Daily Archives: 2012/10/31

Fujão Barroso, esse grande sem-vergonha e co-responsável pela presente crise europeia

Não é a primeira vez, mas Fujão Barroso lá tornou a repetir que “a crise europeia não se deve à União Europeia mas sim às práticas irresponsáveis dos grupos financeiros e ao laxismo orçamental de alguns Estados-membros.” É verdade, mas omite – muito intencionalmente – a tremenda culpa no processo que agora arrasta um continente inteiro para uma Depressão profunda e duradoura que tem em Portugal um dos seus epicentros e que a teimosia europeia no mantra austeritário não fará mais que agravar.

Com efeito, a Comissão Europeia é não somente corresponsável pela Depressão atual, como até a primeira responsável. Os financeiros – banqueiros e especuladores – foram culpados, decerto, mas eles limitaram-se a darem o seu melhor no cumprimento dos seus interesses, já a Comissão Europeia, essa, não fez o mesmo. Onde devia ter regulado, monitorizado, vigiado e agido, não o fez. Onde devia ter consolidado as diferentes legislações nacionais, não o fez. Onde devia ter combatido as gigantescas operações de fuga ao fisco e os offshores no próprio território da UE, não o fez. Se houve laxismo na Finança, houve-o apenas por a CE – a Comissão Barroso – não esteve lá.

Quanto aos “Estados Laxistas” (deve estar a referir-se ao seu e nosso Portugal), há também que recordar a Fujão que durante muito tempo a CE fechou os olhos a sucessivas violações orçamentais dos “grandes” (França e Alemanha) e que só quando a crise se propagou aos países periféricos é que a sua CE rosnou e mostrou os dentes: forte com os fracos, fraca com os fortes.

Barroso fala? Que se cale e ganhe vergonha.

Categories: Economia, união europeia | 8 comentários

Paul Krugman: Porque recuperou a economia americana da Grande Depressão?

“Em meados de 1939 a economia americana tinha ultrapassado já a pior fase da Grande Depressão, mas a depressão ainda não havia terminado de modo algum. (…) o otimismo dos anos iniciais do New Deal tinha sofrido um golpe esmagador em 1937, quando a economia mergulhou numa severa segunda depressão.
No entanto, num período de dois anos a economia estava já a prosperar e o desemprego estava a baixar acentuadamente. O que tinha acontecido?
A resposta é que alguém começou finalmente a gastar o suficiente para voltar a impulsionar a economia. Esse “alguém” foi o governo, claro.
(…)
“Os gastos militares subiram em flecha enquanto os Estados Unidos se apressavam a substituir os navios e os armamentos enviados à Grão-Bretanha como parte de um programa de emprestimo e arrendamento e construiram rapidamente casernas militares. Para alojar os milhões de novos recrutas. À medida que as despesas militares criavam novos postos de trabalho e os rendimentos das famílias aumentavam, os gastos dos consumidores também aumentavam.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Por tímido que fosse (e era…) o programa de estímulo de Obama (menos de 2%) sempre foi melhor que qualquer coisa que se fez na Europa. Governos tibios, incapazes de firmarem posição comum contra uma Alemanha cada vez mais rica e imperial, deixaram que o Bundesban impusesse os seus dogmas monetaristas ao BCE e impedisse qualquer “pacote de estímulo”, por modesto que fosse…

O mundo e – mais especificamente – a Europa e Portugal precisam urgentemente de um grande e ambicioso programa de estímulos economico, direccionado à economia real e não ao opaco mundo financeiro e que seja rapaz de entregar à Europa a soberania energética perdida para os países produtores de petróleo. A Europa – e Portugal – em particular precisa de converter a sua economia baseada no petróleo numa economia assente em energias renovaveis e na eletricidade. Em particular, os sessenta por cento de importacoes de combustiveis para transportes têm que ser severamente reduzidos e a curto prazo, por forma a solidificar a recente deslocacao para o positivo da balança de pagamentos e assim, a prazo, comecar a pagar a dívida externa.

Investir na produção de energia eletrica a partir de fontes renovaveis (aerogeradores, ondas, biomassa, etc) tem que ser uma prioridade europeia e nacional. Mas este processo deve ser conduzido por forma a criar emprego na Europa e não na China… e sem dar “rendas” absurdas às empresas energéticas, mas promover a aparição de varios pequenos produtores independentes (ligados a uma rede comum e pública).

Categories: Economia, Política Internacional | 1 Comentário

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