Monthly Archives: Novembro 2012

As empresas russas NPO Molniya e Myasischev estão a conceber um avião espacial

 

 Myasischev M-55 Geofizika (http://cdn-www.airliners.net)

Myasischev M-55 Geofizika (http://cdn-www.airliners.net)

As empresas russas NPO Molniya e Myasischev estão a conceber um avião espacial para voos sub-orbitais turísticos e que seja igualmente capaz de lançar pequenos satélites.

O avião espacial será lançado a partir de um avião-mãe sub-sónico, possivelmente o Myasischev M-55 Geofizika, uma variante científica do conhecido bombardeiro Myasischev M-4 da década de 1950. O M-55 irá descolar com o avião espacial e transporta-lo até uma altitude de entre os 105 e os 120 Kms. Então dar-se-á a separação e um foguete de combustível sólido levará o aparelho até aos limites do Espaço.

Os turistas poderão então experimentar entre três a cinco minutos de ausência de peso e poderão observar a superfície terrestre através de um conjunto de janelas. Finda essa fase do voo, o avião regressa ao solo e aterra como um avião normal. Poderão ser transportados até 14 passageiros, na variante de turismo espacial, na variante de lançador de satélites, um satélite e um foguetão adicional serão instalados no porão do avião espacial.

Fonte:
http://www.space-travel.com/reports/Russian_Companies_Design_Space_Tour_Plane_999.html

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Proposta para Semana de Trabalho de Quatro Dias

http://assets.lifehack.org

Nos EUA começam a multiplicar-se os exemplos de empresas que estão a mudar a sua semana de trabalho para apenas quatro dias úteis. E não se tratam de semanas de quatro dias e quarenta horas de trabalho, mas de semanas de 32 horas, ou seja, optando de forma consciente e voluntária para menos (e não mais) horas de trabalho.

A maioria optou por deixar de trabalhar à sexta-feira, mas algumas deixam ao critério do trabalhador a escolha do dia de semana mais conveniente.

A vantagem mais notória que estes empresários experimentam com a adoção de semanas de quatro dias é a melhoria significativa da qualidade do trabalho produzido: com menos tempo para trabalhar, há uma inclinação natural para desperdiçar menos tempo e o foco naquilo que é mais importante torna-se decisivo. A constatação é de que menos tempo, produz mais qualidade.

Mais tempo livre, implica melhor qualidade de vida menos absentismo (com a possibilidade de usar um dia na semana para tratar de assuntos pessoais), mais atividade e negócio para as atividades comerciais da comunidade onde se inserem estas empresas, menos custos operacionais, mais satisfação pessoal, realização humana e familiar e, decorrentemente, mais produtividade, menos desperdício e mais lucros para as empresas que adotam as semanas de quatro dias.

Fonte:
http://www.nytimes.com/2012/08/19/opinion/sunday/be-more-productive-shorten-the-workweek.html?_r=1

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Proposta empresarial para “mês livre”

E se as empresas reservassem o mês de junho para que cada colaborador trabalhasse livremente num projeto seu, livre de coordenações, chefias ou limitações, dentro da sua área de negocio e com um orçamento limitado mas razoável? Todo o fluxo normal e anualmente programado de trabalho seria desenhado por forma a deixar este mês de junho livre e aberto a quem todos o pudessem usar para explorarem as suas próprias ideias.

Os colaboradores em junho teriam liberdade para trabalharem nesses projetos de forma individual ou juntando-se a outros que julgassem importantes para o seu sucesso. O objetivo seria dar aos colaboradores formas de melhorar os produtos existentes ou de lançarem um novo produto, um novo modelo de negócio ou algo de completamente diferente. Julho seria o mês em que cada um destes empreendedores apresentaria o resultado do seu esforço a toda a equipa, reservando-se para tal um dia específico.

O método aumentaria de forma dramática a criatividade das equipas, com um bom elemento de divertimento e boa moral, permitindo aumentar os níveis de produtividade, já que cada um estaria essencialmente trabalhando no seu próprio projeto.

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Na luta Ariane 5ME/Ariane 6 vencem (por ora…) os alemães

Elon Musk, o CEO da norte-americana SpaceX avisou os europeus que se querem que a Ariane Espace continue a existir têm que abandonar o Ariane 5 e construir um seu sucessor capaz de competir com o Falcon 9 da SpaceX. Musk é certamente parte interessada, mas a sua declaração de que “os custos de produção do atual foguetão irão matar a Ariane como uma entidade comercial” está completamente correta.

Elon Musk desafia os europeus – que por estes dias decidem os próximos projetos da sua agência espacial, a ESA – a avançarem para o Ariane 6 e a deixarem para trás o Ariane 5, um foguetão extremamente fiavel (atualmente com 50 lançamentos bem sucedidos seguidos) e preciso, mas muito dispendioso de fabricar e que apenas permanece competitivo no mercado internacional de satélites graças a subsídios por parte das nações da ESA que ascenderam a mais de 217 milhões de euros entre 2011 e 2012. Atualmente, cada lançamento da atual geração Falcon 9 custa 60 milhões de dólares por lançamento, um preço muito mais baixo que o de um Ariane 5 e este preço ainda vai descer mais na próxima geração de Falcon 9…

O problema é que os Estados da ESA não parecem muito convictos quanto à forma de manter a Europa no muito agressivo (e agora mais que nunca) mercado comercial de lançamento de satélites… como com a crise do euro e dos países periféricos, os países do norte não têm uma visão comum e concreta para o futuro do continente no Espaço: a França continua a fazer pressão junto dos seus pares para o desenvolvimento do Ariane 6, um foguetão com métodos de fabricação e componentes mais baratos. O problema está em que a Alemanha (sempre a Alemanha…) está a bloquear a ESA, insistindo numa ótica mesquinha e sem visão de futuro que a ESA deve continuar a desenvolver o Ariane 5. A aprovação do orçamento quinquenal da ESA provou que a Alemanha é também aqui preponderante, tendo a tese francesa sido derrotada, ou na melhor das hipóteses adiada. A proposta alemã eleva ainda mais os elevados custos do Ariane 5 pelo desenvolvimento de uma nova versão, o Ariane 5ME (mid-life) com um estádio superior mais poderoso e a capacidade para o desligar e ligar.

