Daily Archives: 2012/10/16

“Os portugueses sentem-se traídos. Traídos pelos Governos de Sócrates (e seus antecessores), que levaram o Estado à penúria; traídos por Passos Coelho pelo falhanço na redução do défice e pela exigência de um empobrecimento brutal sem horizonte que não seja o de novo falhanço”

“Os portugueses sentem-se traídos. Traídos pelos Governos de Sócrates (e seus antecessores), que levaram o Estado à penúria; traídos por Passos Coelho pelo falhanço na redução do défice e pela exigência de um empobrecimento brutal sem horizonte que não seja o de novo falhanço.
O segundo remédio para o vírus da revolta é o antibiótico palaciano: Portas a descartar-se. Seguro a fingir que com ele seria diferente, Cavaco a convocar conselheiros e parceiros sociais. Está em marcha a recomposição do poder, com as alternativas do costume.
E, se tudo falhar para esta classe dirigente, está aí o anestésico da revolta: um governo “de salvação nacional”, um executivo de tecnocratas que concretizara coisas como esta: tornar legal e proceder ao despedimento de cem ou 200 mil funcionários públicos – a solução final que todos estes senhores sussurram para a crise e que arruinara de vez milhares e milhares de famílias… não acredita? Aposta?”

Pedro Tadeu
Diário de Notícias
18 de setembro de 2012

O malfadado “rotatitivismo democrático” que asfixiou a monarquia constitucional e a Primeira República está a preparar mais rotação para encher os olhos aos portugueses com mais um pífio e inconsequente “vento de mudança”. Como com Obama, muito pouco vai realmente mudar.

O sentimento de frustração dos cidadãos quase que pode ser apalpado, tamanha é a sua intensidade e a incapacidade dos políticos do bi-partido parece total, assim como a falta de vontade da Esquerda mais extrema em assumir um discurso e um quadro de propostas mais razoável e racional. Enclausurada numa lógica de protesto, afasta-se do Poder e condena o atual sistema político-partidário ao fastio, previsibilidade e paralisia. O governos Passos-Portas pouco mais consegue fazer do que obedecer a Merkel, procurando até antecipar as suas ordens futuras por forma a provar o seu servilismo bacoco.

Estamos assim cercados: de um lado por um governo medíocre e sem imaginação, ao lado (muito perto) por um PS com a memoria ainda muito recente das loucuras de Sócrates e da sua responsabilidade (tremenda mas não total) pela atual situação de bancarrota. À esquerda, temos partidos encravados em estéreis discursos de protesto e à direita, um partido de governo que se tenta desesperadamente desmarcar por forma a salvar-se da hecatombe eleitoral que aí vem.

Estamos bloqueados. Mas os cidadãos têm nas suas mãos o poder para quebrar esse bloqueio. Basta que se ergam, que se mexam, que se mobilizam, organizem, participem e… votem. A democracia não morreu, não está condenada a uma plutocracia dos grandes interesses nem aos seus fieis canais de comunicação instalados nos “partidos do poder”. A democracia é nossa e cabe a cada um de nós dar o seu contributo para que o país se erga desta modorra.

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Fernando Pessoa: “O povo inglês foi sempre claramente ativo e pratico; é contudo o povo que deu ao mundo a poesia lírica mais etérea e subtil. Mas o inglês, na mesma plena imersão prática, é incoordenado e inconstrutivo: vai pela realidade fora aos apalpoes, ainda que aos apalpoes seguros. Um Infante Dom Henrique, ou um Bismarc é produto impossível em Inglaterra.”

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

“O povo inglês foi sempre claramente ativo e pratico; é contudo o povo que deu ao mundo a poesia lírica mais etérea e subtil. Mas o inglês, na mesma plena imersão prática, é incoordenado e inconstrutivo: vai pela realidade fora aos apalpoes, ainda que aos apalpoes seguros. Um Infante Dom Henrique, ou um Bismarc é produto impossível em Inglaterra.”

Prefácio ao livro de poemas Alma Errante de Eliezer Kamenezky
Fernando Pessoa, 1935

É sempre curioso observar como alguém criado num contexto cultural anglófono (na África do Sul) retirou desta experiência vivida na primeira pessoa uma interpretação tão contrária daqueles que tecem loas às britânicas virtudes tão exaltadas aqui por alguns comentadores…

Como os romanos, Pessoa reconhece nos ingleses uma obsessão pelos aspetos práticos e materiais do espírito inglês que o cerceia e que lhe impede o pleno potencial que o caráter celta antevia e que Portugal tão bem soube consubstanciar na gesta da Expansão e dos Descobrimentos.

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