Monthly Archives: Outubro 2012

Fujão Barroso, esse grande sem-vergonha e co-responsável pela presente crise europeia

Não é a primeira vez, mas Fujão Barroso lá tornou a repetir que “a crise europeia não se deve à União Europeia mas sim às práticas irresponsáveis dos grupos financeiros e ao laxismo orçamental de alguns Estados-membros.” É verdade, mas omite – muito intencionalmente – a tremenda culpa no processo que agora arrasta um continente inteiro para uma Depressão profunda e duradoura que tem em Portugal um dos seus epicentros e que a teimosia europeia no mantra austeritário não fará mais que agravar.

Com efeito, a Comissão Europeia é não somente corresponsável pela Depressão atual, como até a primeira responsável. Os financeiros – banqueiros e especuladores – foram culpados, decerto, mas eles limitaram-se a darem o seu melhor no cumprimento dos seus interesses, já a Comissão Europeia, essa, não fez o mesmo. Onde devia ter regulado, monitorizado, vigiado e agido, não o fez. Onde devia ter consolidado as diferentes legislações nacionais, não o fez. Onde devia ter combatido as gigantescas operações de fuga ao fisco e os offshores no próprio território da UE, não o fez. Se houve laxismo na Finança, houve-o apenas por a CE – a Comissão Barroso – não esteve lá.

Quanto aos “Estados Laxistas” (deve estar a referir-se ao seu e nosso Portugal), há também que recordar a Fujão que durante muito tempo a CE fechou os olhos a sucessivas violações orçamentais dos “grandes” (França e Alemanha) e que só quando a crise se propagou aos países periféricos é que a sua CE rosnou e mostrou os dentes: forte com os fracos, fraca com os fortes.

Barroso fala? Que se cale e ganhe vergonha.

Anúncios
Categories: Economia, união europeia | 8 comentários

Paul Krugman: Porque recuperou a economia americana da Grande Depressão?

“Em meados de 1939 a economia americana tinha ultrapassado já a pior fase da Grande Depressão, mas a depressão ainda não havia terminado de modo algum. (…) o otimismo dos anos iniciais do New Deal tinha sofrido um golpe esmagador em 1937, quando a economia mergulhou numa severa segunda depressão.
No entanto, num período de dois anos a economia estava já a prosperar e o desemprego estava a baixar acentuadamente. O que tinha acontecido?
A resposta é que alguém começou finalmente a gastar o suficiente para voltar a impulsionar a economia. Esse “alguém” foi o governo, claro.
(…)
“Os gastos militares subiram em flecha enquanto os Estados Unidos se apressavam a substituir os navios e os armamentos enviados à Grão-Bretanha como parte de um programa de emprestimo e arrendamento e construiram rapidamente casernas militares. Para alojar os milhões de novos recrutas. À medida que as despesas militares criavam novos postos de trabalho e os rendimentos das famílias aumentavam, os gastos dos consumidores também aumentavam.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Por tímido que fosse (e era…) o programa de estímulo de Obama (menos de 2%) sempre foi melhor que qualquer coisa que se fez na Europa. Governos tibios, incapazes de firmarem posição comum contra uma Alemanha cada vez mais rica e imperial, deixaram que o Bundesban impusesse os seus dogmas monetaristas ao BCE e impedisse qualquer “pacote de estímulo”, por modesto que fosse…

O mundo e – mais especificamente – a Europa e Portugal precisam urgentemente de um grande e ambicioso programa de estímulos economico, direccionado à economia real e não ao opaco mundo financeiro e que seja rapaz de entregar à Europa a soberania energética perdida para os países produtores de petróleo. A Europa – e Portugal – em particular precisa de converter a sua economia baseada no petróleo numa economia assente em energias renovaveis e na eletricidade. Em particular, os sessenta por cento de importacoes de combustiveis para transportes têm que ser severamente reduzidos e a curto prazo, por forma a solidificar a recente deslocacao para o positivo da balança de pagamentos e assim, a prazo, comecar a pagar a dívida externa.

Investir na produção de energia eletrica a partir de fontes renovaveis (aerogeradores, ondas, biomassa, etc) tem que ser uma prioridade europeia e nacional. Mas este processo deve ser conduzido por forma a criar emprego na Europa e não na China… e sem dar “rendas” absurdas às empresas energéticas, mas promover a aparição de varios pequenos produtores independentes (ligados a uma rede comum e pública).

Categories: Economia, Política Internacional | 1 Comentário

Martin Wolf: Três Caminhos para a Zona Euro

“Há três caminhos possíveis na zona euro.
1. Prosseguir com as reformas a longo prazo, sendo a “união bancária” – o esforço para cortar relações entre soberanos fracos e bancos – a mais importante.”

– mas esta “união bancária” é, sem dúvida, uma antecâmara direta para uma forma – limitada – de federalismo. Tudo corre neste “longo prazo”, de forma lenta e plena de hesitações e recuos, mas num caminho que liga diretamente esta “união bancária” a uma decorrente “união orçamental” que trará a supervisão de cada orçamento nacional a entidades europeias, e, pouco depois, a cobrança de impostos à Europa, que depois os distribuirá pelos Estados europeus. Nesta caminhada para o federalismo é apenas um passo, mas decisivo, para um processo que será depois imparável e que… arranca (de novo) sem consultar, pela via do referendo os povos da Europa.

“2. Chegar a acordo sobre um programa de intervenção em Espanha num futuro muito próximo. O BCE deveria usar a sua nova política de “Transações Monetárias Diretas” para baixar as taxas de juro da dívida soberana em cerca de 3%. Neste momento, a Alemanha parece que mantém Espanha refém de eventuais progressos na Grécia. É um erro. No caso da Grécia, é necessário uma nova e profunda reestruturação da dívida, bem como a reestruturação dos empréstimos oficiais. O FMI só deve avançar com um novo programa para a Grécia se este garantir um perfil de dívida sustentável. Sem essa garantia não haverá investimento privado.”

– não é só a Espanha que está refém da Alemanha, é a própria Moeda Única e toda a União Europeia. Os cidadãos alemães foram convencidos pelos seus líderes políticos e por hostes de comentadores e opinion makers de que os povos do sul são uma chusma ígnara, com pouca vontade de trabalhar e totalmente dependentes do dinheiro dos seus impostos. Agora, agem de forma consistente: querem política punitivas que “castiguem” quem – no sul – tanto lhes fez ganhar exportações e emprego. Estar assim na europa não é estar. É estar para dominar, controlar e mandar. E se assim for, não queremos estar com Esta Alemanha Nesta europa.

“3. Ajustamento e crescimento. Um número importante no Relatório sobre as Perspetivas Económicas mostra que os atuais desequilíbrios da balança corrente dos países deficitários tenderão a desaparecer à medida que a sua economia for afundando. No entanto, nada indica que os excedentes nos países credores venham a diminuir.”

Ou seja, os países do sul – liderados por Portugal e a Grécia – estão a empobrecer violentamente e de forma rápida, para grande gáudio germânico… a europa não pode, não deve ser isto: uma assimetria que se aprofunda, uma lógica punitiva do norte contra o sul, exigência fanática de austeridade sem o necessário pacote de estímulos propulsado pelo Capital que se acumula sem parar a norte (fruto de exportações sempre crescentes e de empréstimos com juros negativos). A europa, assim, caminha para o seu fim: a um dado ponto os povos dos países do sul vão exigir uma de duas coisas: ou a saída de uma União Europeia que parece eternamente insaciável com o ritmo do seu empobrecimento, enquanto – pornograficamente – não pára de acumular riqueza ou, então esses povos do sul exigirão a saída da União Europeia desses países do norte (Holanda, Alemanha, Finlândia) que parecem enredados cada vez mais profundamente numa lógica racista e egoísta que não serve a ninguém a não ser os interesses das suas massas ígnaras e demagogicamente manipuladas pelos Grandes Interesses económicos e financeiros que governam a Europa – de facto – a partir dos bastidores.

