O projeto nazi de uma arma secreta: “Die Glocke”. Mito ou Realidade?…

Como saberão os mais antigos visitantes do Quintus, um dos meus focos de interesse foram as Armas Secretas da Segunda Grande Guerra… por isso, quando recentemente no Canal História vi um documentário sobre uma destas “armas”, mas de uma de que nunca tinha ainda ouvido falar fiquei muito espantado…

1. Introdução

A dita “arma” era a “Die Glocke” (ou “O Sino”) e terá sido uma das “armas secretas” de Hitler, como a V2 ou o Me262, com as quais o regime nazi pretendia inverter o curso de uma guerra que, a partir de Estalinegrado, parecia inevitavelmente perdida. O primeiro autor a mencionar a Die Glocke foi o jornalista polaco Igor Witkowski, cujo trabalho de investigação foi posteriormente desenvolvido por outros autores comoo Nick Cook ou Joseph Farrell. É contudo unânime entre os historiadores que não existem provas suficientes para afirmar que o Die Glocke existiu mesmo e que não passa de um mito urbano….

O primeiro livro que refere a existência desta “arma secreta” é com efeito de Igor Witkowskiz: “A Verdade sobre a Arma Maravilha”) de 2000, não havendo qualquer referência anterior a este suposto engenho nazi.

2. A Fonte principal: o interrogatório do oficial SS Jakob Sporrenberg

O jornalista polaco no seu livro revela que descobriu a existência do Die Gloce lendo a transcrição do interrogatorio de um antigo oficial das SS de nome Jakob Sporrenberg. Esta transcrição terá sido mostrada a Witowski em agosto de 1997 por membro dos serviços secretos polacos que teria acesso a um arquivo governamental polaco secreto contendo informacoes sobre armas secretas alemãs. O jornalista alega que lhe permitiram apenas copiar o texto, tendo que o devolver sem sequer o fotografar. Ou seja, infelizmente, a única fonte material que poderia comprovar a veracidade do projeto é esquiva e, a existir, continua enterrada num arquivo governamental ou… não passa do produto da imaginacao de um escritor, tendo o mobil evidente de vender papel. Nada animador para a veracidade desta história, portanto… os restantes autores que pegaram na história limitaram-se a especular sobre ela, desenvolvendo os elementos “factuais” apresentados por Witowski em 2000, especulando a lançando teorias, mas sem realmente introduzirem algo de novo.

3. Die Glocke

O Die Glocke seria assim uma experiência científica conduzida por cientistas alemães trabalhando diretamente para as SS numas instalacoes secretas conhecidas por Der Riese (“O Gigante”). Estas instalacoes situam-se perto da mina de Wenceslaus e perto da fronteira checoeslovaca.

As descrições do Die Gloce descrevem-no como um engenho feito de um metal muito resistente e pesado com uma largura de cerca de 2.7 metros e cerca de 4.5 metros de altura. O objeto teria a forma de um sino (daí o nome em alemão).

O engenho teria dois cilindros em contra-rotação que estaria cheios de uma substância “semelhante ao mercúrio” e de cor violeta. Tendo esta substancia a designacao de “Xerum 525”. Fora do Die Glocke, a substância seria cuidadosamente armazenada num termo muito fino e protegido em chumbo. O engenho teria também utilizado uma espécie qualquer de Leichtmetall (metal leve). Alguns autores referem que o objeto emitiria uma forte radiação quando estava ativo (por nunca mais de dois minutos), tendo a dado momento causado a morte a 60 cientistas que foram depois enterrados numa sepultura coletiva nos arredores. Pelo menos esta é a tese de Joseh Farell, já que Cook alega que estes cientistas foram executados pelas SS perante a aproximação das forças soviéticas…

Quando estava ativo, o Die Glocke estava sempre em rotação provocada pela passagem de uma forte corrente elétrica através do Xerum ou através de uma rotação mais mecânica criada por uma turbina idêntica aquelas que então equipavam os jatos alemães.

