso cada vez mais massificado de recibos verdes, a conhecida má qualidade média dos gestores (como se pode ser um bom gestor se, como Paes do Amaral, se acumulam mais de 72 tachos em conselhos de administração?)

O estudo desfaz também o mito neoliberal (e recentemente papagueado pelo ministro da Economia) segundo o qual a solução para o desemprego seria a precariedade: dois terços dos novos desempregados desde 2010 eram contratados a prazo.

Os investigadores concluíram também que esses mais de 40% de desempregados sem direito a subsídio pertencem essencialmente a três categorias: “jovens em início de carreira, sobre trabalhadores com vínculos precários e desempregados de longa duração”. Encontramos aqui, assim, novamente, o Desemprego Senior que tem merecido a nossa atenção em diversos artigos aqui publicados e que apesar das evidência continua longe do foco mediático e da atenção da classe política, sendo cada vez mais, uma das causas mais urgentes para a Sociedade Civil atual.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/falta-de-proteccao-no-desemprego-agravase-em-portugal_149764.html

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