Comentário a um artigo de:
Martin Wolf, Colunista do Financial Times
http://economico.sapo.pt/noticias/o-fundo-avisa-e-estimula_154336.html

Categories: Economia, união europeia | Deixe um comentário

Paul Krugman: “As nações endividadas da Europa, países como a Grécia e a Espanha que pediram muito dinheiro emprestado durante os anos de prosperidade antes da crise (sobretudo para o financiamento das despesas do setor privado e não para o investimento público), estão todas a braços com crises orçamentais: ou já não conseguem pedir mais dinheiro emprestado, ou só podem fazê-lo a taxas de juro incrivelmente altas”

“As nações endividadas da Europa, países como a Grécia e a Espanha que pediram muito dinheiro emprestado durante os anos de prosperidade antes da crise (sobretudo para o financiamento das despesas do setor privado e não para o investimento público), estão todas a braços com crises orçamentais: ou já não conseguem pedir mais dinheiro emprestado, ou só podem fazê-lo a taxas de juro incrivelmente altas. Até agora conseguiram evitar ficar sem dinheiro porque, através de processos variados, economias europeias mais fortes, como a Alemanha, e o Banco Central Europeu têm estado a canalizar-lhe empréstimos. Mas esta ajuda vem com condições: os governos dos países devedores foram forçados a impor programas de austeridade selvagens, reduzindo as despesas mesmo em itens básicos como os cuidados de saúde.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Estas falsas “ajudas” (que de facto, comportam juros muito lucrativos para estes hipócritas ajudadores do norte da europa) têm arrastado para uma Depressao duradoura e profunda os países do sul. A Grécia – país que há mais tempo é vítima do momenatismo fanático germanico – está imersa numa situação que se degrada ano após ano, sem final à vista e a vagas sucessivas de austeridade.

Todos os países europeus estão assim a aplicar politicas austeritarias intensamente recessivas que estão a arrastar a Procura, e com ela o Emprego para níveis historicamente apenas comparaveis aos da Grande Depressao da decada vinte e trinta.

Categories: Economia, Política Internacional | Deixe um comentário

O primeiro Rafale F3 dispara com sucesso mísseis Meteor

Em outubro de 2012, foi entregue o primeiro Rafale de produção equipado com o primeiro radar AESA RBE2 e foi lançado pelo aparelho francês o primeiro míssil Ar-Ar Meteor. O aparelho é o Rafale B301 e no começo de outubro realizou dois lançamentos do Meteor.

Em finais de 2010, o governo francês encomendou duas centenas de Meteor, pouco depois um contrato de integração do míssil no Rafale era assinado, permitindo assim que o aparelho seja agora capaz de atingir alvos a muito longas distâncias. O míssil, fabricado pela MBDA, tem uma propulsão ramjet e juntamente com o MICA (de curtas distâncias) serão os dentes do Rafale F3, cujo primeiro modelo de produção foi entregue nos começos do mês de outubro. O Rafale consolida-se assim como um aparelho de combate cada vez mais capaz e com provas de fogo real já amplamente prestadas no cenário afegão e líbio.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/aesa-radar-meteor-missile-firings-advance-rafale-fighter-45152/

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: , , | Deixe um comentário

Paul Krugman: “Foi a dissipação gradual da memória da Grande Depressão que preparou o terreno para uma extraordinária subida do endividamento, que se iniciou por volta de 1980. E, sim, essa subida coincidiu com a eleição de Ronald Reagan, porque parte da história é de cariz político. O endividamento comecou a subir em parte porque credores e devedores se tinham esquecido já de que podem acontecer coisas más, mas também porque tanto os políticos como os supostos especialistas se tinham esquecido de que podem acontecer coisas más, e começaram então a retirar as regulações que tinham sido introduzidas na década de trinta para impedir que coisas más voltassem a acontecer”

“Foi a dissipação gradual da memória da Grande Depressão que preparou o terreno para uma extraordinária subida do endividamento, que se iniciou por volta de 1980. E, sim, essa subida coincidiu com a eleição de Ronald Reagan, porque parte da história é de cariz político. O endividamento comecou a subir em parte porque credores e devedores se tinham esquecido já de que podem acontecer coisas más, mas também porque tanto os políticos como os supostos especialistas se tinham esquecido de que podem acontecer coisas más, e começaram então a retirar as regulações que tinham sido introduzidas na década de trinta para impedir que coisas más voltassem a acontecer.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Com efeito, até meados de 2007, os “economistas do sistema”, pagos direta ou indiretamente pelos Grandes Interesses da Finança apregoavam que fora a profunda e quase total desregulacao financeira e comercial que começara nos EUA na década de 1990 e que tivera em Allan Greenspan o seu arquipapa negro que criara uma economia “imune a crises”. O mantra era repetido vezes sem conta em Media cada vez mais passivos ou arregimentados por esses mesmos “grandes interesses”.

O resultado foi um mundo financeiro muito opaco, recheado de “derivados” desregulados ou intencionalmente montados para garantir a sua opacidade e escondendo quantidades crescentes de lixo tóxico. Desde o quase colapso economico de 2008 pouco se fez para travar esta espiral da morte recessiva. Os sacrossantos “mercados” receberam “ajudas de emergencia” massivas dos impostos dos cidadãos e em troca entregaram muito pouco… de facto, a maior parte desse dinheiro nunca saiu do mundo virtual da alta finança e quase nenhum chegou à economia real.

A desregulação financeira esteve na base da crise financeira de finais de 2007 e da atiual depressão (que caminha a passos largos para uma Grande Depressao), mas resiste quase incólume apesar das palavras vazias dos decisores políticos… manietados por formas diversas (e nem sempre longe da corrupção mais básica) de lobbying e devido a uma opinião pública cada vez mais condicionada à passividade e à bovinidade pelo Medo (sabiamente doseado) do Desemprego.

Categories: Economia, Política Internacional, Portugal | Deixe um comentário

A SpaceX está a desenvolver um lançador pesado, o Falcon X

A SpaceX está a trabalhar num novo motor para um novo lançador, o Falcon X, – ainda maior que o atual Falcon 9 – e que será o lançador mais pesado na companhia criada por Elon Musk, um dos fundadores da PayPal.

O novo motor não será baseado no atual Merlim 1 do Falcon 9 (e que teve uma falha no lançamento da segunda Dragon), mas criado de raiz. O motor receberá a designação de MCT e será várias vezes mais potente que o Merlim devendo estar operacional daqui a um a três anos.

O próximo lançador pesado da SpaceX será assim propulsado pelo MCT e não por uma acumulação de Merlim 1 (como sucede atualmente com o Falcon 9, que tem 9 motores Merlim).

O primeiro Falcon 9 Heavy – ainda com motores Merlim – será lançado no início de 2013 e será capaz de colocar 53 toneladas em órbita baixa, ou seja, o dobro da capacidade do Delta IV Heavy (o lançador mais pesado atualmente à disposição da NASA). Este novo lançador será capaz de lançar ate 200 toneladas, o que o tornaria num dos mais poderosos lançadores da História da Astronáutica.

Fonte:
http://www.flightglobal.com/news/articles/spacex-aims-big-with-massive-new-rocket-377687/

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | Deixe um comentário

Sete coisas a NÃO FAZER num novo trabalho

Depois de se ter conseguido realizar o feito – cada vez mais difícil neste contexto economico – de ter obtido um novo emprego é vitalmente importante que o novo colaborador não deite tudo a perder deixando nos primeiros dias de trabalho uma impressão negativa. A opinião que se forma nesses primeiros dias juntoo dos colegas e das chefias será aquela que será a predominente e, se for negativa, será muito dificil de anular, exigindo um esforço desproporcionalmente mais elevado… importa assim ter certos cuidados durante as primeiras semanas e, depois, manter essa impressão inicial.