Em teoria, com o Ariane 5ME a funcionar será mais económico desenvolver o Ariane 6, porque algumas das suas tecnologias serão criadas já com o 5ME… Na prática: logo se verá. Os projetos aeroespaciais tendem a ultrapassar os seus orçamentos…

Fonte:
http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-20389148

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Debate MIL: “Há alternativas ao euro?” (Apresentação por Renato Epifânio)

watch?v=PnzOV_TgOfg&feature=plcp

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Em defesa da Esterilização Química de Criminosos condenados

Em caso de crimes de sangue de grande gravidade (assassinatos, violação, pedofilia, assaltos com uso efetivo de armas ou que tenham provocado ferimentos graves nas suas vítimas), aplicar:
1. No condenado, a castração/esterilização química
2. Aplicar o mesmo método a todos aqueles que partilhem pelo menos 50% do material genético

O objetivo é dissuadir da prática de crimes violentos, por receio das consequências pessoais e por pressão familiar que daqui inevitavelmente advirá. Simultânea – e principalmente – as caraterísticas genéticas que estão na base das predisposições para o cometimento deste tipo de crimes serão anuladas na comunidade e a sua transmissão à descendência bloqueada.

Tal medida resulta dos trabalhos recentes numa nova disciplina intitulada de “Criminologia Biosocial” que cruza biologia, genética e neuro-ciência e da sua influência no comportamento criminoso.

Existem vários estudos que demonstram a ligação entre comportamento criminoso e genética, mas talvez o mais conhecido seja o da equipa de Louis Arseneault do Instituto de Psicologia de Londres que em 2003 apresentou o resultado de um estudo que durou cinco anos e que abrangeu gémeos com comportamentos fortemente anti-sociais. No total, mais de 1100 pares de gémeos foram estudados concluindo-se que fatores genéticos estavam por detrás de 82% desse tipo de comportamento enquanto que o Meio respondia por apenas 18%. Este estudo e outros semelhantes indicam que se o pai biológico se envolve em comportamentos criminosos é mais provável que a sua descendência exiba o mesmo comportamento. Dados que foram confirmados por estudo recentes sobre gémeos separados pouco depois do nascimento, o que permite eliminar os fatores ambientais desta equação.

Um tal sistema permitiria limpar a base genética das caraterísticas anti-sociais que estão na direta razão destes desvios comportamentais e, simultaneamente, dar às famílias um forte incentivo para que cuidem que nenhum dos seus próprios membros constitui um perigo serio para a sociedade. O sistema judicial seria assim refocado naquilo que realmente propela toda a vida: não as circunstancias, mas os genes. Obviamente, que haverá sempre crimes provocados por circunstâncias ou por desequilíbrios químicos, mas ambos podem ser tratados, ou por políticas sociais ou por via medicamentosa, mas ao fim de algum tempo de aplicação desta política, uma parcela muito significativa de toda a criminalidade haveria de desaparecer.

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A ESA aprova o orçamento para os próximos cinco anos (ExoMars, Ariane 5ME e Orion MPCV)

Ariane 5ME (http://www.cnes.fr)

Ariane 5ME (http://www.cnes.fr)

Os países membros da Agência Espacial Europeia (ESA) e o Canadá acordaram o orçamento da agência para os próximos cinco anos.

Entre os assuntos que estavam sobre a mesa destacavam-se o rover marciano ExoMars, a modernização do lançador Ariane 5 e a nave Orion da NASA. Além destes projetos, uma verba de doze mil milhões de euros estava também em discussão.

Em primeiro lugar, o ExoMars foi aprovado e com ele a participação russa no projeto (esperemos que não seja de mau agouro, dada a “maldição” russa em Marte). A Roskosmos vai contribuir com vários instrumentos, com o módulo de descida e com um lançador Proton para uma primeira fase, numa segunda fase (em 2018) o rover Pasteur será colocado no solo marciano por outro foguetão russo Proton.

A outra grande questão era o sucessor do Ariane 5, um foguetão extremamente fiável, mas caro e que agora está comercialmente ameaçado por uma série de lançadores indianos, chineses e privados (como os da SpaceX). A opção era criar um novo foguetão, mais barato (o Ariane 6) ou… não. E venceu a Alemanha, que preferia (ao contrário de França) uma melhoramento do Ariane 5 em vez de um novo engenho, o Ariane 6. Assim, em vez de um novo foguetão, a ESA vai desenvolver o Ariane 5ME a partir de 2008 e que deverá realizar a sua primeira missão entre 2012 e 2018.

As nações da ESA decidiram também continuar a suportar a ISS até pelo menos 2020 e contribuir para a concepção da cápsula Orion MPCV da NASA, a cápsula de reabastecimento norte-americana da ISS.

Fonte:

Voice of Russia

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O Reino Unido está a ponderar aplicar o conceito alemão dos “Mini Jobs”

Uma das medidas implementadas pelo governo de Schroeder na década de 1990 foi a adoção do conceito de “mini job”. Muito polémico, a sua concretização foi um dos fatores que contribuiu para o atual momento alemão de bom desempenho. Agora, o Reino Unido – a braços com uma taxa de desemprego galopante – está a ponderar também a sua adoção.

O modelo do “mini job” permite a criação de postos de trabalho com remunerações máximas de até 400 euros mensais e isenta-os do pagamento de impostos e contribuições ao Estado, simplificando a burocracia das empresas e promovendo a criação de novos empregos. O governo britânico está também a ponderar a limitação da carga fiscal apenas aos salários entre os 400 e os 800 euros por forma a aliviar a burocracia corporativa e a estimular o crescimento dos salários a valores superiores aos 800 euros.

O modelo não é contudo isento de pontos negativos… sabe-se pela experiência alemã que funciona, isto é que cria empregos, mas também se sabe que tende a bloquear um número considerável de trabalhadores em remunerações abaixo dos 400 euros, impedindo a sua progressão de carreira e vencimento, o que levou à introdução desse mecanismo de isenção fiscal entre os 400 e os 800 euros.

Atualmente, está ainda tudo nos gabinetes de estudo, mas o interesse britânico no modelo dos minijobs demonstram pelo menos uma vontade em fazer algo para reduzir o monstro do desemprego, uma vontade de caminhar no bom sentido e devia servir de ensinamento para quem (como o governo de Lisboa) não tem lançado nesta arena nenhuma proposta realmente significativa ou inovadora.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/londres-copia-minijobs-do-modelo-alemao_150427.html

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Trabalhar-a-partir-de-Casa: Um novo conceito de Trabalho

Atualmente, nos EUA mais de dez por cento da força laboral trabalha a partir de casa pelo menos uma vez por semana e 4.3% trabalha mesmo mais tempo a partir de casa do que do escritório. E estes são precisamente os trabalhadores mais produtivos das empresas, conforme demonstra um estudo recente da Universidade de Stanford.

