Paul Krugman: Porque recuperou a economia americana da Grande Depressão?

“Em meados de 1939 a economia americana tinha ultrapassado já a pior fase da Grande Depressão, mas a depressão ainda não havia terminado de modo algum. (…) o otimismo dos anos iniciais do New Deal tinha sofrido um golpe esmagador em 1937, quando a economia mergulhou numa severa segunda depressão.
No entanto, num período de dois anos a economia estava já a prosperar e o desemprego estava a baixar acentuadamente. O que tinha acontecido?
A resposta é que alguém começou finalmente a gastar o suficiente para voltar a impulsionar a economia. Esse “alguém” foi o governo, claro.
(…)
“Os gastos militares subiram em flecha enquanto os Estados Unidos se apressavam a substituir os navios e os armamentos enviados à Grão-Bretanha como parte de um programa de emprestimo e arrendamento e construiram rapidamente casernas militares. Para alojar os milhões de novos recrutas. À medida que as despesas militares criavam novos postos de trabalho e os rendimentos das famílias aumentavam, os gastos dos consumidores também aumentavam.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Por tímido que fosse (e era…) o programa de estímulo de Obama (menos de 2%) sempre foi melhor que qualquer coisa que se fez na Europa. Governos tibios, incapazes de firmarem posição comum contra uma Alemanha cada vez mais rica e imperial, deixaram que o Bundesban impusesse os seus dogmas monetaristas ao BCE e impedisse qualquer “pacote de estímulo”, por modesto que fosse…

O mundo e – mais especificamente – a Europa e Portugal precisam urgentemente de um grande e ambicioso programa de estímulos economico, direccionado à economia real e não ao opaco mundo financeiro e que seja rapaz de entregar à Europa a soberania energética perdida para os países produtores de petróleo. A Europa – e Portugal – em particular precisa de converter a sua economia baseada no petróleo numa economia assente em energias renovaveis e na eletricidade. Em particular, os sessenta por cento de importacoes de combustiveis para transportes têm que ser severamente reduzidos e a curto prazo, por forma a solidificar a recente deslocacao para o positivo da balança de pagamentos e assim, a prazo, comecar a pagar a dívida externa.

Investir na produção de energia eletrica a partir de fontes renovaveis (aerogeradores, ondas, biomassa, etc) tem que ser uma prioridade europeia e nacional. Mas este processo deve ser conduzido por forma a criar emprego na Europa e não na China… e sem dar “rendas” absurdas às empresas energéticas, mas promover a aparição de varios pequenos produtores independentes (ligados a uma rede comum e pública).

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Categories: Economia, Política Internacional | 1 Comentário

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One thought on “Paul Krugman: Porque recuperou a economia americana da Grande Depressão?

  1. Zangam-se as comadres descobrem-se as verdades:

    Dos anarco capitalistas para o capitalisya Krugman

    Paul Krugman é o porta-voz principal do keynesianismo em nossa era. Sua função é assegurar que os pagadores de impostos aceitem de bom grado entregar seu dinheiro para os governos socorrerem os grandes bancos multinacionais. Sempre que estes pagadores de impostos oferecem resistência, Krugman os ridiculariza, rotula-os de reacionários e os acusa de serem tacanhos de mentalidade estreita.

    Mas Krugman é esperto: ele sabe ocultar seus interesses. Em vez de se declarar abertamente como um defensor dos interesses dos grandes bancos, ele posa de defensor dos trabalhadores. Mas a realidade é inocultável: o socorro aos grandes bancos é a implicação inescapável das políticas que ele recomenda. Krugman é o melhor amigo dos banqueiros multinacionais. O mesmo pode ser dito sobre o seu colega de Princeton, Ben Bernanke.

    Podemos ver isso claramente em seu recente artigo, no qual ele exorta o governo alemão, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu a emprestarem mais dinheiro para o governo espanhol, mesmo com este se recusando a cortar gastos.

    Depois temos uma longa diossertação e termina assim:

    Paul Krugman, na condição de dignitário eclesiástico dos economistas keynesianos da atualidade, preconiza as mesmas e velhas soluções: maciços déficits orçamentários e uma maciça inflação monetária. O show deve continuar. Aqueles que cometeram erros não devem sofrer por ter cometido esses erros.

    Foi uma parvoíce ter emprestado euros para empresas espanholas a juros baixos. A solução keynesiana para essa parvoíce é fazer uma série infindável de empréstimos a juros baixos para as mesmas empresas espanholas e para os mesmos bancos espanhóis, os quais devem emprestar para as empresas espnholas. Em outras palavras, os erros, uma vez cometidos, devem ser socorridos com novos e piores erros. A ideia é seguir gastando dinheiro, não importa em quê. Esta é a essência do keynesianismo.

    É por isso que os banqueiros adoram o keynesianismo.

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1424

    .

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