1. Não fale demais nem… de menos!

Porque “A Virtude está no Meio” (Aurea Mediocritas) os novos colaboradores devem evitar falar em demasiado por forma a estabelecerem, logo nos primeiros dias, laços com os seus colegas. Não inicie conversas – sobretudo pessoais – foco no trabalho e nas questões de serviço, mas também não recuse responder a nenhuma questão (mesmo pessoal), mas modere a extensão de todas as respostas.

2. Não proteste

Por muittas dificuldades que encontre nas suas novas funções guarde para si todas as críticas, anote-as cuidadosamente e, posteriormente, procure soluções para cada uma delas. Antes de levar essas dificuldades aos seus colegas ou à sua chefia perca algum tempo procurando soluções você mesmo, idealmente com mais que uma alternativa. Se tiver dúvidas na sua execução, peça apoio na escolha da melhor opção. Mostre assim resiliciencia, persistencia e flexibilidade.

3. Nunca digal mal

Nunca, mas nunca mesmo, digal mal da sua antiga empresa ou da sua antiga chefia ou equipa. Tal admissão, especialmente se feita nos primeiros dias, deixará a sua nova equipa e chefia a pensar que brevemente será ela o alvo do seu criticismo… por outro lado, passará assim a imagem de alguém que tem dificuldade em relacionar-se com os seus colegas.

4. Pontual!

Se existe algo que deixa uma impressão que depois leva muito tempo a anular é chegar atrasado logo nos primeiros dias. Faça tudo por tudo para chegar uns minutos antes da hora de entrada (saindo com uma margem de segurança de pelo menos uma hora e depois esperando nos arredores). Se estiver ligeiramente doente (gripe, dor de dentes, etc) faça um esforço e vá trabalhar… nada tem pior impacto na imagem profissional de um novo colaborador do que faltar logo nos primeiros dias de um novo trabalho.

5. Não coma em Serviço

Nao suje a sua nova secretaria ou local de trabalho. Nao coma na sua secretaraia, nao faça barulho com embalagens nem suje o seu ambiente de trabalho… não deixe que uma imagem de desleixo ou sujidade se associe à sua pessoa.

6. Roupa adequada

Antes mesmo de começar, procure saber que tipo de indumentaria se espera de si: formal, informal, gravata, casaco, etc. Vestir roupa exageradamente formal pode ser tão mau como trazer jeans, logo no primeiro dia. Sonde o ambiente local e ajuste-se a ele, procurando nao sobressair, nem pelo excesso, nem pelo defeito. Se for mulher, evite excessos em colares ou pulseiras ou maquilhagem demasiado carregada. Em suma: não dar nas vistas para não criar impressoes erradas que depois podem levar meses a esvanecer-se…

7. Não se gabe: seja humilde!

Por muito experiente ou conhecedor que seja na sua área profissional, não alarde os seus conhecimentos. Seja discreto e preocupe-se mais em ouvir e observar do que em falar e fazer. Se está numa nova equipa haverá sempre muito para aprender e não queira colar a si a fama de arrogante ou presumido… se a equipa onde se está a inserir já cumpre a sua missão à muitos anos certamente que sabe o que faz, epsar de poder cometer aqui e ali os seus erros. Anote-os e depois, procure aponta-los (sempre com soluções práticas) quando – mais tarde – for oportuno, mas evite mencionar isso logo nas primeiras semanas de trabalho.

Categories: Job Searching, Sociedade Civil | Deixe um comentário

Stiglitz: “O Euro não é bom para a paz”

Segundo o Nobel da Economia Joseph Stiglitz, o Euro “não é bom para a paz” e que as políticas para salvar a Moeda Única estão a dividir os europeus, criando clivagens cada vez maiores e mais insanáveis.

Com efeito, existe uma separação cada vez mais nítida entre a austeridade que – em doses crescentes, massivas e intermináveis – os países ricos do norte querem fazer cair sobre os países do sul e a capacidade destes para suportarem esta “punição”. Simultaneamente, a Moeda Única continua sobrevalorizada (por pressão alemã) o que dificulta as exportações dos países do sul (de menor valor acrescentado que as alemãs) e a estabilidade social nos países do sul diminui de dia para dia, à que as populações constatam a eternidade e escala dos sacrifícios que lhe são exigidos e o contraste dos mesmo com a opulência farta dos países do norte.

Esta europa caminha a passos largos para a implosão, restando apenas saber se a fragmentação será em grandes blocos (norte / sul) ou se, pelo contrário regressaremos a um cenário de fragmentação total e… decorrente instabilidade bélica.

Fonte:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=2829204

Categories: Economia, união europeia | 14 comentários

Paul Krugman: “Os governantes alemães apontam para a reestruturação do país ocorrida desde finais da década de 1990 até à atualidade como um modelo a ser seguido por todos”

“Os governantes alemães apontam para a reestruturação do país ocorrida desde finais da década de 1990 até à atualidade como um modelo a ser seguido por todos. O fulcro dessa reestruturação foi o facto de a Alemanha ter passado de um défice comercial para um excedente comercial: ou seja, passou da situação de comprar mais no estrangeiro para a situação inversa. Mas isso só foi possível porque outros países (sobretudo do Sul da Europa) passaram correspondentemente a afundar-se num défice comercial. E agora estamos todos a braços com problemas, mas não podemos vender mais do que aquilo que compramos. No entanto, os alemães parecem não compreender isso, talvez porque não querem compreender.”

Fonte:

“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

E isto sucedeu porque a maioria do comércio dos países europeus se desenvolve precisamente para dentro do espaço comunitario! Como sucede agora com os juros da dívida soberana que agora a Alemanha “paga” com juros negativos e os países do sul com juros especulativos, a pobreza de uns corresponde com uma exatidão digna de um espelho de cristal a riqueza de outros.

A adoção do Euro, como moeda única, foi nesse sentido uma peça preciosa para o jogo alemão: permitiu que os países do sul, aumentassem a sua dívida externa de forma explosiva devido às baixas taxas de juro e que, assim, comprassem bens transccionaveis à economia alemã, no mesmo momento em que bem planeadas políticas europeias tercializavam os países do Sul e os tornavam em gigantescos “resorts” turísticos para reformados e turistas do norte da europa.

O certo é que a “receita” alemã que agora a troika (dois terços europeia, logo, alemã) nos está a aplicar não pode funcionar: encolher as despesas do Estado pela via austeritaria sem ter uma economia primária e secundária forte não produz nada mais que depressão e desemprego em feedbac recíproco permanente, num verdadeiro ciclo de morte que pode agradar aos faustos germanicos que agora ditam as suas leis no sul da europa, mas que arrasta cada vez mais todo o continente para um Ragnarok de proporcoes ainda difíceis de antever.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal, união europeia | 2 comentários

O governo português cancelou o remanescente do contrato Pandur II

O governo português cancelou o remanescente do contrato Pandur II, requerendo um reembolso de 55 milhões de euros. O exército português vai assim ficar com as 166 Pandur já entregues, terminando com as modificações em curso em 47 desses veículos, tendo pago por todos estes veículos cerca de 233 milhões de euros.

A decisão de Aguiar Branco vai implicar o cancelamento das últimas 74 Pandur e que a Marinha não irá receber nenhuma das viaturas anfíbias (vinte) que deveria receber. Não é claro como será substituída esta encomenda, nem se serão adquiridas viaturas em primeira ou segunda mão, ou mesmo veículos mais ligeiros.