Mas mesmo nos EUA – um dos países do mundo onde essa prática está mais disseminada – existe algum ceticismo e ideias feitas sobre esta forma de trabalho, havendo uma multiplicidade de políticas empresariais, frequentemente dissonantes. Por exemplo, algumas companhias de aviação – como a JetBlue – colocam todo o seu call center em casa, enquanto outras utilizam mecanismos mais convencionais, ora fazendo outsourcing, ora colocando o call center em inhouse.

Um dos estudos mais interessantes sobre as vantagens de trabalhar a partir de casa foi conduzido recentemente pela grande agência de viagens chinesa Ctrip, baseada em Shangai e tendo mais de 13 mil colaboradores. A empresa estava a enfrentar problemas decorrentes do aumento explosivo dos custos com espaço de escritório na China e com uma elevada taxa de atrição. Assim, lançou um projeto piloto que reuniu 255 trabalhadores que cumpriam um certo número de requisitos (voluntários, estarem na empresa há pelo menos seis meses, terem acesso de banda larga e uma sala que podiam reservar a essa atividade). Depois, dividiram esses voluntários em dois grupos: os que tivessem nascido em dias pares trabalhavam a partir de casa quatro em cada cinco dias e os restantes ficavam no escritório. Ambos os grupos mantinham os mesmos supervisores (que ficavam todos no escritório) e trabalhavam nos mesmos horários, por forma a simplificar todas as comparações. Após nove meses, a Ctrip observou que se tinha registado um aumento de produtividade de 12% naqueles que estavam em casa, comparados com os que permaneciam no escritório. Deste aumento, 8.5% resultava de um aumento do número de horas trabalhadas (devido a menos pausas e faltas por doença) e 3.5% do aumento bruto de performance medida ao minuto (possivelmente porque estes trabalhadores operavam em condições mais propicias à sua concentração). Nenhum elemento negativo foi observado, nem mesmo no que concerne à comunicação interna. Registou-se uma redução de 50% da taxa de atrição neste grupo e o seu nível de satisfação aumentou. Quando o estudo terminou, nove meses depois, a Ctrip decidiu estender este grupo “trabalhar-a-partir-de-casa” e várias centenas aderiram, cumprindo sempre as mesmas condições inicialmente delineadas. Observou-se então que os empregados mais produtivos tendiam a pedir para trabalharem a partir de casa, enquanto que os menos preferiam ficar no escritório…

Este estudo abordou um tipo de trabalho muito especifico (o dos Call Centers) onde é relativamente fácil medir produtividades, mas os conceitos aplicam-se a muitas outras profissões e atividades, assim como as vantagens do que concerne a espaço de escritório, custos de transporte em tempo e dinheiro, motivação e produtividade e não existe nenhuma razão pela qual uma organização pública ou privada não esteja hoje a – pelo menos – estudar a aplicação desta metodologia nos seus métodos de trabalho.

Fonte:
http://www.wired.com/wiredenterprise/2012/08/working-from-home-youre-a-better-worker

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A Sociedade do Medo

http://www.escolapsicologia.com

As sociedades ocidentais contemporâneas são formatadas por forma a que os cidadãos sejam condicionados na sua ação pública e na sua intervenção tornando-os em meras entidades passivas da Sociedade Civil, agentes bovinizados de quem não se espera mais que “sigam”, as Modas, as Opiniões fabricadas por uma clique reduzida de “fabricadores de opiniões”, mais ou menos dependentes do Poder e ascendo e descendendo regularmente ao seu pináculo.

Estas sociedade bovinizadas, passivas e latentes cumprem na perfeição o jogo dos Grandes Interesses, que movendo-se hoje nos círculos da Alta Finança e da Especulação Bolsista mandam nos governos eleitos em eleições cada vez mais formais e alternadeiras que vivem da previsibilidade dos resultados e da fidelidade dos seus vencedores-alternadeiros. Espera-se que os eleitores se abstenham em massa ou que, quando não o fazem, que votem alternadamente nos “partidos do arco da governação”. O sistema resiste à aparição de novos agentes políticos e premeia os existentes pela sua fidelidade concedendo-lhes benesses que premeiam aqueles que são capazes de irem contra os interesses dos seus próprios eleitores com cargos sumptuosos, bombásticos e esvaziados de utilidade na ONU, FMI, OCDE, BCE, CE, ou outro qualquer malfadado acrónimo do Sistema.

Perante sociedades civis cada vez mais entorpecidas e passivas, os Grandes Interesses afirmam de uma forma cada vez mais poderosa o seu Império, usando os Media para condicionar o pensamento livre e independente e o Medo (pela fome, pelo desemprego, pela crise, pela guerra, etc) como ferramenta para travar a contestação social.

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Medo.

Medo. Os portugueses vivem no Medo. Condicionados ainda por séculos de Inquisição e décadas de Salazarismo têm medo de falar, mas sobretudo de Fazer e Pensar. Conseguem desperdiçar horas e horas falando de coisa nenhuma vacuidades inconsequentes ou protestando e clamando contra isto e aquilo nos cafés, nos escritórios (e quanto se perde assim em produtividade…) ou em família, mas quando se trata de Fazer, produzir Pensamento de – em suma – levantar o rabo do sofá: não estão disponíveis e têm Pavor de quem não pensa como eles.

Estes são os “portugueses pequeninos” que não só deixaram que Portugal – pais milenar – chegasse ao ponto fatal onde chegou como foram cúmplice ativos, pela sua falta de ambição, participação, ousadia e capacidade de pensamento. Descreio no futuro deste país e destes portugueses. Estamos exatamente onde merecemos: merecemos completamente continuar a ser sodomizados pelos alemães e demais europeus do norte e não há nada a fazer, tal é o grau quase unânime de bovinismo nacional.

