Daily Archives: 2012/10/05

TSU, a “poll tax” de Passos

“The public outrage against the government’s social security proposal would suggest that it was ill-advised from a political standpoint in a way that is all too reminiscent of Margaret Thatcher’s poll tax in the United Kingdom in 1989, which cost her so dearly politically. However, the more disturbing aspect of the proposal is that it makes very little economic sense, especially when Portugal is in a deep recession and the IMF-EU program is already forcing it to pursue a pro-cyclical fiscal policy.
The last thing that Portugal needs right now is a further meaningful reduction of aggregate demand. Yet that is precisely what this social security proposal would do. A hike of as much as 7 percentage points in employees’ social security contributions will surely lead to an immediate substantial decline in household consumer spending. This would especially be the case considering how income-constrained most Portuguese households are.”

Fonte:
Revista online The American, órgão do American Entrerprise Institute

Este segmento de texto por parte de um think thank norte-americano de direita revela um paralelismo curioso com o principio do fim de Tatcher. A TSU com efeito foi a “poll tax” de Tatcher, mas antes dela tinha já acontecido o “caso da licenciatura” de Sócrates, com o inefável Relvas.

Com efeito, Passos já não em em mãos só uma “poll tax”. Mas duas, contando com Relvas. Em termos de autoridade moral, Relvas demoliu para além de toda a razoabilidade a eficiência do Governo, porque para governar há que liderar e como ser aceite como líder quando temos exemplos como o Relvas? Passos poderia ter anulado o “efeito Relvas” se tivesse tido a coragem de afastar o seu “comissario político”. Mas não a teve e agora é tarde demais…

Paradoxalmente é devido à perda de autoridade moral de Relvas não somente na sociedade mas também no interior do próprio Governo e até em Passos Coelho que se deve esta medida pessimamente anunciada, pior pensada e absolutamente suicidaria. Relvas tem muitos e graves defeitos, mas é um político sabujo, conhecedor dos meandros internos do PSD. Sendo consultado deixaria que Passos incorresse em tão flagrante asneira?

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O Último Cinco de Outubro: mensagens simbólicas, subliminais e indecências várias

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O que se passou nas comemorações do último (literalmente) 5 de outubro revestiu-se de uma grande importancia simbólica, a vários níveis:

1. Em primeiro lugar, o facto de ter havido uma comemoracao: longe do fausto de outros anos, houve, ainda assim, uma comemoracao: imoral e indecente. Num país em bancarrota (mascarada apenas pelo emprestimo da troika) resulta pornografico gastar recursos em algo que seja mais que essencial. Quanto se gastou numa cerimónia fechada aos cidadãos e aberta apenas a VIPs? Nem que seja um euro, gastou-se um Euro a mais num país que deixa quase um milhão de pessoas no desemprego, dos quais metade sem qualquer subsídio.

2. A Bandeira ao Contrário: este engano – prenhe de simbolismo – resulta obviamente de um erro de algum dos numerosos assistentes da hoste que rodeia Cavaco Silva e que é paga a peso de ouro com parte dos 42 mil euros que a Presidencia da República devora todos os dias aos contribuintes. Além deste erro, pergunta-se que Presidente é este que não reparou que estava a hastear a bandeira ao contrário? Está já assim tão mentalmente diminuido, que já nem distinga? E se distinguiu, porque nao tomou a decisao de a fazer descer, por forma a corrigir o erro?! Uma bandeira ao contrário, significa um “país ocupado” ou, pior, uma repulsa em relação ao signo contido. Simbolicamente, é de facto esse o momento em que vivemos: um país sob ocupação da troika (dominada pelos norte-europeus) e negando-se a si mesmo todos os dias, evaporando-se, destruindo-se e desaparecendo…

3. A cantora lírica: os políticos e VIPs que se refastelaram na cerimónia privada (como se palácio da Ajuda não fosse de todos nós e não deste bando de politicos-encartados) foram surpreendidos por duas espontâneas e genuínas expressoes de cidadania: numa dela, uma cantora lírica começou a cantar a meio do discurso dos políticos-encartados, interrompendo-os e incomodando esta cafila que nos levou (a começar por cavaco) para o fundo abismo onde hoje caimos. Quiseram manter o povo à porta, mas falharam. O povo entrou e cantou. Sem que nenhum facanhudo securitate se atrevesse a silenciá-la. Muito bem.

4. A indignada dos 200 euros: já não teve tanta sorte… a mulher que tentou aproximar-se da bancada dos politicos-encartados-arengadores foi prontamente bloqueada e arrastada para fora do palácio pelos securitates da politicagem (pagos com os nossos enormes impostos, diga-se). Os seus gritos, a sua agitação, foram o ponto alto de um evento tépido de discursos fora de contexto e de balofos ansiando a próxima rotação do rotativismo democratico. Tivesse ela ficado na bancada, gritando e os securitates não a tivessem expulso. Fica a lição.

5. A Cerimónia de acesso proibido aos cidadãos-contribuintes: Esta politicagem medrosa sabe até levou o país e que os cidadãos sabe que foram eles quem o levou até ao abismo furtando-se sempre aos sacrifícios coletivos e vivendo como autênticos nababos. Foi esta politicagem que se escondeu do povo nestas comemorações. Cobardes e sabendo-se culpados, acham que conseguem governar longe do povo. Mas o povo esta farto e esta subida “enorme” de impostos (que nem consta aliás do Memorando da troika) vai mostrar-les que não somos um povo bovino e dócil. Pisaram o risco da decência e não ha mais muros de palácios nem securitates facanhudos que os resguardem sempre que sairem de casa.

6. Para quando a declaracao de Cavaco Silva que vai aplicar também austeridade no seu faustoso orcamento de 42 mil euros/dia? Tinha esperança de – perante a gravidade do momento – ver cavaco anunciar a compressão voluntária do seu orçamento. Mas não, o bodo e o fausto continua.

7. A Fuga de Passos: para não ter que ouvir mais apupos, Passos pirou-se para Bratislava, numa reunião de uma hora, inconsequente e sem frutos. Fugiu. A diferença é que fugiu para mais longe. Os que estavam no palácio tinham apenas dugido para dentro do palácio, longe do povo.

8. O discurso de Cavaco: nada. Nada a dizer. Nem sobre mais este discurso oco e descontextualizado nem sobre uma figura patética, doente e miseravel. Desculpem, mas não consigo perdoar a quem o re-elegeu ou deixou eleger.

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | 12 comentários

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