Daily Archives: 2012/11/03

“não vivemos só uma grave crise económica, atravessamos uma profunda crise política. A democracia representativa deixou de funcionar. Há muito que as eleições deixaram de ser escolhas”

“não vivemos só uma grave crise económica, atravessamos uma profunda crise política. A democracia representativa deixou de funcionar. Há muito que as eleições deixaram de ser escolhas. Os partidos do arco do governo, vulgo centrão, representam alternância de camisola para garantirem a continuidade dos negócios de um capitalismo que cresceu à custa do contribuinte. Os grandes lucros são dos acionistas, os enormes prejuízos são amavelmente distribuídos pelos cidadãos.
O atual programa PSD, CDS e da direção do PS é o mesmo e chama-se Memorando da troika.
É simbólico que no meio da maior crise existente a única proposta do líder do chamado “maior partido da oposição” seja diminuir o número de deputados. Como se a garantia de uma economia justa passasse por ter um parlamento só com representantes do PS e do PSD. Esta iniciativa tem um objetivo claro: calar administrativamente as vozes que se opõem no parlamento a este caminho de catástrofe.
Vivemos um tempo de revolta; as manifestações do 15 de setembro demonstram que as pessoas se aperceberam de que as políticas do governo ditadas por Berlim não passam de uma forma de suicídio assistido.

Nuno Ramos de Almeida
Jornal i, 9 de outubro de 2012

O sistema político-partidário está de facto esgotado. Não tem credibilidade (como o provam os elevados níveis de abstenção) nem o poder dinamizador ou polarizador que devia ter para ser capaz de alavancar a saída do país da grave crise onde se encontra hoje mergulhado.

A saída para a presente situação não pode assim residir em “mais do mesmo”, num cumprimento previsível e regular da próxima rotação governativa entregando de novo o poder ao Partido Socialista (e logo a ele, maior responsável pela situação atual e por um Memorando negociado à pressa e que não consagra devidamente os interesses nacionais). Neste sentido, as declarações de Seguro são extraordinariamente perigosas: mostram um sistema rotativista desesperado por se manter no Poder, ansiando por excluir novos agentes políticos da presença governativa e por manter o sistema político nas mãos dos mesmos, sempre, com os resultados que hoje estão bem à vista de todos.

O sistema político-partidário precisa de novos agentes, não da monopolização (ainda maior) pelos velhos, cansados e frequentemente corruptos ou ineptos, agentes atuais. Cuidado, portanto, com estas propostas de redução do número de deputados… fazê-la sem abolir o método de Hondt (e considerar, por exemplo o Lague) seria apenas aceita demagogicamente uma manobra do bipartido para se eternizar no Poder.

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“Existem em Portugal mais de 700 mil alojamentos vagos, alguns deles em condições de extrema degradação”

“Existem em Portugal mais de 700 mil alojamentos vagos, alguns deles em condições de extrema degradação. (…) a reabilitação do edificado poderia assumir um papel revitalizador. Reforçaria o contributo da indústria da construção civil, atenuaria a degradação do património, dinamizaria economicamente os núcleos urbanos degradados, melhoraria a qualidade da vida urbana, e rejuvenesceria a imagem do edificado e a população residente.”

SOL
3 de agosto de 2012

A indústria da construção civil está praticamente parada em Portugal tendo contribuído de forma muito importante para o crescimento descontrolado da taxa de desemprego. O lançamento de um programa nacional de estímulo à reconstrução urbana (que poderia passar apenas por incentivos fiscais, sem injeções diretas de capital) poderia contribuir para a estabilização do desemprego e para redinamizar muitas pequenas empresas do ramo que vivem hoje no limbo da insolvência.

As vantagens – além das supracitadas – são conhecidas. Mas não se vê nenhum programa em larga escala a ser lançado nem no nível autárquico, nem no plano do governo central. Este plano de estímulo poderia enquadrar-se num plano maior, em que a promoção de empresas locais e de pequena escala fosse prioritária, maximizando os seus efeitos nas comunidades locais e sem que fossem necessárias grandes verbas ou recursos financeiros.

Este poderia ser um projeto prioritário, não somente para as autarquias e governo central, mas também para as associações e ONGs locais (que poderiam participar no processo de seleção das obras de renovação ou beneficiar delas) e assumir assim este projeto como um projeto da Sociedade Civil.

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