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Stefan Zweig sobre o Brasil: “Não estamos dispostos a reconhecer uma classificação de valor de acordo com o valor industrial, financeiro e militar de um povo, mas sim avaliar o grau de superioridade de uma nação pelo seu espírito pacifico e humanitário”

Stefan Zweig (http://www.haaretz.com)

Stefan Zweig (http://www.haaretz.com)

“Não estamos dispostos a reconhecer uma classificação de valor de acordo com o valor industrial, financeiro e militar de um povo, mas sim avaliar o grau de superioridade de uma nação pelo seu espírito pacifico e humanitário.”
Stefan Zweig sobre o Brasil

E poucas nações além do Brasil têm de facto esse registo, especialmente nas últimas décadas. Talvez até em excesso, diremos nós, porque a atitude diplomática e internacional do Brasil parece caraterizada por uma certa timidez que não permite que essa grande nação lusófona assuma o seu devido lugar entre os grandes deste mundo.

Assim como a CPLP, o Brasil deve afirmar o seu justo lugar no mundo pela diferença: afirmando o seu caráter pacífico, mas não cobarde, a sua força tranquila mas decidida e a competência para dirimir conflitos e estabelecer pontos que lhe veio da matriz portuguesa… sobretudo, o Brasil deve ser capaz de se alavancar na CPLP para alcançar esse novo, mas merecido, patamar de notoriedade internacional e usar essa exemplar organização internacional (unida pela cultura, solidariedade e língua) como plataforma para influenciar e deixar-se influenciar no mundo.

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A NASA vai lançar em 2016 um novo Lander para Marte

Missão InSight (http://i.space.com)

Missão InSight (http://i.space.com)

A NASA vai lançar em 2016 um novo Lander para Marte. A missão tem a designação de “InSight” e terá como objetivo estudar o solo do Planeta Vermelho procurando determinar se o núcleo do planeta é sólido ou líquido e confirmar as observações recentes que apontam para a existência de tectónica de placas, tornando assim Marte o segundo planeta no Sistema Solar com essa caraterística.

Sendo um Lander, a missão não será tão espetacular como rover “Curiosity” mas confirma a posição de Marte como uma das prioridades da exploração espacial conduzida pela agência espacial norte-americana e que na década de 2030 se há de materializar no envio de uma missão tripulada ao Planeta Vermelho.

Fonte:

http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2728735&seccao=Tecnologia

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Levantar a bunda do sofá é preciso, mas isso não vai acontecer.

Já o disse, mas nunca na quantidade suficiente: se chegamos até ao ponto de quase morte de uma nação milenar isso não é da responsabilidade de uma classe política inepta ou de uma elite social, económica e inteletual irresponsável, corrupta e arrogante. Isso deve-se fundamentalmente à responsabilidade dos cidadãos – anónimos – de Portugal.

Foram estes cidadãos que num silencio ou passividade cronicas levaram Portugal ao ponto de quase-morte. Os mesmos cidadãos que “não têm tempo” para pensar, para levantarem os seus gordos rabos dos sofás e irem votar, participar na vida associativa e cívica das suas associações e comunidades locais, inscreverem-se em partidos e muda-los por dentro e que preferem gastar quatro ou cinco horas a falar inconsequentemente de política nos seus locais de trabalho. São estes cidadãos que nunca estão disponíveis para nada, porque “não têm tempo”, mas que depois deixam provas nos seus murais de facebook de que afinal têm tempo, e de sobra, para publicarem correntes e mais correntes e infindas fotografias de gatos ou outras vacuidades copiadas a terceiros.

Chegamos à beira do fim por culpa desta atual de portugueses. De portugueses jovens que julgando-se a “geração mais preparada” de sempre, do alto dos seus inúteis canudos de mestrados em marketing social ou doutoramentos em engenharia de golfe ou em artes interpretativas, exigem “emprego”, recusam sair de casa dos pais antes dos cinquenta e têm uma aversão doentia ao risco e imaginação zero. De portugueses lentos, medrosos e anafados que tudo fazem para eleger a comida e intermináveis narrações das suas aventuras em restaurantes como o ponto focal de todos os encontros sociais, ad nausea. De reformados dourados que passeiam os seus rabos gordos e enrugados pelas mesas dos cafés e restaurantes das avenidas novas, sugando a sua generosa parcela dos descontos ao trabalho a que “têm direito” devido às suas carreiras contributivas (tantas vezes obtidas de forma obscura) ou a generosas reformas antecipadas aos 55 anos.

Não culpem os políticos: culpem esta geração que hoje vive, de todas as idades, pelo ponto onde chegamos. Foram eles que deixaram as elites em roda viva e se demitiu das suas responsabilidades e deveres perante todo um milenar rol de gerações passadas.

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Em Defesa de um Plano de Estímulos para uma “Economia Verde”

Já o escrevi várias vezes e correndo o risco de me tornar repetitivo vou tornar a regressar ao assunto: Portugal não vai sair da atual Depressão económica sem que seja aplicado um intenso, decidido e bem orientado programa de estímulos e incentivos económicos. Em Portugal não podemos mais correr o risco de desperdiçar tempo ou dinheiro: Já gastamos tempo suficiente nos últimos vinte e cinco anos, ora culpando o “pai” (Salazar, o Antigo Regime ou a Inquisição) ora culpando o padrasto (a “União Europeia”, a “Europa”, a Globalização ou o neoliberalismo). Já o escrevi várias vezes e correndo o risco de me tornar repetitivo vou tornar a regressar ao assunto: Portugal não vai sair da atual Depressão económica sem que seja aplicado um intenso, decidido e bem orientado programa de estímulos e incentivos económicos.

Em Portugal não podemos mais correr o risco de desperdiçar tempo ou dinheiro: Já gastamos tempo suficiente nos últimos vinte e cinco anos, ora culpando o “pai” (Salazar, o Antigo Regime ou a Inquisição) ora culpando o padrasto (a “União Europeia”, a “Europa”, a Globalização ou o neoliberalismo). Não negamos a influência determinante desse fatores do nosso subdesenvolvimento crónico, mas chegou a altura de vencer esse complexo de adolescência (anacrónico num país com mil anos de existência) e pegarmos o nosso próprio destino coletivo nas mãos.

Não podemos, não devemos,  continuar a aplicar camada sobre camada de tapetes de austeridade, esmagando cada vez mais a economia nacional com impostos desproporcionados, com um Estado opressivo e disfuncional (porque centralizado e sequestrado pela partidocracia) e com estratégias nacionais corrosivas que servindo os interesses dos credores internacionais e dos países do norte da Europa (na estafada lógica Cavaquista do “bom aluno”) prejudicam seriamente o país e a sua capacidade para construir uma sociedade livre, dinâmica e prospera. Não busquemos lições ou conselhos no exterior. Saibamos dar o nosso próprio “Grito do Ipiranga” e declaremos a soberania nacional contra esses interesses externos que querem reger (e que hoje, efetivamente, nos governam em regime de “protetorado dos credores” = Troika).