A decisão de cancelamento deste contrato segue na linha de declarações feitas em agosto onde o governo tinha já alertado o fabricante para a existência de condições que justificavam o seu cancelamento.

Os primeiros veículos foram entregues em 2008, mas houve vários problemas com a qualidade dos Pandur entregues e decorrentes atrasos.

O contrato inicial, assinado em 2005, previa a entrega de 260 Pandur em troca do pagamento de 365 milhões de euros, incluindo um componente de fabricação local.

Fonte:

http://www.defenseindustrydaily.com/general-dynamics-closes-482m-contract-with-portugal-070/

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Portugal | 5 comentários

A República Checa vai vender ao Iraque 24 aviões Aero L-129

Aero L-129 (http://en.valka.cz)

Aero L-129 (http://en.valka.cz)

O Iraque vai comprar à República Checa aviões avançados de treino e ataque ao solo L-129. As negociações demoraram mais de três anos, mas finalmente foi decidida a aquisição de 24 aparelhos deste tipo. Estes serão aviões em segunda mão, que chegaram a voar na Força Aérea checa, mas durante pouco tempo.

Os Aero L-159 podem ser armados com mísseis Sidewinder, de curto alcance e vários tipos de armas Ar-Terra tendo sido concebidos para poderem funcionar normalmente em condições muito austeras.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/iraq-to-buy-czech-l-159-trainer-jets-45084/#ixzz29LaVW8MW

Categories: DefenseNewsPt | Etiquetas: | Deixe um comentário

Portugal precisa de um verdadeiro Plano Nacional para a Informática

Portugal é um dos poucos países do mundo desenvolvido onde grande parte dos estudantes do primeiro ciclo possuem um computador pessoal portátil (o “Magalhães”). As virtualidades que daí poderiam advir são tremendas, mas fica a sensação desagradável (como se de uma comichão se tratasse) de que essa ferramenta não só não está a ser explorada em todas as plenitudes das suas potencialidades, como está – pior – a ser mal usada.

Portugal tem hoje entre as suas mais dinâmicas e saudáveis empresas exportadoras algumas empresas de TI. Em termos globais, o setor das Tecnologias de Informação e das Comunicacoes tem uma importancia cada vez maior, mas fica a sensação de que o país não está a crescer tanto neste setor como podia. Apesar do crescimento aparentemente descontrolado dos números do desemprego, há muitas vagas por preencher no setor das TI e sendo certo que esse desafasamento deve muito aos salários que se pretendem atribuir, existe também um nítido fenómeno de insuficiencia universitaria em fornecer a quantidade necessária de licenciados nesta área vital para o desenvolvimento do país.

Portugal precisa de um verdadeiro Plano Nacional para a Informática: que abranja todos os graus de ensino, desde o básico até ao universitario, sem esquecer o secundário. É preciso que os Magalhães e demais laptops fornecidos a preços reduzidos sejam efetivamente usados como verdadeiros computadores que são e não como “máquinas estúpidas” que pouco mais fazem que correr jogos Flash, Chat e Facebook.

Este Plano Nacional de Informatica deve:
1. No Básico promover a utilização de software aberto e novas releases do Magalhães (hoje suspensas) devem incluir apenas sistemas operativos abertos Linux, como o português Caixa Mágica. As distros não podem incorporar por defeito aplicações de Chat, jogos ou outras distracoes. As editoras devem trabalhar em conjunto numa plataforma que preserve os direitos autorais que possibilite a total virtualizacao dos manuais escolares, poupanndo em custos de impressao, distribuição e armazenamento e reduzindo a pegada de carbono do país. Noções básicas de programacao devem ser ensinadas às crianças, desenvolvendo nos meios universitarios (se necessário) uma nova linguagem de programacao adequada a esse fim.

2. As limitacoes quanto ao uso de Chat e Jogos nestes computadores de meio escolar devem manter-se, assim como a utilização exclusiva de software aberto no nível Secundário de ensino. Os objetivos da utilização da informatica neste nivel devem ser – naturalmente – mais ambiciosos, passando pela produção de conteúdos originais (p.ex. para a Wikipédia portuguesa), e, sobretudo, pelo desenvolvimento de competências de programacao que levem à produção de aplicações que corram em diversas plataformas, como o Android, iPhone, ou em webservers e computadores desktop.

3. Nos níveis mais elevados de ensino (licenciaturas, mestrados e doutoramentos) devem manter-se as mesmas lógicas dos níveis anteriores (foco no Código Aberto e nas competências de programacao), incorporando métricas de sucesso (número anual de novos licenciados, de novas empresas de TI, de exportacoes e emprego gerado neste setor), recebendo as universidades públicas incentivos financeiros em função do sucesso obtido em cada uma dessas métricas.

Como caso de estudo neste Plano Nacional para a Informatica Portugal deve estudar o sucesso israelita, país de dimensao demografica e economica comparavel e que deve o seu sucesso atual nessa area a um plano idêntico desenvolvido nesse país do Médio Oriente na decada de noventa. Em particular, a transformacao da disciplina de Informatica, como curricular, ao lado da Matemática e do Português deve ser ponderada, assim como um aumento exponencial da exigência dos programas, nomeadamente ao nível das competencias de programacao e redes.

Categories: Ciência e Tecnologia, Informática, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | Deixe um comentário

O helicóptero chinês de ataque Z-10 terá tecnologia pirateada nos EUA

A China refutou as acusações de que o seu novo helicóptero de ataque Z-10 esteja a ser desenvolvido a partir de tecnologia pirateada a partir dos EUA. A negação vem no contexto do pagamento de uma multa de 75 milhões de dólares ao governo norte-americano por parte da “United Technologies Corp.” (UTC), empresa que admitiu ter vendido software que a China usou para o seu projeto de criar o primeiro helicóptero moderno de ataque do seu inventário.

Pequim alega que “quer os motores, quer toda a sua tecnologia foram desenvolvidos localmente” mas se a UTC admitiu o crime e aceitou pagar a multa por violação explícita dos leis que impedem a exportação de material militar sensível e tendo em conta o historial chinês neste campo parece altamente improvavel que o Z-10 não seja mais um episódio de pirataria tecnologica protagonizada por Pequim.

Fonte:
http://www.defpro.com/news/details/37973/

Categories: China, DefenseNewsPt | 14 comentários

Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA) o facto de um profissional ser recrutado através das redes sociais Facebook e Linkedin leva a que o quadro remuneratório mais favorável que a média.

Segundo um estudo da Universidade da Carolina do Norte (EUA) o facto de um profissional ser recrutado através das redes sociais Facebook e Linkedin leva a que o quadro remuneratório mais favorável que a média.

O estudo abordou o chamado “recrutamento informal”, em que o novo colaborador é abordado diretamente pelo recrutador para uma determinada posição. O estudo concluiu que 27% de todos os postos de trabalho nos EUA são preenchidos desta forma e revelou ainda que as empresas que mais pagam são também aquelas que mais recrutam através das redes sociais, o que pode explicar o fenómeno da remuneracao acima da média acima apontado.

Fonte:
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2012/07/27/profissionais-admitidos-via-redes-sociais-tem-salarios-maiores/

Categories: Job Searching | Deixe um comentário

Paul Krugman: “Uma matéria mais melindrosa é saber até que ponto os interesses pessoais do 1% da população do topo – ou melhor ainda, do 0.1% da população do topo – têm colorido a discussão entre os economistas académicos”

“Uma matéria mais melindrosa é saber até que ponto os interesses pessoais do 1% da população do topo – ou melhor ainda, do 0.1% da população do topo – têm colorido a discussão entre os economistas académicos. Mas seguramente que essa influência estava lá bem presente: no mínimo, as preferências de mecenas universitarios, a disponibilidade de bolsas de estudo e lucrativos contratos de consultoria, etc., devem ter encorajado esses profissionais academicos não só a distanciarem-se das ideias keynesianas, mas a esquecerem grande parte daquilo que se aprendeu com as décadas de trinta e quarenta.”

