Em Defesa de uma adoção generalizada por parte do Estado de Software de Código Aberto

No momento em que Portugal atravessa a mais grave crise financeira e orçamental dos últimos cem anos, é no mínimo estranho que não se saiba exatamente quanto gasta o Estado e as instituições sob a sua direta alçada (fundações, empresas públicas, poder local, etc) em licenciamento e em software fechado.

Urge conhecer a quanto ascende anualmente esse montante, para se conhecer quanto poderia ser poupado através da sua substituição por sistemas e soluções de Código Aberto, desenvolvidas (ainda que parcialmente) em Portugal, instaladas e mantidas por empresas nacionais (que gerem Emprego e Riqueza em Portugal). Desconhecer quanto se gasta anualmente em licenças de software fechado, dependências diversas de multinacionais opacas e avaras serve apenas os seus interesses egoístas e os das unhas que elas untam em diversos estratos do funcionalismo público, por mais ou menos encapotada corrupção e tráfico de influências.

O Estado e todas as suas entidades dentro da sua esfera devem lançar um programa global de substituição de todo o tipo de software licenciado e fechado, seja ele o Microsoft Exchange, o SQL Server ou o absurdamente caro Oracle, o Windows, o Office e substituir cada uma destas onerosas peças pelos seus equivalentes de Código Aberto (LibreOffice, Linux, Firefox, MySQL, Moodle, Drupal, etc). O processo de substituição seria fortemente objetado pelas grandes multinacionais que tanto têm lucrado do Estado português nas últimas décadas, mas a curto prazo representaria uma poupança muito significativa e poderia conduzir ao desenvolvimento de muitas empresas nacionais de Código Aberto, de suporte e desenvolvimento, geradoras de emprego e de impostos pagos localmente (e não numa qualquer offshore na Holanda ou em Curaçao…).

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Categories: Economia, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

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