Daily Archives: 2012/10/09

Uma possível resposta europeia à crise do euro

1. Tem que haver uma garantia de liquidez, algo que garanta que os governos não irão ficar insolventes e impedir pânicos do mercado. Isso existe na Suécia, Reino Unido, EUA, Japão, mas está fora do âmbito de ação do BCE. O BCE tem que estar pronto (dizê-lo e fazê-lo) comprando obrigações dos governos das nações do euro.

2. Portugal e outros países cujos custos laborais subiram desde a adesão ao euro têm que persistir no rumo desagradável, mas necessário da compressão de rendimentos, não pela via de uma brutal carga fiscal, mas pela via da inflação, cujas metas o BCE deve flexibilizar até aos 4%, pelo menos neste momento de urgência financeira.

3. Os países do norte da Europa (sobretudo a Alemanha) devem lançar programas de estímulo económico que promovam o pleno emprego, o consumo e as importações dos países do sul da Europa. Isto pode ser feito à custa de uma inflação moderada, uma política monetária expansionista por parte do BCE e do programa de estímulos na Alemanha.

4. Continuação de uma austeridade orçamental, com compressão dos salários mais elevados da função publica (por comparação ao setor privado) e das pensões mais altas. Simultaneamente, haveria que lançar um plano de estímulos ao setor produtivo e exportador com capitais europeus.

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Sobre a Obsolescência Generalizada dos meios de patrulha da Armada e o cancelamento de seis dos oito NPO2000

Fragata Bartolomeu Dias (http://www.areamilitar.net)

Fragata Bartolomeu Dias (http://www.areamilitar.net)

Portugal está prestes a ver reconhecido o alargamento da sua área de jurisdição no Atlântico, resulta assim irónico e paradigmático que seja precisamente agora que o Governo tenha anunciado o congelamento dos programas de re-equipamento da Armada que eram essenciais ao cumprimento das suas missões.

A desculpa é – como sempre – a questão financeira e a solução “temporária” parece ser o “aproveitamento de sinergias com entidades internacionais (NATO?) E outros países (Espanha?)”.

Comparativamente com os outros ramos, e apesar das duas fragatas Bartolomeu Dias e das três Vasco da Gama, a Marinha tem meios de patrulha muito abaixo (em quantidade, capacidade e modernidade) àquilo que corresponde a exigência imposta pela extensão da zona marítima nacional: o recente cancelamento da construção de seis dois oito navios de patrulha oceânica que deviam tomar os lugar dos mais obsoletos patrulhas e corvetas da Armada vem agravar este desequilibro entre o Deve e o Haver.

Estamos em vésperas de alargar a Plataforma Continental dos atuais 1,7 milhões de quilómetros quadrados para os 3,8 milhões de quilómetros quadrados e tenha-se em conta que mesmo com “só” 1.7 milhões já tínhamos a 11 maior região marítima de águas jurisdicionais! Sem patrulhas nem corvetas dignas desse nome, como assumir a responsabilidade por uma região por onde passa 53% de todo o comércio externo da União Europeia? E não, usar as cinco fragatas e os dois submarinos não é opção: simplesmente não são meios economicamente eficazes para essas missões de patrulhamento e vigilância. Nem são em quantidade suficiente para tais missões numa área jurisdicional tão extensa, de resto.

Fonte:
http://www.publico.pt/Pol%EDtica/serie-mar-portugues-tanto-mar-para-tao-pouca-marinha-1566092

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O projeto nazi de uma arma secreta: “Die Glocke”. Mito ou Realidade?…

Como saberão os mais antigos visitantes do Quintus, um dos meus focos de interesse foram as Armas Secretas da Segunda Grande Guerra… por isso, quando recentemente no Canal História vi um documentário sobre uma destas “armas”, mas de uma de que nunca tinha ainda ouvido falar fiquei muito espantado…

1. Introdução

A dita “arma” era a “Die Glocke” (ou “O Sino”) e terá sido uma das “armas secretas” de Hitler, como a V2 ou o Me262, com as quais o regime nazi pretendia inverter o curso de uma guerra que, a partir de Estalinegrado, parecia inevitavelmente perdida. O primeiro autor a mencionar a Die Glocke foi o jornalista polaco Igor Witkowski, cujo trabalho de investigação foi posteriormente desenvolvido por outros autores comoo Nick Cook ou Joseph Farrell. É contudo unânime entre os historiadores que não existem provas suficientes para afirmar que o Die Glocke existiu mesmo e que não passa de um mito urbano….