Fonte:
“Acabem com esta crise, já!”
Paul Krugman (Nobel da Economia)

Nos EUA, como cá, não há dúvidas de que os “grandes interesses” que hoje detêm uma posição cada vez mais dominante nas sociedades, mercê da solidificacao da sua vantagem economica sobre o resto da sociedade através de uma desigualdade na distribuição de rendimentos crescente, controlam os Media. Mas além dos Media, estes Interesses também arregimentaram à sua Causa Imperial os Opinion Makers que vivem nesses Media. Atualmente o pensamento economico independente encontra geralmente barreiras impossíveis para chegar ao Prime Time televisivo e com a erosão crescente da imprensa escrita (graças à TV e à Internet) é cada vez mais fácil manipular as massas e induzir as correntes de pensamento mais convenientesao Status Quo social.

Em suma, os Muito Ricos pagaram a mercenarios economicos para os servirem e a maioria da população nem sequer se apercebe de que está a ser cada vez mais escravizada…

Categories: Economia, Política Internacional | 5 comentários

Proposta de um sistema de Crowdsourcing para I&D no setor do Mar

Nos EUA começa a ganhar alguma importancia o conceito de crowdsourcing (pessoas anónimos financiam projetos e empresas com os quais se identificam usando transferencias via NIB e Visa). Em Portugal, contudo, não existe nada de semelhante…

Nos últimos anos foi conseguido um progresso muito significativo no campo da investigacao científica em Portugal: em termos de qualidade e quantidade a Investigação científica está bem e recomenda-se. Mas os cortes orcamentais e a obsessão austeritaria imposta pela Troika (ou melhor, pela Europa, que a domina a dois terços) começam a fazer mossa severa na investigação científica portuguesa. Urge assim encontrar formas alternativas de financiamento que potenciem os mecanismos fiscais do Mecenato, os expandam e promovam o seu uso.

Uma destas formas pode ser o Crowdsourcing. E se existe área onde Portugal precisa de financiar investigacao ou até empresas inovadoras e que derivem diretamente destes projetos é o setor do Mar.

Propomos assim a criação de uma plataforma cibernética que congregue vários projetos de investigação ligados ao Mar, os apresente ao grande público. O site seria patrocinado por instituições e associacoes ligadas ao Mar e os proojetos seriam apenas projetos universitarios, por forma a garantir assim a necessária filtragem de qualidade e viabilidade que estas entidades poderiam oferecer.

O site receberia donativos por projeto de particulares e empresas, listando os seus apoiantes publicamente no site (e servindo assim um papel acessório de marketing social). Cada projeto seria acompanhado de uma breve descrição em linguagem comum e de explicativo num canal dedicado ao projeto no Youtube.

Os projetos estariam em sã competicao entre si, pela quantidade de apoios e fãs (não pagantes) recebidos e seriam forçados a enviarem regularmente aos seus apoiantes relatórios de estado. O site seria auto-sustentavel por patrocinios ou um por uma pequena taxa a cobrar a cada patrocínio, nunca superior a dez por cento por donativo.

Simultaneamente, promover-se-ia a criação no IRS de uma nova rubrica de abatimentos no IRS intitulada “mecenato científico” e onde os particulares poderiam inscrever estes donativos recolhendo assim um benefício fiscal que teria que ser significativo ao mesmo tempo que a investigação científica portuguesa num campo tão decisivo para o futuro de todos nós, como o Mar, poderia receber um consideravel afluxo de financiamentos e atenção mediática e popular, saindo dos claustros dos laboratórios e das academias para a comunidade.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

General Garcia de Leandro: Sobre o Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) e comentário

General Garcia Leandro (http://imagens.publico.pt)

General Garcia Leandro (http://imagens.publico.pt)

“Depois da aprovação da Constituição de 1976, enquadrante geral dos interesses nacionais, foi criado o Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), aprovado pela primeira vez em 1985 e actualizado em 1994 e 2003. Se a Constituição desenhou o grande quadro legal onde instituições e pessoas se deviam mover, já o CEDN era orientado para as grandes questões da Defesa Nacional, indicando cuidadosamente como se deveria proceder com as componentes não militares da Defesa, sendo seu primeiro responsável o MDN e aprovado em Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), depois de passar pela Assembleia da República. Verificou-se desde logo que as componentes não militares da Defesa não mereciam o cuidado indispensável dos responsáveis sectoriais do Governo. Foi, ao longo dos anos, uma luta difícil e com pouco sucesso. O CEDN de 1985 foi marcado pelo período da Guerra Fria e pelo seu enquadramento NATO; no CEDN de 1994 já se fizeram sentir as consequências da queda do Muro de Berlim, da implosão da URSS, do Tratado de Maastrich, do novo Conceito Estratégico da NATO (1991), das Operações de Apoio a Paz e das hipóteses do terrorismo internacional; o de 2003 foi naturalmente influenciado pelo emergir catastrófico do terrorismo transnacional (marcado pelo 11 de Setembro), pelo assumir da Segurança e Defesa pela União Europeia, pelos conflitos regionais e pelo novo Conceito Estratégico da NATO de 1999 (poder actuar antes de tempo e fora de área). Pela primeira vez, e pela voz do Dr. João Salgueiro, surgiu a proposta de um Conceito Estratégico de
Afirmação Nacional.

Mas a questão da falta de envolvimento sério com as componentes não militares da Defesa foi sempre continuando. Entretanto, perante o avolumar e a alteração qualitativa das ameaças e vulnerabilidades, os especialistas foram chamando a atenção para que tal conceito necessitava de ser mais alargado, devendo incluir também a Segurança Interna; assim deveria passar a chamar-se Conceito Estratégico de Segurança e Defesa (CESD) ou Conceito Estratégico de Segurança Nacional (CESN), o que veio finalmente a ser aceite pelos responsáveis políticos, solução adoptada também por alguns dos nossos aliados na NATO. Está agora novamente em desenvolvimento o trabalho que nos leva ao CESD ou CESN de 2012. O trabalho tem sido desenvolvido com grande seriedade, primeiro pelo IDN e agora alargado a um grupo multidisciplinar de entidades seleccionadas pela sua competência. Também, como em 2003 (pela primeira vez), tem-se procurado envolver a população nesta discussão que é do interesse de todos Ocorre que continuam a existir problemas muito concretos. O CESD/CESN tem de ser assumido pelo PM, pois o MDN não tem poderes para fazer os seus colegas do Governo cumprirem as decisões tomadas na sua área de responsabilidade. Mas continuamos atrasados, já que deveria existir um Conceito Estratégico Nacional (CEN), mais lato que qualquer dos anteriores modelos; este, sendo plurianual (cerca de 10anos), daria as grandes linhas permanentes onde se iriam integrar os sucessivos Programas de Governo. As questões essenciais da vida nacional estariam assim balizadas, evitando soluções de mudança de Governo, conjunturais, eleitoralistas, improvisações, influenciadas por grupos de pressão, etc. Haveria maior responsabilização,continuidade e possibilidades de controlo.

Se esta é, para muitos especialistas, a solução ideal, já a sua concretização teria muitas dificuldades, pois os Governos (saídos da lógica partidária) podem querer evitar tal compromisso, embora de interesse nacional, e, mesmo, eventualmente, concordando, podem ter muitas dificuldades em a concretizar, pois os interesses nacionais podem já estar subordinados a limitações, de várias origens, impostas pelo exterior. Este é um drama antigo em Portugal, mas há que saber jogar com o ambiente internacional.

