Stiglitz: “O Euro não é bom para a paz”

Segundo o Nobel da Economia Joseph Stiglitz, o Euro “não é bom para a paz” e que as políticas para salvar a Moeda Única estão a dividir os europeus, criando clivagens cada vez maiores e mais insanáveis.

Com efeito, existe uma separação cada vez mais nítida entre a austeridade que – em doses crescentes, massivas e intermináveis – os países ricos do norte querem fazer cair sobre os países do sul e a capacidade destes para suportarem esta “punição”. Simultaneamente, a Moeda Única continua sobrevalorizada (por pressão alemã) o que dificulta as exportações dos países do sul (de menor valor acrescentado que as alemãs) e a estabilidade social nos países do sul diminui de dia para dia, à que as populações constatam a eternidade e escala dos sacrifícios que lhe são exigidos e o contraste dos mesmo com a opulência farta dos países do norte.

Esta europa caminha a passos largos para a implosão, restando apenas saber se a fragmentação será em grandes blocos (norte / sul) ou se, pelo contrário regressaremos a um cenário de fragmentação total e… decorrente instabilidade bélica.

Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2829204

Categories: Economia, união europeia | 14 comentários

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14 thoughts on “Stiglitz: “O Euro não é bom para a paz”

  1. Olha só que grande novidade!! E vem este “senhor”, tal como Krugman (ambos palhaços falantes da alta finança, ou lambe botas da porcaria da “ortodoxia económica neoliberal) e até o Nicolau Santos, mandar estes “bitaites”?!! É claro que a Haliburton e outras empresas americanas precisam de fazer uma razia, destruir a Europa, se não toda, parcialmente, para começarem de novo a construir.

    Já terminaram no Iraque? e como irão as obras na Líbia?
    É claro que o capitalismo sobrevive assim, destruir para depois construir. Se o euro fosse bom para a paz, não teria sido implementado e imposto! Agora sem Glass Steagall querem o quê? se nem a 2ª GG foi evitada com esta lei, mas os males foram mitigados, imagine sem esta lei, Clavis.

    O Nicolau Santos já disse o mesmo há um ano. Esses são os que metem os “cães” ao barulho e colocam-se de fora.

    • perfeito Fada do Bosque, agora temos a Lei Gramm–Leach–Bliley a dar toda a rédea a Wall Street.

      esta Fada que me encanta…
      🙂

    • Como assim, Fada? Há basicamente duas saidas para a presente crise global: a resposta austeritaria (usada como arma de Medo para destruir o Estado Social e os Direitos Laborais) ou uma politica de estimulo e investimento à custa de maior inflação e investimento dos Estados. Stiglitz e Krugman estao desse lado. Merel e passos do outro. Não creio que estejas com os austeritarios…

  2. Olá Otus Scops, 🙂

    Um artigo muito bom sobre o terrorismo financeiro é de tal forma terrorismo, que até os americanos estão cheios de cagaço:

    http://www.webofdebt.com/articles/s_p.php

    http://seekingalpha.com/article/285737-the-rise-of-financial-terrorism-part-i

    http://seekingalpha.com/article/311103-the-rise-of-financial-terrorism-part-ii

    Com estes terroristas, não vai haver nada que nos valha…

    • Por isso mesmo importa nao nos rendermos e em cada casa, esquina, rua e cidade fazermos alguma coisa para afirmar o nosso poder cidadão e Mudar isto.
      Nao mais rotativismo “democratico”, não mais bipartido ou satrapias europeias (enfeudadas aos Grandes Interesses).

    • otusscops

      Fada do Bosque

      eu vou mais pelo primeiro link, a goldmansachcização do Mundo.
      novos escravos, como desígnio desta pandilha neo-liberal.
      é uma doutrina.

      o terrorismo financeiro é “apenas” um modo de operar, por vezes intencional por vezes acidental

  3. Luís

    Não partilho o exagero do economista, mas sobre as amarras do Euro e não só…….Portugal não sairá deste buraco…..

    • Nao, a menos que o Euro seja revalorizado (por um pacote europeu de estimulo monetario massivo). E desse lado, não há sinais.
      Com este Euro, nunca recuperaremos.
      Logo ou a Moeda Unica muda ou temos que sair. Sozinhos ou empurrados, eis a Questão.
      E para onde.

      • CP

        já te disse noutra ocasião: temos de empurrar a Alemanha para fora do €uro.
        eles é que estão a mais.

        • E não é que concordo?

