Daily Archives: 2012/09/28

O que são as “Comunidades de Terras Comuns” / “Community Land Trusts” ou CLTs?

Uma Comunidade de Terras Comuns (“Community Land Trust” ou CLT) é uma organização não lucrativa que adquire e gere parcelas de terra em nome dos residentes de uma dada comunidade. Sendo ONGs e focando-se no desenvolvimento de comunidades locais ou de populações em dificuldades económicas, estas Associações não estão sujeitas ao pagamentos de impostos ao Estado ou às Autarquias. O modelo existe nos EUA, Canadá e Reino Unido há mais de quarenta anos. O modelo inspira-se no trabalho do ativista indiano Vinoba Bhave e ao seu modelo “Gramdan”: os proprietários doam voluntariamente a sua terra, ou partes não exploradas da mesma a um fundo comunitário que depois as distribui por quem as queira explorar. Esta cedência é gratuita ou por aluguer e expira ao fim de algum tempo se a terra não for utilizada. O modelo foi posteriormente adaptado por Robert Swan nos EUA para além do restrito uso agrícola, servindo estes terrenos comunitários também para atividades comerciais e empresariais de especial interesse para a comunidade, serviços públicos e habitações a baixos custos. No Reino Unido, este modelo de propriedade tem sido usado sobretudo para auxiliar a resolver o problema da habitação em cidadãos de fracas possibilidades económicas, mas também no estabelecimento de “lojas comunitárias”, especializadas na comercialização de produtos locais ou na recuperação de lojas, cafés, pubs ou restaurantes tradicionais que estavam à beira de fechar.

Uma CLT começa sempre na forma de uma doação. Seja ela financeira (por parte do Governo, da Administração Local ou de particulares) ou de terrenos. Uma vez realizada as construções ou iniciada a exploração agrícola, o terreno fica livre das flutuações de preços do mercado.

Uma CLT é gerida diretamente pela comunidade local, por todos aqueles que residem dentro dos seus limites geográficos, incluindo aqueles que exploram atividades no seu seio. Estes membros daa CLT elegem um Conselho de Voluntários para gerir a Comunidade em seu nome, em que os conselheiros são escolhidos entre residentes, utilizadores e seus trabalhadores, assim como represenatantes dos doadores das terras, por exemplo, o Governou ou a Autarquia.

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Categories: E. F. Schumacher Society, Economia, Política Nacional, Portugal | 4 comentários

Naro: A Coreia do Sul vai tentar mais um lançamento do seu foguetão orbital

A Coreia do Sul prepara-se para realizar no final de outubro mais uma tentativa para lançar o seu foguetão KSLV-1. Depois de dois falhanços, em 2009 e 2010, a pressão é agora muito grande e não são somente os coreanos que estão sob pressão… são também os russos que desenvolveram o engenho em parceria com os sul coreanos e cuja competência técnica e prestígio internacionais são hoje questionados devido a uma sucessão de falhanços e desaires espaciais.

A Rússia desenvolveu o propulsor a combustível liquido do primeiro andar do foguetão sul coreano, cabendo a este país asiático a responsabilidade pelo propulsor do segundo andar, a combustível sólido e tendo no topo um satélite, também fabricado na Coreia do Sul.

O primeiro lançamento de um foguetão deste tipo, o Naro-1, teve lugar em 2009, e foi um “quase sucesso” tendo falhado apenas a libertação do satélite e a sua decorrente colocação em órbita. Já a segunda tentativa correu bem pior, com a explosão do foguetão depois de apenas dois minutos de voo devido a um “problema elétrico”.

Se esta terceira tentativa de lançamento de um Naro for bem sucedida, a Coreia vai concentrar-se no desenvolvimento de um lançador inteiramente novo, o KSLV-2, que implicará o desenvolvimento de um novo propulsor, veículo que deverá estar pronto até 2018.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/coreia-do-sul-fara-3-tentativa-de-lancar-foguete-11092012-26.shl

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A figura da Presidência da República sofre hoje de erosão sem precedentes no prestígio e – logo – na eficácia da função

A figura da Presidência da República sofre hoje de erosão sem precedentes no prestígio e – logo – na eficácia da função. Como foi possível que um Presidente manifestamente tão incapaz de cumprir as suas funções tivesse sido re-eleito? O que diz a reeleição do Presidente mais impopular de sempre sobre a qualidade da Sociedade Civil portuguesa?

A democracia portuguesa vive hoje uma profunda crise de representatividade. Os portugueses sentem-se cada vez mais distantes da vida estratosférica, dos luxos, das condições ímpares em que vivem os políticos e os seus familiares, excluindo-se dos sacrifícios que impõem ao resto da sociedade, auto-excluindo-se e abrindo por essa exceção condições a uma vaga de revolta social sem precedentes na nossa História recente. Esta escavadora da irresponsabilidade não cessa de aprofundar o abismo entre eleitos e eleitores, afastando uns de outros a uma velocidade crescente.

Quanto maior for a separação entre políticos e cidadãos, pior será a qualidade da Sociedade Civil. E não o duvidemos, o desprestígio da Presidência da Republica é um excelente barómetro desta separação.

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