O primeiro livro que refere a existência desta “arma secreta” é com efeito de Igor Witkowskiz: “A Verdade sobre a Arma Maravilha”) de 2000, não havendo qualquer referência anterior a este suposto engenho nazi.

2. A Fonte principal: o interrogatório do oficial SS Jakob Sporrenberg

O jornalista polaco no seu livro revela que descobriu a existência do Die Gloce lendo a transcrição do interrogatorio de um antigo oficial das SS de nome Jakob Sporrenberg. Esta transcrição terá sido mostrada a Witowski em agosto de 1997 por membro dos serviços secretos polacos que teria acesso a um arquivo governamental polaco secreto contendo informacoes sobre armas secretas alemãs. O jornalista alega que lhe permitiram apenas copiar o texto, tendo que o devolver sem sequer o fotografar. Ou seja, infelizmente, a única fonte material que poderia comprovar a veracidade do projeto é esquiva e, a existir, continua enterrada num arquivo governamental ou… não passa do produto da imaginacao de um escritor, tendo o mobil evidente de vender papel. Nada animador para a veracidade desta história, portanto… os restantes autores que pegaram na história limitaram-se a especular sobre ela, desenvolvendo os elementos “factuais” apresentados por Witowski em 2000, especulando a lançando teorias, mas sem realmente introduzirem algo de novo.

3. Die Glocke

O Die Glocke seria assim uma experiência científica conduzida por cientistas alemães trabalhando diretamente para as SS numas instalacoes secretas conhecidas por Der Riese (“O Gigante”). Estas instalacoes situam-se perto da mina de Wenceslaus e perto da fronteira checoeslovaca.

As descrições do Die Gloce descrevem-no como um engenho feito de um metal muito resistente e pesado com uma largura de cerca de 2.7 metros e cerca de 4.5 metros de altura. O objeto teria a forma de um sino (daí o nome em alemão).

O engenho teria dois cilindros em contra-rotação que estaria cheios de uma substância “semelhante ao mercúrio” e de cor violeta. Tendo esta substancia a designacao de “Xerum 525”. Fora do Die Glocke, a substância seria cuidadosamente armazenada num termo muito fino e protegido em chumbo. O engenho teria também utilizado uma espécie qualquer de Leichtmetall (metal leve). Alguns autores referem que o objeto emitiria uma forte radiação quando estava ativo (por nunca mais de dois minutos), tendo a dado momento causado a morte a 60 cientistas que foram depois enterrados numa sepultura coletiva nos arredores. Pelo menos esta é a tese de Joseh Farell, já que Cook alega que estes cientistas foram executados pelas SS perante a aproximação das forças soviéticas…

Quando estava ativo, o Die Glocke estava sempre em rotação provocada pela passagem de uma forte corrente elétrica através do Xerum ou através de uma rotação mais mecânica criada por uma turbina idêntica aquelas que então equipavam os jatos alemães.

Após a primeiraa ativacao (aquela que terá vitimado dezenas de cientistas que trabalhavam no projeto) outras se seguiram, tendo sido colocadas nas suas imediacoes várias plantas e animais, os quais teriam sido “decompostos numa amálgama negra” numa questão de minutos ou horas depois desta exposição. Como tal efeito não se observa com a exposicao à radiação nuclear, especula-se sobre se o engenho também produziria outro tipo de radiação, eletro-magnética (que tambem não produz estes efeitos) ou de um outro tipo, desconhecido (e altamente improvavel…). Os cientistas que monitorizavam à distância estas experiencias descreviam ter sentido “um sabor metálico” nas suas bocas, depois do termo da ativacao, o que aponta na mesma direção de uma emissão de uma radiação de qualquer tipo o que seria consistente com os relatos de “problemas de sono, falta de memória e equilíbrio e espasmos musculares” relatados no testemunho do oficial das SS.

Este relatos acrescentam ainda que o engenho era ativado depois de ser envolvido por tijolos de cerâmica e camadas de borracha, mas que estes materiais tinham que ser substituidos após cada ativacao uma tarefa provavelmente letal que cabia a prisioneiros dos campos de concentracao da região.