          • otusscops

            seria o melhor TODOS (alemães incluídos).
            nem a França já aguenta a economia alemã, eles são autênticas máquinas!!!

            estive a ver um programa (visão americana da coisa) sobre a fábrica dos Porsche 911 e é um hino à gestão, à técnica, à organização, à sabedoria e experiência acumuladas…

            os germanos estão MUITO à frente!!!
            negar estas evidências é que não fica bem, aprendamos com quem sabe.

  4. Pedro

    Como dizia um investigador nacional, Portugal encontra-se exactamente numa situação idêntica imediatamente antes de empreender a saga dos descobrimentos e tal como nessa altura a Portugal só restava encontrar o caminho marítimo para a índia e não podia falhar e por isso muniu-se e investiu fortemente na ciência.
    Os descobrimentos foram um processo cientifico e nada era feito ao acaso, pois volvidos seis séculos estamos na fase de empreender o 2.º ciclo de vida da nação portuguesa e também hoje não podemos falhar e é justamente neste ponto que só poderemos ir num sentido, investigação e ciência em prol do desígnio nacional, pondo ao dispor das empresas nacionais esse conhecimento com as devidas salvaguardas das respectivas patentes.
    De facto cada país tem a sua especificidade de desenvolvimento no caso português, sempre fomos um povo à espera que alguém ou alguma entidade desse o chamado desígnio nacional e em que o estado tem papel primordial para assegurar também o aspecto científico, não se espere que os empresários façam alguma coisa a esse respeito porque se o fizessem há muito que já estaríamos na vanguarda tecnológica durante estes 38 anos de democracia.
    É sabido que os políticos falharam mas também falhou a classe empresarial ao não antecipar as tendências do mercado global que não o europeu, agora pede-se que exportem mas então como vamos criar exportações de forte valor acrescentado se não estão implícitos componentes tecnológicas inovadoras made in Portugal? É certo que os únicos sectores que não tem falhado e são os que estão a salvar a honra do convento são os sectores tradicionais, como o calçado, têxtil, agro-alimentar, pasta de papel, cortiça, vinhos, o turismo, etc…mas precisamos bem mais que isso, precisamos de inovação nacional em todos os domínios, desde o energético, saúde, defesa, empresas, etc…e isto para concluir que se tivéssemos produtos com elevado valor acrescentado, agora mesmo estaríamos a usufruir como os alemães de um euro forte, de facto não aproveitamos a oportunidade de termos entrado para uma moeda forte e se queremos manter-nos no euro então só nos resta um caminho que não podemos falhar, investimento maciço na investigação nacional, rentabilizando a massa cinzenta nacional e aliciando a internacional, promover centros de investigação de excelência e depois transferir esse conhecimento para as empresas mas atenção, as patentes seriam sempre pertença do estado e as empresas pagariam um aluguer pelas mesmas, as vantagens eram enormes uma delas é que independentemente do capital nacional ou estrangeiro da empresa a mesma só poderia usar essas patentes nacionais no caso de estar sediada a sua produção em Portugal, a partir do momento que resolvesse deslocar a produção para outro país a patente ou as patentes utilizadas na sua produção lhe seriam retiradas, podendo o estado criar uma empresa concorrente que utilizasse essas patentes e posteriormente até vender a empresa mas sendo as patentes propriedades de um organismo estatal de patentes a ser criado, assim se protegeria o conhecimento nacional e também todo o dinheiro proveniente do aluguer dessas patentes poder ser reinvestido na investigação, ou seja a partir de um determinado número de patentes o estado obteria lucro com as patentes criadas, é só uma questão de fazer um levantamento geral de toda a investigação nacional e em que áreas e depois direcciona-la para fins práticos em todas as áreas do desenvolvimento, é evidente que a partir do momento que o estado desse o mote teórico e prático com dinheiro nessa direcção, Portugal a curto prazo seria um pólo internacional de ciência disso tenho plena certeza, bastaria que dinheiro gasto nas tais PPP fosse canalizado para este desígnio por exemplo.

    • Apesar de tudo a classe empresarial ate que nao se tem saido mal nesta crise: muitos empresarios estao a reagir a mudar os seus eixos para a exportação num contexto muito dificil de sanha fiscal desbragada e de secura quase total de credito.
      Não é nada facil neste contexto ser empresario, asseguro-te…

      • otusscops

        CP

        os longos (e excelentes) comentários do Pedro não te merecem aquelas desculpas sem fundamento nenhum que me dás quando os meus são maiores…

        dá-te trabalho responderes quando critico qualquercoisinha a lusofonia transviada, não é???

        👿

        ao menos o Pedro que não fique sem resposta…

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