Portugal tem partir simultaneamente por duas vias: na limpeza de balanço, declarando bancarrota parcial e recusando pagar a dívida imoral que décadas de irresponsabilidades e demissão popular dos deveres de vigilância e sufrágio deixaram instalar e implementar um plano nacional de estímulo económico que centrado em dois eixos: o Mar e a Economia Verde nos permita reconstruir o tecido produtivo e adquirir a soberania económica que deixamos transferir para fora das nossas fronteiras em troca de uma aparente riqueza e prosperidade.

Já discorremos amplamente, noutros artigos, sobre a necessidade de erguer uma política nacional do Mar, com estímulos financeiros e económicos à génese e desenvolvimento das atividades tradicionais ligadas ao Mar (Pesca, Portos, construção naval, transportes marítimos) e de atividades ditas de “terceira geração” (aquacultura, energia offshore, portos de transbordo offshore, recursos minerais, etc).

Mas num país tão dependente das importações de energia, tão descarnado de atividades produtivas do setor primário, há que complementar essa abordagem de um estímulo marítimo com um igualmente audaz plano de promoção a uma “Economia Verde” que nos liberte do jugo das importações de petróleo e gás e de energia elétrica de Espanha e França.

O bom trabalho desenvolvido no tempo do Socretismo tem que ser continuado, desta feita em termos mais sustentáveis e sem favorecer os “grandes interesses” (protagonizados hoje pela chinesa EDP e pela espanhola Endesa), mas promovendo a “auto-geração” por parte de pequenos e médios produtores nacionais e transferindo para estes os escandalosos subsídios estatais às grandes multinacionais do ramo e que são as tão criticadas “rendas excessivas” que a todos nos oprimem.

A descentralização, multiplicação e promoção de produção elétrica autónoma, sustentável e renovável deve ser estimulada, permitindo que este programa de estímulo chegue não a um pequeno grupo de empresas multinacionais estrangeiras, mas a um amplo leque de cidadãos, empreendedores e dinâmicos, capazes de entregar ao país a soberania energética que este nunca teve e de simultaneamente alavancar o desenvolvimento de uma indústria e ciência na área das energias renováveis realmente nacionais.

Em simultâneo, os transportes (públicos e particulares) devem ser alvo de um plano correspondente: promovendo transportes públicos baratos, amplamente disponíveis e ecologicamente sustentáveis. Complementarmente, a extensão da já existente rede de tratamento de resíduos e do seu reaproveitamento e sobretudo um plano de incentivos fiscais (IVA e IRS) à realização de obras que melhorassem o isolamento térmico e o rendimento energético de milhões de habitações em Portugal. Além de dinamizar o dormente setor da construção, o maior gerador de desemprego em Portugal, estas obras dinamizariam os meios locais, não em grandes (e caras) obras “hidráulicas”, mas numa multidão de pequenos melhoramentos que beneficiariam dezenas de pequenas e médias empresas em vez de uma quantas grandes empresas do setor.

Uma projeção recente, feita pela OIT para Espanha estima que se o país vizinho conseguisse gerar até 20% da sua energia por fontes renováveis seriam assim criados mais de vinte de 120 mil novos empregos, isto em menos de oito anos. A construção de uma rede elétrica para uso de veículos de transporte adaptados geraria, por sua vez, outros 770 mil empregos. A OIT faz um projeção idêntica quanto à reabilitação do rendimento energético das habitações (a maior fonte de desperdício energético em Portugal) estimando que a reabilitação de 25 milhões de habitações criaria mais de 1.3 milhões de empregos. A gestão de resíduos, por sua vez, criaria cerca de 30 mil empregos até 2016. O estudo não inclui Portugal, mas não é difícil amplificar estas conclusões e estimar que existe na aplicação de um “Plano de Estímulos para uma Economia Verde” a decorrer nessas várias frentes: Energias Renováveis, Mar, Resíduos, Transportes Sustentáveis e eficiência energética traria um forte impulso à economia nacional, alavancando a sua saída desta asfixiante depressão, quebrando o ciclo infinito de austeridade-depressão em que agora estamos imersos.

Fonte:
http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1559397&utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

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Os engonhadores

São aqueles que não comem, nem deixam comer. Que vegetam nas empresas, nas escolas, nas famílias e nas associações e movimentos, arrastando pelo peso da sua gordura (lenta, ineficiente e medrosa) tudo atrás de si até ao imobilismo. São eles que ocupam postos de trabalho no Estado e nas Empresas enquanto um milhão de desempregados desespera por provar a sua utilidade social e que devoram o dinheiro dos nossos impostos (no funcionalismo) ou o esforço e empenho daqueles que mantém as empresas vivas na esfera das empresas privadas.

Estas sanguessugas são as mesmas que – no peso da sua esmagadora maioria – arrastaram Portugal até à beira de um abismo e o ancoraram aqui de uma forma que atualmente parece impossível de tirar. Os engonhadores levaram o país até ao ponto de Quase-Morte e aqui o mantém preso pela simples força do seu gorduroso peso esmagador.

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A alternativa islandesa

No ocidente, existiram pelo menos três modelos de resposta à turbulência financeira que assolou o globo depois de 2008: a resposta nem-sopa-nem-peixe de Obama que levou a uma retoma anémica: a resposta punitivo-austeritária de Merkel seguida caninamente por Passos e… a resposta islandesa.

Recentemente, o FMI elogiou os resultados da resposta islandesa à crise: em 2011, a economia cresceu 2.6%, um feito que foi repetido em 2012. Consequentemente, o desemprego caiu e os rácios da dívida pública e externa melhoraram significativamente.

Moral da História: punir criminalmente os responsáveis, declarar bancarrota controlada e recentrar uma economia excessivamente financeirizada numa economia produtiva resulta. Mas para isso Passos teria que não ser Passos, nem Portugal uma colónia germânica.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=581293

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Descreio profundamente de Portugal e dos Portugueses

Vamos rebentar e de forma sonora. Com sorte, levaremos connosco para o abismo da voracidade neoliberal alguns europeus do norte, com azar, cessaremos de Ser sem bufar, estrondosamente (porque um pais milenar não morre sem estrondo), mas sem deixar legado para os tempos futuros.