4. O Xerum 525

Um dos elementos centrais nesta história parece ser a misteriosa substância designada como “Xerum 525”. As descrições apontam para que fosse um isótopo de mercúrio, muito radioativo. Podendo ser um composto química de outro tipo, mas igualmente radioativo. O mítico “mercúrio vermelho”, um produto que começou a aparecer nos media na década de setenta como um “elemento vital para a fabricação de armas nucleares” e que no Pravda, em 1993 aparecia como “super-condutor”. A Agência Internacional de Energia Atomica emitiu em 2004 uma declaração em que confirma a natureza mítica do “mercúrio vermelho” negando assim o mito segundo o qual seria um elemento (invento na Rússia “vermelha”) para acelerar o trabalho das centrifugadoras de enriquecimento de Urânio. Neste contexto, emitiria uma forte radiação de neutroes, o que explicaria os relatos de radiação durante a ativacao do Die Glocke.

O jornalista polaco especula que uma estrutura de betão armado nos arredores da mina de Wenceslau e conhecida como “Die Henge” terá servido como local de testes para o Die Glocke, embora a tese oficial alegue que seria apenas uma torre de arrefecimento ou uma parte de uma estrutura destinada a enviar ar puro para a mina ou o suporte de um depósito industrial de água. Contudo, nem a posição (longe do poço da mina), nem a altitude (baixa) explica de forma decente essa estrutura construida efetivamente no período nazi.

5. Capacidades do Die Glocke e o que era este engenho?

1. Uma das teses mais prosaicas quanto ao objetivo do Die Glocke alega que ele seria apenas uma experiência de um engenho de voo através da combinação de duas turbinas de muito alta rotação contrária.

2. Outra tese, de que esta rotação centrífuga de alta velocidade serviria para produzir a tal substância radioativa, o “Xerum 525” para uso em bombar nucleares ou radioativas.

3. Uma teoria – mais arrojada – defende que o engenho seria usado nas propriedades de materiais radioativos em vortex ou inércia quanto submetidos a rotacoes muito elevadas. Esta teoria parte diretamente da transcrição do testemunho de Sporrenber que associa o engenho à “compressao de vortex” e à “separação de campos magnéticos”.

4. Alguns defendem que o Die Glocke teria um espelho côncavo no seu topo onde seriam projetadas “imagens do passado” quando o engenho estava ativado.

5. Outros defendem que o engenho seria um “gerador de anti-gravidade” que posteriormente seria utilizado em aviões de combate ou nos míticos “discos voadores” da Alemanha Nazi.

6. O autor Nick Cook descreve uma história contada por “cientista britânico iminente” anónimo e segundo o qual o Die Gloce seria um “gerador de um campo de torsao” o que estaria ligado a um dos supostos nomes de código do projeto: Chronos… segundo esta tese, o engenho seria capaz de “torcer” as quatro dimensões do espaço-tempo nas suas imediacoes e distorcer o Espaço e, consequentemente, o Tempo. Ou seja, o Die Glocke seria uma “máquina do tempo”…

6. O Destino do Die Glocke

O jornalista polaco que deu origem a esta polémica especula que o engenho foi transportado no final da guerra para um país sul-americano “simpatizante” da Alemanha nazi. Nick Cook acredita que foi capturado e recambiado para os EUA como parte do acordo estabelecido entre este país e o general SS Hans Kammler. Mais tarde, o engenho seria libertado e apareceria novamente na História envolvido no “incidente OVNI” de Kecksburg.

Há também quem acredite que o Die Gloce viajou no tempo com o desaparecido General Kammler, que de facto, tinha já estabelecido uma retirada pacata para os EUA a troco de várias informacoes sobre as armas secretas cujo desenvolvimento supervisionava… há também quem acredite que o engenho foi transportado por um U-boat até à mítica “Base 211” no Pólo Sul, na Neu Schwabenland. Há também quem pense que foi levado para um dos últimos redutos nazi nos últimos meses da grande guerra, a Noruega, por um Ju-390 especificamente guardado em reserva para essa missão num aerodromo perto de Praga. O responsável da unidade SS a quem caberia este transporte era o oficial SS Jakob Sporrenberg, que mais tarde foi capturado pelos britanicos e entregue aos polacos sendo então interrogado dando as transcricoes deste interrogatorio origem a toda esta polémica…

Fontes principais:
http://www.youtube.com/watch?v=b8e6wUfueBo&feature=player_detailpage
http://en.wikipedia.org/wiki/Die_Glocke
http://discaircraft.greyfalcon.us/DIE%20GLOCKE.htm
http://blogdoastronomo.wordpress.com/2011/08/27/die-glocke-o-sino/
http://www.unexplained-mysteries.com/column.php?id=224661

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