Após a primeiraa ativacao (aquela que terá vitimado dezenas de cientistas que trabalhavam no projeto) outras se seguiram, tendo sido colocadas nas suas imediacoes várias plantas e animais, os quais teriam sido “decompostos numa amálgama negra” numa questão de minutos ou horas depois desta exposição. Como tal efeito não se observa com a exposicao à radiação nuclear, especula-se sobre se o engenho também produziria outro tipo de radiação, eletro-magnética (que tambem não produz estes efeitos) ou de um outro tipo, desconhecido (e altamente improvavel…). Os cientistas que monitorizavam à distância estas experiencias descreviam ter sentido “um sabor metálico” nas suas bocas, depois do termo da ativacao, o que aponta na mesma direção de uma emissão de uma radiação de qualquer tipo o que seria consistente com os relatos de “problemas de sono, falta de memória e equilíbrio e espasmos musculares” relatados no testemunho do oficial das SS.

Este relatos acrescentam ainda que o engenho era ativado depois de ser envolvido por tijolos de cerâmica e camadas de borracha, mas que estes materiais tinham que ser substituidos após cada ativacao uma tarefa provavelmente letal que cabia a prisioneiros dos campos de concentracao da região.

4. O Xerum 525

Um dos elementos centrais nesta história parece ser a misteriosa substância designada como “Xerum 525”. As descrições apontam para que fosse um isótopo de mercúrio, muito radioativo. Podendo ser um composto química de outro tipo, mas igualmente radioativo. O mítico “mercúrio vermelho”, um produto que começou a aparecer nos media na década de setenta como um “elemento vital para a fabricação de armas nucleares” e que no Pravda, em 1993 aparecia como “super-condutor”. A Agência Internacional de Energia Atomica emitiu em 2004 uma declaração em que confirma a natureza mítica do “mercúrio vermelho” negando assim o mito segundo o qual seria um elemento (invento na Rússia “vermelha”) para acelerar o trabalho das centrifugadoras de enriquecimento de Urânio. Neste contexto, emitiria uma forte radiação de neutroes, o que explicaria os relatos de radiação durante a ativacao do Die Glocke.

O jornalista polaco especula que uma estrutura de betão armado nos arredores da mina de Wenceslau e conhecida como “Die Henge” terá servido como local de testes para o Die Glocke, embora a tese oficial alegue que seria apenas uma torre de arrefecimento ou uma parte de uma estrutura destinada a enviar ar puro para a mina ou o suporte de um depósito industrial de água. Contudo, nem a posição (longe do poço da mina), nem a altitude (baixa) explica de forma decente essa estrutura construida efetivamente no período nazi.

5. Capacidades do Die Glocke e o que era este engenho?

1. Uma das teses mais prosaicas quanto ao objetivo do Die Glocke alega que ele seria apenas uma experiência de um engenho de voo através da combinação de duas turbinas de muito alta rotação contrária.

2. Outra tese, de que esta rotação centrífuga de alta velocidade serviria para produzir a tal substância radioativa, o “Xerum 525” para uso em bombar nucleares ou radioativas.

3. Uma teoria – mais arrojada – defende que o engenho seria usado nas propriedades de materiais radioativos em vortex ou inércia quanto submetidos a rotacoes muito elevadas. Esta teoria parte diretamente da transcrição do testemunho de Sporrenber que associa o engenho à “compressao de vortex” e à “separação de campos magnéticos”.

4. Alguns defendem que o Die Glocke teria um espelho côncavo no seu topo onde seriam projetadas “imagens do passado” quando o engenho estava ativado.

5. Outros defendem que o engenho seria um “gerador de anti-gravidade” que posteriormente seria utilizado em aviões de combate ou nos míticos “discos voadores” da Alemanha Nazi.

6. O autor Nick Cook descreve uma história contada por “cientista britânico iminente” anónimo e segundo o qual o Die Gloce seria um “gerador de um campo de torsao” o que estaria ligado a um dos supostos nomes de código do projeto: Chronos… segundo esta tese, o engenho seria capaz de “torcer” as quatro dimensões do espaço-tempo nas suas imediacoes e distorcer o Espaço e, consequentemente, o Tempo. Ou seja, o Die Glocke seria uma “máquina do tempo”…

6. O Destino do Die Glocke

O jornalista polaco que deu origem a esta polémica especula que o engenho foi transportado no final da guerra para um país sul-americano “simpatizante” da Alemanha nazi. Nick Cook acredita que foi capturado e recambiado para os EUA como parte do acordo estabelecido entre este país e o general SS Hans Kammler. Mais tarde, o engenho seria libertado e apareceria novamente na História envolvido no “incidente OVNI” de Kecksburg.

