Daily Archives: 2012/11/02

“É preciso construir uma alternativa que possa ir a votos para ganhar (…) Se ela não existir, a democracia tal como a conhecemos não vai expressar o simples facto de a população portuguesa estar contra o Memorando da troika”

"troika!" grita a menina fanática (http://mepr.org.br)

“troika!” grita a menina fanática (http://mepr.org.br)

“Os portugueses percebem que os governos foram maus para a população e bons para os amigos, não conseguem acreditar que PCP e Bloco de Esquerda podem ser o veículo de uma alternativa política e de poder. E provavelmente têm razão. Este governo deve ser demitido, o povo tem de ser chamado a decidir o seu futuro, mas PCP e Bloco de Esquerda são demasiado pequenos para ambicionar ser governo.
É preciso construir uma alternativa que possa ir a votos para ganhar. Só uma força que junte independentes contra a troika, comunistas e bloquistas pode triunfar. Há um longo caminho a percorrer para conseguir este cenário e muito pouco tempo para o fazer. Se ela não existir, a democracia tal como a conhecemos não vai expressar o simples facto de a população portuguesa estar contra o Memorando da troika.”

Nuno Ramos de Almeida
Jornal i, 9 de outubro de 2012

Um novo partido que congregue os numerosos eleitores descontentes com a governação sem imaginação e coragem do bipartido PS-PSD, das hostes cada vez mais inumeráveis de abstencionistas e descontentes politicamente desorganizados e que possa juntamente com BE e PCP uma alternativa viável ao estafado rotativismo “democrático” dos partidos do “arco de poder”.

Aritmeticamente essa é de facto a única alternativa viável a mais do mesmo, mas tal fórmula requer desde logo uma severa renovação do discurso e política do PCP – ainda demasiado enredado numa lógica ultrapassada de “luta de classes” e com aliados internacionais muito duvidosos (as ditaduras cubana e chinesa). A fórmula exige também que o BE saia do canto de estéril protestantismo inconsequente onde parece preferir estar… e que surja um verdadeiro novo partido político – talvez não necessariamente de Esquerda, mas talvez completamente transversal ou livre dessa batida e esgotada dicotomia maniqueísta Esquerda-Direita. Um novo Partido assente nos pilares da regeneração da democracia representativa pela indução de métodos de democracia deliberativa, participativa ou direta, pela infusão de novos atores na cena política, pela recuperação para uma vida cidadã ativa e plena da esmagadora maioria amorfa de cidadãos. Um verdadeiro “partido da cidadania”, em suma, compatível nos princípios e ação com essa Esquerda “tradicional” e ate com os setores menos “bipartidários” do PS.

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+D = Democracia em Movimento – Carta-Comunicado (CC nº2 de 2012)

Declaração:

O recente caso do deputado do CDS Rui Barreto que, por ter votado contra o Orçamento de Estado, se viu a braços com um processo disciplinar e uma punição que pode ir até à expulsão do Partido,  recorda-nos a todos a grande falácia da Democracia Representativa em que vivemos: a Partidocracia que nos rege sequestrou a Democracia em flagrante violação do Art. 3º da Constituição, onde se consagra que a “soberania reside no povo”, apossando-se assim dos aparelhos partidários desse Dever de representatividade que devia caber a todos os deputados e não somente àqueles que têm coragem de enfrentar as ameaças que sobre eles permanente pendem.

 Contexto:

O +D defende uma aproximação entre Eleitos e Eleitores e que os Partidos não possam ter cobertura legal para aplicarem sanções internas a “violações” de disciplinas partidárias. O sufrágio popular deve prevalecer sobre lógicas político-partidárias ou sobre as orientações superiormente ditadas pela direções partidárias ou pelo jogo fátuo e obscuro dos jogos políticos. Assim, defendemos que estes regulamentos partidários devem ser proibidos por força de lei e que os infratores sejam severamente punidos.

 Carta Fundadora:

O +D = Democracia em Movimento defende na sua Carta Fundadora “uma regeneração da democracia em Portugal, aproximando os cidadãos dos seus representantes eleitos”. Advogamos a introdução de mecanismos democráticos inovadores, as listas independentes de deputados, “Listas Abertas” (em que os eleitores influenciam a ordenação das listas de deputados) e a eleição direta de certos responsáveis administrativos do Estado nos vários ramos de governação.

www.maisdemocracia.org

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Paul Krugman: “Embora a sabedoria convencional moderna associe a ascensão de Hitler à hiperinflação alemã de 1923, aquilo que realmente o levou ao poder foi a depressão alemã de inícios da década de 1930, uma depressão que foi muito mais severa que no resto da Europa, graças às políticas deflacionarias do chanceler Henrich Bruning”

“Embora a sabedoria convencional moderna associe a ascensão de Hitler à hiperinflação alemã de 1923, aquilo que realmente o levou ao poder foi a depressão alemã de inícios da década de 1930, uma depressão que foi muito mais severa que no resto da Europa, graças às políticas deflacionárias do chanceler Henrich Bruning. “

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

E assim cai um dos grandes mitos da História economica do século XX… nao foi a hiperinflação, temida com um pavor para-religioso pelos alemães e, logo, pelo altamente germanizado BCE, mas o fenómeno exatamente de oposto – implementado com exagero e desproporção – de procurar reduzir essa inflação através do mesmo tipo de políticas monetaristas que hoje o BCE aplica na Europa levou à grande crise económica que haveria de colocar o Nazismo no poder e conduzir o globo a uma guerra mundial.

A resposta inadequada à presente Depressao na Europa, através da implementação inflexível de políticas monetaristas, que mantem a moeda em valores artificialmente altos e que recusam a injeção de capital na economia real e o preferem entregar aos poços sem fundo da especulacao financeira e dos fundos bancários está a criar condições para a erupção de uma conflitualidade social de proporcoes realmente bíblicas. Mesmo nos paises com menores tradições de contestação social, como Portugal…

Categories: Economia, História | 8 comentários

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