E vamos finar-nos porque merecemos desaparecer pela nossa passividade bovina, pelo corporativismo sindical crónico, pela recusa a combater o Medo e pela falta de ambição e de pensamento crítico. Malditos sejamos todos pela nossa incapacidade de vencer estes bloqueios atávicos da sociedade portuguesa – aqueles que têm a energia mental bastante para refletirem nestas questões – malditos sejam, também, aqueles que se deixaram transmutar de Seres Humanos em Bovinos ruminantes e passivos.

Recentemente, em conversa com Garcia Leandro rebati a sua opinião de que Portugal estava a morrer e que esse processo era irreversível. Agora, contudo, dou-lhe razão e ainda vou mais além: Portugal não está a morrer. Já morreu e aquilo onde vivemos hoje é só apenas uma sombra daquele país chamado Portugal que não existe mais e que feneceu algures nos idos de oitenta.

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Governação Aberta: uma forma alternativa de governação para Estados, Autarquias e Partidos Políticos

A Governação Aberta (em inglês “Open-source governance” é uma filosofia política que defende a aplicação à política das mesmas filosofias inventadas e desenvolvidas pelos movimentos que no meio da Internet e das Ciências da Computação deram origem a sucessos como Mozilla Firefox, o Linux, o MySQL ou o Apache. Emulando as filosofias destes movimentos, esta nova forma de fazer política permite que os cidadãos participem no processo de criação de novas políticas ou na alteração de políticas existentes da mesma forma que qualquer cibernauta pode participar numa página Wiki, na Wikipedia ou em qualquer plataforma que suporte este formato. Desta forma, o processo legislativo fica aberto os cidadãos, aplicando-se o principio do “crowdsourcing” (o “sabedoria das multidões”) que hoje começa a demonstrar o seu valor em muitos projetos empresariais. No processo, ficamos com uma democracia mais dinâmica e aberta.

Existem várias interpretações sobre como se pode transpor este conceito para a realidade, sendo que nas próximas linhas iremos apresentar a nossa própria interpretação do termo “Governação Aberta”:

1. Uso de Ferramentas colaborativas: Algumas ferramentas colaborativas como o IdeaScale, onde criamos a comunidade OpenPortugal que permite a submissão de ideias, votar nas mesmas e adicionar comentários. Para submeter ideias num site que funciona gratuitamente de forma quase ilimitada, basta escolher um título, dar uma breve descrição e escolher uma campanha (finanças, segurança social, empresas, etc). Depois de submetida, a ideia fica disponível para receber votos positivos ou negativos e regularmente são enviados relatórios por email a todos os participantes de cada grupo. Um sistema deste tipo, implementado com um peso relativo (por exemplo reservando para este um peso global na votação parlamentar de 20%) poderia democratizar a tomada de decisões políticas, abrindo à sociedade civil os claustros legislativos, hoje monopólio exclusivo de uma reduzida clique partidocrática.

2. Criar um site Wiki (devidamente moderado) e organizado por seções abertas a quem na Sociedade Civil estivesse capacitado ou certificado para produzir opiniões informadas e de qualidade (dirigentes associativos, académicos, investigadores universitários, autores com um certo número de edições vendidas, etc). Esta “Wikipédia do processo legislativo” seria uma ferramenta importante para abrir à sociedade civil o processo legislativo e melhorar a qualidade da vida democrática nacional.

3. A vida interna dos partidos político poderia beneficiar da utilização dos mecanismos de votação como o IdeaScale e de páginas Wiki para a elaboração de propostas e alternativas de governação. Um partido que incorporasse formas de governação aberta seria uma espécie de entidade coletiva, regida por referendo e online, algo que não foi ainda ensaiado em grande escala, mas que encerra em si a promessa de uma revolução na participação democrática na vida dos partidos e de dinamização das dormentes sociedades civis da atualidade. Um tal modelo de governação interna dos partidos poderia inclusivamente ser aberto a simpatizantes e cidadãos não identificados com nenhum partido, ampliando o papel da sociedade civil na elaboração de novas políticas e cativando novos elementos para o seio da organização com esta política de completa transparência e abertura cidadã.

4. Wikis avançadas: o modelo clássico de um site Wiki pode não ser suficientemente elaborado para permitir a sua utilização no contexto de uma Governação Aberta. Assim, um sistema Wiki, aberto como o modelo convencional, mas incorporando tags semânticas, diferentes níveis hierárquicos de controlo de conteúdos e scoring de de editores e moderadores pode ser exigido numa segunda fase (mais madura) da implementação de Wikis para a produção de Legislação ou de Propostas políticas.

5. Distribuições Locais: Desde há muitos anos que defendemos o modelo da Regionalização Municipalista como forma alternativa de Regionalismo e como cura radical para o problema do Centralismo que bloqueia desde há décadas o nosso desenvolvimento. Neste modelo de descentralização administrativa e democrática, o estabelecimento de um quadro legislativo local surge naturalmente em posição de destaque mas o problema de a partir de um dado momento termos uma multidão de quadros legislativos fragmentários ou (pior) incompatíveis impõe-se. Num modelo tão descentralista como aquele que advogamos (e que busca a sua inspiração direta na proposta agostiniana de tornar Portugal numa “federação de municípios independentes”), a produção de Leis locais, provenientes das Leis nacionais, mas sempre compatíveis num quadro constitucional comum é fundamental e encontra no modelo de “Distribuição Wiki” a sua solução: à semelhança das “distros” de Linux, um quadro normativo comum, com leis e normas municipais seria distribuída e atualizada regularmente a todos os municípios que depois, por processos democráticos, abertos e colaborativos as adaptariam às suas necessidades e idiossincrasias locais. Obviamente, apenas uma percentagem dessas leis “distribuídas” seriam efetivamente alterada e aquelas que o fossem sê-lo-iam de forma apenas parcial.

Conclusão:

A implementação de mecanismos de Governação Aberta ao nível de um Estado, Autarquia ou de Partido Político ou Associação apresenta várias vantagens: aumenta de forma radical a quantidade de pessoas que tomam parte no processo de definição de posições e através de técnicas de “crowdsourcing” pode aumentar a qualidade destas posições ou do próprio processo legislativo. A Governação Aberta é uma forma de democracia direta, adaptada aos tempos digitais e de acesso ubíquo à Internet, ampliando o espaço de participação e deliberação e encerra em si mesma a promessa de vivificação e dinamização de uma Sociedade Civil entorpecida e sequestrada pelos Interesses que se movem em torno da partidocracia e que nas democracias ocidentais repelem números crescentes de cidadãos de uma vida cívica ativa e plena, permitindo assim que pequenas castas familiares de “políticos profissionais” prosperem, usando (e sendo usados) pelos Media e pelos Grandes Interesses que governam efetivamente, na sua sombra.