Há também quem acredite que o Die Gloce viajou no tempo com o desaparecido General Kammler, que de facto, tinha já estabelecido uma retirada pacata para os EUA a troco de várias informacoes sobre as armas secretas cujo desenvolvimento supervisionava… há também quem acredite que o engenho foi transportado por um U-boat até à mítica “Base 211” no Pólo Sul, na Neu Schwabenland. Há também quem pense que foi levado para um dos últimos redutos nazi nos últimos meses da grande guerra, a Noruega, por um Ju-390 especificamente guardado em reserva para essa missão num aerodromo perto de Praga. O responsável da unidade SS a quem caberia este transporte era o oficial SS Jakob Sporrenberg, que mais tarde foi capturado pelos britanicos e entregue aos polacos sendo então interrogado dando as transcricoes deste interrogatorio origem a toda esta polémica…

Fontes principais:
http://www.youtube.com/watch?v=b8e6wUfueBo&feature=player_detailpage
http://en.wikipedia.org/wiki/Die_Glocke
http://discaircraft.greyfalcon.us/DIE%20GLOCKE.htm
http://blogdoastronomo.wordpress.com/2011/08/27/die-glocke-o-sino/
http://www.unexplained-mysteries.com/column.php?id=224661

Categories: As "Armas Secretas" da Alemanha Nazi, História, Mitos e Mistérios | 22 comentários

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22 thoughts on “O projeto nazi de uma arma secreta: “Die Glocke”. Mito ou Realidade?…

  1. Estava com saudade deste tipo de post as “Armas Secretas” da Alemanha Nazista” sempre foram uma das minhas sessões preferidas eu já tinha ouvido falar do “Die Glocke”, mas esse post se aprofundou na questão e me apresentou elementos interessantes.

    Ps.: Continue com esse bom trabalho.

  2. Pedro

    Inclino-me mais para a hipótese de ser uma tentativa de percursor de um motor de propulsão electromagnética e em que o mercúrio funcionaria como fluído separador de o anel exterior e o interior que rodariam pelo princípio da força electromagnética em sentidos contrários, funcionariam como duas placas carregadas com cargas opostas.
    Pelos danos colaterais de libertação de energia electromagnética com efeitos não controlados, revelam que ainda estavam nos primórdios de estudo desse tipo de energia.
    Aliás o domínio desse tipo de energia neste século irá destronar o petróleo como energia de locomoção, provavelmente os EUA já tem essa solução e que ainda não foi divulgada para que as corporações de petróleo e industria automóvel ainda ganhem dinheiro por mais 50 anos.
    De facto os experimentos de Nicola Tesla estavam muito à frente e não creio que os americanos não tenham aproveitado e desenvolvido essas experiências até aos dias de hoje.

    • Acredito que existem sistemas militares secretos (como o Aurora, responsável por uma parte nada desprezivel dos avistamentos ovni) que estao nesse campo. Mas ser o Sino um dos seus percursores? Toda a história parece falha de consistencia… é o que penso.

  3. andaste a ver o Canal História……………….

  4. LuisM

    Faz lembrar alegadas e misteriosas expriências de Nicolas Tesla envolvendo campos de força que produziriam antigravidade.

  5. Pedro

    O problema da construção de uma propulsão movida a energia electromagnética não é o motor em si, aliás essa palavra motor não seria aplicada porque só é logicamente aplicável a meios de propulsão por sistemas de combustão, o problema está em controlar essa energia.
    Por exemplo facilmente se construiria um veículo movido a essa energia e a um custo baixo mas o mais que aconteceria era que assim que se accionasse o sistema de ignição o veículo se estatelaria contra o primeiro obstáculo com uma velocidade incontrolável.
    O problema é o controle dessa energia ou seja conseguir uma forma de acelerar ou travar controladamente ou mesmo parar, porque estaríamos já noutro patamar tecnológico em que passaríamos das leis mecânicas clássicas newtonianas para as leis quânticas de Max Planck e Einstein, creio que assistiremos dentro de 50 anos talvez a essa transição.