Verdadeiramente, o que nos interessaria seria um Conceito Estratégico Nacional (CEN) pela sua abrangência. Qualquer que seja a solução, o novo CESD/CESN/CEN (e há a necessidade de se perceber que se tratam de três patamares diferentes, de três concepções progressivamente alargadas e enriquecidas nas suas obrigações e necessidades) pode ser um trabalho de grande qualidade, mas que, mais uma vez, pode ficar no papel. Pode apenas ser um registo de boas intenções; oxalá, eu esteja enganado.”

Lisboa, 11 de Outubro de 2012

Lisboa, 11 de Outubro de 2012 General Garcia Leandro (R)

Sem dúvida que o conceito lato de “Defesa Nacional” extravasa em muito o restrito âmbito militar. É assim, portanto impensável que o CEN não incorpore todos os restantes segmentos clássicos da governação, para alem do ministério da Defesa. Este envolvimento tem que ser extensivo a todas as camadas da governação e incorporar todas as manifestações de soberania que estão para além da soberania territorial (preocupação clássico dos militares): soberania energética, económica, no campo da agua e dos recursos hídricos e, claro, financeira.

No mundo globalizado em que hoje vivemos a esfera clássica de ação dos Estados foi severamente cerceada na dupla vertente financeira (hoje muitas multinacionais agregam mais riqueza que vários Estados de média dimensão) e operativa (por lobbying e pela perda de credibilidade pública dos políticos). Em resultado, encontramos Estados teoricamente soberanos que vêm a sua suposta soberania efetiva comprimida até se tornar meramente vestigial ou ritual. O poder cada vez mais opressivo e global dos Grandes Interesses económicos e financeiros estabelece as regras e como estas devem ser aplicadas aos Estado, condiciona o curso da vontade popular, livremente expressa em eleições, e transmuta as democracias em aparências ilusórias. Cada vez mais, perante este colapso da soberania efetiva dos Estados estamos perante um “Estado Diminuído” que deixa perder parcelas inteiras de soberania para fora, para estes interesses (quase sempre anónimos e apátridas) que o sorvem, a partir de fora.

Importa assim estender o conceito de Soberania muito para além daqueles que são os seus limites convencionais e como escreve o General Garcia de Lemos no seu texto sobre o CEN, fazer com que este se estenda muito para além daquilo que é convencional, abrangendo a soberania económica, ecológica, financeira e política, onde ela se perdeu ou por forma de transferências não referendadas de poder para Bruxelas, ou por forma de uma crescente demissão dos cidadãos da vida cívica, política ou associativa do seu pais e das suas comunidades.

Categories: DefenseNewsPt, Defesa Nacional, Política Nacional, Portugal | 1 Comentário

Porque é a Sociedade Civil portuguesa tão passiva?

Perante uma vaga tão sistemática e crescente de sacrifícios induzidos a partir do exterior e que não estão a ser repartidos por toda sociedade seria de esperar que a conflitualidade social fosse mais intensa.

A recessão – cada vez mais profunda – está a ser intensificada pela erosão do Estado Social que em Portugal foi construido não na década de 60 (como no resto da Europa) e que está profundamente associado ao regime democratica. O termo do Estado Social ou, pelo menos, a sua compressao até um “Estado Social Mínimo” muito do agrado dos neoliberais deveria estar a provocar uma severa ebulição social. Mas nada se observa. Além de uns quantos sincalistas mais ou menos profissionais e que desconexas e improdutivas manifestacoes de rua, nada se observa nem dá sinais sequer de despontar.

Dois fenómenos concorrem para explicar esta passividade social portuguesa:
1. As revoluçoes nascem, desenvolvem-se e produzem efeitos sempre nas camadas jovens das sociedades (dos 18 aos 30 anos), ora Portugal, devido a uma das mais baixas taxas de substituicao demografica do mundo, tem uma das piramides demograficas mais invertidas do mundo: isto é, tem poucos jovens e, ainda por cima, respondendo ao agravamento da crise e aos criminosos apelos governamentais, os seus elementos mais dinâmicos e audazes não vão fazer nenhuma revolução porque estão a emigrar massivamente!

2. O outro fenomeno social que explica o facto de a ultima revolta social ter sido em… 1383 (a Maria da Fonte não conta, já que se inseriu no contexto muito especifico das Lutas Liberais). Existe algo na mentalidade portuguesa que não propicia a revoltas sociais. Seja uma herança do fatalismo judaico (que compoem um quarto da nossa massa genética comum), das perseguicoes castradoras da Inquisição ou do Ultracatolicismo de Dom João III, dos cinquenta anos de Salazarismo ou do entorpecimento mediatico atual, o certo é que algo no temperamento luso não propicia a revoltas sociais.

Mas isso não quer dizer que os Poderosos do norte da Europa (que são, recordemos, dois terços da Troika) consigam prosseguir a sua agenda de destruição do Estado Social português. Os quarentoes podem revoltar-se se o fenómeno do Desemprego crónico os levar à exigida dose de desespero e se a fome das suas famílias os levar a tal extremo. De facto, é aqui que reside hoje o verdadeiro detonador da Revolta Social que se desenha hoje de forma cada vez mais nítida no horizonte: no desemprego crónico de cidadãos seniores.

Categories: Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | 11 comentários

A Rússia vai lançar astronautas com o Angara A5

Embora poucos falados no Ocidente, os planos russos para renovar o seu sistema de lancamentos espaciais prosseguem… o primeiro voo da nova cápsula espacial capaz de transportar até seis cosmonautas deverá ter lugar em 2018, mas usando não o foguetão inicialmente pensado, o Rus-M, mas o Angara A5.

O novo veículo tripulado russo tem agora a designacao “Veículo Avançado Tripulado” (em russo…) conseguira transportar até seis cosmonautas, meia tonelada de carga e será capaz de realizar voos até à Lua ou a um asteróide. Como as atuais cápsulas Soyuz, será capaz de aterrar apenas em terra, recorrendo para tal a retro-foguetes de combustível sólido.

O A5 é a versão pesada do foguetao Angara. Toda utiliza o mesmo motor a oxigenio líquido e querosene, mas o A5 possui cinco desses motores. Este motor é utilizado pelo lançador sul-coreano “Korea Space Launch Vehicle” (KSLV) no seu primeiro estágio e foi utilizado pela primeira vez em 2009. O primeiro voo de um Angara terá lugar em 2013, materializando um atraso que carateriza de forma sistematica este programa desde o seu arranque em 2009.

Fonte:
http://www.msnbc.msn.com/id/48266154/ns/technology_and_science-space/#.UAss5xWieBs

Categories: SpaceNewsPt | Etiquetas: | 4 comentários

Rui Pereira: “Para sair da crise é necessário encarar de frente e sem preconceitos ideologicos a sua origem, que radica, sobretudo, na ganância, usura e especulação do sistema financeiro”

Rui Pereira (http://copy.pnn.pt)

Rui Pereira (http://copy.pnn.pt)

“Para sair da crise é necessário encarar de frente e sem preconceitos ideologicos a sua origem, que radica, sobretudo, na ganância, usura e especulação do sistema financeiro e não tanto nos desperdicios do Estado providencia ou nas corruptelas da classe politica. É necessário assumir que a solução para os nossos problemas de desenvolvimento está cá “dentro”, implicando uma reorganizacao da estrutura produtiva. E é necessário converter a justiça na repartição de sacrifícios num programa de ação permanente, não a usando como slogan descartável.”

Rui Pereira

Correio da Manhã, 19 de julho de 2012

A questão está assim em saber como se irão efetivamente repartir esses sacrificios. A carga fiscal não tem parado de subir, ano após ano, e a Troia parece insaciável no seu apetite fiscal voraz que tudo parece querer aglutinar sendo as tão propaladas “reformas” pouco mais que cosméticas.