Fontes:

http://en.wikipedia.org/wiki/Open-source_governance
http://openportugal.ideascale.com/

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O novo bombardeiro russo PAK-DA não será hipersónico, como se acreditava previamente

A Rússia está a trabalhar no projeto de futuro bombardeiro PAK-DA. O aparelho não será hipersónico segundo declarações recentes do Tenente-Gemeral Anatoly Zhikharev o que contraria algumas informações anteriores nesse sentido.

O primeiro protótipo do PAK-DA deverá voar até 2020 e será assim um aparelho supersónico, sem as tecnologias ramjet ou scramjet que um avião hipersónico exigiria.

Este projeto decorre de uma ordem do presidente russo Vladimir Putin de junho de 2011 para o desenvolvimento de um novo bombardeiro de longo alcance que não deverá substituir a envelhecida frota de aparelhos Tu-95MS e Tu-160 mas antes complementa-la, ficando assim no ar a possibilidade de a Rússia vir a desenvolver um segundo tipo de bombardeiro supersónico, capaz de transportar misseis de cruzeiro, mas de mais baixo custo e de médio alcance.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/new-russian-bomber-will-not-be-hypersonic-45484/

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Merkel Mentirosa

http://www.energie-fachberater.de

Na visita de Angela Merkel a Portugal, no passado dia 12 de novembro, a chanceler alemã deixou a nota de que o banco público alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) iria ajudar à constituição de um banco de fomento em Portugal. A promessa, feita diante de milhões de Portugueses e do seu “bom aluno” Passos deixava nas entrelinhas que se trataria de um apoio financeiro. Não técnico (área onde Portugal tem melhores técnicos que a Alemanha), nem moral, mas em capital, que abunda na Alemanha (que o obtém a juros negativos (!) Nos Mercados). Mas não. Merkel ou mentiu ou falou cedo demais, porque poucos dias depois lá vinha o KfW avisar que não… que só iria dar “assistência técnica e na definição do conceito”. Ajuda zero, portanto. A alemanha, merkel e a “ajuda” europeia ao nível do seu pior.

Fonte:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=590701

Categories: Política Internacional, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Uma Ode ao Portugal dos Pequeninos (estou farto I)

Vamos falar baixinho. Não pensemos em nada que diga respeito à vida cívica, política e social. Sejamos “cordatos”, não protestemos, nem pensemos sobre tudo o que nos diz respeito, apenas sobre os nossos interesses pessoais ou mais imediatos (como os animais). Engordemos como porcos, insultando o privilégio de uma vida Humana e consumindo gorduras e calorias como se isso fosse a nossa principal ou única razão de Ser. Deixemos o domínio da vida humana plena (cívica e política) aos fabricadores de opiniões que todos os dias nos entram casa dentro pelas televisões nos cada vez mais breves intervalos entre notícias de Bola.

Inscrevamos todos os nossos filhos em equipas de futebol júnior e infantil, passemos horas das nossas atividades supostamente produtivas falando dos seus feitos (!) desportivos, debatendo inocuamente (como o Sistema gosta) política, dizendo mal de tudo e todos mas nunca (sobretudo!) Fazendo nada para mudar a situação que criticamos.

Mereçamos, o Negro ponto onde estamos e deixemos que o sangue vertido pelos nossos antepassados escorra pelas sarjetas para o mais anónimo dos esgotos correndo para o norte da europa, de quem nos tornaremos um país de criados de mesa ou de pedintes crónicos. Esmolemos os seus Neo-Marcos (ou “pós-Euros”) em salários de miséria ou esmolas quando visitarem este enorme Clubmed que os Bildeberguianos desenharam para nós e que este povo de bovinos, bovinamente, aceitou ser.

E de permeio, não nos esqueçamos de mugir. Assim, certamente que seremos suficiente “cordatos” para agradar ao Poder. Ou não. Porque esse Poder é supremamente indiferente a nós, desde que não nos revoltemos e aceitemos ser um Portugal dos Pequeninos enquanto lentamente nos evaporamos entre loas passistas às mágicas virtudes raciais dos povos do norte e sob camada sucessiva de esbulho fiscal gaspariano.

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Em Defesa de um Dia Semanal de Jejum

A simples declaração de um dia semanal de jejum a nível nacional poderia contribuir para a resolução da epidemia que hoje assola mais de 300 milhões de pessoas no mundo desenvolvido e que consome mais de dez por cento das despesas públicas.

Assim se obteriam também uma população mais saudável, menos dependente dos sistemas de saúde (os casos de diabetes estão a subir em flecha na Índia e China) e todo o consumo de energias fósseis para a exploração, distribuição e armazenamento seria automaticamente reduzido. Existem também vários estudos que provam que regimes alimentares de baixas calorias (como os de Okinawa, no Japão) produzem um efeito notável na longevidade da população.

Ver ideia em OpenPortugal

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A Islândia prossegue o seu processo de revisão constitucional por crowsourcing: um exemplo para Portugal?

Depois de ter dado o exemplo ao mundo pela forma corajosa com que enfrentou a crise financeiro e alavancou uma saída firme da depressão económica (e sem aplicar a perigosa receita austeritária que Merkel impôs a Portugal), eis que a Islândia torna a dar um exemplo de cidadania: em 2011 convidou os seus cidadãos a participarem no processo de redação da nova constituição do seu país usando técnicas de crowdsourcing e aceitando contributos via Twitter e Facebook, num total de 3600 e mais de 300 comentários no site especialmente criado para esse efeito.

O produto deste trabalho colaborativo foi apresentado a votos este ano e, compreensivelmente, logou recolher um apoio de dois terços da população num referendo recentemente apresentado à população islandesa.

Este processo islandês de revisão constitucional começou no decurso da crise financeira de 2008 quando os cidadãos do país exigiram à classe política uma total reorganização do sistema político.

A fase seguinte será levar esta nova constituição a uma votação parlamentar que colocara por fim a nova constituição em vigor.