    • Um motor eletromagnetico puro? Mas como se obteria propulsao ou impulsao sem o efeito de atracao ou repulsao para com um carrio metalico ou algo semelhante? Ou seja, algo diferente de um veiculo terrestre de alta velocidade (possivel) e uma aeronave (impossivel?)

  6. Pedro

    Existem dois tipos de conceitos conhecidos de aplicação prática electromagnética, os comboios em que o conceito é o deslizamento em U num perfil metálico, onde o U que faz parte do comboio funciona como uma placa e o perfil outra, a criação do campo promove uma “almofada” electromagnética fazendo com que o comboio seja a placa deslizante, actualmente o Japão domina esse tipo de tecnologia, por isso quando oiço falar em TGV e afins apenas digo que um comboio movido a energia electromagnética pode atingir velocidades verdadeiramente alucinantes o único condicionante é apenas o material das carruagens para que não se desintegre a partir do momento em que atinja determinado tipo de velocidade por isso existe limitação como é lógico, o outro são as turbinas das barragens localizadas na base de jusante para a aproveitar a maior diferença de potencial da água que cai da albufeira, a força com que a água entra na turbina gera o efeito de rotação entre duas placas criando uma força electromagnética que por sua vez é convertida em energia eléctrica de alta potência e depois é repartida em média e baixa potência para a rede geral de abastecimento eléctrico, aliás ainda é o sistema mais eficaz de conversão de energia eléctrica.
    Aplicar esse conceito a um veículo é relativamente fácil, o problema é controlar essa energia, por exemplo no caso do comboio se por acaso em vez de U o comboio assentasse numa base plana o mais que acontecia era sair logo disparado para fora do carril, na minha opinião os EUA já tem esse veículo, apenas estão esperando que as suas empresas de armamento, industria automóvel e petrolífera ainda ganhem muito dinheiro durante uns anos, depois só essas grandes indústrias terão a transferência dessa tecnologia e das respectivas patentes, ou seja na prática os americanos estão a condicionar a tecnologia do futuro, se neste momento levam cerca de 50 anos de avanço comparativamente a Alemanha por exemplo, quando essa tecnologia sair, terão o monopólio exclusivo e só eles decidirão a quem vender, controlando o conhecimento e a tecnologia controlarão efectivamente o mundo na melhor acepção da palavra.

    • Ok, é um sistema onde coloco muitas esperancas desde que li as primeiras noticias sobre os maglevs (na alemanha da decada de oitenta, se bem me lembro). Isso sim, seriam “tgvs” dignos desse nome.

  7. LuisM

    Temos de esclarecer aqui um ponto: a energia electromagnética pura é um conceito que não existe, tal como não existe energia mecânica ou por transmissão mecânica. Existem sim as forças electromagnéticas (fortes, a nível quantico e fracas, já no nosso mundo newtoniano). Para essas forças existirem e serem aplicadas é preciso fornecer a tal energia, que resulatará sempre ou de reacções químicas ou da fusão ou cisão atómica envolvendo sempre a conversão de massa em energia e vice-versa (E=mc2). Portanto mesmo para esses sistemas funcionarem será sempre necessário ir buscar energia a algum lado. A nã

  8. Vinicius Almeida

    Muito interessante, essa possível arma nazista nunca tinha ouvido falar, é bem interessante deixa uma certa duvida se é uma tentativa de criar um novo tipo de sistema de propulsão ou um projeto de armas nucleares nazistas!!!

    Excelente matéria! Parabéns!!!

    • Para mim (que estudo este tema à muitos anos) fooi tambem uma surpresa.
      Do que sei, se tudo isto tem mesmo uma base real, parece ser uma tentativa de desenvolver uma forma de propulsao, pelo menos é o que parece pela proximidade em relação às instalacoes do centro experimental.

      • digamos que parece que os nazis são como templários décadas depois continuam a despertar interesse mas no caso dos templários não são décadas são seculos

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