A questão está em que não estamos perante um “problema português”: parcelas crescentes da riqueza foram transferidas (pelo processo de tercializacao das economias ocidentais) para o tenebroso e isento de impostos “mundo da especulacao financeira”, para “paraísos fiscais”, alguns bem perto de nos (Suíça, Suécia, Holanda, Reino Unido, etc). Fala-se de mais de 21 mil milhões de euros desaparecidos nestas caixas negras e sonegados ao dever social do pagamento de impostos… é aqui que se devem buscar os sacrifícios que importa dividir por todos. Mas tal justiça será impossível de cumprir pelas proclamacoes ocas das grandes cimeiras! Os países, os políticos de todo o mundo têm que se concertar e – a começar na União Europeia – acabarem com estes paraísos fiscais.

Esse é o movimento de justiça social e economica que devia estar no centro das prioridades da Comissão Europeia, não o prosseguimento cego desta política austeritaria que já mostrou (em Portugal e na Grécia) que não resolve problema nenhum.

Categories: Economia, Política Nacional, Portugal | Deixe um comentário

A Rússia está a negociar com a Índia a venda de um conjunto de 42 aviões Sukhoi Su-30MKI

Sukhoi T-50 (http://www.whaatt.com)

Sukhoi T-50 (http://www.whaatt.com)

A Rússia está a negociar com a Índia a venda de um conjunto de 42 aviões Sukhoi Su-30MKI de um padrão superior aquele atualmente usado na Força Aérea Indiana. Estes aviões terão radares AESA mais avançados e a capacidade para utilizarem a versão ar-terra do míssil russo-indiano BrahMos.

A confirmar-se esta venda, estes aparelhos iriam juntar-se aos 130 Su-30MKI já atualmente em uso na Força Aérea Indiana e – juntamente com os 126 Dassault Rafale – iriam formar uma das mais poderosas forças aéreas do mundo.

Fonte:
http://www.defencetalk.com/india-to-build-export-t-50-stealth-fighter-by-2020-45052/

Categories: DefenseNewsPt | 2 comentários

Fernando Pessoa: “A existência necessária, nos povos, de elementos opostos, e por isso complementares e equilibrantes, manifesta-se, em geral, atraves de indivíduos diferentes. Quer dizer: não é no mesmo indivíduo que coincidem oos dois elementos complementaresz. Aparece um certos indivíduos, outro em outros. O equilíbrio dá-se na raça ou no povo em conjunto, não nos indivíduos separadamente.”

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

“A existência necessária, nos povos, de elementos opostos, e por isso complementares e equilibrantes, manifesta-se, em geral, atraves de indivíduos diferentes. Quer dizer: não é no mesmo indivíduo que coincidem oos dois elementos complementaresz. Aparece um certos indivíduos, outro em outros. O equilíbrio dá-se na raça ou no povo em conjunto, não nos indivíduos separadamente.”

Prefácio ao livro de poemas Alma Errante de Eliezer Kamenezky
Fernando Pessoa, 1935

Quando no Quintus discorro sobre este ou aqueloutro aspeto da cultura ou civilização germanica ou britanica, realçando os seus pontos negativos (porque os panegiricos abundam) cumpro o papel oposto daqueles afrancesados que perante a aproximação dos maltrapilhados Dragoes de Junot a Lisboa saiam a sauda-los, clamando a fraternidade maçonica. Portugal sempre deveu muito pouco a uma Europa que sempre nos tratou com arrogância e altivez e contra quem – não raras vezes – tivemos que lutar.

Os europeus do norte não têm – obviamente – todos o mesmo caráter, atitude ou racismo frente aos povos do sul. Acreditar em tal seria incorrer numa enorme estupidez do tamanho do genocídio nazi contra os judeus e incorrer – precisamente – no mesmo erro. As nações são compopstas de indivíduos, por vezes com interesses e convicoes diametralmente opostas, mas existem sobre um fundo moral comum, sobre o qual se erguem uma série de ideias-nação que as fundam e que distinguindo-as das demais e essas ideias existem no norte da Europa assim como existem no sul, permeiam fortemente a história imperialista e agressiva dos nortenhos e explicam muito da atual crise europeia e ignorar essa inclinação é impossível.

Categories: Europa e União Europeia, História, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 16 comentários

+D = Democracia em Movimento

+D = Mais DemocraciaAdira ao +D = Democracia em Movimento enviando uma mensagem para

adiro@maisdemocracia.org

Categories: maisdemocracia.org, Política Nacional, Portugal, Sociedade, Sociedade Civil, Sociedade Portuguesa | 3 comentários

O Fuhrer alemão vem a Portugal em Novembro. Sieg!

Depois da visita à Grécia o Fuhrer feminino germano vem a Lisboa. Não vem porque precise de vir: numa época de telefonia VoIP, chat, videoconferência, total profusão informativa e multiplicidade de meios de comunicação, merkel não foi à Grécia porque precisasse de ir, nem virá a Portugal porque precisa. Foi e virá porque nessa viagem passa uma mensagem. A fuhrer germânica explicou que a Atenas para “conhecer melhor a situação”, mas de facto, meteu-se num avião, saiu, cumprimentou o anfitrião, percorreu sob pesada escolta (porque será…) de carro blindado o percurso do aeroporto à sede de governo, garantindo sempre que nenhum cidadão grego se aproxima fuhrer a menos de três mil metros.

Seis horas depois de ter colocado as botas em solo grego, a fuhrer já estava de volta à sua saudosa, alva e ariana capital deixando para trás um “apoio” difuso a mais uma camada de saque fiscal, apertos e cortes (esta no valor de 11 mil milhões de euros) que tanto têm feito pela depressão económica que se instala de forma cada vez mais profunda e duradoura na Grécia.

Em Portugal, a fuhrer deve estar em novembro, com a mesma agenda ultra-rápido, altamente blindada e afastada desse repulsivo “povo inferior e gastador” que nem pensar em ter por perto, emulando a mesma atitude de cavaco e demais abortos na comemoração fechada do último cinco de outubro.

Não serei demagogo e não vou escrever aqui que a fuhrer alemã é o “mal encarnado”, que todos os alemães são arrogantes, imperialistas ou racistas. Não. Merkel, a fuhrer é tão somente uma esponja que percebeu que o sentimento maioritário do seu povo ia hoje numa lógica punitiva contra os países do sul, tidos pelo “eleitor médio” alemão como gastadores, pouco trabalhadores e improdutivos. E os alemães, ainda que maioritariamente pensem assim acham que têm razão porque são tão mal informados como o português médio, mas muito mais ricos e com mais emprego do que este… é este autismo informativo que está na direta razão destas incompreensões que ecoam na mente mais ou menos vazia da fuhrer alemã.

Categories: Economia, Política Internacional, Política Nacional, Portugal | 46 comentários

Fernando Pessoa sobre a Ordem Externa e a Ordem Interna da Ordem do Templo

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

“Em todas as ordens definidas, mas com fundamento oculto, há a ordem externa e a ordem interna. Assim nos Templários, na data da sua extinção violenta, era Chefe Externo (Grão-Mestre) o cavaleiro francês Jacques de Molay, e era Mestre Interno (Mestre do Templo) o cavaleiro escocês Robert de Heredom.
A Estrita Observancia, recebendo a alma da sua missão da Ordem de Cristo, ficou com certa parte da informação sobre a alma do Templo dos Templários.”