Ainda que todo este processo tenha decorrido num pais com apenas 320 mil habitantes, em tese, com mais tempo e mais recursos, nada obsta a que seja também aplicado num país da escala de Portugal, conseguindo-se no processo, um quadro legislativo mais próximo e sufragado por um grande número de cidadãos, independente de negociatas mais ou menos obscuras entre partidos políticos e os interesses económicos que se movem na sua sombra.

Fonte:
http://www.scientificamerican.com/podcast/episode.cfm?id=iceland-crowdsources-its-constituti-12-11-15

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O Brasil vai começar a receber veículos blindados VBTP MR “Guarani”

O exército brasileiro e a Iveco acordaram na compra de 86 VBTP MR veículos blindados de rodas “Guarani”.

Estes 86 veículos serão os primeiros de uma aquisição que chegará às 2044 unidades a serem construidas e entregues ao exército brasileiro a um ritmo de cem unidades por ano.

Simultaneamente, irão ser também adquiridos 4170 camiões e 30 lançadores de mísseis Astros 2020.

O Guarani é o resultado de um desenvolvimento conjunto do exército brasileiro e da Iveco que haveria de resultar num veículo anfíbio blindado de seis rodas capaz de realizar um amplo leque de missões, desde reconhecimento armado, transporte a até suporte de fogo. O Guarani vai substituir os numerosos Urutu e Cascavel da década de 1970 e tem já pelo menos um cliente internacional: a Argentina.

E agora pergunto eu: não seria bom se em vez da Iveco o Brasil tivesse desenvolvido uma variante local do Pandur e que Portugal e Brasil tivessem uma central de compras única, capacitando produção local, desenvolvimento conjunto e aumentando assim a capacidade negocial junto do fabricante?…

Fonte:
http:/www.defpro.com/news/details/38303/

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Em defesa do “Imposto Nutella” em França: um imposto ecológico e contra a praga da obesidade

Nutella = Obesidade (http://pcmlifestyle.com)

Nutella = Obesidade (http://pcmlifestyle.com)

Uma das maiores pragas da Idade Moderna é… a obesidade. Especialmente, nos países mais desenvolvidos esta verdadeira epidemia causa uma quebra da longevidade e da qualidade de vida dos cidadãos e representa um peso cada vez mais opressivo sobre os sistemas de saúde.

Começa assim a desenhar-se a necessidade de os governos regularem os excessos neste campo. Em França, particularmente, estão a fazer-se avanços muito significativos nesse campo com uma medida recente do Senado francês que vai atacar diretamente todos os produtos ricos em óleo de palma aumentando a carga fiscal sobre os mesmos (como os da Nutella). Esta medida segue-se a outras semelhantes lançadas recentemente sobre bebidas energéticas e o consumo de cerveja. Segundo Yves Daudigny, o socialista promotor da iniciativa “este perigoso ingrediente é um dos componentes do chocolate mas também se utiliza na elaboração de outros produtos, como saladas e doces para crianças” estando na origem – juntamente com outros produtos – no aumento do número de obesos e de pessoas com doenças cardiovasculares. No total, o governo francês espera faturar 40 milhões de euros com este imposto.

Além dos problemas de saúde pública que representa, o óleo de palma também tem levado à desflorestação de várias regiões do mundo, sobretudo em zonas tropicais como a Indonésia, o maior produtor mundial de óleo de palma, razão pela qual este imposto faz sentido a vários termos e devia ser emulado também entre nós.

Fonte:
http://www.publico.pt/Sociedade/guerra-aberta-a-nutella-em-franca-1572535

Categories: maisdemocracia.org, Política Nacional, Portugal, Saúde, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | 1 Comentário

2011 foi o ano com mais baixa taxa de natalidade jamais registada em Portugal

Nunca houve em Portugal um governo que tivesse a visão ou a coragem para olhar de frente para o problema (potencialmente letal) da baixa natalidade lusa. A recentemente registada quebra inédita da natalidade em 2011 é assim – neste trágico contesto laxista – apenas o mais recente episódio de uma história de terror que se arrasta já à décadas…

Desde logo, esta quebra impossibilita a sustentação da Segurança Social uma vez que as reformas dos pensionistas são suportadas pelos descontos: a redução progressiva do número de contribuintes pela via da tão estimulada emigração (pela chusma de incompetentes que nos governa) e desta cada vez mais grave quebra de natalidade.

Para manter o seu patamar demográfico atual (ou seja, assumindo já as perdas das últimas décadas) Portugal precisaria de manter uma taxa de 2,1 filhos por mulher para ser assegurada a substituição de gerações, mas os números de 2011 levam-nos para 1,3 filhos por mulher, o que representa um défice de 50 mil crianças num único ano e que deveria desencadear um “plano nacional de natalidade” por parte de qualquer governação consciente e preocupada em fazer algo mais que agradar a Merkel ou à troika, algo que manifestamente, não temos.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/2012-vai-ser-o-ano-com-menos-bebes-de-que-ha-registo_155438.html

Categories: Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

Da Injustiça da Atribuição do Prémio Nobel da Paz à União Europeia

A recente atribuição à União Europeia do Nobel da Paz foi um dos fenómenos mais estranhos do nosso tempo: o prémio foi entregue a uma instituição cujos países são das maiores potências militares do globo e que exerce hoje um protetorado efetivo sobre dois dos seus membros (Portugal e Grécia) que nada tem contribuído para a paz social interna destes países.

Esta União Europeia (comandada por Alemanha cada vez mais xenófoba e egoísta) não é – de todo – o “campeão da paz antevisto por Nobel quando inscreveu no seu testamento a criação do Nobel da Paz.

Como bem enuncia o Gabinete Internacional para a Paz (que também critica esta atribuição) o Prémio Nobel da Paz deveria ser entregue “aquele que tenha feito mais ou melhor para a fraternização dos povos, a abolição e a redução dos exércitos permanentes, assim como a formação e difusão de conferências de paz”.

Ora não só a UE tem alimentado uma xenofobia e “lógica punitiva” dos países do norte da Europa para com os do Sul (quando eles beneficiaram e aprovaram os dislates dos políticos do sul, e logo foram cúmplices nestes) como não tem contribuído para a desmilitarização das relações internacionais, apoiando vários conflitos armados ou – pior – deixando que eles escaparem ao controlo, como sucedeu, por exemplo nos massacres do Uganda.

Fonte:
http://economico.sapo.pt/noticias/organizacao-defende-que-nobel-atribuido-a-ue-e-ilegal_155456.html

Categories: união europeia | 3 comentários

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