Fernando Pessoa sobre a Ordem Externa e a Ordem Interna da Ordem do Templo

Nunca nos seus textos – como neste – Fernando Pessoa expõe de forma tão clara a sua convicção de que existiriam nao uma, mas duas Ordens do Templo. Uma Externa, pública e atuante no mundo, corrompida porventura por ensinamentos obtidos no Oriente até aquilo a que noutro texto Pessoa chama de “satanismo” e uma outra Ordem do Templo, Interior e vera guardiã dos mais profundos e secretos ensinamentos e conhecimentos da Ordem.

Estas duas Ordens eram paralelas, na estrutura, meios, fins e hierarquia, o seu mais alto lider externo recebia o título de Grão-Mestre e em 1314 era Jacques de Molay. Por seu lado, a Ordem Interna era regida por um “Mestre do Templo”, o qual à data da extinção era o escocês Robert de Heredom, que conseguiria a proteção do rei escocês (como Dom Dinis protegeria os cavaleiros em Portugal) e transpor assim para os graus mais elevados e secretos da maçonaria os ensinamentos dessa Ordem Interna dos Templarios.

Categories: História, Mitos e Mistérios, Portugal | Deixe um comentário

“Os portugueses sentem-se traídos. Traídos pelos Governos de Sócrates (e seus antecessores), que levaram o Estado à penúria; traídos por Passos Coelho pelo falhanço na redução do défice e pela exigência de um empobrecimento brutal sem horizonte que não seja o de novo falhanço”

“Os portugueses sentem-se traídos. Traídos pelos Governos de Sócrates (e seus antecessores), que levaram o Estado à penúria; traídos por Passos Coelho pelo falhanço na redução do défice e pela exigência de um empobrecimento brutal sem horizonte que não seja o de novo falhanço.
O segundo remédio para o vírus da revolta é o antibiótico palaciano: Portas a descartar-se. Seguro a fingir que com ele seria diferente, Cavaco a convocar conselheiros e parceiros sociais. Está em marcha a recomposição do poder, com as alternativas do costume.
E, se tudo falhar para esta classe dirigente, está aí o anestésico da revolta: um governo “de salvação nacional”, um executivo de tecnocratas que concretizara coisas como esta: tornar legal e proceder ao despedimento de cem ou 200 mil funcionários públicos – a solução final que todos estes senhores sussurram para a crise e que arruinara de vez milhares e milhares de famílias… não acredita? Aposta?”

Pedro Tadeu
Diário de Notícias
18 de setembro de 2012

O malfadado “rotatitivismo democrático” que asfixiou a monarquia constitucional e a Primeira República está a preparar mais rotação para encher os olhos aos portugueses com mais um pífio e inconsequente “vento de mudança”. Como com Obama, muito pouco vai realmente mudar.

O sentimento de frustração dos cidadãos quase que pode ser apalpado, tamanha é a sua intensidade e a incapacidade dos políticos do bi-partido parece total, assim como a falta de vontade da Esquerda mais extrema em assumir um discurso e um quadro de propostas mais razoável e racional. Enclausurada numa lógica de protesto, afasta-se do Poder e condena o atual sistema político-partidário ao fastio, previsibilidade e paralisia. O governos Passos-Portas pouco mais consegue fazer do que obedecer a Merkel, procurando até antecipar as suas ordens futuras por forma a provar o seu servilismo bacoco.

Estamos assim cercados: de um lado por um governo medíocre e sem imaginação, ao lado (muito perto) por um PS com a memoria ainda muito recente das loucuras de Sócrates e da sua responsabilidade (tremenda mas não total) pela atual situação de bancarrota. À esquerda, temos partidos encravados em estéreis discursos de protesto e à direita, um partido de governo que se tenta desesperadamente desmarcar por forma a salvar-se da hecatombe eleitoral que aí vem.

Estamos bloqueados. Mas os cidadãos têm nas suas mãos o poder para quebrar esse bloqueio. Basta que se ergam, que se mexam, que se mobilizam, organizem, participem e… votem. A democracia não morreu, não está condenada a uma plutocracia dos grandes interesses nem aos seus fieis canais de comunicação instalados nos “partidos do poder”. A democracia é nossa e cabe a cada um de nós dar o seu contributo para que o país se erga desta modorra.

Adere ao www.maisdemocracia.org !

Categories: maisdemocracia.org, Política Nacional, Portugal | 2 comentários

Fernando Pessoa: “O povo inglês foi sempre claramente ativo e pratico; é contudo o povo que deu ao mundo a poesia lírica mais etérea e subtil. Mas o inglês, na mesma plena imersão prática, é incoordenado e inconstrutivo: vai pela realidade fora aos apalpoes, ainda que aos apalpoes seguros. Um Infante Dom Henrique, ou um Bismarc é produto impossível em Inglaterra.”

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

Fernando Pessoa (http://24horasnewspaper.com)

“O povo inglês foi sempre claramente ativo e pratico; é contudo o povo que deu ao mundo a poesia lírica mais etérea e subtil. Mas o inglês, na mesma plena imersão prática, é incoordenado e inconstrutivo: vai pela realidade fora aos apalpoes, ainda que aos apalpoes seguros. Um Infante Dom Henrique, ou um Bismarc é produto impossível em Inglaterra.”

Prefácio ao livro de poemas Alma Errante de Eliezer Kamenezky
Fernando Pessoa, 1935

É sempre curioso observar como alguém criado num contexto cultural anglófono (na África do Sul) retirou desta experiência vivida na primeira pessoa uma interpretação tão contrária daqueles que tecem loas às britânicas virtudes tão exaltadas aqui por alguns comentadores…

Como os romanos, Pessoa reconhece nos ingleses uma obsessão pelos aspetos práticos e materiais do espírito inglês que o cerceia e que lhe impede o pleno potencial que o caráter celta antevia e que Portugal tão bem soube consubstanciar na gesta da Expansão e dos Descobrimentos.

Categories: Política Internacional, Portugal | 3 comentários

Site no WordPress.com.

Eleitores de Portugal (Associação Cívica)

Associação dedicada à divulgação e promoção da participação eleitoral e política dos cidadãos

Vizinhos em Lisboa

A Vizinhos em Lisboa tem em vista a representação e defesa dos interesses dos moradores residentes nas áreas, freguesias, bairros do concelho de Lisboa nas áreas de planeamento, urbanismo, valorização do património edificado, mobilidade, equipamentos, bem-estar, educação, defesa do património, ambiente e qualidade de vida.

Vizinhos do Areeiro

Núcleo do Areeiro da associação Vizinhos em Lisboa: Movimento de Vizinhos de causas locais e cidadania activa

Vizinhos do Bairro de São Miguel

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos

TRAVÃO ao Alojamento Local

O Alojamento Local, o Uniplaces e a Gentrificação de Lisboa e Porto estão a destruir as cidades

Não aos Serviços de Valor Acrescentado nas Facturas de Comunicações !

Movimento informal de cidadãos contra os abusos dos SVA em facturas de operadores de comunicações

Vizinhos de Alvalade

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos de Alvalade

anExplica

aprender e aprendendo

Subscrição Pública

Plataforma independente de participação cívica

Rede Vida

Just another WordPress.com weblog

Vizinhos do Areeiro

Movimento informal, inorgânico e não-partidário (nem autárquico independente) de Vizinhos do Areeiro

MDP: Movimento pela Democratização dos Partidos Políticos

Movimento apartidário e transpartidário de reforma da democracia interna nos partidos políticos portugueses

Operadores Marítimo-Turísticos de Cascais

Actividade dos Operadores Marítimo Turísticos de Cascais

MaisLisboa

Núcleo MaisDemocracia.org na Área Metropolitana de Lisboa

THE UNIVERSAL LANGUAGE UNITES AND CREATES EQUALITY

A new world with universal laws to own and to govern all with a universal language, a common civilsation and e-democratic culture.

looking beyond borders

foreign policy and global economy

O Futuro é a Liberdade

Discussões sobre Software Livre e Sociedade